Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

TEMPESTADES

 

Inverno.jpg 

 

Quando no peito a noite é mais profunda

Que a noite que desce na cidade

Quando na verdade que me inunda

O tempo é só Inverno na idade...

 

Quando no olhar há só talvez

Ou até sempre, ou até nunca mais

E em mim deixou de haver porquês

Pela morte de tantos ideais...

 

Quand’ o tempo põe a capa do invés

E troam sinfonias colossais

Quando há mais mar que há marés

Ecoando em crateras abissais...

 

E quando o mistério que há no rosto

É somente o rosto do cansaço

Que faz em bagaço e em mosto

A vindimada vinha do espaço

 

Feche-se a porta, cumpra-se o destino

Que a terra só exige o que lhe cabe;

Voltemos à chegada, ao ser menino

É hora de regresso à eternidade!...

 

Maria Mamede.pngMaria Mamede

AINDA O ARQUIMEDES

 

Exmo Henrique Salles da Fonseca

Estimado Amigo e Viajante das Letras,

 

 

1 - E logo pela manhã ARQUIMEDES E O TANGO. E como eu gostaria de escrever assim de quando em vez (ou de vez em quando), escrevinhar algo com interesse para o A BEM DA NAÇÃO. Não tenho tempo? Claro que tenho. Mas não o suficiente para fazer como gosto de fazer. Com investigação e labor. Sou assim. Nada a fazer. E ter neste momento mais de trezentas páginas para defender em breve, faz-me preocupado. Adiante.

 

 

2 - Mas chamou-me a atenção "para já, segue-se ORHAN PAMUK". Excelente escolha. Mas não ficaria de bem comigo se não te falasse de dois livros que li muito recentemente, e que me surpreenderam, mesmo muito, de duas figuras da RTP e TVI (agora na CMTV). E nunca tinha lido nada das mesmas, porque pensei (erradamente), que não teria nada a ganhar com os livros destes autores. Por partes.

 

 

O Império dos homens bons, Tiago Rebelo.png

 

3 - O IMPÉRIO DOS HOMENS BONS de TIAGO REBELO (edição ASA). Muito, mas mesmo muito interessante. Passa-se em Moçambique nos idos de 1847. Da capa: Um amor proibido entre um padre e uma escrava. Uma história verídica de sobrevivência. Da contracapa : Em 1847, na pequena vila de Inhambane, um punhado de famílias esquecidas pela coroa portuguesa luta heroicamente para impor uma nova civilização em território africano (...). Pensei que largaria logo o livro, mas engano meu, li-o de rajada. E foram 531 páginas.

 

AS FLORES DE LÓTUS-José Rodrigues dos Santos.jpg

 

4 - AS FLORES DE LÓTUS de JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS (edição GRADIVA). Da contracapa: O século XX nasce, e com ele germinam as sementes do autoritarismo. Da Europa à Ásia, as ondas de choque irão abalar a humanidade e atingir em cheio quatro famílias (...). Do JAPÃO, da CHINA, da RÚSSIA e de PORTUGAL. Neste último caso recomendo os encontros de um tal capitão Artur Teixeira com um lente da Universidade de COIMBRA, que chega às FINANÇAS, e que não precisa de três anos para endireitar as contas. Basta-lhe um. É obra. E foram 683 páginas. E só lamento que tenha continuação com O PAVILHÃO PÚRPURA que agora aguardo com ansiedade.

 

 

5 - E se ao teu segue-se, seguirem-se estes, acredita que não perderás mesmo nada. Desculparás, entretanto, se acaso de sentires defraudado com estas leituras, e é evidente o meu atrevimento também terá que ser relevado. Ousadias, é o que é. da minha parte.

 

 

Muita CONSIDERAÇÃO e ESTIMA PESSOAL,

 

José Augusto Fonseca

 

José Augusto Fonseca

 

GOVERNO ORDENA...

 

lisboa-portela-de-sacavem.jpg

 

... QUE O AEROPORTO DE LISBOA SE CHAME AEROPORTO HUMBERTO DELGADO

Sem Discussão à Procura dos Lugares altos da Nação

 

 

A partir de Maio o aeroporto da Portela/Lisboa passa a chamar-se Aeroporto Humberto Delgado, por decisão do governo. Num accionismo apressado, a governação cria mais um facto consumado no sentido radical. Actua, em medidas ideológicas, com tanta pressa que até parece contar cair em breve!

 

Sem discussão pública e sem o mínimo de respeito pelas sensibilidades nacionais, o governo excede as suas competências, aproveita-se da situação para pôr nos lugares altos da nação os ídolos de sua veneração.

 

Uma lógica racional isenta - não sedenta de ideologia - manteria o nome que indica o ponto geográfico, ou seja Aeroporto de Lisboa.

 

Se é verdade que Humberto Delgado teve um papel na fundação da TAP também é verdade que temos personalidades mais expostas e oportunas ligadas à aviação com renome internacional como Gago Coutinho e Sacadura Cabra. Estas duas personalidades, figuras de integração nacional, não têm a desvantagem de terem sido arrebatadas por nenhuma confissão política, o que já não se poderá dizer de Humberto Delgado, símbolo da oposição ao regime de Salazar mas, o que é pena, açambarcado pelas facções da esquerda. Estas talvez esqueçam a participação de Delgado no golpe de estado dos militares em 1926 que instaurou a ditadura militar (acção talvez lógica para acabar com a anarquia democrática da primeira república!). Só se candidatou nas eleições para presidente da República em 1958 com a divisa de depor o 1° ministro Salazar e depois ter contestado o resultado eleitoral de apenas 23% dos votos alegando ter havido fraude nas eleições; foi despedido do exército em 1959 (A sua mudança de atitude ficou-se a dever à sua experiência com a democracia dos USA na qualidade de diplomata).

 

Do exílio no Brasil apoiava actividades da oposição, entre outras, o sequestro do navio de passageiros Santa Maria e fundando em 1964 a Frente Patriótica de Libertação Nacional – FPLN; em 1965 foi assassinado, num acto cobarde, pela PIDE.

 

A sociedade portuguesa instalada vive bem da controvérsia, mas só entre ela, contando com a ignorância, o desinteresse ou o não pensar do resto da nação. A História de Portugal não começa nem acaba no 25 de Abril.

 

Uma vez que o assunta é devocional e se trata de escolher e elevar um nome olímpico sagrado, certamente seria mais venerável o nome de Aeroporto Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Haja porém tolerância e comam todos, independentemente dos nomes das capelinhas; importante é termos lugar também para os que se contentam em ficar no adro do templo nacional, o tal povo infiel e indiferente a baptismos ocasionais que continuará a chamar pelo nome Aeroporto de Lisboa. De resto, para todos os nomes, o “eterno” descanso, numa democracia cada vez mais incrédula e por isso mais necessitada de almas justas e santas nos lugares altos do seu mercado!

 

António Justo.jpg

António da Cunha Duarte Justo

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D