Abaixo vem explicado: a nossa língua “perdeu” as suas origens (o latim), não havendo justificação para a forma como agora querem escrever o “NOSSO” PORTUGUÊS.
EXPLIQUEM AGORA AOS ALUNOS COMO SE FORMARAM ESTAS NOVAS PALAVRAS!
ESTA É A MAIS VÁLIDA QUEIXA, SOBRE O "ACORDO" ORTOGRÁFICO…
É preciso saber um pouco da história/origem das línguas e o Prof. Malaca Casteleiro (Assistente das aulas de Fonética), pelos vistos, nada sabe.
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Então, vejamos alguns exemplos:
Em Latim Em Francês Em Espanhol Actor Acteur Actor
Factor Facteur Factor
Reactor Réacteur Reactor
Sector Secteur Sector
Protector Protecteur Protector
Em Inglês Até em Alemão, reparem Actor Akteur Factor Faktor
Reactor Reaktor
Sector Sektor
Protector Protektor
Velho Português (o que desleixámos) “Novo” Português Actor Ator Factor Fator Reactor Reator Sector Setor Protector Protetor
E os exemplos continuariam ao longo do alfabeto…
Será que fui de fato à praia? ...Na tourada, estavam 2000 espetadores!
Porque se escreve Egito se os naturais desse país são Egípcios? Ainda não percebi se com o novo acordo ortográfico os Polacos também passaram a ser Poloneses e os Canadianos agora são Canadenses, como se diz nas Terras de Vera Cruz …
Inovações sim , mas sem exageros e com coerência!!!
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é que temos que imitar os do outro lado do Atlântico?
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos “intelectuais” da Língua de Camões que fizeram este "acordo".
Tudo baseado numa "Resolução do Conselho de Ministros", a n.º 8/2011.
E o mais curioso é que nem a Guiné Equatorial subscreveu esta Resolução.
Todos os conhecemos - cheios de si, ignorando que os outros não são tão burros como eles julgam, ambiciosos fulgurantes mas que frequentemente nem sequer sabem o significado do seu próprio hedonismo; adulando o ter que tomam por ser, quanto menos letrados, mais audaciosos e menos cautelosos.
Sim, eles andam por aí e, aos boçais, nós topamo-los à distância. Mas há outros que se dissimulam e, quando menos esperamos, já fizeram das suas e meteram alguém nos mais ensarilhados sarilhos - são os inteligentes e cultos mas Xicos’Pertos também.
Exemplos? Muitos e variados desde o simples trafulha que tenta vender gato por lebre – todos esses que cá pela nossa «santa terrinha» inventaram cursos universitários sem qualquer saída profissional e mais não são do que passaportes para o desemprego mas que entretanto sacaram lautas propinas aos paizinhos quase analfabetos de estudantes chumbões que não tiveram média para aceder a cursos sérios, até àqueles que não passam de impostores ao deixarem que lhes chamem «engenheiros» ou «doutores» com licenciaturas concluídas ao Domingo, com passagens administrativas ou com equivalências de legitimidade super duvidosa… até aos que acabam a trás das grades porque acharam que os outros eram todos burros e não topavam que «quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem».
Mas se todos estes não passam de simples trapaceiros, outros há que são mesmo sofisticados e até merecem que os cumprimentemos com algumas chapeladas. Por exemplo, refiro-me a Yanis Varoufakis que tentou driblar toda a Europa e demais credores da Grécia, com grande mediatismo meteu o seu país em mais sarilhos ainda do que aqueles em que ele já estava, acabou corrido com um pontapé no «sim senhor» e foi substituído por um Euclides qualquer coisa1 sem carisma de espécie nenhuma e que só deve querer que se esqueçam que ele existe.
Mas o «encantador de Senhoras» escreveu um livro que venho lendo nos intervalos de outras leituras mais caducáveis e que tem muito que se lhe diga. Trata-se de «O Minotauro global»2 e só lhe pego quando tenho a certeza de que não terei nenhum ataque de azia. Foi-me oferecido por quem me quis lançar um desafio com vista a saber se as nossas (do Autor e minha) inconciliáveis posições políticas seriam de algum modo conciliáveis no plano da doutrina económica.
E então, a primeira apreciação que me ocorre tem a ver com o prazer de ler algo escrito por um Fulano inteligente e culto, apesar de me ter munido de toneladas de cautelas e desconfianças para não me deixar enlear nalgum «conto de Vigário»; sim, porque os «assobios de Fauno» podem seduzir as mais belas Lagardières mas por mim passam a galáxias de distância.
Em escritos posteriores contarei sobre esse tal Minotauro, sobre um Plano Global americano que o Autor descreve de modo discutível mas verdadeiramente interessante, sobre o «lago dos derivados tóxicos» e sobre muitos outros temas que fazem do livro uma leitura interessante para quem gosta deste género de temas, todos os da infindável história da economia política.
Mas hoje deixo apenas uma referência a George Soros quando este grande «Xico’sperto» em 2009 refere em The crash of 2008 and what it means: the new paradigm for finantial markets, Nova Iorque, Public Affairs,que Varoufakis refere em nota ao seu Capítulo 5 a páginas 261: A crença de que os mercados tendem para o equilíbrio, é directamente responsável pela perturbação actual encorajando os reguladores a abandonar a responsabilidade e a dependerem do mecanismo de mercado para corrigir os seus excessos.
Confesso que por esta é que eu não esperava vinda de quem vem, esse que sempre tomei por ser o maior inimigo de toda e qualquer entidade reguladora em qualquer ponto do nosso planeta e que eu presumira fiel adepto do princípio da autoregulação dos mercados no sentido do equilíbrio.
Como diriam dos franceses, fiquei de «bouche bée».
Estou sempre a aprender e assim espero continuar per secula seculorum...
Como relata ”The Guardian” em 26.07 o “Solar Impulse II” aterrou hoje (26.07) em Abu Dhabi donde tinha partido a 9.03.2015. Foi o primeiro avião movido apenas por energia solar que realizou a primeira volta ao mundo fazendo um percurso de 40.000 Km! Andou mais de 23 dias no ar.
A etapa mais longa feita por “Solar Impulse II” foi de 4.000 milhas sobre o Pacífico, do Japão para o Hawai; a última etapa foi do Cairo a Abu Dhabi.
Este é um acontecimento insólito na história da energia voltaica e significa um passo gigantesco da tecnologia em direcção à ecologia e de um mundo melhor. Este avanço significa um grande desafio ao desenvolvimento da ética e da moral que mal saiu da idade da pedra!
Esta aventura solar é um grande passo para a promoção das tecnologias limpas e em defesa da Terra tão ameaçada pela poluição de energias fósseis que têm contribuído para mudanças atmosféricas catastróficas.
SOLAR IMPULSE II EM COMPARAÇÃO COM
UM BOEING 747
O “Solar Impulse II” - tem um peso de 2,3 Toneladas, uma envergadura de asas de 72m, uma velocidade máxima de 140Km/h, uma duração máxima de vôo 5-6 dias e uma distância máxima de voo de 8.183 km, número de passageiros 1 e uma emissão de CO2 por pessoa 0Kg.
O Boeing 747 - tem um peso de 154 Toneladas, uma envergadura de asas de 68,5m, uma velocidade máxima de 988Km/h, uma duração máxima de vôo de 17 horas e uma distância máxima de vôo de 13.805 km, número de passageiros 524, e uma emissão de CO2 por pessoa de 101Kg.
No momento em que celebrava a missa, Jacques Hamel de 86 anos, padre coadjutor em Saint-Etienne-du-Rouvray, Rouen, Normandia, foi degolado por dois terroristas do Daesh, segundo o método das suras do Corão ( 8:12, 47: 4).Traziam facas, uma pistola e falsos engenhos explosivos. Do altar, fizeram um sermão em árabe, que filmaram com o assassínio do padre a ser obrigado a ajoelhar. Enquanto faziam isto uma freira conseguiu fugir da Igreja e alarmar a polícia. Feriram gravemente um outro fiel no pescoço.Um atacante tinha 18 anos e era natural de Saint-Etiénne, o outro é Adel Kermich de 19 anos que tinha tentado servir o Estado Islâmico na Síria. A brigada de intervenção matou-os.
O que pretendem os terroristas
O objectivo da guerrilha na Europa é colocar pessoas e comunidades umas contra as outras. Os extremistas muçulmanos pretendem com tais actos transformar a sua luta bárbara numa luta de religiões.Se os cristãos abandonassem os princípios do evangelho e adoptassem os métodos de violência dos guerrilheiros de Alá, estes conseguiriam mobilizar também os muçulmanos moderados no sentido da sua guerra santa (Jihad). Então conseguiriam acabar com o Maomé de Meca (místico) para só fazerem valer o Maomé guerreiro de Medina.
O seu objectivo é dividir uma sociedade que no seu interior político estatal já se encontra dividida. Querem afirmar a diferença de mundos espirituais e ver legitimada a violência.
Reacçõesao atentado
O Papa Francisco manifestou “dor e horror” pelo “assassinato bárbaro” e um comunicado do Vaticano declarou: “Estamos particularmente abalados por esta violência horrível ocorrida em uma igreja, um lugar sagrado no qual se anuncia o amor de Deus”.
A reacção do bispo de Rouen ao atentado foi: “A Igreja católica não pode ter outras armas que não sejam a oração e a fraternidade entre os homens”.
O Cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal alemã reage: “Com isto pretende-se fomentar o ódio entre as religiões… Vamos fazer frente a ele e não nos vamos juntar à atmosfera de ódio e violência".
O presidente Hollande disse: “Estamos em guerra” contra o Daesh.
Será que só resta à população apelar a Deus?
A guerra não pode ser porém a palavra de ordem dos cristãos; guerra é o alimento da guerra.Torna-se compreensível que uma França aterrorizada tenha vontade de se vingar e naturalmente deva usar também da violência contra o terror mas não de esquecer a parte humanae a corresponsabilidade: a França e seus aliados fazem o seu negócio fornecendo os estados árabes e os grupos rebeldes com armas e eles respondem fornecendo dinheiro e assassinos.
Muitos, que não percebem o âmago da espiritualidade cristã, criticam a Igreja que ao reagir da maneira pacífica como reage se submete. A igreja não pode porém reagir da mesma maneira que reagiriam muçulmanos tradicionalistas ao ataque de uma mesquita. A sua mensagem é outra e a sua maneira de estar na sociedade também.
A tarefa da pacificação não é fácil. Querer reunir representantes cristãos com os seus homólogos islâmicos nunca se dá em pé de igualdade atendendo aos diferentes conceitos dos parceiros em relação à violência, ao governo, à sociedade e a outras religiões; para um Imame não há negociações sobre uma palavra de Deus que não pode ser interpretada. É inerente ao Islão não só uma agenda religiosa mas também uma agenda política. Não chegam palavras de respeito é preciso que sopre um outro espírito nas mesquitas com a valorização do Maomé religioso em Meca e uma interpretação histórico-crítica do Maomé guerreiro (de Medina). Então seria possível a publicação com comentários explicadores. Confundir as “revelações de Meca com as de Medina” , ou até dar primazia de orientação prática a partir das suras de Medina é democratizar a jihad como forma de vida mais que ad intra, ad extra. A Política tem-se demonstrado desinteressada no estabelecimento de acordos bilaterais em questões de tolerância religiosa.
A figura insegura e duvidosa de políticos
A política tem deixado também os seus cidadãos cristãos à chuva; nunca se preocupou com convenções bilaterais entre Estados em questões de tolerância religiosa.O fanatismo antirreligioso secularista procura, muitas vezes, enxovalhar o cristianismo colocando a violência expressa no islamismo como algo inerente às religiões, difamando assim as igrejas cristãs que tanto têm feito na defesa dos refugiados e para a tolerância do islão.
É de observar uma atitude de irresponsabilidade política crassa ao transmitir à população a ideia repetitiva de que o fomento da polícia, das armas e as limitações dos direitos legais dos cidadãos serão a resposta à insegurança e os garantes da estabilidade.
Enquanto a Igreja se foi despedindo do Estado, reconhecendo com a democracia o princípio evangélico da divisão de poderes (“a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”), as Organizações muçulmanas negociam com os órgãos do Estado para que lhes sejam concedidos privilégios no sentido do islão político. Muitos políticos ocidentais, como se consideram representantes do laicismo não estão interessados no estabelecimento de contratos com vínculo de reciprocidades no trato religioso entre os países europeus e os países de cultura fundamentalmente árabe. E ainda têm o cinismo de, publicamente, se admirarem do que acontece na Turquia, e calam a realidade concreta de que o Estado turco sempre segrega e discriminou os cristãos: até no cartão de identidade turco os cristãos são identificados com um número específico, para que sejam impedidos de assumir cargos públicos de grande relevância, dado um cristão ser um suspeito para o Estado.
Tanto a palavra de Deus (Corão) como as orientações de Maomé (Hadit) não são interpretadas no seu contexto histórico pelos portadores do Islão (A teologia islâmica esgota-se na jurisprudência e não reconhece a abordagem histórico-critica aos seus textos). Muitos pensam que o comportamento do terrorismo árabe é apenas uma aberração da idade média sem se interessarem pelo seu fundamento; os jihadistas sentem-se no direito porque vêem o seu agir fundamentado em orientações religiosas transmitidas e interpretadas à letra pelo facto de Deus se ter in-librado no Corão. Os seguidores do Corão à letra não são elucidados pelos imames de que muitas das revelações descritas no Corão eram feitas para justificar actos da vida privada e política de Maomé (para isso teriam de reconhecer a análise histórico-crítica do Corão e das Hadith). Esta visão é activamente fomentada pela Arábia Saudita e suas embaixadas e transportada por todo o mundo por salafistas que muitas vezes se escondem por trás de acções de distribuição gratuita do Corão. Por isso muita conversa na opinião publica ao dizer que é preciso combater a ideologia dos terroristas não notam que a sua fonte está no próprio islão que precisaria de ser reformado.
A imprensa banaliza, por vezes, actos como o de 2013 em Garbsen, Hannover, onde jovens muçulmanos queimaram a igreja protestante Willehadi, falando apenas de “agitação de gangues de jovens criminosos”.
Os interesses da ordem do dia são outros e nestas questões de terrorismo parece que o que resta ao povo será gritar a Deus!
A atitude do padre assassinado
Assassinaram o “homem bom”, o “raio de sol do Rouen”, que tinha colocado toda a sua vida ao serviço das pessoas e da comunidade.
O último apelo do padre Jackes aos paroquianos que partiam para férias foi: “As férias são o momento para nos afastamos das nossas ocupações habituais. Mas não é um simples parênteses, além de tempo de descontração, servem também de encontro, de partilha, de convivialidade. Oremos por aqueles que têm mais necessidade, pela paz, para um melhor viver em conjunto”.
Quando comentava a grande eficiência do funcionamento do ‘número de emergência’, EMRI (108), que é um sucesso na Índia, pelo alívio que leva a quem está em apuros, veio-me ao pensamento uma frase de André Maurois, respeitante a si próprio, que li há tempos: “Não digais que sou forte ou fraco; realmente sou forte e fraco.” (Diálogos sobre o mundo – André Maurois, membro da Academia Francesa).
Quem criou o EMRI? Foi iniciativa pessoal de Ramalinga Raju, empresário, fundador da Satyam, empresa de TI, que chegou a ser a 4ª maior empresa de Tecnologias de Informação da Índia, em faturação. Convidou Changavalli para ser o Director Geral e concretizar a ideia do EMRI - Emergency Management and Research Institute, financiado por Ramalinga Raju, em 2005.
Depressa o 108 demonstrou ser a resposta ansiada pelo cidadão, tão necessária, operando em parceria público-privada nos diferentes Estados (da Índia). Em menos de 6 anos, prestava serviço a uma população de 400 milhões; hoje, na Índia, mais de 900 milhões têm o benefício da sua acção rápida, no local da emergência.
Em 2009, Changavalli recebeu uma chamada urgente de Ramalinga Raju. Pedindo desculpas, anunciava que se iria demitir de Presidente; havia convocado uma conferência de imprensa para denunciar a sua fraude de ter criado $1.000 milhões fictícios na contabilidade da Satyam, empresa cotada na bolsa. E pedia que Changavalli continuasse no seu posto, procurando novo financiador, para que a EMRI não se desmoronasse e continuasse a expandir-se pelo país, com serviços tão apreciados, em especial pelos mais pobres.
De facto, dois dias depois, Raju era preso. Dada a dimensão da Satyam e da fraude, o Governo nomeou uma Comissão gestora, para que a empresa não se desfizesse com a deserção de clientes e colaboradores.
Era uma situação única: Raju, transbordante de iniciativas, cria um conglomerado valioso, no qual brilha a Satyam; promove uma ‘entidade social’, público-privada, para acudir às emergências, algo que ninguém se lembrara de fazer, nem o Governo, que tinha tal obrigação!
Dado o vibrante espírito empreendedor, Raju necessitou de dinheiro para entrar em novos negócios que criariam mais riqueza e trabalho no país. Se fosse um burocrata sem iniciativa a administrar um bem privado ou público, poderia viver sossegado e ser condecorado.
Tudo o que Raju fizera de grandioso, num instante se desvaneceu… Raju é um escroque! – disseram muitos… Pouco antes, era um herói!
Raju foi condenado a 7 anos de prisão, donde saiu sob fiança.
É certo que só o empreendedor cria riqueza. Quando a iniciativa é muita, a ponto de ultrapassar a linha divisória, para procurar dinheiro, ele não mereceria ser desculpado, face ao bem feito antes? Talvez… Mas, se assim fosse, não se estaria a dar asas à corrupção? Por causa dela, há países onde o dispêndio de enormes recursos para elevar a vida dos pobres redunda em nada. Veja-se o Brasil…
Em contraste, Singapura tem ‘corrupção zero’, dizem; e progrediu da situação miserável no fim da colonização inglesa até ser hoje um dos países mais ricos e organizados, com regras que todos cumprem com rigor; parece um exagero, mas é um sucesso, pois é muito rica!
Singapura e Brasil mostram como não é nada indiferente conviver com a fraude; ela tem altíssimos custos: o país fica encalhado e os pobres ficam mais pobres ainda!
A fraude impune cria um ambiente de pirataria: tudo está a saque e é ‘inteligente’ quem mais rouba! Espalha-se como uma gota de óleo à superfície da água e pode fazer esquecer as exigências éticas, generalizando um clima permissivo.
Pelo contrário, a justiça célere reforça a ideia de que não compensa tomar decisões incorretas. Na Índia ou na Europa…
Há quem tenha prestado grandes serviços à Sociedade, dignos de louvar. Se teve debilidades, nada mais natural do que responder por elas… e arcar com as responsabilidades todas. A vontade deve ser educada pelo cultivo das virtudes, para se decidir mais facilmente por aquilo que é correto fazer, sempre. E evitar o que atrai e dá vantagens materiais, sacrificando o que é justo.
Decisões injustas prejudicam muito mais o seu autor, em primeiro lugar; mas também os outros e a sociedade inteira.
A data da edificação do forte de S. Marçal de Sena é desconhecida.
Alguns autores afirmam que o forte existia já ao tempo da expedição de Francisco Barreto. Porém, o jesuíta Monclaros, que acompanhava a expedição, apresenta-nos, na sua "Relação" da viagem, Sena como "povoação pequena de casas de palha ao longo do rio metida entre um mato". Não deixaria, certamente, de mencionar o forte, se já existisse. Esclarece, ainda, que a expedição conduzia, em carros, pedra para se edificar a fortaleza.
De positivo, sabe-se que Francisco Barreto levantou um forte de taipa, assim que chegou àquela povoação, "oito dias ante Natal".
Regressado em Outubro de 1572 das operações contra o Mongás, "determinou refazer o forte que tinha deixado de madeira de taipa qual lhe ficava por aposento e tinha dentro uma ermida de S. Marçal e a casa da feitoria". Monclaros, ao concluir a "Relação", diz:
"... e nos viemos a Moçambique ... deixando bem provido o forte de S. Marçal, assim de capitão e soldados, como das mais coisas necessárias".
Vasco Fernandes Homem, em 1576", só diz : ... neste forte, onde eu agora estou, que Francisco Barreto fez para guarda dele ...".
Outra notícia do forte dá Fr. João dos Santos. Em 1585, naufragou na costa de Quelimane a nau "Santiago". Manuel Godinho Cardoso escreveu a relação do naufrágio e descreve a povoação :
"Sena é povoação de portugueses; nas terras de Inhamioy, tem um forte que se chama S. Marçal, com capitão, soldados e artilharia, e ainda que pequeno e de pouco presídio, basta com tudo para ter enfreados e sujeitos os negros, os quais cercando-o uma vez, desistindo da empresa se retiraram com muito dano seu".
Fr. João dos Santos em 1590 e deu a primeira notícia do forte de pedra:
"Sena é uma povoação situada junto do rio Zambeze, da parte do Sul nas terras da cidade Inhamioy, sujeita ao Manamotapa. N'esta povoação está um forte de pedra e cal, guarnecido de algumas peças de artilharia grossa e meuda, mui bastante para sua defensão, no qual mora o capitão posto da mão do capitão de Moçambique. Dentro neste forte está a egreja e a feitoria ...".
Assim, a data da construção do forte pode situar-se entre 1572 a 1590.
Em começos de 1618, o forte estava arruinado. Devia está-lo desde longo tempo pois a sua ruína era já conhecida em Portugal em Março daquele ano, data do regimento dado a Nuno Álvares Pereira, promovido na capitania de Moçambique. O regimento mandava :
"Depois de entrardes nos Rios, hireis visitando e provendo as aprovações e fortes que nellas ha, e porque sou informado que havendo em Sena fortes de pedra e cal em sitio conveniente, e cô artilharia os portugueses casados que ali residam, o deixarão arruinar, e da pedra, que se hauia trazido de longe, fizeram outras obras em suas casas, e não ha quem dê razão da artelharia, e que convem reevdificar-se para segurança da fazenda que estiver na feitoria, e da mesma povoação".
A artilharia, segundo Pedro Barreto de Rezende, numerava oito falcões e estava arrecadada na feitoria, donde se conclui que em 1635 o forte não fora ainda reconstruído. Também não estava em 1667; Pe. Manuel Barreto de Goa, aos 11 de Dezembro desse ano, diz :
"Commumente se chama o forte e povoação de São Marçal; mas a povoação não tem forte algum, mais q as taipas das cazas, de que todas estão cercadas em roda com seus quintais: e fica cada caza um forte tão bom como se fosse chumbo, principalmente se os pontos da taipa se abrirem em seteiras, e descortinarem com revevzes; no que se tem pouco cuidado, por que nunca Sena foi envestida de enimigo".
Fr. António da Conceição, em 1696, descreve Sena como povoação "de trinta casas pouco mais ou menos de moradores graves, além de outros somenos". Nenhuma referência ao forte. No entanto, a povoação poderia "... fortificar-se belissimamente, porque de huma parte lhe fica o Rio e da outra huma serreta que parece poz Deos ali para um castello".
O forte foi, finalmente, reconstruído em 1704. A pedra sobre a porta de armas (única parte que resta do forte) diz:
"Sendo capitão geral desta conquista D. João Fernandes de Almeida mandou fazer esta fortaleza na era de 1704 contribuindo para a sua despesa com muita parte da sua fazenda".
No regimento dado, em Goa, 1709 a António Simões Leitão, nomeado "tenente general de Moçambique e Rios e Governador deles", corfirma-se estar reconstruído o forte:
"Chegando a Senna vereis o estado em que se acha a Fortaleza que novamente se faça naquela Pouoação, e tendo já alguã danificação como tenho por notícia a mandareis reparar e aperfeiçoar os quartéis que nella se começarão para os soldados, e as mais offecinas competentes para o seu alojamento, e detença; e se he conveninete amurar se a Pouoação, e utilidade que se segue aos moradores de ser fortificada, e se poderá sem bem defendida com a gente que nella se acha.
Mandareis passar mostra a companhia que assiste da guarnição na dita Pouoação e acabarão os quartéis que para ela se começarão na Fortaleza que de novo se fabricou ...".
É este segundo forte de Sena que D. Francisco de Melo e Castro, capitão general de Moçambique, descreve no seu relatório datado de 10 de Agosto de 1750:
"É a povoação de Sena a capital de toda a conquista aonde reside o General dela... A sua única defesa é o forte de S. Marçal, com quatro baluartes da figura e construção que se refere na explicação da sua planta, com catorze peças de artilharia dos calibres de oito, seis, quatro e três“.
Em 1758, o capitão general Pedro de Saldanha de Albuquerque, em carta a El-Rei, datada de 30 de Dezembro, dizia:
"A Povoação de Senna tem huma Fortaleza feita de Adobes de barro, coberta de palha, que hé bastante para o Inimigo do Paiz; tem de guarnição cincoenta Praças, das quaes dez se destacão para Manica. O General me pede agora alguns Officiaes Carpinteiros, para fazer os reparos que faltão para a Artilharia della, que na seguinte monção os hei-de enviar, e ainda que o mesmo General me pede também setenta arrobas de ferro, na referida monção lhe mandarei parte desta quantidade, por q os Armazéns tem só pouco, q agora mandey comprar nesta Galeria de Bahia".
Jerónimo José Nogueira de Andrade dá a seguinte notícia do forte:
"Tem esta Villa [de Sena] hum Comandante e hum Feitor, e hum quadrado formado de terra e faxinas, ao qual reducto chamão a Fortaleza de S. Marçal de Senna, cuja guarnição consta de 38 praças a saber: um Sargento Mor, e hum Ajudante da Praça, hum Capitão, hum Tenente, hum Alferes, hum Sargento, hum Furriel dous Cabos hum Tambor e 28 soldados".
Em 1884, o l.° tenente da armada José Maria, apresentou ao governador geral um relatório da viagem que fizera pela Zambézia. Sobre o forte de S. Marçal:
"Não obstante [sofrer de febres] visitei a praça de S. Marçal da qual só posso dizer que está a cair. A cortina que deita para o lado do rio não existe; está substituída por paus a pique. No barracão a que chamam quartel chove por toda a parte, e os outros armazéns estão a desmoronar-se. A casa do Commandante da praça só tem as paredes.
Ha ainda uma porção importante de material de guerra da ultima expedição á Zambézia, mas uma parte está avariado principalmente devido ao desleixo com que tem sido tratado. A praça é um pântano; no tempo das chuvas junta-se a agua no meio da parada e ali espera que o sol a faça evaporar e o terreno a absorva. Ao actual Commandante militar incumbi a terraplanagem immediata da parada, o fabrico de 6 reparos sendo 4 de praça e 2 de flexa para montar a boa artellaria de 0,8 m raiada qua ali ha. Ordenei-lhe que removesse todo o material para uma casa fora da praça onde não chove, que o inventariasse e beneficiasse remetendo-me uma copia do inventario e nota do que está inútil. O destacamento tinha 10 soldados, que pediam esmola pela povoação porque há 8 meses não recebem pret, não obstante sair todos os meses do cofre de Delegação o pret na totalidade do effectivo do batalhão. Á vista de tal miséria, acceitei o offerecimento que me fez o Capitão Paiva d’Andrada de dinheiro para fazer um abono aos soldados e mandei pagar 1.200 reis por cada mez em atraso. Tornando a chamar a attenção de V. Exa. sobre a praça de S. Marçal direi que julgo, de summa importância o seu concerto porque tem bastante capacidade, está bem collocado e seguramente o que se poderá dispender com o seu arranjo, que ha-de ser muito, é muito menos do que o valor da porta que está de pé. Encarregou-se voluntariamente o commandante militar de Sena de lhe levantar a planta e remetter-m'a".
Em Julho de 1896, o governador do distrito da Zambézia ordenou ao comandante da Praça, que procedesse "a um imediato concerto na face da praça que é feita em aringa” isto é, em estacaria. O comandante da Praça respondia, em 25 de Julho: "Afim de dar cumprimento ao telegrama n. 317 de 22 do corrente, que em nome de V. Exa. me dirigio o chefe da repartição militar, sou a dizer o seguinte :
A Praça de S. Marçal é um quadrilátero que tem de perymetro aproximadamente 700 metros e nos ângulos quatro baluartes: em pentágono, defendidos por 10 boccas de fogo de diferentes calibres. Como V. Ex.a vê é uma praça enorme e que só pode ser deffendida com grande numero de soldados. Ainda assim poder-se-hia deffender só com a guarnição dos baluartes (uns 20 homens para cada, que soubessem ao mesmo tempo manejar as peças) se não fosse a face do lado do rio, que está quasi completamente desguarnecida, porque é uma espécie de estacaria cujos paus estão muito distanciados e que em vista do "muchem" é preciso está-los continuamente a renovar, o que eu tenho feito com alguns presos que a Intendência para aqui me manda, mas não é isto o sufficiente para a defeza, porque caso haja algum ataque, deve ser por este lado e não pelos outros, visto o grande campo que se avista e a altura da muralha destes. Consta-me terem-se feito já diversos orçamentos para esta obra e hoje envio a V. Ex.a dois, porque se podem fazer n'aquella face duas defeza, e são ou de fortificação permanente, que é levantar um muro com banqueta igual ao que circunda o resto da praça, ou visto a inclinação que tem o tereno d'aquelle lado, aproveitar a estacaria que ha, fechando-a mais e fazer uma espécie de fortificação semi-permanente; mas esta obra apesar de ser milhor para defeza, requer mais gente para a mesma, não é tão solida e mesmo para embellezamento sou de oppinião que se acabe de fechar a praça como já é o resto.
Necessita também a praça de alguns pequenos reparos nos baluartes e rebocada com cimento toda em volta, por cima dos muros, afim de evitar que as chuvas as demullam".
Em 1899, a praça de S. Marçal foi entregue à Companhia de Moçambique. Lavrou-se auto da entrega, aos 7 dias de Setembro desse ano, e dele consta o estado em que se achava a Praça:"Uma face construída de paus estando já muitos deles apodrecidos. As outras três faces e os quatro baluartes são de pedra e terra amassada estando a esboraoar-se por toda a parte, achando-se nalguns pontos quase completamente caídas. As duas portas acham-se em mau estado. As edificações da praça são as seguintes:
Uma casa térrea com parede de pedra e terra amassada rebocada exterior e interiormente, coberta a telha de Marselha e o chão ladrilhado, dividido interiormente em quartos, estando tudo em bom estado de conservação, serviu de paiol: Uma casa térrea com paredes de adobos coberta a zinco dividida em dois quartos, serviu em tempo de caserna, uma das paredes está fendida de alto a baixo, está no resto em regular estado de conservação. Uma casa térrea com paredes de adobos coberta de palha com três divisões serviu de residência ao Comandante da praça, estão as paredes e cobertura em mau estado. Uma casa térrea, restos de uma casa maior, muito velha, paredes de pedra e terra amassada, coberta de telha ordinária, serviu de cadeia, está tudo em mau estado".
A Companhia de Moçambique obrigava-se à conservação da Praça e a reentregá-Ia ao Estado, logo que este dela precisasse, no mesmo estado em que a recebera. Em 1903, porém, ó conselho de administração da Companhia pedia dispensa da obrigação de conservar a Praça, visto o adiantado estado de ruína em que a recebera e a inutilidade da velha fortificação. A Praça foi, então, pretexto de longa discussão — que, ao fim de contas, a não salvou de total ruína.
Permaneceu apenas o portal. Em 1902, o subintendente do governo em Sena comunicava que, achando-se o portal em risco de abater, apeara a lápide memorativa de construção em 1704, que foi reposta no portal, como ainda hoje (1969) se encontra.
Em 1905, o Governo do Território de Manica e Sofala dirigiu um ofício ao governador geral da Província, João António Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira:
"Junto envio a V. Exa. um desenho representando o portal da praça de S. Marçal de Sena, restaurado e completado com os ornamentos e pyramides que actualmente lhe faltam. ComoY. Exa. vê, o portal assim restaurado apresentaria um bello aspecto e constituiria um padrão elegante, fácil de conservar em bom estado, dispensando-se as ruínas das muralhas que actualmente tem aos lados e estão em derrocada, visto que, como V, Exa. sabe, as muralhas são construídas de pedra e barro. Caso V. Exa. concordasse a Companhia de Moçambique procederia à restauração do portal, tal como se acha indicado na figura ficando por conta da Companhia de Moçambique todas as despezas futuras da sua conservação abandonando-se por completo as ruínas das muralhas, pois como V. Exa. bem sabe, a praça de S. Marçal, nenhum valor militar tem, nem mesmo se torna necessária n'uma região onde V. Ex.a extinguiu em 1897 e depois em 1902, por completo, todo qualquer fermento de revolta. Lembraria também a V. Exa. caso concordasse com este processo de restauração do portal e criação do padrão, a collocação na parte posterior do dito portal, em local correspondente a lapide actual, ou outra lapide idêntica a que se colocará no padrão commemorativo do forte de Sofala mencionando ter sido esta reparação mandada executar por V. Ex.a e demolido o forte por terem sido aquelas terras definitivamente pacificadas por V. Ex.a, nos anos de 1897 e 1902 perpetuando assim o nome de V. Ex.a e os seus valiosos serviços n'aquella região. Pedia a V. Ex.a resposta urgente para poder começar breve a reparação, pois acabo de ser informado pelo chefe da circumscripção de Sena, tenente Manuel Monteiro Lopes, que a fenda existente ha muitos annos no arco do portal parece ter augmentado sensivelmente nestes últimos tempos e muito receio que as chuvas que estão próximas venham a provocar o desabamento do portal".
O governador geral aprovou a proposta que diz :
"No reinado d'El-Rei D. Carlos sendo Governador Geral da Província de Moçambique João António d'Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira e Governador do Território de Manica e Sofala Alberto Celestino Ferreira Pinto Bastos mandou a Companhia de Moçambique reconstruir este padrão. Anno de 1906".
Do forte de S. Marçal, hoje apenas se mantém de pé o portal, amparado pelas obras feitas em 1904 e 1905 com que se sustou o desabamento do arco.
Montes de terra, pedra e tijolo demarcam ainda o contorno da Praça, definindo melhor ou pior os muros, os baluartes e os locais das dependências interiores.
* * * Pesquisado na Revista “Monumenta” Nr. 5 - 1969 - Moçambique – autor Caetano Carvalho Montez
Fazenda Invernada de 1822 (em reforma) Morro Agudo-SP
Fonte: Informativo (Jornal da Carol) 2005
É triste ver cidades com séculos de existência destruírem o seu património histórico-arquitectónico em nome do tão sonhado progresso. Derrubada de casarões e de edifícios de época é feita da noite para o dia, sem a menor consciência. Que desenvolvimento é esse que apaga da sua história as marcas e caminhos percorridos por seus antepassados? Como exigir dos cidadãos de agora amor e respeito ao solo que os viu nascer se eles não têm referencias e exemplos a seguir? Como desenvolver sentimentos de identidade, pertença e orgulho, se eles não conhecem suas raízes, passado, lutas e conquistas! Como formar indivíduos briosos e valentes se eles não sabem de quem provêm, de onde vêm e para onde vão? Como poderão avaliar a força do gene que cada um traz em si e que foi capaz de mobilizar gerações a ir atrás do sonho?
É na sequência de gerações que o caminho se faz e se aprimora. É nas marcas deixadas por elas que o orgulho de pertença aparece. É na herança que o passado nos deixa que o futuro se assenta e o progresso acontece.
A história interiorana é tão rica quanto seu solo. Nele se achou ouro, diamantes, pedras preciosas. Plantou-se e criou-se gado. Gente aventureira, desbravadora e destemida se instalou em seu território, fez coisas boas e más, aos trancos e barrancos, acertando e errando, trouxe progresso.
Longe do Poder Central e da civilização, os portugueses, depois de lutas, mortes e expulsões, conquistaram a região. Abriram com a ajuda dos índios aculturados picadas e caminhos, vararam rios e florestas, fundaram arraias e vilas, destruíram tribos e quilombos. Ganharam sesmarias, compraram e se apossaram de terras, fizeram grandes fazendas onde desenvolveram latifúndios que, com ajuda do escravo e do caboclo, mais tarde dominaram a política do interior brasileiro.
Há quase duzentos anos, uma das famílias que marcou esse espaço fundou em Morro Agudo, na margem esquerda do Ribeirão do Carmo, a Fazenda Invernada.
Fazenda Invernada (de 1864) Morro Agudo-PS
Fonte: Informativo (Jornal da Carol) Maio/2005
A ideia inicial do Tenente Francisco António Junqueira, do seu irmão João Francisco e do seu cunhado, o alferes João José de Carvalho, era pousar para invernar, mas gostaram tanto do local que ficaram e construíram uma fazenda que subsiste até os nossos tempos. Nela Francisco António estabeleceu-se definitivamente, criou seus 21 filhos (dos quais sobreviveram sete), criou gado e produziu queijos para a venda. Um dos seus filhos, Francisco Marcolino Diniz Junqueira, herdeiro que ficou com a Fazenda Invernada, se tornou um grande produtor de bovinos, porcos, muares e cavalos.
Foi dessa geração que saíram os protótipos dos Mangalarga, orgulho da raça equina do interior. Nestes quase 200 anos de gerações da família, o património cresceu e o conjunto arquitetónico da fazenda (casa grande, senzala, dependências de serviço,...) foi preservado (1822/1864) e reformado para orgulho da Família Junqueira de Morro Agudo SP.