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A bem da Nação

ATENTADO...

 

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... CONTRA OS SISTEMAS POLÍTICOS OCIDENTAIS E

CONTRA O CRISTIANISMO

 

Berlim como símbolo do cristianismo e Nice como símbolo da República

 

 

O atentado em Berlim provocou 12 mortos e 49 feridos (destes encontram-se 14 em perigo de vida). Eram pessoas que se alegravam como outros, nos milhares de mercados de natal que tradicionalmente se realizam durante as quatro semanas de advento, em todas as cidades e aldeias da Alemanha. Fica a compaixão com as vítimas.

 

A Polícia Judiciária Federal alemã busca o tunisino Anis Amri, disponibilizando um prémio de recompensa pela captura que vai até 100.000 euros. No camião, foram encontradas impressões digitais e os documentos do refugiado tunesino (tolerado) de 24 anos de idade (em posse de diversos documentos de identidade); Anis Amri já tinha sido condenado a quatro anos de prisão na Itália mas a Tunísia não o aceitou e ele depois de cumprida a pena submergiu na sociedade pedindo depois refúgio na Alemanha. A Alemanha tolerava-o dado não o poder enviar para a Tunísia. Os Verdes não estão de acordo considerar os países do norte de África como países seguros onde se possa reenviar refugiados não reconhecidos como tal.

 

O delinquente islamista era "soldado do Estado Islâmico", segundo declarou o porta-voz do EI Amak.

 

As pessoas de boa vontade e o povo alemão encontram-se assustados e tristes e a chanceler sente-se “horrorizada, chocada e profundamente triste”. Para estas coisas “não há respostas simples”, confessa ela. Este é o maior ataque na Alemanha que atinge profundamente a Chanceler dos refugiados.

 

Atentado contra os símbolos da cultura ocidental

 

O atentado de Berlim repete a estratégia do atentado de Nice perpetrado na França a 14 de julho passado, dia nacional da República, e que provocou 86 mortos e 400 feridos. Na França são atacados os valores republicanos da revolução francesa e em Berlim é atacado o cristianismo, como sua fonte.

 

Apesar do grande empenho e da alta competência e actividade do sistema de segurança nacional, a Alemanha não conseguiu impedir o que um dia teria de acontecer.

 

O islamismo fanático está consciente da importância dos símbolos, dos mitos e das ideias como motivadores de acção e como fundamentos em que assenta a história de toda a cultura, nação ou civilização. Por isso escolhem bem os espaços e os tempos da sua intervenção na sua luta anti-cultural. O mercado atacado tem grande densidade de significado e conteúdo: fica mesmo ao lado da “Igreja do Memorial”, que é símbolo da paz e da reconciliação e como mercado do advento prepara a festa do Natal.

 

A logística do fanatismo cria rituais e contra-símbolos como mensagens estatuídas, nos minaretes do tempo, a avisar contra os símbolos dos adversários. De fora operam com atentados, de dentro não aceitando as canções de natal ou a festa do são martinho, cruzes, etc. Pelo que observo, nas sociedades onde se encontram, como pessoas são geralmente muito simpáticas mas como grupo religioso, geralmente lutam pelo seu direito de grupo mas não pela humanidade ou pelos direitos da pessoa (a defesa destes enfraqueceria o grupo!).

 

O problema não está nos refugiados mas na ideologia. Não se trata agora de criminalizar tantos refugiados vítimas da guerra nem de abdicar de uma sociedade aberta e livre mas de levar os chegados a abrir-se à abertura que lhes permite serem eles (e, por outro lado verificar até que ponto os imigrados são integráveis; sim porque uma civilização não pode transformar-se numa floresta aberta). Não chega perseguir aqueles que em nome do Islão praticam a barbaridade, é preciso que o islão se transforme de maneira a aceitar os outros como pessoas e não apenas como crentes de um lado e adversários do outro. Doutro modo o Ocidente passa a viver na reacção ao medo e na caça daqueles que alimentam a suas energias negativas a partir do Corão (até surgiu a ideia de encerrar todos os mercados de natal na Alemanha assim como a de evitar festas de natal nos jardins de infância ou nas escolas para se não ferirem susceptibilidades islâmicas! Entretanto optaram por colocar cubos de cimento nos acessos aos mercados de natal). Há que purificar as águas do abuso na fonte, doutro modo tudo não passará de maculatura. Uma sociedade aberta não se pode desculpar por ter de defender a abertura, uma sociedade aberta tem o direito de exigir dos hóspedes também a abertura que eles exigem para si. Doutro modo autodestrói-se. Combater os nazis e seus dizeres e ignorar os dizeres (suras) do Corão que são mais desumanos que os dizeres dos nazis é confundir e enganar a sociedade. O Corão precisaria de ter notas explicativas que neutralizassem a guerra e que justificam.

 

Os políticos e a economia são os mais responsáveis do estado a que chegamos porque pretendem enganar o cidadão dizendo que na guerra declarada à cultura ocidental se trata apenas de casos individuais ou de grupos extremistas e, por isso, não exigem o estabelecimento de acordos bilaterais de abertura que assegurem nas sociedades islâmicas o respeito pelos cristãos e ateus como acontece nas sociedades ocidentais com os muçulmanos. A troca e o intercâmbio não é suficiente nem honesta se uma parte se preocupa apenas com o dinheiro como se o mundo se reduzisse a um supermercado.

 

Também é verdade que uma cultura se afirma em grande parte pela economia e tecnologia mas estas não são monopólio eterno do Ocidente e no futuro quem mais se afirmará serão as culturas com economias fortes. O ocidente vive na ilusão de poder continuar a abdicar da sua cultura e só com a economia e meia dúzia de valores desencarnados poder continuar a influenciar determinantemente o mundo sem uma plataforma cultural vivida; equivoca-se não se tornando consciente das razões da sua decadência. Nos inícios havia a guerra entre tribos, depois entre nações e agora dá-se entre civilizações. O ocidente encontra-se num momento da História semelhante ao dos judeus no tempo em que os romanos lhe destruíram o templo. Deles poderia o Ocidente e em especial a Europa aprender muito. O povo judeu integrou nele a interculturalidade sem perder nem renegar a sua identidade. Por isso continua a ser no mundo uma referência positiva e ao mesmo tempo, com o cristianismo, um grande impulsionador da história humana. Nos países onde os judeus se encontram, a civilização avança sem que se imponham. Estes poderiam constituir para as elites europeias um exemplo de abertura e de autodefinição na medida em que ad intra se aceitam como judeus crentes e judeus seculares e ad extra se afirmam no respeito pelas leis que vigoram nos países onde se integram sem quaisquer devaneios ideológicos de grupo.

 

A culpa repartida traz mais juros para as partes

 

Quem é o culpado do atentado? O assassino, o EI, o Islão? Esta é uma questão complicada e difícil de responder na nossa sociedade, habituada a culpar o cristianismo pelas maldades acontecidas em épocas passadas. O ressentimento é alimentado e cultivado por grupos de interesses que se aproveitam do sistema e procuram justificar-se buscando a culpa nos outros.

 

Por vezes tem-se a impressão que a culpa repartida traz mais juros para todos os grupos de interesses organizados no Estado, de forma autónoma, mesmo contra os interesses da nação e do povo. Por vezes tenho a impressão de encontrar um certo paralelo na atitude de tanatofilia dos suicidas bomba muçulmanos na defesa do islão e uma atitude de tanatofilia de muita gente da esquerda radical que consciente ou inconscientemente disputa pela morte da própria cultura.

 

Independentemente da realidade manifestada nos factos, cada partido reage aos atentados segundo a sua ideologia e programa, o que é natural em democracia. O que se torna estranho é o facto dos adversários de dentro se aproveitarem do inimigo de fora como aliado de luta para defesa da própria ideologia e ataque da do concorrente político; o factual passa à margem e o todo também. Agora, na rua, formam-se manifestações paralelas da direita e da esquerda, umas contra as outras; o que não se vê são manifestações de muçulmanos contra a barbaridade cometida. Procura-se tirar capital político das acções abomináveis em que cada parte aponta no sentido do polo contrário. Alguns falam de “mortos de Merkel” e da culpa da política de refugiados do governo alemão, outros vêm no acontecido um mal menor numa sociedade aberta, outros sentem satisfação e interesse em que se caia no caos, porque este lhes ofereceria mais oportunidades, que uma sociedade ordenada e próspera não ofereceria.

 

A discórdia e a luta de uns partidos contra os outros é aquilo que mais alegra e dá força aos islamistas. A sociedade se não quer ver a sua liberdade roubada terá de a defender, mas a sociedade de interesses encontra-se polarmente dividida predominantemente empenhada em fazer valer os interesses de uma parte contra os da outra perdendo-se na concorrência partidária sem se empenhar por encontrar um consenso do que constitui as colunas da própria identidade cultural que possibilita a uns e outros uma existência baseada na sustentabilidade.

 

Aos problemas da dinâmica democrática junta-se os parâmetros de uma outra sociedade concebida em termos fascistas que se exprimem, cada vez mais, numa sociedade com mais de 5 milhões de muçulmanos (quatro milhões de turcos cujas associações que de facto se sentem mais ligadas a Erdogan do que à constituição alemã). Os interesses de uns e de outros encontram-se à mistura e repartidos por diferentes facções políticas e económicas, todas elas interessadas no negócio com eles.

 

O islão-político conhece bem as fraquezas do Ocidente que, sem uma identidade comum será fácil de dividir ainda mais e de dominar tal como aconteceu a Roma perante os vizinhos bárbaros.

 

Enquanto o terrorismo internacional servir os interesses de algum grupo dentro de um país, ele não poderá ser combatido consequentemente sem haver “guerra-civil” ideológica. Haverá sempre a compreensão e os aliados que sacrificam a vítima em favor da agressão, tal como acontece hoje na Síria.

 

De facto não se trata já de deixar o terrorismo entrar na sociedade, ele já se encontra nela, camuflado de diferentes formas; o que se combate fora encontra-se dentro e vice-versa. Torna-se grutesco que vítimas da injustiça se tornem injustas tornando suas vítimas os humanos que os acolhem. A guerra gera guerra.

 

A paz não pode ter um só sentido em vias paralelas, pois nunca nos encontraríamos, doutro modo ganhará o que tiver a estratégia de autoafirmação exclusiva e mais agressiva.

 

O atentado de Berlim não é um ataque à Alemanha mas aos fundamentos da sua identidade na sua vertente religiosa do Natal e na vertente política da revolução francesa.

 

Apesar das provocações na própria casa, os cristãos têm de defender a abertura que lhe é própria na convivência com o próximo; para o cristão a dignidade é inerente ao homem e não a uma confissão. No caso, como se trata de interesses políticos não seria oportuno, depois de se ter apanhado na face direita, oferecer a esquerda, mas de fugir ao círculo vicioso de pagar o mal com o mal. O ódio é o pior companheiro porque, além de vingativo e cegar, traz consigo danos emocionais, físicos e espirituais. O mal não vem de fora; ele só se afirma porque se encontra dentro de nós e na sociedade que deformamos.

 

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António da Cunha Duarte Justo

 

ALEMANHA - GRANDE OFENSIVA CONTRA ISLAMISTAS

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 ASSOCIAÇÃO SALAFISTA PROIBIDA

 

Aumento da Roupa islâmica nas ruas é Sinal do Avanço do Islão radical

 

No dia 15.11.2016 realizou-se a maior operação policial em 10 estados federais. 1900 polícias fizeram buscas em 60 cidades a 200 habitações, escritórios e mesquitas da organização salafista “A Verdadeira Religião”( rede de pregadores), que foi proibida na Alemanha por ser contra a Constituição. O seu chefe Abou-Nagie encontra-se actualmente na Malásia. (Ele já tinha recebido ilegalmente, com a família, apoios sociais em Berlim no valor de 53.000€).

 

A polícia confiscou armas, computadores, várias facas, um facão, um soco-inglês e pirotecnia, ninguém foi preso na altura. Através do controlo policial geralmente discreto, a Alemanha consegue evitar actos de violência maiores na sociedade.

 

O Gabinete Federal para a Protecção da Constituição avalia o crescente número de radicais salafistas islâmicos na Alemanha em cerca de 1.200 homens e mulheres (20% mulheres!). A tática da organização é: primeiro distribuir o Corão e, em seguida, levar a aderir ao “Estado Islâmico”.

 

Sob o pretexto da distribuição do Corão em zonas de peões, a organização “Lê” fazia reclame pelo Estado Islâmico (Distribuíram na Alemanha, até 2016, 3,5 milhões de exemplares do Corão e no estrangeiro cerca de 26 milhões). Na Alemanha há cerca de 9.200 salafistas; 140 jovens foram radicalizados pelo grupo tendo ido como jihadistas para as zonas de combate na Síria e no Iraque.

 

Muçulmanos salafistas rejeitam a democracia e apenas reconhecem a jurisprudência islâmica (Sharia) e a “ordem islâmica” como única forma legítima de Estado e da sociedade. No início, quando o salafismo começou a distribuir o Corão nas zonas de peões, ninguém imaginava a pólvora que ele contém e então diziam não se poderem discriminar porque também se pode distribuir a Bíblia.

 

Na rua cada vez se nota mais a roupa islâmica como o sinal do avanço do Islão radical. O Problema do lenço tem a ver com o Islão político, com aspectos religiosos, feministas, minorias e direitos humanos, geralmente não tratados. A mulher muçulmana que tapa o corpo e põe o lenço assume uma áurea de vítima: vítima do Islão e da sociedade ocidental porque na sua decisão não é livre de fugir à pressão social de timbre fundamentalista muçulmano nem à pressão de timbre emancipatório ocidental.

 

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António da Cunha Duarte Justo

“O ISLÃO É INCOMPATÍVEL COM A DEMOCRACIA OCIDENTAL”

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MUÇULMANOS PODEM SER DEMOCRATAS - O ISLÃO NÃO

 

O cientista e politólogo Hamed Abdel-Samad constata que “o Islão é incompatível com a democracia, muçulmanos podem muito bem ser democratas… são democratas não por serem muçulmanos mas apesar de serem muçulmanos” (HNA 11.11.2016).

 

Muçulmanos e não muçulmanos defensores de uma modernização do islão na Europa, declaram-se fracassados e impotentes nos seus esforços de implementação de um islão mais democrático e aberto, dado a política europeia favorecer um islão de lenço e não apoiar as pessoas defensoras da modernização do islão nem um laicismo islâmico.

 

O cientista muçulmano Prof. Dr. Bassan-Tibi que sempre lutou por um islão filantrópico, democrático e humanista na Europa, vê tal intento frustrado, numa entrevista ao Cícero. Também segundo ele, muçulmanos liberais não são tomados a sério pelas instituições sociais nem são convidados pelas instituições públicas; convidados são os representantes tradicionalistas de organizações muçulmanas e mesquitas. Geralmente, em torno das mesquitas formam-se associações de utilidade pública que fomentam o gueto.

 

Abdel-Samad critica a vigente cultura de debate social que evita ou impede de falar a quem analisa objectivamente as coisas e fala texto claro e, por outro lado, concede palco a quem ideologiza e tudo isto em nome da tolerância que se baseia no medo de uma análise científica do assunto e, como tal se evita, com o pretexto de que uma discussão aberta e livre poderia fomentar a xenofobia. Com medo de encarar a realidade como ela é, prefere-se viver de diálogos oportunos para fazer salão e para alguns, mas que não tocam o âmago das questões e deste modo não servem também o islão.

 

Os nossos políticos estão interessados em que não haja uma discussão aberta sobre o assunto porque por um lado perderiam adeptos islâmicos e eleitores não islâmicos e triam de tomar mais medidas em favor da integração. Esta é uma questão muito complicada devido aos muitos interesses em jogo, sejam eles de assunto partidário e política ou de interesses profissionais como é o caso de assistentes sociais, advogados, médicos, professores, indústria e todo o comércio.

 

O islamismo considera a mulher como despojo nas suas conquistas e permite aos homens bater nas suas mulheres ou considerá-las como objecto sexual e como “sementes de colheita” (Corão), diz Abdel-Samad, defensor de um islão moderno.

 

Muito da nossa boa gente e até intelectuais preferem viver de ideias de um conhecimento superficial do islão para poderem aparecer nos palcos públicos (vivendo da ideia errónea de que as religiões defendem todas o mesmo), não notando que assim estão a apoiar o radicalismo islâmico e a impedir a formação de um islão moderno.

 

“O Corão protocola diferentes estádios ou condições em que Maomé e a sua comunidade se encontravam. Quando se sentia fraco e oprimido pregava a tolerância e o perdão e quando formou um exército com a comunidade, entrou em conflito com povos politeístas, judeus e cristãos, então são protocoladas no Corão as passagens de exclusão (xenofobia) e de ódio”, atesta Abdel-Samad. Uma vez que o Corão é visto como a última palavra de Deus imutável e intangível torna-se difícil pronunciar-se, sendo lógica a contradição e a ambiguidade do esmo Corão. “O Corão ordena aos muçulmanos que não façam amizade com cristãos nem com judeus porque são piores que animais e são impuros”; isto contradiz a dignidade e a igualdade; revela-se como uma boa estratégia porque o contacto poderia levá-los a comparar e a pensar mais diferenciadamente. Em geral, como nos Testemunhas de Jeová, o contacto inter-familiar de muçulmanos e cristãos não é desejado, a não ser no trabalho e com representantes.

 

Na crítica que se faz é determinante distinguir-se entre pessoa e ideologia. Uma coisa é o islão e outra coisa são os muçulmanos. Estes não devem ser abordados com preconceitos nem devem ser excluídos.

 

Uma pesquisa feita na Alemanha em 2015 revela que 57% dos residentes na Alemanha vêem o islão como ameaçador e 61% dizem que ele não se enquadra na democracia e dois terços rejeitam a afirmação de que o islão faz parte da Alemanha.

 

Muitos crentes fazem guerra fora e dentro: em nome da liberdade religiosa, exigem direitos especiais (acabar com a carne de porco nas escolas, pôr salas de oração à sua disposição, libertar as meninas de aulas de natação, de viagens de estudo, etc. e evitar gestos de cortesia, como apertar a mão a mulheres; estas são consideradas impuras no tempo da menstruação.

 

Em democracia é natural que os grupos de interesse se juntem para defenderem os seus interesses; a democracia, porém deveria estar mais atenta a quem se serve dela para impor costumes e leis antidemocráticas. Na Alemanha cada vez se sofre mais com a ligação do chauvinismo nacional turco promovido e controlado pelo governo turco que envia os seus funcionários para dirigir as mesquitas e por grandes organizações turcas numa Alemanha com 4 milhões de turcos que apoiam maioritariamente o regime fascista de Erdogan.

 

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António da Cunha Duarte Justo

O FANATISMO EMPURRA O MUNDO

 

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ATENTADO CONTRA CRISTÃOS COPTAS

 

Domingo, 12.12.2016 o ministro egípcio da saúde deu conhecimento de um atentado muçulmano no Cairo na catedral copta de S. Marcos. O atentado provocou 25 mortos e 49 feridos, durante uma missa.


Mais um atentado à conta do Islão! E muitos teimam em continuar a afirmar que este, como outros, é apenas excessos de extremistas da "religião da paz". Pelo que a realidade mostra por todo o lado, não. Pela paz é, certamente, a maioria dos muçulmanos mas o islão não. Em nome dele, sem contradição das massas muçulmanas, se cometem imensas barbaridades contra a humanidade.


Os cristãos coptas, uma comunidade cristã antiquíssima em toda a região constitui hoje uma minoria de 10% da população egípcia.


Al-Sisi, o presidente, decretou um luto nacional de três dias. De facto, a “Irmandade Muçulmana” é uma ameaça contínua não só para os cristãos mas também para os muçulmanos que querem viver em paz e sossego. A Irmandade tem ligação com o Daesh.


Os fanáticos muçulmanos determinam não só a imagem mas também a actualidade do Islão. Em nome da honra do Islão assassinam e destroem enquanto os civilizados explicam as suas barbaridades em nome da compreensão e da tolerância.


Será que a História lhes dá razão ao provar que quem se afirma com fanatismo e mais violência cria os pressupostos do futuro que então os legitimam e lhes dão razão... Porque será que no mundo ainda há tanta gente a viver da produção e do uso das armas e do combate por ideologias?

 

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António da Cunha Duarte Justo

SUBSÍDIOS PARA A CABOVERDEANIDADE (5)

 

 

A nova linguística soviética e como foi que Estaline esclareceu os camaradas desorientados, que misturavam política e ideologia com a linguística, na Universidade de Baku. Estaline parece ter aprendido com os seus erros, depois do gulague e do respectivo holocausto, tornou-se promotor da liberdade de opinião na ciência.

 

A experiência relativamente recente da União Soviética (URSS) mostrou-nos que, quando os cientistas e investigadores misturam a política com a ciência, esta última afunda-se. O académico ucraniano Trofim Denisovich Lysenko (1998-1996) tornou-se célebre por ter defendido uma genética proletária, oposta à genética burguesa americana. Para ele, os genes eram conceitos burgueses. Desta maneira, por falta de genes, a genética soviética perdeu a sua razão de ser e definhou.

 

JCH-Lysenko.jpgTrofim Denisovich Lysenko (Wikipedia), com o seu olhar de psicopata assustado pela sua própria sombra.  Lysenko foi um biólogo e agrónomo soviético de nacionalidade ucraniana, que rejeitou a genética mendeliana.  Era a favor das teorias de hibridização do horticultor russo Ivan Vladimirovich Mitchurin, criticou a genética «burguesa» americana e pôs em dúvida a existência dos genes, em nome duma nova genética «proletária».

 

T. D. Lysenko, o membro da academia, que prejudicou a genética, desviando-a do campo da ciência para o campo da política, como escreveu o Doutor Almerindo Lessa (1960, Seroantropolgia das Ilhas de Cabo Verde, Mesa-redonda Sobre o Homem Caboverdeano, Mindelo, 21 a 24 de Julho de 1956, Junta de Investigação do Ultramar, Estudos, Ensaios e Documentos Nº 32, 159 p.), era bem conhecido em Cabo Verde e a sua genética sem genes foi discutida durante a mesa-redonda do Mindelo sobre o homem caboverdeano, em 1956, à qual participaram 23 investigadores caboverdeanos, 1 indo-português e 6 portugueses.

 

JCH-Marr.jpgNikolai Yakovlevich Marr, (1865 – 1934), professor georgiano da Universidade de Leninegrado, que introduziu a luta de classes na linguística e que, por isso, foi reconhecido e galardoado com o Prémio Lênine pouco antes de morrer

 

Disparates deste quilate surgiram também, na linguística soviética. Após o golpe de Estado do partido bolchevique, que ficou conhecido por grande revolução socialista de Outubro, um professor da Universidade de São-Petersburgo, Nicholas Yakovlevich Marr (1864-1934), decano do Departamento das Línguas Orientais, que era filho de pai escocês e tinha nascido de mãe georgiana, na Transcaucásia, aderiu ao marxismo-leninismo que estava oficialmente na moda e quis interpretar a linguística à luz dessa doutrina política. Tratava-se dum profissional de mérito reconhecido, que, só depois da revolução, se tornou marxista-leninista. Aderiu ao partido bolchevique, provavelmente a toda a pressa para defender a sua cátedra e não ser saneado, e depois tentou ser consequente, estudando o marxismo-leninismo, inspirando-se deste na sua actividade profissional, a que tentou dar um cunho original e criador, como todos os verdadeiros cientistas. Estas tentativas levaram-no a misturar a política com a ciência, a sua obra científica ficou esterilizada pela política e deixou de ter interesse.

 

A partir daí, teve uma carreira brilhante e tornou-se o mandarim da linguística soviética com a sua “nova doutrina linguística”, segundo a qual a noção de protolíngua era fictícia e as línguas nacionais se tinham formado pela convergência de numerosos dialectos tribais, uma origem “sociolinguística” antes da letra (Manuel Monteiro da Veiga, 1995, p. 19, O crioulo de Cabo Verde-Introdução à gramática do Crioulo, Instituto Caboverdeano do Livro e do Disco, Praia, 490 p. Ver Subsídio 9.). A linguística comparada era “burguesa” ao passo que a sua “nova doutrina linguística” era marxista e proletária, porque, segundo ele, as línguas tinham evoluído com as lutas de classe, como parte integrante da superstrutura ideológica. Recebeu o prémio Lenine em Janeiro de 1934, ano em que morreu e teve funerais oficiais (René L'Hermitte, 1984, Science et perversion idéologique: Marr, marrisme, marristes, une page de l'histoire de la linguistique soviétique, Institut d’Etudes Slaves, Paris, 104 p.).

 

A linguística soviética foi dominada pela nova linguística de classe até que Marr e os seus discípulos da Universidade de Baku, Azerbeijão fossem criticados pessoalmente pelo primeiro tsar (= imperador) da URSS, Yosif Visarionovitch Djugachvili, conhecido pela sua alcunha Estálhine e caucasiano como N. Y. Marr (Joseph Staline, 1950, A propos du marxisme en linguistique, in Derniers Ecrits 1950-53, Editions Sociales, Paris, p. 11 – 59).

 

JCH-Staline.jpg Iosif Vissarionovich Djugashvili (Wikipedia), mais conhecido pela alcunha, que escolheu na clandestinidade, Stálhine, 1979 - 1953, marxista-leninista georgiano, que, cerca de vinte anos depois de subir ao trono, desembaraçou a linguística da luta de classes, mas que parece não ter chegado a ser conhecido dos linguistas cabo-verdianos, que introduziram a resistência dos escravos na linguística, outros vinte anos mais tarde.

 

Estaline negou que a língua fosse uma super estrutura (institucional e cultural) acima da base social, que definiu como “regime económico da sociedade a uma dada etapa do seu desenvolvimento”. Lembrou que quando o regime económico se modifica, aparece a superstrutura que corresponde ao novo regime, mas que isso não acontece com a língua. Exemplificou com a língua russa, que se manteve essencialmente a mesma, enquanto que a sociedade russa tinha atravessado três regimes económicos diferentes, feudalismo, capitalismo e socialismo, assim designava ele o capitalismo de Estado, com as respectivas superstruturas diferentes. Sublinhou que a língua é radicalmente diferente da super estrutura.

 

A seguir vamos resumir os principais esclarecimentos feitos por Estaline, no seu estilo pesado e repetitivo, como respostas a questionários e a cartas de linguistas e membros do seu partido único. Começa por lembrar, que não sendo linguista, não poderia dar inteira satisfação aos seus camaradas mais competentes do que ele em linguística, mas que podia falar com conhecimento de causa das relações entre o marxismo e as ciências sociais. Era um autodidacta, que mostrou, nos seus últimos escritos, ter espírito prático, aberto às realidades e pouco dogmático.

 

(1)     Contrariamente à super estrutura a língua “não é obra duma classe qualquer, mas de toda a sociedade, de todas as classes da sociedade, (…) é criada como língua do povo inteiro, única para toda a sociedade”. É uma ferramenta de comunicação entre os homens e o seu papel “não consiste em servir uma classe em detrimento das outras, mas serve indiferentemente toda a sociedade, todas as classes da sociedade.”

 

Acrescenta, mais adiante, que a língua “serviu de igual modo os membros da sociedade, independentemente das suas condições sociais” e que

 

(2)     A língua “está directamente ligada à actividade produtiva do homem”, por outras palavras ao trabalho.

 

Foi como língua de trabalho que os caboverdeanos ensinaram a sua língua materna, primeiro na Ásia e na África, a seguir, no Brasil e depois nas Guianas e Antilhas, aos escravos que lá encontraram e aos que iam chegando numerosos de África.

 

Entre as outras opiniões e comentários de Estaline para esclarecer os “camaradas desorientados”, interessa citar ainda mais dois.

 

(3)     “Não se pode compreender as leis do desenvolvimento duma língua, sem estudá-la em relação estreita com a história da sociedade, com a história do povo ao qual pertence a língua estudada, seu criador e falante.”

 

Infelizmente a longa e rica história do povo caboverdeano está insuficientemente conhecida e estudada dentro do Arquipélago e ainda menos conhecida e estudada está a história da nação caboverdeana espalhada pelo mundo, no império português e como ramo da diáspora portuguesa, porque a história oficial portuguesa, tem escondido e ignorado até hoje páginas e capítulos importantíssimos da história de Portugal e seu Império. Voltaremos a discutir mais demoradamente este assunto em subsídios que se seguem. Ainda vamos a tempo de eliminar esta grande lacuna e desenvolver o estudo da história das diásporas caboverdeanas nas nossas universidades.

 

Infelizmente, os crioulistas do século XX gastaram os seus preciosos recursos para tentar compreender a formação das línguas crioulas com a ajuda da sociologia, quando deviam ter estudado a história dos seus falantes. Acumularam milhares de páginas de trabalho inútil. Já não vamos a tempo de recuperar todos os esforços desperdiçados, esta lacuna e desorientação dos crioulistas deu como resultado, durante um século de abnegado trabalho intelectual, a inúmeros disparates, meio século antes e meio século depois de Estaline se ter debruçado sobre a glotologia ou linguística.

 

Estaline criticou mais do que a perversão ideológica da linguística. Criticou também as escolas sectárias que se tinham formado nas universidades a partir dessa perversão e do culto dogmático prestado ao mandarim e suas teorias sem fundamento científico.

 

(4)     “Está universalmente reconhecido que não pode haver ciência a desenvolver-se e prosperar, sem uma luta de opiniões, sem liberdade de crítica”, escreveu ele. Foi por isso, que Estaline criticou a escola da nova linguística de classe, que se tinha tornado um grupo fechado à crítica, mas aberto aos privilégios burocráticos e mercantis, onde só progrediam e subiam na hierarquia os adeptos incondicionais do mandarim desorientado.

 

Parece que os marxistas-leninistas caboverdeanos foram melhores discípulos de Trotsky do que de Estaline, cujas obras aparentemente desconheciam. Com a leitura dos comentários de Estaline à nova linguística soviética poderiam ter evitado misturar a investigação científica com a política, como infelizmente fizeram, cobrindo carências de informação, estudo e investigação com conceitos políticos, nomeadamente a “resistência dos escravos sublimada”.

 

Porém, mais vale tarde do que nunca, ficam neste subsídio registadas as ideias mais importantes, que Estálhine, marxista-leninista convicto, exprimiu sobre a linguística, em geral e sobre a nova linguística soviética, em particular.

 

Nos próximos subsídios tentaremos compreender e discutir mais detalhadamente as teorias da nova linguística caboverdeana baseada na sublimação da resistência dos escravos.

 

Antes de terminar, queríamos ainda confirmar que o tsar autodidacta da URSS não deixava de ter espírito prático, aberto às realidades e pouco dogmático e até parece que aprendia da sua própria experiência, praticando a auto-crítica!...

 

No apocalipse terrestre da URSS, as vítimas contam-se aos milhões, entre elas muitos cientistas, como o grande economista russo Nikolai Dmitriyevich Kondratiev, nascido na aldeia de Galuevskaya, província de Kostroma, ao Norte de Moscovo, aos 4 de Março de 1892 e fuzilado aos 17 de Setembro de 1938, em Suzdal, perto de Moscovo. Era filho de camponeses da nacionalidade komi. Foi preso em Julho de 1928, depois de ter visitado a Universidade de Minnesota e outras universidades americanas. Depois de ter cumprido a pena foi novamente julgado, condenado a dez anos de prisão incomunicável e logo fuzilado antes de ter começado a cumprir a nova sentença. Tinha 46 anos, escreveu os seus últimos livros na prisão e correspondia-se com sua esposa e sua filha Elena. Não foi enviado para a Sibéria e a proximidade de Moscovo da prisão, onde estava, indica que Estálhine queria ler o que ele ia escrevendo e que a ordem para ser fuzilado veio directamente do secretariado do comité central do PCUS. Antes de ser preso, Kondratiev trabalhou no ministério da agricultura soviético e foi um dos promotores da nova política económica (NEP, em russo) adoptada por Lenine. Tinha proposto um plano quinquenal para a agricultura. Pensava que se devia começar por desenvolver o sector agrícola, seguindo-se a indústria. Estaline decidiu que a industrialização forçada, tirando recursos financeiros à agricultura, era o caminho mais rápido para chegar ao “socialismo” num só país. Kondratiev elaborou a teoria dos grandes ciclos económicos, que tomaram o seu nome (ciclos de Kondratiev ou ciclos K), para explicar o desenvolvimento económico e as crises cíclicas do capitalismo, ciclos de 60+/-15 anos, aos quais o capitalismo de Estado da URSS não podia subtrair-se. Staline mandou fuzilar Kondratiev, que tinha ousado pôr em causa o mito da construção do socialismo a desembocar no comunismo.

(https://en.wikipedia.org/wiki/Nikolai_Kondratiev). 

 

JCH-Kondratiev.jpg

O economista Nikolai Kondratiev com sua filha

(http://imperor.net/en/heroes/nikolai-kondratiev-russian-economist/)

 

Dois anos depois, foi assassinado, no México, Lev Davidovich Bronstein, mais conhecido pela sua alcunha Trotsky, que nasceu aos 7 de Novembro de 1879, na aldeia de Bereslavka, Ucrânia, no seio duma família de agricultores abastados e morreu a 21 de Agosto de 1940, na cidade de México, um dia depois de ter sido agredido pelo assassino (https://en.wikipedia.org/wiki/Leon_Trotsky). O KGB tinha organizado três grupos independentes de assassinos e um célebre pintor mexicano do partido comunista também tinha tentado assassiná-lo. Com um grupo de capangas metralhou a residência descarregando as munições. Com Trotsky, Estálhine queria enterrar a teoria de que não era possível estabelecer o socialismo num único país, mas só ajudou a criar o mito do seu camarada, que tinha fundado o Exército Vermelho, militarizado o trabalho (Ver Subsídio 6.) e a quem se pode reconhecer um olhar de psicopata, mesmo nas fotografias tiradas há dezenas de anos. 

 

O ciclo Kondratiev fez implodir a URSS. Em 26 de Dezembro de 1991, a URSS dissolveu-se.

 

Depois de ter mandado assassinar um brilhante economista russo e muitos outros homens e mulheres de ciência, durante grande parte da sua vida, foi nos seus últimos dias, que o primeiro tsar soviético escreveu o que citámos mais acima: “Está universalmente reconhecido que não pode haver ciência a desenvolver-se e prosperar, sem uma luta de opiniões, sem liberdade de crítica”. Como interpretar esta sua frase? Aprendeu dos seus erros? Desculpava-se? Estava arrependido? Todos os seus assassinatos seriam, para ele, ossos do ofício dum político? Mesmo com espírito prático e aberto às realidades e pouco dogmático, não passava dum típico marxista-leninista convicto e realizado…

 

 Jose Carlos Horta.jpg

José Carlos Mucangana

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