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A bem da Nação

ESTAREMOS TRAMADOS ENQUANTO...

 

KNORR-arroz malandrinho.png

 

 

... a comida for caseirinha

    (ou a comidinha for caseira);

... o arrozinho for malandro

    (ou o arroz for malandrinho);

... as pombinhas forem da Catrina

    (ou a Catrina for bloqueirinha);

... a cozinha for o reino da panelinha

    (ou o "panelinho" mandar na cozinha);

... as batatinhas forem assadas no braseiro

    (ou a assadura arder no traseiro);

... os poderosos se roerem de inveja

    (ou os invejosos se mantiverem no Poder);

... os analfabetos forem adultos

    (ou os adultos forem analfabetos);

... isto tudo não entrar nos eixos

    (ou um eixo não espatifar tudo).

 

Tenho dito!

 

Chefe índio 2.JPG

Henrique Salles da Fonseca

AGORA É PRECISO CRESCER!

 

JCGV-crescimento económico.jpg

 

 

Esta frase dita pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é uma vez mais muito oportuna.

 

E digo uma vez mais porque nos finais da década de 80 quando o País já estava mais estabilizado após as perturbações pós-revolucionárias, como já tinha acontecido em 1910, e estavam criadas condições para reestruturar a vida económica e social, também se tinha clamado ser essencial o crescimento económico.

 

Aliás, em Fevereiro passado tratei aqui este tema mas como parece ter sido pouco lido, resolvi insistir.

 

Mas não foi assim que aconteceu, e antes de continuar quero recordar uma verdade que ficou esquecida desde os tempos revolucionários em que um dirigente afirmava que o objectivo da revolução era acabar com os ricos quando em comparação com a Suécia em que o objectivo era acabar com os pobres.

 

“Para que possa haver desenvolvimento, por exemplo expresso em aumento do PIB, é essencial o esforço conjunto dos factores trabalho e capital bem como a eficiência do aparelho governativo e da banca”

 

Ora, desde a última década de 80 não só pouco ou nada foi feito para reforçar os capitais produtivos privados pois, embora fosse importante que o Estado investisse no que era próprio ao seu estatuto num país de livre iniciativa, que nada tem a ver comparado com o que acontece em sistemas de economia estatizada, como houve atropelos graves à iniciativa privada, como foi o exemplo do CCB, ou a destruição de empresas que tinham sido estatizadas durante a revolução e que o poder político não foi capaz de recuperar para a iniciativa privada.

 

Assim se destruiu a maior parte da existente e não se permitiu a recuperação da nossa Marinha de Comércio, da nossa indústria metalomecânica e se estagnou a evolução dos capitais privados em geral. E como não se conseguiu estabelecer um sistema de incentivo à criação de capital e se permitiu o poder excessivo de alguns sindicatos, passámos a ter uma carência de democraticidade que conduziu ao facto de embora tivéssemos recebido entre empréstimos ao Estado, a empresas privadas e estatais, a cidadãos em fundos europeus num total de várias centenas de milhares de milhões de euros, o nosso PIB pouco se alterou mas houve muito dinheiro espalhado pelo País sem qualquer efeito produtivo.

 

Mais recentemente, assistimos à alienação da nossa independência económica pois em vez de desenvolvermos os capitais nacionais optámos pela solução simplista de entregar empresas vitais do ponto de vista da independência a capitais estrangeiros tornando-nos assim numa colónia de colonos diversos, além de continuarmos a aumentar a nossa dívida externa.

 

Portanto, agora é preciso crescer, como disse o nosso Presidente e concordo cem por cento com ele, mas então quanto tempo é preciso para que o Governo apresente um plano concreto para se corrigirem os enquadramentos que favoreçam o desenvolvimento dos nossos capitais e que evitem a sua migração para outros países europeus que lhes dão melhores condições que nós, e que os projectos que ficaram retidos nas gavetas de alguns Secretários de Estado sejam resolvidos permitindo a criação de muitos milhares de postos de trabalho em pouco tempo?

 

Lisboa, 11 de Setembro de 2016

 

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

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