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A bem da Nação

EFEMÉRIDE

25 DE NOVEMBRO DE 1975

Faz hoje 46 anos que a democracia chegou a Portugal derrubando o comunismo que desde o 25 de Abril de 1974 tentava destruir a Nação pondo o país ao serviço da União Soviética.

Foi um punhado de valentes sob a liderança do então Coronel Jaime Neves que tomou a iniciativa de pôr fim ao desmando total a que estávamos a ser submetidos e de proclamar que estava na hora de se estabelecer efectivamente uma democracia de base pluripartidária, parlamentar.

Passadas as colónias portuguesas para a esfera do Império Soviético, estava cumprido o maior desígnio da “revolução dos cravos” perpetrada por uns quantos “anjinhos” e minada por alguns traidores. Eis por que o Dr. Álvaro Cunhal foi condecorado herói soviético já depois de 25 de Novembro de 1975.No que então restava de Portugal, resolveu-se o problema com meia dúzia de sopapos bem dados em alguns adeptos do totalitarismo mas nas antigas colónias portuguesas começavam os sovietizados as chacinas contra as populações que queriam submeter pelo terror. Assim começaram as guerras civis em Angola e em Moçambique. Mas o sangue também jorrou – e muito - na Guiné e em Timor.

Passados estes 45 anos, eis-nos em Portugal numa democracia parlamentar consolidada e cheia de problemas conhecidos de toda a gente, discutidos por todos em público e sem constrangimentos.  Esta, sim, a liberdade real, não a da propaganda com que os abrilistas nos enchem as parangonas dos jornais. Mas a tranquilidade destes 45 anos levou-nos ao doce remanso das águas planas. E tudo é vida corrente, sem mais objectivos do que ultrapassar a pandemia e regressar ao bem-estar, ao enriquecimento tão rápido quanto cada um consiga mesmo que sem olhar a meios; liberdade económica tão desregulamentada quanto os princípios do liberalismo sugerem, o crédito como um direito a dar suporte ao hedonismo, o género humano a apregoar que é híbrido, o vazio quanto a valores colectivos, nacionais, desígnios superiores.

Chegados ao deserto ideológico, à “vidinha” corriqueira, onde está quem nos sugira um sonho?

Eis o desígnio a que os políticos se deveriam dedicar durante os próximos 46 anos, sob pena de descrédito pessoal se o não fizerem e de diluição da Nação na voragem chinesa de mando no mundo.

25 de Novembro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

GOLPE's E «PEANUTS»

As Grandes Opções Livres da Política Europeia são grandes, são políticas mas não são opções livres porque a liberdade de escolha funciona em pleno desde que a social democracia prevaleça na definição da carga fiscal e o liberalismo no funcionamento da economia.

Tudo mais são minudências, conversa fiada ou, como também há quem diga, «peanuts».

A PENSAR NO NATAL...

https://www.sitiodolivro.pt/pt/autor/henrique-salles-da-fonseca/16781

Se a ligação anterior se mostrar renitente, procure a editora «Sítio do Livro» e depois ou procura por mim na lista dos autores ou pelos títulos do que lá publiquei

«Esurge Deus» - por que foi o Padre António Vieira julgado e condenado pela Inquisição?

«URBI ET ORBE» - viagens pelo mundo... 

Festas felizes, o que desta feita tamb+em significa «descovidadas».

Henrique Salles da Fonseca

SILOGISMANDO...

Pensar é acto absoluto; saber é relativo.

Como animal amestrado, pode-se saber sem ter pensado; ser pensante pode saber muito ou pouco mas não pode prescindir de um sistema de raciocínio mais ou menos sofisticado mas sempre implicando uma (alguma) lógica.

O que não se basear nalgum sistema lógico é ilógico e, como tal, absurdo. Absurdo no âmbito de um determinado sistema de lógica mas, eventualmente, não noutro sistema porque a lógica não é não é absoluta senão no sistema em que se integra. É, pois, relativa.

Tudo, matéria interessante, sem dúvida que exige reflexão, que exige algum esforço de raciocínio dentro de algum sistema de lógica, de identificação de conceitos absolutos e de outros apenas relativos. Um esforço de síntese, de concentração.

Nós, ocidentais, estamos de tal modo formatados na Civilização Aristotélica que não concebemos outros sistemas de raciocínio mas, na verdade, eles existem. Basta lembrarmo-nos de todas as Civilizações não-Aristotélicas. Diferenças essas de sistemas lógicos que podem gerar conflitos.

A nossa busca da fronteira entre o relativo e o absoluto assemelha-se muito à abstração das particularidades, à pureza de conceitos e requere concentração e, até, isolamento – mas, de preferência, sem os exageros da clausura nem dos anacoretas. E não será tão pouco conveniente tentar alcançar o nirvana, essa forma utópica de nihilismo mental, exactamente porque é o oposto do que pretendemos, o pensamento superlativo. Pelo contrário, exige uma presença total, um uso pleno das capacidades mentais da pessoa estatisticamente normal, igual aos demais mas sem nada que a distraia.

Então, silogismando, se o progresso da Humanidade se consegue com a pureza do raciocínio cuja formulação exige concentração, por que gostamos tanto de música, essa arte que nos distrai do sentido maior do pensamento?

Porque o belo, nas suas formas lúdicas, dá prazer aos sentidos e deve dar sentido honesto aos prazeres e também porque nem só de pão vive o homem.

Novembro de 2021

NONSENCE SUI GENERIS

ou

TUDO NOS EIXOS

Qualquer dia vem aí a vassourada

E as feministas vão para a tropa,

Os Mamadous são recambiados

Para os Senegais, SenegâmbIas

E quejandos Okavamgos

E a núvem que faz neve em Cascais enegrece

E nós faremos bonecos de carvão

Do pó das centrais do Xi Jin Ping.

Aí, chateado, faço lume na bomba de neutrões

Sobre Xangai

E os passarinhos voltam a poisar

Nas balaustradas da Ponte do Freixo.

E assim, sim, fica tudo nos eixos-

ÁMEN!

NO DIA DE FINADOS

Lembrei-me dos meus e lembrei-me também de outros finados longínquos, desconhecidos.

* * *

Há muito esquecidos por alguns, ignorados por outros e completamente desconhecidos dos restantes europeus cristãos de obediência romana, os filósofos gregos e suas subtilezas foram trazidos de volta ao conhecimento dos ibéricos por eruditos árabes do Al Andaluz.

Claro está que esses conhecimentos apenas terão transbordado para círculos de erudição muçulmana e, por osmose, para moçárabes. Creio que dificilmente essa erudição subtil tivesse chegado aos círculos mais privilegiados da cristandade afecta a Roma.

Naquelas épocas (refiro-me ao séc. XII da nossa era), na Europa, a lógica ainda não era (voltara a ser?) aristotélica e a razão estava no fio da espada.

Em 30 de Junho de 1147, dentro das muralhas de Lisboa vivia uma importante comunidade cristã moçárabe misturada com muçulmanos que, à ´época, eram benignos mas no dia seguinte, 1 de Julho, a frota dos cruzados bretões e teutões fundeou no Tejo e os seus tripulantes tomaram a zona a Ocidente da cidade (a que hoje chamamos a Baixa-Chiado) e as tropas de D. Afonso Henriques tomou a zona a nascente (a que hoje temos por Stª Apolónia) assim se dando início ao cerco de Lisboa. Em 20 de Outubro, os católicos entraram na cidade e D. Afonso Henriques, perdendo o controlo da voracidade sanguinária dos cruzados, teve que assistir ao saque e à chacina dos sitiados. O sangue jorrou sem que teutões nem bretões distinguissem muçulmanos de cristãos moçárabes. Um dos degolados foi o próprio bispo (moçárabe, herdeiro da já distante tradição visigótica) que logo de seguida foi substituído por Gilbert de Hastings ali mesmo nomeado (por quem?) bispo de Lisboa e de obediência a Roma.

Na pessoa desse bispo degolado (cujo nome tentarei descobrir) no dia 20 de Outubro de 1147, recordo hoje, 2 de Novembro de 2021, os cristãs de rito moçárabe chacinados na conquista de Lisboa.

Mas, continuando a referir finados, o cemitério dos cruzados teutões mortos nesta conquista está situado nos baixos da Igreja de S. Vicente de Fora e o dos bretões é nos baixos da Basílica dos Mártires, na Rua Garrett.

Lisboa, 2 de Novembro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

NO DIA DE TODOS OS SANTOS

Invocar todos os Santos duma só vez, exige por certo um grande poder de síntese fazendo incluir todos numa só prece.

Não partilhando de opções colectivistas nem de preces à molhada, fico-me pelo meu onomástico, Santo Henrique. E qual não foi o meu espanto quando, há anos, procurei saber de quem se tratava e… em vez de um, encontrei dois Santos com o meu nome.

De memória, cito que um deles se distinguiu pelo bem que praticou e o outro, pasme-se, pelo mal que fez a gente de bem.

Então, terá sido mais ou menos assim:

  • O primeiro do nome foi «Imperador» na Alemanha e ter-se-á distinguido pela boa governança, pela boa justiça que administrou, pela protecção dos desvalidos;
  • O segundo, também alemão, foi cruzado e, embarcando no norte da Alemanha, rumou a Sul até que, passando pelo Porto, se integrou na frota que zarpava para a conquista de Lisboa aos mouros que, afinal, eram maioritariamente cristãos moçárabes e que ele ajudou a chacinar até que alguém o trespassou. Jaz algures no cemitério dos teutões sob a igreja de S. Vicente de Fora.

A propósito, como seria culturalmente interessante estudar a exegese e os ritos moçárabes, os quais eram herdeiros dos homólogos visigóticos.

Com ironia, pergunto-me se nas veias deste Santo Henrique ainda correria sangue de algum seu antepassado visigodo. Mas a história deve então ter sido contada de outro modo e ele foi mesmo canonizado. E os que ele matou?

Amanhã, Dia de Finados, vou lembrar-me dos cristãos martirizados na conquista de Lisboa, moçárabes.

Lisboa, 1 de Novembro de 2021

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