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A bem da Nação

SALÁRIOS MILIONÁRIOS...

 

... DESTROEM A DEMOCRACIA E A CREDIBILIDADE DOS POLÍTICOS

 

António Domingues CGD.jpg

 

 Dos Refugiados nas Zonas de Conforto do

Pensamento, da Economia e da Política

 

A perda de confiança na democracia manda cumprimentos! Parlamento ao serviço da plutocracia?

 

O administrador da CGD, António Domingues, ganha cerca de 600.000 euros anuais. A nova lei passou a não obrigar os administradores da Caixa a manterem o estatuto de gestores públicos, isentando-os assim da obrigação de mostrarem a sua declaração de rendimentos e, com a nova legislação, os seus ordenados não ficam limitados ao ordenado dos 6.500 euros do primeiro-ministro.

 

Porque é que os partidos e o Parlamento não impedem a injustiça social, a conduta corrupta e o comportamento desmedido dos administradores públicos? Porque é que o governo Geringonça – governo da esquerda e esquerda radical - permitem salários milionários no banco do Estado CGD? Não será porque representantes dos partidos fazem parte de conselhos ou de administrações de empresas?

 

Salários milionários desacreditam a democracia e revelam o cinismo também de uma esquerda que cinicamente se arvora em defensora dos pequenos.

 

A democracia está à disposição de alguns sendo sistematicamente desmontada no sentido de uma plutocracia.

 

Ainda vamos tendo possibilidade de vozear. A sorte da liberdade vem do facto de se poder lutar por ela. Se não queres ter medo não te agarres ao que tens. Doutro modo os gorilas ainda te levam a ti também!

 

A perda de confiança na democracia e na política é consequência lógica do seu actuar e beneficia os radicais! Ai dos vencidos!

 

Ai de quem não vive nas zonas do conforto do pensamento, da economia e da política! Será que só resta ao resto da população gritar a Deus?

 

Os ordenados exagerados adquiridos à custa do povo e de quem ganha menos são roubos ao bem-comum e à comunidade. Gregório de Nyssa († 394) dizia: “Que diferença é essa a de obter bens estranhos por roubo ou pela coerção, que é a dos juros?”

 

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António da Cunha Duarte Justo

 

PERGUNTAS PROIBIDAS

FRANCISCO E LUTERO:

DOIS REFORMADORES

 

Mas por que foi Francisco à Suécia? Porque são importantes estes acontecimentos de há 500 anos? Afinal não somos apenas nós, Portugueses, que nos preocupamos com sucessos de há 500 anos?

 

MCH-Francisco-na-Suecia.jpg

 

A 31 de Outubro de 2016, o Papa Francisco esteve em Lund a iniciar o aniversário dos 500 anos da Reforma, juntamente com representantes da Igreja Luterana. A 1 de Novembro celebrou uma missa para 25 mil católicos; não há muitos mais na Suécia.

 

Onde foi pregar o papa? À Suécia, um dos países mais descristianizados da Europa. Segundo o Eurobarómetro, em 2010, apenas 18% dos suecos “acreditam que existe um Deus”. Segundo a Gallup em 2009, 17% afirmam que “a religião é uma parte importante da sua vida diária”. Apenas 15% dos membros da Igreja Sueca acreditam em Jesus, enquanto outros 15% são ateus, e 25% agnósticos. Apenas 2% participam nas celebrações. Neste país, a religião é considerada com indiferença benigna.

 

Mas por que foi Francisco à Suécia? Porque são importantes estes acontecimentos de há 500 anos? Afinal não somos apenas nós, Portugueses, que nos preocupamos com sucessos de há 500 anos?

 

Na época de Lutero, a Igreja Católica considerava que ninguém deveria formar as suas próprias opiniões a não ser através da mediação da Igreja. Contra esse paternalismo, Martinho Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, a língua comum. Assim recomendavam todos os humanistas cristãos: Erasmo, Colet. Moro. Budé, Vives.

 

Papa comemora a Reforma

 

A viagem de Francisco a Lund significa a primeira vez que um papa comemora a Reforma. A era ecuménica do “consenso diferenciado” começou há 50 anos com o Concílio Vaticano II e é agora reforçada na cerimónia luterano-católica.

 

Se Lutero tivesse sido apenas um teólogo com ideias inovadoras; se apenas tivesse escrito ou impresso tratados com as suas leituras e interpretações da palavra de Deus mas tivesse morrido a 30 de Outubro, o mundo seguiria o seu rumo.

 

Mas Lutero foi diferente. A 31 de Outubro pegou nas 95 Teses que denunciam a venda das indulgências e afixou-as na igreja de Wittenberg, o primeiro dos actos com que arriscou a vida pela fé cristã, e pelos valores da liberdade de consciência.

 

Em 1521, chegou a Worms perante o imperador Carlos V e ouviu a condenação dos juízes; após pedir 24 horas de reflexão, afirmou com lucidez e coragem: “Estou submetido à minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável.”

 

A loucura de Lutero

 

Esse foi o primeiro ponto de Francisco em Lund. Elogiar essa “loucura” do “Aqui estou e não posso fazer o contrário“, a loucura de quem arrisca tudo pela fé e para ajudar os outros.

 

A Igreja de Jesus Cristo nasceu em Jerusalém há quase dois mil anos. Teve um período verdadeiramente católico ou universal, até ao cisma de 1054, gerador da Igreja Ortodoxa na Europa do Leste e Rússia. Teve um período confessional desde a reforma de 1517 em que as guerras de religião se sucederam e as divisões diminuíram o fulgor evangélico. E iniciou um período ecuménico a partir do séc. XX em que o ateísmo e agnosticismo crescentes se tornaram ameaças maiores que as divisões internas.

 

Ecuménico significa o que abrange o planeta. Ecuménico é também o movimento em que catolicismo, protestantismo e ortodoxia, antes constrangidos por posições confessionais, redescobrem a unidade primordial em Jesus Cristo.

 

É a primeira vez que um papa comemora a Reforma mas a história do ecumenismo é mais longa. A Conferência Missionária Mundial de Edimburgo em 1910 foi um passo importante como o é o prémio Templeton, desde 1972 considerado Prémio Nobel da Teologia.

 

Ecumenismo

 

As Igrejas evangélicas iniciaram o ecumenismo com a Assembleia geral do Conselho Mundial das Igrejas em Uppsala (1968).

 

A Igreja Católica iniciou-o com o Concílio Vaticano II. O decreto ecuménico Unitatis redintegratio; a constituição dogmática Lumen gentium e a Constituição pastoral Gaudiam et Spes e o decreto missionário Ad gentes são os marcos desse ecumenismo. A recente Encíclica Laudato Sí, de 2015, expandiu este horizonte.

 

A “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação” de 1999, apresenta a fórmula de “consenso diferenciado”. No documento “Do conflito à comunhão” da Comissão Internacional Católico-Luterana em 2013, afirma-se: Em 2017, devemos confessar que somos culpados diante de Cristo por termos rompido a unidade da Igreja.

 

Em 1517 a Igreja encetava com Lutero o caminho da separação. Em 2017 está no caminho para a unidade nas diferenças. A unidade está mais próxima: essa foi a segunda mensagem do Papa Francisco em Lund: as comunidades cristãs não podem resignar-se à distância que a separação criou.

 

Conta o cardeal Walter Kaspar no seu livro Martinho Lutero; lido em chave ecuménica 500 anos depois que a 1 de Novembro de 2009 plantou uma tília no jardim de Lutero em Wittenberg; em retribuição, os luteranos plantaram uma oliveira diante dos muros da basílica de São Pedro, construída com o dinheiro da venda das indulgências. Quem planta árvores tem esperança mas também tem que ter paciência.

 

O ecumenismo tem que se alimentar do mútuo reconhecimento; não é um produto de uma pessoa, um grupo ou uma igreja. Para os crentes, acontece como dádiva de Deus; para os não crentes, é o que o mundo necessita para sair dos impasses actuais…

 

Crenças comuns

 

A chanceler Angela Merkel, cristã luterana e filha do pastor Horst Kasner, apelou às igrejas protestantes e católica da Alemanha para salientar as crenças comuns em 2017.

 

Tal como Lutero, há 500 anos atrás, estava escandalizado que o bom dinheiro alemão era desperdiçado com os luxos da Roma mediterrânica e estava descrente desse grande projecto europeu que era a aliança entre o Império e a Igreja Católica Romana, a sr.ª Merkel tem um problema luterano de lidar com um povo que acha que o dinheiro alemão subsidia estrangeiros mal comportados.

 

Para o resolver vai ser preciso muito mais que perceber de finanças internacionais. Vai ser preciso construir com paciência a atitude ecuménica dos consensos diferenciados que as igrejas cristãs descobriram ao longo do século XX e que o reformador Papa Francisco veio celebrar em Lund com os reformadores luteranos.

 

Mendo Castro Henriques

Mendo Castro Henriques

Professor na Universidade Católica Portuguesa

CURTINHAS Nº CXLIX

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GASTAR NA MASSA E POUPAR NO FARELO

 

  • Pois é, Leitor. Somos especialistas em ficar a ruminar, deliciados, fait-divers, fingindo não ver aquilo que é verdadeiramente importante. Agora, são as remunerações atribuídas à novel Administração da CGD, como se pagar-lhes € 2 M/ano - ou mesmo € 3 M/ano fosse um exagero sem medida e um crime lesa-CGD.

 

  • Valem esse dinheiro? Não sei. Poderiam almejar remunerações semelhantes em mercados bancários mais desenvolvidos e mais competitivos? Tão-pouco sei. Mas suspeito que um ou outro não aguentaria o ritmo de trabalho, a pressão e a exigência de resultados que são o pão-nosso-de-cada-dia na Banca por esse mundo fora.

 

  • Porém, reconheço sem esforço que uma remuneração total daquela ordem de grandeza numa massa salarial que rondará os € 600 M, ou em encargos de estrutura de quase € 1,000 M, é uma insignificância. E muito mal andará a CGD se forem estes € 3 M que lhe vão desequilibrar a tesouraria - ou estragar os resultados anuais - num Balanço de mais de € 90,000 M (segundo as Demonstrações Financeiras Individuais recentes).

 

  • Além do mais, a remuneração é, apenas, o reverso de uma moeda que tem na face metas e métodos. Metas a atingir num dado horizante temporal – o programa. Métodos para aferir, com inquestionável precisão e meridiana tranaparência, se tais metas foram cabalmente atingidas nos prazos inicialmente previstos - enfim, o desempenho.

 

  • Ora, é isto que a nós, accionistas e contribuintes, verdadeiramente importa - sem que tenha aparecido ainda quem se mostre interessado em debater, com um módico de razoabilidade, quer o programa que a nóvel Administração vai ter de aplicar, quer o modo como será avaliado o seu desempenho.

 

  • Não tenho a menor dúvida de que gerir bem um Banco é complicado: o risco será sempre o companheiro de todos os momentos. Num ambiente assim, e no plano puramente teórico, o método para ajuizar do desempenho começa por envolver um simples indicador: RARORAC/Risk Adjusted Return on Risk Adjusted Capit

 

  • Trocado por miúdos, isto significa que o desempenho é aceitável – e a remuneração, justificada - se, a posteriori, a taxa de rentabilidade do capital afecto ao negócio não ficar abaixo de um dado objectivo de rentabilidade que tenha sido fixado de antemão.

 

  • Mas, nada de confusões, Leitor:

 

º A taxa de retorno ponderada pelo risco (risk adjusted return) nada tem a ver com as taxas de rentabilidade que os Bancos, em todas as latitudes, divulgam com ar prazenteiro;

º Os Capitais Próprios que os Bancos correntemente exibem nas suas Demonstrações Financeiras só por acaso fortuito reflectem, já as insuficiências em matéria de provisões, já a capacidade para absorver perdas não esperadas sem pôr em causa a sua continuidade.

 

 

  • Ainda que os Bancos operem em ambientes que ressumam risco (riscos vários), eles, na informação financeira que divulgam, querem fazer crer - a nós, pobres mortais – exactamente o contrário: (i) que sabem manter o risco à distância; (ii) que as perdas em que incorreram foram fatalidades inevitáveis e irrepetíveis. Enfim, um mundo de faz-de-conta.

 

  • A dura realidade é que taxas de rentabilidade de Capitais Próprios (ROE/Return on Equity) agradáveis à vista podem provir de realidades muito diversas:

º Boa gestão, numa conjuntura favorável;

º Excelente gestão, numa conjuntura adversa;

º Perdas esperadas insuficientemente provisionadas;

º Ocultação de perdas já incorridas;

º Acentuado desequilíbrio entre prazos do Activo e do Passivo (mismatch temporal, vulgarmente referido como “surfar a curva de rendimentos”);

º Capitais Próprios diminutos para a dimensão do Balanço e, consequentemente, inadequados face ao risco a que a CGD (é a CGD que tenho aqui em mente) se encontre exposta.

 

 

  • Ponderar os proveitos pelo risco (risk adjusted return) mais não é que dar expressão às perdas esperadas a que a CGD se expôs (mais as perdas em que já incorreu) para obter os resultados que estiver a exibir.

 

  • Mas esta é apenas uma parte (o numerador) da questão. A outra parte (o denominador do RARORAC) são os Capitais Próprios, não aqueles contabilizados, mas aqueles outros que a CGD teria de dispor (se não dispuser já) para não ver a sua continuidade perigar por efeito de perdas não esperadas e de eventuais insuficiências nas provisões para perdas esperadas (e para as perdas já incorridas). Afinal, risk adjusted capital, em inglês.

 

  • Por tudo isto, o rácio de rentabilidade calculado directamente a partir dos resultados apurados de acordo com os ditâmes fiscais (como vulgarmente se faz) é um mau indicador da qualidade do desempenho.

 

  • Por tudo isto, também, quando se fixar objectivos à novel Administração da CGD há que estabelecer, além de um objectivo plausível para o RARORAC:

º As regras para o reconhecimento contabilístico das perdas entretanto incorridas;

º As regras para estimar e provisionar as perdas esperadas;

º Os limites para o mismatch temporal;

º O modo de medir a influência do ciclo económico na construção dos resultados;

º Enfim, o método de estimar as perdas não esperadas, a partir das perdas observadas, para desenhar uma estratégia de capitalização consequente.

 

 

  • Mas não basta. Para medir, com justeza, o desempenho da nóvel Administração é igualmente imprescindível fixar:

º O risco máximo tolerável em cada uma das Linhas de Negócio que a CGD empreender;

º O limite máximo de endividamento admissível para a CGD, sem esquecer as posições passivas em contratos contingentes (como, por exemplo, garantias e a subscrição de instrumentos derivados);

º O peso no Activo da CGD das aplicações financeiras facilmente liquidáveis com custos de transacção insignificantes;

º As soluções de financiamento em condições de mercado ao dispor da CGD, em caso de necessidade.

 

  • Sabendo bem que a CGD não conta hoje – nem provavelmente contará no futuro previsível – com associadas que lhe proporcionem 2/3 dos resultados consolidados, ou com accionistas dispostos a sustentar-lhe a liquidez, mesmo em conjunturas internacionais adversas.

 

  • Só tendo tudo isto presente será possível avaliar com bom fundamento o desempenho da nóvel Administração. E só então se poderá concluir sobre se a remuneração hoje tão discutida era bem merecida – ou, feitas as contas, foi mais dinheiro deitado à rua.

Novembro de 2016

António Palhinha Machado

 A. Palhinha Machado

 

 

DIABO À SOLTA E À VONTADE POR ESCONDER OS CHIFRES

 

Careto de Podence

 

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA TRANSVERTIDA EM PAI NATAL DOS NOVOS-RICOS ACOSTADOS AO ESTADO

 

O povo português é demasiado rico! Por isso, segundo o Expresso, o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, quer mais dinheiro para os deputados e para outros políticos. Pretende também a reposição de um regime de apoios financeiros a ex-deputados e a ex-governantes.

 

A lei das subvenções vitalícias alterada em 2005 (sob a pressão de Bruxelas) fez com que só as pessoas que até esse ano tivessem completado 12 anos de exercício de cargos políticos continuassem a ter direito a um subsídio vitalício. Ferro Rodrigues, ao dizer que “os ordenados que os deputados recebem são maiores que os de muitos portugueses mas inferiores aos de deputados de outros países da Europa com praticamente o mesmo nível de desenvolvimento”, e que “os políticos não podem ser colocados perante a ideia de que é mau haver subvenções vitalícias, é mau sair para uma empresa privada, e é tudo mau”, esquece-se de qualquer ética e de comparar o ordenado mínimo, o ordenado normal de um trabalhador e a produtividade económica desses países.

 

O governo geringonça revela-se cada vez mais em pai natal dos seus confrades: pai natal dos funcionários do Estado reduzindo-lhes o horário de trabalho semanal para 35 horas; pai natal dos administradores com salários milionários, pai natal de políticos com subvenções vitalícias, tudo isto num país em que o ministro das Finanças consegue apresentar o relatório de um Orçamento 2017 a ser discutido mas sem números. Temos uma Geringonça que, ao contrário do Zé do Telhado, rouba aos pobres para dar aos seus.

 

Como pode a nossa firma portuguesa (governo e parlamento) aumentar os vencimentos aos seus protegidos encontrando-se o país empenhadíssimo devido à incompetência destes e com tanta gente com ordenados que não dão para viver com dignidade humana e obriga muita outra que a emigrar? Servem-se do dinheiro não produzido mas emprestado pelo estrangeiro e depois andam sempre de calças na mão na altura de fazerem os orçamentos sob os olhares de Bruxelas! Porque não lhes interessa pôr a economia do país em ordem? Assim têm maior chances de serem eleitos porque um povo descontente não olha para a realidade deixando-se levar pela conversa dos oportunistas de ocasião.

 

A comparação dos ordenados com colegas de outros parlamentos revela-se numa enganosa tautologia. Tem-se a impressão que o diabo anda à solta porque em democracia deixou de ter cornos! A democracia cada vez se torna mais presa de chifrudos anónimos à frente de interesses corporativistas a actuar nas costas da população. Os ventos que correm só favorecem o oportunismo instalado. Não é fácil assumir o papel de crítico numa sociedade que se deseja unida e numa população que não sabe o que é ser povo nem o que quer! A situação torna-se desesperada porque em Portugal as revoluções são abafadas pelo povo através do seu aplauso a quem as faz e abusa delas!

 

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António da Cunha Duarte Justo

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