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A bem da Nação

EXPRESSÕES CURIOSAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

Seven-Keys.jpg

 

GUARDAR A SETE CHAVES


No século XIII, os reis de Portugal adoptavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico que se lhe atribuí desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" para designar algo muito bem guardado...

O PRECEITO DO PRECONCEITO...

... NA DISCRIMINAÇÃO DO GÉNERO GRAMATICAL E DO SEXO

 

Da “Linguagem sexista” ao Domínio da Consciência social através da Novilíngua

 

Cada época, cada grupo, cada pessoa, quer possuir uma identidade própria e para tal constituir a sua narrativa como se só ela fosse a norma; para tal tenta afirmar os próprios vestígios na discrição ou na forma de interpretar e apresentar os mesmos fenómenos da vida humana que se repetem ao longo da sociedade e da História. É uma tendência natural confirmada na natureza ao observarmos cada planta a afirmar-se na procura do seu sol. O mesmo se observa na selva da polis, onde cada grupo pretende colocar o outro debaixo da sua sombra. Se outrora se vivia mais ao sol de Deus-Pátria-Família, hoje procura viver-se ao soalheiro de Dinheiro-Mercado-Ego sexual. Num tempo em que a justiça social e a democracia política e económica já ultrapassaram o seu zénite a luta das reivindicações passa a ser no campo da gramática.

 

No Brasil, a presidente Dilma, para granjear algumas almas com asas da cor do seu género, determinou ser chamada, senhora “presidenta”! Às vezes parece que o erro vale como trunfo, não fosse o português brasileiro!...

 

Neste sentido, a 13 de Abril, mas de forma mais moderada, o Bloco de Esquerda (BE) recomendou ao Governo a mudança do nome do documento de identidade “Cartão do Cidadão” para “Cartão da Cidadania”. Para o BE, a expressão Cartão do cidadão pertence à “linguagem sexista” (1).

 

Para os lutadores do género, a palavra “Cidadão” no cartão de identidade, torna-se desconfortável, porque favorece um sexo ao apontar para o apêndice terminal masculino da palavra, o que fere a sensibilidade de certas almas habituadas a ver tudo sob o ângulo do sexo, o que as predestina a terem de andar à espreita dele também na morfologia gramatical. Então, porque não voltar à designação “Bilhete de Identidade” por ser de dimensão mais aberta e de forma mais ambígua, dado a terminação da palavra em “e” não ser de provocação tão “sexista” como as terminações em “a” ou em “o” (2)?

 

Frustrados do Homem e da economia aproveitam-se da sociedade para criarem um novo indivíduo e, com ele, uma “novilíngua”; já que o povo não se muda, tenta mudar-se-lhe a gramática! Vai-se tendo a impressão de não nos quererem cidadãos, apenas nos quererem imaginar indivíduos abúlicos, portadores da sua cidadania. Sabem como é que se faz História e que para tal é necessária a mostrar a consciência disso. Por outro lado, que seria dos culpados se não houvesse os inocentes?

 

A prova de que o que está em jogo para o BE, não é o preconceito nem a discriminação mas sim a conversa em torno deles, vem do facto de não advertirem também para o caso de, no Cartão do Cidadão, se encontrarem registados outros dados ainda mais propícios ao preconceito e à discriminação; entre outros: a idade, o sexo, a medida, a assinatura, a fotografia, o nome, todos eles potenciam o preconceito.

 

Cartao de cidadao em branco.jpg

 

Registos a evitar para obstar à discriminação/preconceito

 

Abula-se a data de nascimento no cartão: a idade é um dos grandes factores de preconceitos e de discriminação; até o comércio e a indústria já se servem da idade para fazerem a sua propaganda adequada à idade.

 

Abula-se o uso da fotografia: através da foto pode-se deduzir qualidades temperamentais e tendenciais da pessoa para quem sabe um pouco de fisionomia. Através da análise do rosto pode-se chegar ao conhecimento de características psicológicas e seus traços de génio. Até a pele, mais ou menos bronzeada, também pode ser indicativo de pessoa mais ou menos sexy, o que também pode fomentar prejuízo ou discriminação.

 

Abula-se a assinatura: a escrita à mão também sofre da mesma peçonha porque quem tiver conhecimentos de grafologia pode usá-la como método de interpretação temperamental e de diagnóstico psíquico, podendo descobrir, através da assinatura, indicadores de personalidade. O manuscrito torna-se num factor de discriminação e preconceito.

 

Abula-se o nome: pelo nome pode chegar-se à etnia, religião e, por vezes, até à classe social.

 

Abula-se a indicação da nacionalidade: é factor de discriminação e de preconceito atendendo à escala do prestígio e de diferentes direitos dos Estados. Além disso os polipátricos ficam na indefinição entre o jus soli e o jus sanguinis.

 

Abula-se o registo do número do contribuinte: permite o controlo do cidadão e o registo dos três números (n° de identidade, do contribuinte e da saúde) facilitaria um governo espia.

 

Não falo já de fomentadores especiais de preconceito e discriminação que se escondem atrás do porte e do trajo, devido às consequências que poderiam levar ao estabelecimento do nudismo. Também a indicação de pertença religiosa ou partidária se torna, cada vez mais, num alimento do preconceito a que se pode seguir discriminação positiva ou negativa.

 

Uma consequência lógica passível de compromisso para o registo civil: substituição de todo o nome por números; seria a medida mais lógica contra o preconceito e a discriminação e o mesmo pacote legislativo teria a vantagem de unificar também o sexo. Depois poder-se-ia passar ao nome de ruas e de monumentos! Mãos à obra, trabalho não falta para os iconoclastas de uma sociedade egoísta e narcisista que só reconhece a própria imagem como ícone. Se continuamos a acção radical do neo-marxismo, a solução será irradiar a pessoa para acabarmos com as máscaras e todos os vestígios culturais.

 

Neste sentido, seria mais adequado apressar-se a abolição da linguagem e do pensamento; então encontrar-nos-íamos no paraíso terreal sem discriminações percebíveis entre todos os animais; sim, até porque na realidade não há conceito sem preconceito e aqui é que está o busílis de toda a questão! (3)

 

Conclusão

 

Fora de brincadeiras, o que aqui está em via é uma estratégia para reinterpretar o mundo e impor um discurso e uma lógica ao povo, para lá do senso comum e de maneira aldrabada; como o neo-marxismo já não tem mão sobre a economia procura tomar conta da arena pública assenhorar-se da linguagem do povo e, com ela, da sua consciência. Partem do princípio de que quem tem o poder da interpretação é senhor!

 

Tornou-se moderno ter à mão o sexo para chamar as pessoas ao regaço da ponderação moderna. Quem tiver mão nele tem mão em toda a sociedade. Assim, para quem quer poder, não há nada mais recomendável do que tornar-se senhor do sexo, servindo-se também da sexualização do género gramatical. Trata-se aqui de usar, para o público em geral, o outro pendente da sua doutrinação sexual nas escolas, nas tais aulas de “inocência” sexual para crianças ainda verdes que devem aprender a não ter preferências e assim formem uma sociedade despersonalizada sem preferências que esteja preparada para só preferir o que os que dominam a ribalta pública lhes apresentarem.

 

A sabedoria portuguesa costuma recomendar: „nem tanto ao mar nem tanto à terra” e a sabedoria europeia ensina: A virtude está no meio e não se encontra nos extremos! Relevante na discussão será ir ao encontro do Homem para que ele se ajude a poder vestir-se melhor. É certo que no uso da linguagem deveria haver mais equidade e ponderação; para levar isto avante, o melhor meio seria a arte e a cultura em geral mais que as terapias políticas de choque.

 

ACDJ-Prof. Justo-3.jpg

António da Cunha Duarte Justo

 

1. Agradeço ao BE a oportunidade que me dá para reflectir um pouco sobre um aspecto da problemática do Gender (género) tão cara ao BE e deste espalhar um pouco de nevoeiro com a minha nortada.

 

2. A lógica do género sofre de antropocentrismo em questões do trato do género gramatical não tendo em conta, animais, plantas e coisas!... Não perscrutam a injustiça no caso dos sobrecomuns, só com um género gramatical: a pessoa, a criança, a vítima, a criatura, a esquerda… Em tempos de esquisitices também não tratam bem os nomes “comuns de dois” : o/a jovem, o/a artista, o/a presidente, o/a fã, o/a turista, o/a imigrante.

 

Também os há, os nomes epicenos, com um só género gramatical, e sem diferenciação de sexos: será de obstar ao mal da cobra e do jacaré que englobam na mesma palavra o macho e a fémea; na cobra (macho ou cobra fémea) é discriminado o macho e no jacaré é discriminada a fémea.

 

Mais uma questão para os advogados do género resolverem: Nota-se grande falta de lógica do género           no emprego do masculino para a palavra tinteiro e o uso do feminino para a palavra caneta, já que, do             ponto de vista da “linguagem sexista”, o pormenor está na tinta!…

 

Na mesma ordem de ideias será de preparar uma moção para o próximo congresso do BE: A mudança do nome             “Bloco de Esquerda” para “Bloco do Esquerdo e da Esquerda” para que no partido o sexo feminino não bloqueie o         sexo masculino.

 

O uso do pleonasmo “queridos portugueses (os) e queridas portuguesas” vai ganhando terreno usando-se mais e         em deferências de cortesias pessoais mas que não fazem parte do uso gramatical

 

3. bula-se o prejuízo da discriminação baseada no preconceito da anti-discriminação!

MOÇAMBIQUE

 

 

1.- As Ilhas Primeiras e as Segundas

 

Um dos primeiros navegadores a dar notícia e descrever as Ilhas Primeiras, na costa de Moçambique, terá sido João de Lisboa (c. 1470-1525) quando da primeira viagem de Vasco da Gama, o piloto principal daquela esquadra.

 

São cinco as Ilhas Primeiras e as mais importantes, localizadas mais ao sul, e no total cerca de uma dúzia de pequenas ilhas coralinas situadas entre os paralelos 15° e 17º, em frente às Províncias de Nampula e Zambézia, Todas entre Pebane e a Ilha de Moçambique, esta uma ilha rochosa. Algumas só emergem nas marés baixas, e a mais alta, a Ilha da Coroa, tem uma ligeira elevação, uma duna, com 9 a 10 metros de altura.

 

FGA-Moçambique 1.jpg

 

Eu que vivi uns anos em Moçambique, não só nunca as vi, como nunca ouvi falar dessas ilhas. Desabitadas, distam do continente entre 1 e 25 quilómetros e a maioria é revestida de vegetação, uma delas chama-se Ilha das Casuarinas.

 

No tempo da Carreira da Índia, várias foram as embarcações que ali perto naufragaram nos baixios, porque se durante o dia são difíceis de se enxergarem, e à noite impossível. Para auxílio dos navegantes montou-se então um “farol” que todas as noites tinha que ter a fogueira acesa, daí o seu nome Ilha do Fogo (com “altitude máxima de cinco metros), bem revestido de vegetação arbórea e arbustiva e tinha até um “portentoso maciço de casuarinas”. Esse “farol” foi de extrema utilidade desde o começo do caminho da Índias e em meados do século XX este e o da Ilha Epidrendon (nome derivado de um género de orquídea da América tropical muito semelhante à encontrada nesta ilha), tinham iluminação automática. A cada seis meses um navio ia levar-lhes combustível e verificar se tudo estaria em ordem.

 

FGA-Moçambique 2.jpg

Um dos mais curiosos casos, mais evidente do que em quaisquer outras da costa de Moçambique, as Ilhas Primeiras estão sob a influência das correntes do Canal de Moçambique – duas correntes derivadas da grande corrente equatorial, que o percorrem em toda a sua extensão em sentido inverso uma da outra. Por força dessas correntes, a flora de Madagáscar é francamente representada na costa de Moçambique e, reciprocamente também a de Moçambique o é na de Madagáscar, e em ambas essas costas e nas Ilhas do Canal há muitas espécies da Austrália, das ilhas do Pacífico e de Ceilão, importadas pouco a pouco desde tempos imemoriais, sob a acção das correntes marítimas.

 

São reservas naturais, muito bem preservadas, mas, com autorização, talvez se consiga uma visita que certamente será do maior interesse.

 

Aproveitem e visitem também as Ilhas de Goa e Sena, ambas a menos de 3 milhas (marítimas) da Ilha de Moçambique... aquela jóia!

 

2.- Uma carta de Livingstone

 

Curiosa carta escrita num português “macarrónico” a um senhor Torresão que, conforme a carta, tinha sido nomeado capitão-mor da vila de Zumbo, hoje fronteira com a Zâmbia.

 

Vai transcrita com os erros de português, que é o que tem graça na carta, visto os assuntos não merecerem atenção especial.

 

Os Cataratas do Shire, 31 de Dezembro de 1863.

Meu Amigo Ferrazão

Muito agradece eu as duas cartas de VS.ª, uma datada 1° de Setembro, que me foi entregada pelo Mr. Rae, a outra que chega aqui pelo vossa portadora.

Os selvagens do Norte — uma tribo de landins chamada Mazite — não tive feita prejuízo nenhumo a sua Amigo, e eu sou prompto como sempredar attençãoa suas ordens.

Desejo dar os parabéns meus em sua elevação ser capitão Mor de villa Zumbo – e mais na ocasião que a senhora tem dado nos a boa presente de menino. Desejo que a benção do Altíssimo ser a Mãe e filho muitos annos. Fas favor dar ella meu cumprimentos e de Mr. Rae.

Os instrumentos são os propriedades do Nossa Governo e não pode ser vendido. Si houveras fornecida me uma copia de observações feita VSª esta em meu poder deixar com VSª para observações de futuro – mais em quanto os observações de annos passados não parecerão, quem pode dizer. Fas favor mandar o barómetro e os termometros e pluviometro enfardado em alguma cousa molle ao senhor Ferrão em Senna não tinha eu nenhuma objeção dar cópia de observações ao Governo Portugueza porque não são cousas segredas.

Até agora não recebeo notícia nenhuma a os herdeiros de Sr. Thornton – o rifle Minié ou Enfield está em cuidado Bispo a Morrumbala.

O clavina 2 cannas é cara e não pode ser vendido para os fidalgos deste paíze - £ 42 – mas não sendo muito certo que alguma pessoa pode comprar aqui não fallei uma pessoa sobre ista negócio – é nova e nunca fez tiros. Está carregada uma vez mas nunca encontro os elephantes de que é o propria arma. Tem caixote com muitas cousas dentro – Não posso vender por menos de £ 40, e si VSª quero comprar fas favor escrever da pressa a Sr. Ferrão deter a arma na Senna e fazer negocio na minha ausência.

A balla della arma e mais grande como a balla de Minié, mas tem o mesmo forma as cannas são mais grossa como a Minié porque tenciono não escucear meu hombro.

Tinha tambem o rifle de uma canna muito forte mas não e de primeira qualedade com o outro a balla é grande pouco mais grossa e mais breve. Tem formas para ballas mas caixote não há; foi usada muitos vezes – o preço é £ 13.

Fico muito obrigado sua bondade em copiando mortandade em o destachamento militar de Tette, e tinha muita pena ouvir o falecimento de senhora da Governador e seo filha esposa do sr. Govéa parece por falta de um doutor instruido em officia de parteira.

Os Missionários tencionão regressar nesta paíize em Janeiro ou Fe­vereiro.

Quando eu serei na Inglaterra a carta dirigida – care of

Admiral Washington – Admiralty – London

ade ser entre­gada a sua amigo de sempre.

Mr. Rae remetto pouca baeta e muitas gracias por a boa presente pelo o portador não quiz escrever porque (disse elle) minha carta custa Sr. Terrazão muito ler.

Ouvi a sua portador que sr. Clementino ja está no seo volto. Espera ade arranjar a polvora conforme meu desejo. Eu estou esperamda o cheio do Rio Shire regressar. Tenciona visitar Senna na minha volto para o Barra.

O Sr. Rae manda seos cumprimentos ao VSª e sua familia. Eu também desejo o mesmo.

VS Obrigado Sr,

David Livingstone

FGA-Livingston.jpg

Notas interessantes:

 

1.- O sr. Ferrazão era José Leocádio Botelho Torresão, tenente do Batalhão de Caçadores nr. 2 de Tete, sendo depois nomeado Capitão-Mor no Zumbo.

 

2.- Diz Livingstone que escreve das Cataratas do Shire, e quem publicou a carta (traduzida para um português pretensioso) diz que Livingstone crismou essas cataratas para Murchison Falls, o que não parece muito provável porque as Murchison Falls estão no Norte de Uganda a mais de 2.000 quilómetros de Zumbo, e além disso não ficam no rio Chire que é um afluente do Zambeze. Aliás, mais adiante Livingstone diz que aguarda a cheia do Shire para ir a Senna, vila situada no Zambeze.

 

3.- O Sr. Ferrão era Anselmo Henriques Ferrão, de origem indiana, natural de Senna, proprietário e negociante, brigadeiro de 2ª linha e cavaleiro da Ordem de Cristo, tido por muitos como um patife e por Livingstone uma excelente e digna criatura!

 

Textos colectados na revista “Moçambique – Documentário Trimestral – nº. 73, Janeiro a Março de 1953

 

16/06/2016

 

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Francisco Gomes de Amorim

 

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