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A bem da Nação

DOGMAS vs REALIDADES

 

Dogma – Os ricos são ricos porque roubam os pobres.

Realidade – Os ricos são ricos porque desfrutam das mais valias do investimento; os pobres nada possuem que lhes possa ser roubado.

Dogma – Os ricos roubam as mais-valias do trabalho dos pobres.

Realidade – O trabalho, por si só, não tem qualquer valor: o trabalho é um factor de produção que só vale em função da acção que exerce sobree os demais factores de produção. Caso estes faltem, o trabalho cessa e o trabalhador baixa os braços e pode ser dispensado.

Dogma – A tributação do trabalho é uma afronta à classe trabalhadora. Realidade -…  mas deixa de parecer essa afronta quando o trabalhador se aposenta e passa a receber a pensão financiada pelos descontos dos trabalhadores que se encontram no activo. É ao que se chama a solidariedade social: Se fosse o Estado a pagar as pensões, não haveria lugar para guardar o buraco orçamental e se se recorresse à emissão monetária, logo o valor da moeda baixaria até às profundezas infernais. Sejamos, pois, solidários.

Dogma – Os ricos que paguem a crise!

Realidade – A República rege-se pelos princípios da liberdade, da igualdade e da solidariedade. Sobre esta, referi-me alguns parágrafos acima e quanto à liberdade, este texto é a prova dela. Mas em relação à igualdade… há uns mais iguais que outros… pois a igualdade fiscal não existe ao abrigo de uma parangona falaciosa a que se chama «justiça fiscal». Parangona porque a escarrapacham em tudo quanto é discurso laudatório do «bom povo» com vista a criar o ambiente propício à taxação progressiva dos escalões mais altos do IRS. E a primeira pergunta que ocorre tem a ver com o  que o Estado (Administração Pública, Governo…) fez mais aos ricos do que aos pobres que justifique essa taxação progressiva. E a resposta é a de que nada mais fez e, pelo contrário, faz mais pelos pobres do que pelos ricos previligiando a maior massa eleitoral. Mas há mais para além da demagogia eleitoralista. Refiro-me ao «desagravamento fiscal» com vista a aliviar o estrangulamento (fiscal, claro).

O alívio do aperto do dito nó corrediço faz com que, nos mais baixos escalões do IRS se reduza o risco dos incumprimentos no âmbito do tradicional sobre-endividamento das famílias portuguesas, nos escalões a seguir na escala ascendente, o alívio dirigir-se-á ao consumo de bens correntes e logo depois, cima, ao consumo de bens duradouros. Na(s) classe(s), onde a benesse incentivaria a poupança e o investimento, não há alívio fiscal. E também não há justiça, há falácia fiscal.

Volta Ronald Reagan! Eles hão-de perdoar-te!

 

Abril de 2024

Henrique Salles da Fonseca

DA SEMÂNTICA

 

 

Do dicionário se extrai que «desculpa» e «perdão» se equiparam como sinónimos mas…

… desculpar é tirar a culpa a alguém por acto praticado que me (nos) prejudicou, o que só é possível entrando na esfera da intimidade do culpado para apagar o acto causador da culpa enquanto o perdão é algo que faço (fazemos) dentro da minha (nossa) esfera(s) de intimidade.

Como assim?

Pois bem, para tirar o peso da culpa a alguém, temos que ir dentro do seu íntimo, o que, sendo um abuso da privacidade desse alguém, constitui um procedimento moralmente criticável e ter-se-ia que viajar no tempo para se apagar a CAUSA DA CULPA.

Ou seja, desculpar é moralmente incorrecto e fisicamente impossível.

Contudo, o perdão é o apagamento dos efeitos negativos causados por acto alheio dentro da minha (nossa) esfera(s) de intimidade.  E este apagamento pode ser feito sempre que se queira sem ter que recorrer a manipulações na variável «tempo».

Conclusão 1 – Os dois termos não são sinónimos;

Conclusão 2 - Mais vale perdoar do que desculpar.

 

Abril de 2024

Henrique Salles da Fonseca

INIMIGO À ESPREITA

 

Em tempos inseguros, com o inimigo à espreita, a responsabilidade mede-se conforme se empunhe uma arma, uma caneta ou uma vassoura.

* * *

 

Depois da Guerra Fria, eis que a Quente nos bate à porta.

Julgava Neville Chamberlain que «tinha dado a volta» a Hitler e que evitara a guerra. Viu-se! Na mesma classe de «anjinhos», destaco outros que também se convenceram de que conseguiam «domar a besta»: Willy Brandt e a sua Ostpolitik, Gerhardt Schroeder e Angela Merkel que se deixaram encantar pelo gás russo. Estamos a ver os resultados, não estamos?

E, contudo, o problema não é a nação russa, mas sim o regime de Putin que é filho do KGB, essa fábrica de monstros ao serviço da classe dominadora daqueles desgraçados servos, o povo russo – nascidos para servirem como «carne para canhão» tanto na guerra como na paz. O russo comum sabe que lhe cumpre servir o Estado Russo enquanto nós, ocidentais, sabemos que temos o direito de sermos servidos pelos nossos Estados. Mas também sabemos que, sob ameaça, nos cumpre pegar em armas. Mas…

… exactamente por sermos um espaço de livre opinião, também os não-democratas por cá pululam e, dentre estes, há marxistas e russófilos extremados. Sim, o Ocidente tem que tomar em conta a 5ª coluna que mina a nossa coesão e até mesmo a nossa segurança.

Eis por que o Serviço Obrigatório à Nação deve ter uma vertente militar e outra apenas cívica, mas todos, de ambos os sexos, a cumprirem um período de instrução preliminar militar (a que antigamente se chamava Recruta) durante três meses com inculcação de disciplina, treino físico básico, manejo de armas ligeiras… No final desse período, haverá alguma opinião sobre quem mereça ser convidado para continuar para um segundo período militar e sobre quem deve ser encaminhado para missões de menor responsabilidade. Em tempos de insegurança com o inimigo à espreita, a responsabilidade mede-se por aquilo que se empunha: uma arma, uma caneta ou uma vassoura.

Alinha da frente deverá ser servida por militares profissionais e por voluntários e deverá ser apoiada por segundas e terceiras linhas servidas por milicianos. Os cívicos servirão nas Administrações central, regional e local, Forças de Segurança, Protecção Civil, SnS saúde… por um período duplo do militar e sem subsídios de risco.

 

IN FINE – Tudo deve ser feito para impedirmos a repetição do erro de permitirmos que elementos ideologicamente afectos ao inimigo acedam às nossas Forças Armadas. E deixámos que chegassem ao generalato. Lastimável!

 

Abril de 2024

Henrique Salles da Fonseca

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