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A bem da Nação

THE POWER AND THE GLORY

 

 

Foi na minha juventude que «The power and the glory» me chegou numa tradução francesa que me não deu o prazer por que eu esperava. Vou ter que o reler no original ou numa tradução portuguesa; os tradutores portugueses têm tido um trabalho notável.

 

Diz-se que, de toda a língua inglesa, é o romance mais lido no século XX mas diz-se tanta coisa...

 

graham-greene.jpg

 

Sei que tudo resultou de uma viagem que Graham Greene fez ao México – a Tabasco e Chiapas – para conhecer a perseguição religiosa que por ali acontecera nos anos vinte por ordem de Plutarco Callas.

 

Lembro-me que o enredo se refere aos dramas de um padre católico que continuava na região. Perseguido pela polícia, não era herói nem santo e vivia na clandestinidade com a certeza de ser um pecador por ter uma filha mas, destruído pela bebida, perseguido e fraco, para ele a fé era uma certeza que não se deixava limitar pelas misérias do mundo e que conduzia o crente ao poder e à glória.

 

A matéria histórica está pormenorizadamente relatada por vários sítios e para a conhecer não é hoje necessário sair de casa pois a Internet dá-nos informação de sobra. E fá-lo em todas as perspectivas – a dos perseguidores e a dos perseguidos – o que nos permite imaginar as «coisas» pelos vários lados.

 

Não é, pois, para conhecer a História que vou reler o livro; é para ter o prazer literário que me lembro não ter tido com a tradução francesa.

 

Mas é também para me aproximar da questão psicológica da figura central do enredo para quem todas as misérias mundanas são afinal ultrapassadas pela fé. E a questão vai ser a de saber se por causa da fé aquele farrapo conseguia continuar no vício ou se só a fé o fazia transportar a cenários virtuais de poder e de glória que, na realidade, não possuía. Vícios apesar da fé ou quê?

 

Para já, dá para imaginar a desgraça de quem tem vícios e não tem fé.

 

Vou ler, já volto...

Barril-14AGO16-3.jpg

Henrique Salles da Fonseca

BRASIL FALIDO

 

Carta aberta ao Ministro das Comunicações
 

Brasil falido?

O Rio de Janeiro está, e os Correios também

 

 

Brasil de parabéns. Está a fazer umas Olimpíadas espetaculares elogiadas pelo mundo fora.

 

Mas... tudo muito bonito por fora mas por dentro, vamos ver.

 

O resto do país é um chorar e ranger de dentes: o trivial de inflação, insegurança, burocracia, etc., aquilo que para nós é mais comum do que feijão com arroz.

 

Lembram do Mensalão? Naquela altura os milhões ou bilhões roubados saíram principalmente dos Correios. Rebentaram com eles!

 

Os Correios? Ah! Uma calamidez. Pior do que calamidade.

 

Alguns exemplos:

 

1.- Sou correspondente de um jornal no Canadá, há onze anos. Tudo quanto recebo é um exemplar do jornal que, durante muito tempo chegava com regularidade, demorando cerca de uma semana a vir de Toronto ao Rio.

 

Este ano, passadas já 32 semanas, tudo quanto recebi foram dois jornais: um em Março e outro em Abril. Cadê os outros, senhor ministro das comunicações e senhor diretor dos Correios?

 

2.- Ontem chegou uma carta vinda de São Paulo. Postada dia 22 de julho, levou 19 dias para chegar. Terá vindo a pé?

 

3.- Encomendei pela Internet umas peças. Coisa miúda, vinda de São Paulo. Ao fim de mais de uma semana recebo informação dos Correios que teriam vindo fazer a entrega em minha casa, três dias seguidos, e não tinha ninguém em casa! Deslavada MENTIRA! Eu quase não saio de casa, e se o faço é, talvez, uma vez por semana e olha lá.

 

Mas agora tinha que ir até ao dia 10 ao Posto do Tanque (Rio de Janeiro). Pesquisa na Internet e encontro três postos no Tanque, 3. Fui ao primeiro, enfrentei uma fila curta porque sou idoso (e bota idoso nisso) e... não era ali. Fui ao segundo: é mentira não existe. Desisti. No dia seguinte comecei a caça ao pokemon dos Correios e acabei por encontrar. Umas dez pessoas em frente a um portão, na calçada, me fizeram pensar que ali era ponto de ónibus. Não era. Estavam à espera de entrar para reclamar os seus pertences. Por sorte não chovia!

 

FGA-Correios.jpg

A “sala” de espera no posto dos Correios!

 

O senhor é idoso tem prioridade! – Muito obrigado.

 

Esperei que atendessem uns 4 ou 5 que já lá estavam e finalmente mandaram-me entrar. Um cubículo miserável, uma só atendente, uma senhora com um olho tapado porque tinha sofrido uma intervenção e um outro lá mais dentro à procura do que os “bestas”, como eu, reclamavam. Uma montoeira incrível de caixas, maiores e menores, envelopes, tudo numa desorganização impressionante. A senhora, meia doente, com dificuldade para escrever e ler, mas assim mesmo estava a trabalhar, teve que me pedir para eu ler o número da minha identidade. Ela não conseguia. Brava senhora.

 

Esperei. O colega que andava a catar o que se reclamava, perguntava lá de dentro: É uma caixa grande????? – Não. É coisa pequena.

 

Finalmente apareceu!

 

Cartas e documentos, muitos deles com contas para pagar estão chegando depois do prazo!

 

Uma VERGONHA. Um tremendo descaso e desprezo pelo povo, o contribuinte, o que paga tudo, sofrendo.

 

De resto... vou contar o quê?

 

Um atleta judoca, olímpico, foi assaltado na rua e ficou com um olho negro!

 

Duas outras atletas foram assaltadas na rua: dinheiro, celulares, etc... sumiram.

 

Uma patrulha do exército entrou por engano numa favela e foi recebida a tiro. Um soldado morto. A favela é terra DELES, da banditagem. Não é do Brasil.

 

Mas, “O Rio de Janêro continua lindo!”

 

12-Ago-16

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 Francisco Gomes de Amorim

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