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A bem da Nação

ACORDO DE LUSAKA - 2

JC-Acordo de Cessar-Fogo DOMINGO Maputo 09 Set 201

 

OS CAMINHOS TURTUOSOS DE MOÇAMBIQUE

 

 

Um dos acordos de Lusaka, mantido secreto até 2012 cujo Artigo 10 deu cobertura à prisão de Joana Simeão na Beira em Outubro de 74 e ao transporte dela, de Simango e vários outros para os célebres julgamentos de Nachingwea, a bordo de cargueiros da FAP.

As prisões foram coordenadas por oficiais ligados ou ao serviço do MFA.

 

Mariano Matsinhe, um dos membros da cúpula da FRELIMO, alegou que fora a pedido de Portugal que esse acordo não devia ser do domínio público.


Creio que as razões eram outras e que a divulgação do acordo tem uma explicação.


Tudo isto, a propósito do falecimento de Almeida Santos, um dos signatários do acordo, embora ele defendesse mais tarde que fora tudo obra do MFA (de Melo Antunes, no caso específico de Moçambique).

Mbabane, 20 de Janeiro de 2016

João Cabrita

 

EXPRESSÕES CURIOSAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

DAR COM OS BURROS NA ÁGUA

Burro na água.jpg

 

A expressão surgiu no período anterior à independência do Brasil, onde os tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam de ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. Contudo, muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e por regiões alagadas onde morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo que pretende.

CURTINHAS CXXXV

 

Rosa Luxemburg.jpg

 

A BARATINHA, O GATO DE DENG XIAOPING E A MALDIÇÃO DE  ROSA  LUXEMBOURG

 

  • Vai por aí uma escandaleira só porque uma ex-ministra, mal se livrou do cargo e do encargo, tratou de fazer pela vida. Como o vencimento de deputado lhe parecia parco, vá de aceitar o primeiro emprego que lhe apareceu. Para ir adiantando, está visto – que outros hão-de vir.

 

  • Não será, certamente, nem a primeira (quantos, antes dela, não fizeram o mesmo), nem a última (porque, na verdade, a vida está - e continuará a estar - pelas horas da morte).

 

  • Conflito de interesses descarado!, barafustam. Se fôr, também não será, nem o primeiro, nem o último caso – muito menos um caso raro. Ao nosso Parlamento não têm faltado candidatos que tecem delicadamente as teias que colam interesses particulares ao interesse público.

 

  • Pessoalmente, não vejo que mal daí possa advir. Sempre que se saiba de ciência certa quem defende o quê. Dito de outro modo. Posto que um deputado terá sempre interesses legítimos a defender (desde logo, o programa pelo qual tenha sido eleito - afinal, é para isso que marca o ponto), tudo se resumirá à verdade, à actualidade e à publicidade da sua declaração de interesses.

 

  • Agora, o que me parece descabido é serem os seus pares a vigiar para que essa declaração de interesses continue, a todo o momento, verdadeira, actual e do conhecimento público. Caber-lhes-á, sim, pronunciarem-se sobre a licitude dos interesses declarados. Violá-la, porém, configura um ilícito que deve pertencer aos tribunais apreciar. Sempre.

 

  • O que está mal, entre nós, é precisamente a despenalização dos conflitos de interesses em que deputados, à revelia das suas declarações de interesses, incorram. Como se a função de soberania que lhes está confiada não devesse ser mais protegida do que todas as outras.

 

  • Mas voltando ao caso da tal ex-ministra.

 

  • A empresa que a convidou dedica-se à meritória tarefa de libertar os Bancos (e outras Instituições Financeiras) do malparado que o destino (é sempre o destino, porque, nestas matérias, a responsabilidade morre invariavelmente solteira) lhes impôs. Para uns, será uma espécie de abutre. Para outros, um purgante assaz amargo. A sua utilidade para a saúde dos sistemas financeiros é, porém, inegável – e não vejo eu como possa colher frutos ínvios da contratação de um deputado.

 

  • Agora, tenham paciência! Eu esperaria que um ex-ministro nosso – mesmo com o fraquinho curriculum da dita Senhora, mesmo com aquela confusão de swaptions em que ela se envolveu (e envolveu a REFER) - tivesse, no mercado internacional, um rating, não diria AAA, mas, no mínimo BBB (o que é dizer: investment grade).

 

  • Tanto quanto sei, o grupo empresarial para onde vai não pertence à nata da finança internacional e as condições que ofereceu dir-se-ia mais do tipo speculative grade. Se não estiverem previstas nas entrelinhas outras mordomias, temo que a ex-ministra tenha de se alojar num hostel de Lancaster Gate de cada vez que o dever a chamar a Londres. Não deve dar para mais.

 

  • Na ânsia de opinar em inglês e de ostentar um cartão de Vice-President de uma empresa britânica, a pobre Senhora não soube fazer-se valer – é o que é. E isso não lhe perdoo, Que diabo! Estamos assim tão descredibilizados internacionalmente que os nossos ex-ministros não conseguem arranjar melhor?

 

  • Pode parecer estranho, mas este trivia tem, para mim, tudo a ver com a temida e diabolizada “espanholização” da Banca portuguesa.

 

  • Na verdade, preocupa-me mais o facto de a regulação e a supervisão do nosso sistema bancário ter sido entregue sem pestanejar a uma entidade supra-nacional (o BCE) do que ter os Bancos que por cá operam controlados por grupos empresariais estrangeiros. Porque é o BCE que dita que ratos caçar, quando e como. E nós nem sequer temos voz para escolher a côr dos gatos.

 

  • Mas preocupa-me acima de tudo que só os Bancos espanhóis demonstrem um módico de interesse pela economia portuguesa. Isto, sim, é para mim acabrunhante.

 

  • Indo mais fundo, vem-me à ideia Rosa Luxembourg: “Pior do que sermos explorados por capitalistas, é não haver capitalistas que queiram explorar-nos”.

 

ABRIL de 2016

António Palhinha MachadoA. Palhinha Machado

 

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