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A bem da Nação

EMBRUTECIMENTO PARCIAL DA SOCIEDADE NA ALEMANHA

 

Na atmosfera social alemã, tal como em toda a atmosfera social europeia, observam-se muitas nuvens negras no horizonte, embora, nesta zona do mundo se tenha uma vida económico-social de alto nível.

 

Desde o milhão de refugiados acorridos à Alemanha em 2015, a atmosfera social tem escurecido e a tempestade das ideias e agressões têm-se tornado mais visíveis. Tudo isto acontece numa Alemanha que tem registado contínuo enriquecimento económico.

 

O ministro do interior regista um crescimento na violência contra albergues de refugiados. Desde Janeiro houve 449 assaltos contra casas de refugiados, e dos quais 82 crimes violentos. Falou de um “embrutecimento parcial da nossa sociedade”. Com 2015 quintuplicaram-se os assaltos.

 

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Por outro lado o partido Die Linke (A Esquerda), em convenção do partido reunido, deliberou redobrar a sua estratégia de ataque contra os governantes porque vê o seu partido ter dado lugar ao partido AfD no que respeita à crítica ao governo e ao Establishment. O AfD puxou o debate público a si e desde então Die Linke encontra-se em crise. Antes era chique votar na Linke como expressão de descontentamento contra os Governantes e agora parece que o eixo da protesta passa a ser o carro do AfD.

 

Em muitos albergues de refugiados tem também havido muitas agressões de muculmanos contra cristãos. Nalguns albergues ter-se-á renunciado à celebração do Natal para não ferir a sensibilidade dos muçulmanos. Entretanto o número de seguidores do grupo extremista salafista cresce e os guetos de turcos e árabes aumentam.

 

Entretanto no Mediterrâneo continuam a morrer refugiados. Nos últimos dias mais de 700 mortos.

 

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António da Cunha Duarte Justo

MARDICAS E TOPAZES

 

 

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Fig. 1. À sombra dum coqueiro, um Mardica com sua esposa e filho vestidos à portuguesa, pintura de 1704 (http://www.wikiwand.com/en/Indos_in_pre-colonial_history).

 

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Fig. 2. Os Topasses ou Topazes das ilhas de Timor, Solor e Flores, onde também eram designados por Larantuqueiros, do nome da capital e porto do distrito oriental da ilha, em Larantuca, eram católicos, falavam crioulo caboverdeano, que subsistiu na ilha das Flores até ao século XX e controlavam o comércio do sândalo dessas ilhas (Hans Hägerdal, 2012, Lords of the Land, Lords of the Sea, Conflict and adaptation in early colonial Timor, 1600-1800, Leiden, KITVL Press, 479 p.). 

 

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Fig. 3, Ilha das Flores: Vendedor de panos e tecidos com motivos caboverdeanos.

 

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Fig. 4. Em Larantuca, este descendente de caboverdeanos leva um magnífico quadro, que mostra Jesus, no caminho do calvário, carregando a sua cruz (Beawiharta/Reuters). Vários outros quadros estão dispostos ao fundo e parece que se trata do próprio pintor, que veio vender as suas obras, durante a Páscoa.

 

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Fig. 5. Filas às portas das igrejas católicas aguardando as cerimónias religiosas da Páscoa, em Larantuca, ilha das  Flores.

 

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Fig. 6. Maumere, distrito de Siqui, Flores (http://www.news.com.au/travel/travel-ideas/adventure/forget-bali-whats-next-door-is-way-better/news-story/7117771c7e59ffd43b0ae3e2d36e8837), crianças e adolescentes descendentes dos escravos de armas, topazes caboverdeanos.  

 

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Fig. 7. Caboverdeanos da Ásia, vestidos à portuguesa, muito sérios e pouco sorridentes, como os portugueses reinóis, orgulhosos de serem portugueses (Asian Portuguese Community Conference, Malaca, Malásia, 27-30 June, 2016).  A maioria dos caboverdeanos vieram para a Ásia como escravos de armas. Outros eram marinheiros e foram designados por lascarins (palavra da Pérsia) juntamente com os marinheiros de outras nacionalidades asiáticas dos navios portugueses. Nos séculos XVII e XVIII, durante a decadência do império português, lascarins caboverdeanos passaram a trabalhar nos navios da British East India Company.

 

 

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José Carlos Horta

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