Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

MULHERES MEDIDAS PELOS TACÕES...

 

ACDJ-sapatos-de-salto-alto-vermelho.jpg

 

... E HOMENS PELA GRAVATA

Mais um murro nos olhares sexistas

 

 

Na Grã-Bretanha discute-se o uso dos sapatos de tacão alto para senhoras. Mulheres inglesas não querem trazer sapatos de tacão alto durante o trabalho. Uma petição assinada por 140.000 pessoas exige uma lei que proíba ao patrão obrigar senhoras a trazer sapatos altos durante o trabalho, enquanto os homens podem trazer sapatos rasos (refere o HNA de 28.05).

 

Uma inglesa – senhora empregada na recepção da firma PwC – tinha sido mandada para casa, sem ordenado, pelo patrão e com a indicação de que procurasse um outro emprego se não trouxesse sapatos, com tacões de cinco a dez centímetros.

 

Muitos não consideram isto como discriminação da mulher, pelo facto de os empregados masculinos também serem obrigados a trazer gravata.

 

Independentemente do problema da pessoa tornada objecto, à mulher exige-se algo que causa dores e estraga a coluna vertebral ao contrário da gravata que no máximo obrigará o homem a andar de cabeça mais levantada para não estragar o nó!

 

O parlamento britânico terá de se ocupar com a petição dado ela ter atingido as 100.000 assinaturas.

 

Mais um murro nos olhos sexistas e nos hábitos da conveniência!

ACDJ-Prof. Justo-2.jpg

António da Cunha Duarte Justo

ELES ANDAM POR AÍ...

 

sol e núvens.png

 

 

Quem? Os anjos e os Santos.

 

Parece ao Leitor que ensandeci? São só duas pequenas histórias sendo uma passada comigo e a outra ao meu lado, num semáforo.

 

Há dias, um estrangeiro que estava estacionado junto ao passeio da rua por onde eu circulava, decidiu sair do estacionamento sem olhar pelo retrovisor para ver se lá vinha alguém e amachucou com alguma violência o lado direito do meu carro. Pelo bafo que exalava, percebi de imediato que ele estava etilizado e como não queria que eu chamasse a Polícia, deu-se de imediato por culpado assinando a «Declaração Amigável» mesmo antes de eu a preencher por completo.

 

Apesar de amolgado, o meu carro podia andar e eu segui para casa mas a certa altura comecei a sentir que alguma coisa estava errada. E foi nessa altura que ouvi um carro a trás de mim a apitar e vi pelo retrovisor vários sinais de luz. Parei logo que me foi possível e ele parou do meu lado esquerdo para me dizer que eu tinha um pneu vazio. Sim, para além da chaparia amolgada e cortada, o etilizado dera-me também cabo do pneu.

 

E este que agora me avisava, sugeriu-me que parasse ali à frente onde não incomodaria o trânsito para mudar a roda com espaço e tranquilidade. Assim fiz e notei que ele parou a trás de mim. E qual não foi o meu espanto quando o jovem saiu do carro dele e se meteu ao trabalho de me substituir a roda não me deixando fazer mais do que abrir o porta-bagagens do meu carro para aceder às ferramentas necessárias e, no final, ser eu a fechar o dito porta-bagagens.

 

Eu fiquei perplexo sem saber como lhe agradecer ao que ele se limitou a dizer que tivera muito gosto em me ajudar. E assim como aparecera no meu retrovisor sem eu me ter apercebido, já ia a meter-se no carro dele para se ir embora quando eu lhe pedi que, pelo menos, me deixasse dar-lhe um abraço. Depois do abraço, meteu-se no carro e foi-se embora. Não sei quem era, não lhe fixei o nome que titubeou e nunca mais o vi. Desapareceu no trânsito e eu só sei que se ele não era um anjo é porque fora mandado por algum.

 

* * *

 

Naquele cruzamento de ruas por onde passo todas as manhãs, está quase sempre um velhote imóvel envergando um colete publicitário e ostentando uma revista «Cais» julgando eu que ele tenha mais alguns exemplares na sacola que sempre encosta ao poste do semáforo. Nesta dezena de anos que levo de o ver ali parado, só o terei visto vender, quando muito, duas ou três revistas.

 

Via de três faixas, paro sempre na do meio e naquele dia frio e chuvoso também o fiz até porque na do lado do velhote estava a parar um outro carro. E reparei que o condutor comprou uma revista. Terá sido das muito poucas vezes que vi o imóvel velhote mexer-se. Mas alguma coisa de anormal chamou a minha atenção. Foi então que reparei que o condutor ao meu lado se contorcia a tirar o casaco sem sair de trás do volante dando-o ao velhote que se apressou a vesti-lo mesmo por cima do colete da «Cais». E o semáforo mudou para verde, nós avançámos, o velhote lá ficou mais resguardado do frio e da chuva e...

 

... e eu pensei que São Martinho subiu aos altares por gesto igual ao do anónimo ao meu lado.

 

Sim, eles andam por aí! Uns são anjos e outros são Santos. A modernidade está no anonimato.

 

É que, afinal, há muito mais gente boa do que os telejornais dão a entender.

 

Junho de 2016

 

De Denang para Hué.JPG

Henrique Salles da Fonseca

(na estrada para Hué, Vietname, NOV14)

O DIA DA IGREJA (KIRCHENTAG) NA ALEMANHA

 

Na Alemanha tanto os católicos como os protestantes realizam todos os anos o “Dia da Igreja” (Kirchentag) que dura cinco dias.

 

ACDJ-Leipzig 2016.jpg

 "Seht, da ist der Mensch" - "Eis o Homem"

 

Os católicos acabaram de realizar o seu 100° Kirchentag em Leipzig, uma cidade com 570.000 habitantes e dos quais 4,3% são católicos (Na antiga Alemanha socialista, a religião foi sistematicamente discriminada e perseguida e aí também se registam os movimentos mais radicais contra refugiados).

 

Na cidade escolhida para lugar de realização dos Kirchentage, os cristãos das diferentes confissões costumam dar guarida aos visitantes do Kirchentag. O Dia da Igreja católica em Leipzig reuniu 40.000 visitantes, menos que outros anteriores realizados noutras cidades.

 

Os Kirchentage sobressaem na sociedade alemã como lugares da discussão e do encontro. No seu programa encontram-se fóruns de discussão para todos os relevantes temas da sociedade em geral e da Igreja. Neles participam também os governantes e pessoas relevantes da sociedade civil.

 

Este ano provocou controvérsia o facto dos representantes do partido AfD não serem convidados (a razão estará no facto de este partido se perfilar contra o Islão e contra os refugiados). Os representantes da Igreja não estão de acordo com o slogan do AfD “não queremos refugiados nem muçulmanos”. Dos Kirchentage muitos dos fiéis, além do intercâmbio, esperam levar impulsos e sugestões para as paróquias.

 

Estes eventos contribuem para um clima social muito equilibrado na Alemanha: uma sociedade onde cada qual pode escolher a sua maneira de ser feliz e onde Religião e Estado dialogam harmoniosamente, sem espasmos.

 

ACDJ-Prof. Justo-3.jpg

António da Cunha Duarte Justo

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D