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A bem da Nação

EXPRESSÕES CURIOSAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

Inquisição

 

JURAR A PÉS JUNTOS


«Mãe, eu juro a pés juntos que não fui eu». A expressão surgiu através das torturas executadas pela "Santa" Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para não dizer nada para além da verdade. Até hoje o termo é usado para expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

MEDITEMOS...

 

 

Todos, quando teve de ser, cortaram salários e pensões; e todos, quando pôde ser, aumentaram salários e pensões. O que ninguém fez foi afrontar o Estado clientelar que é base do poder da oligarquia.

 

Rui-Ramos.jpg

Rui Ramos

 

Observador 18/2/2016

SOLUÇÕES EFICAZES, PROCURAM-SE

 

 

 

Há tempos alguém com responsabilidades imaginou e teimou na solução de um túnel no Marquês em Lisboa para obviar ao emaranhado do tráfego local com graves sequelas. Choveram críticas e boicotes que atrasaram e encareceram a construção. Mas o túnel é um enorme sucesso.

 

Há países com think tanks criados por fundações ou ONG que se debruçam sobre temas de interesse nacional para os aprofundar e criar correntes de opinião.

 

Isso não impede que junto de cada área de governação além do estudo dos assuntos do dia a dia haja grupos ad hoc de curiosos e imaginativos a orientar o encontrar de soluções expeditas para os problemas emergentes.

 

Tem havido soluções transitórias que muitas vezes se fazem permanentes como os viadutos metálicos da Avenida Santos e Castro em Lisboa para aliviar problemas dando tempo para a solução definitiva. Na Ponte 25 de Abril com as vias de rodagem um responsável propôs-se criar, operacionalizar, a 5 ª via que usaria alternadamente no sentido do maior fluxo. Uma magnífica solução, alívio até aparecer a outra ponte.

 

Por vezes há capacidade instalada ociosa. Como aproveitá-la?

 

Na Net corre uma anedota (imagino-a real) de um empresário de Nova Iorque que vai a Bombaim em negócios. A caminho do aeroporto entra num banco e pede um empréstimo de 5000 dólares. Dizem lhe que sim mas terá de dar uma garantia. Ele entrega a chave do seu carro Jaguar, mais valioso que os 5000 dólares. Papelada e aí estão os 5000 dólares. Quinze dias depois regressa e vai directo ao banco, devolve os 5000 dólares e paga os juros e comissões calculadas em 15,41 dólares.

 

Jaguar.jpg

 

À saída interpelam-no à confiança: - Tivemos curiosidade de saber quem era e verificámos tratar-se de um empresário bem sucedido e rico. Ficámos baralhados por precisar de um empréstimo de 5000 dólares para os negócios.

 

Responde lhes: - Indiquem-me um sítio em Nova Iorque onde possa ter o carro em segurança por 15 dias pagando 15,41 dólares.

 

Esta anedota faz pensar em muita capacidade ociosa nas sociedades ricas: autocarros vazios, escolas sem Alunos, casas não habitadas, comboios com poucos passageiros, metro a meio, etc. Como aproveitá-la, poderia ser um exercício de imaginação muito produtivo.

 

Como fazer que circulem menos carros na cidade para que os transportes colectivos vão mais cheios e mais depressa? As escolas sem alunos poderiam ocupar-se com cursos técnico profissionais ou serem centros culturais locais, museus etc. As casas desocupadas poderiam ser vendidas ou arrendadas a bom preço.

 

Um flagelo grave da actualidade é o desemprego de pessoas com experiência (engenheiros, arquitectos, professores, advogados), de recém formados sem experiência e de jovens que abandonaram os estudos. Ao mesmo tempo há procura de informáticos. Procuram-se pessoas com alguma experiência de empresa e nada. Não será possível desenhar uma pós-graduação em Tecnologias de Informação para os licenciados com experiência com a parte escolar exigente mas condensada com avaliações e boa qualidade de ensino que em seis meses possam preparar-se para trabalhar com mestria na informática? Parece fácil e a Índia faz muito disto.

 

 

Conhecimentos e experiência anteriores são úteis para adaptar as Tecnologias da Informação (TI) a esses domínios e criar aplicações de interesse.

 

É socialmente relevante que as empresas recebam estagiários – digamos por seis meses – com trabalhos bem planeados para treinar os jovens para a vida profissional tornando-os mais empregáveis e quem sabe capazes de começar alguma start up na actividade em que se sentem confortáveis.

 

Perante o desemprego, há que tocar todas as teclas donde possa saltar um emprego: um think tank ou uma comissão ad hoc para estudar, junto de cada PALOP com falta de pessoas qualificadas, os eventuais protocolos de colocação tentando também apoios de organismos europeus.

 

É preciso aguçar a imaginação para desenvolver ideias de comum interesse: o ensino generalizado nos PALOP que querem avançar depressa pode ficar comprometido na qualidade sem bons professores e haverá muito bons professores e suas famílias disponíveis aqui para se fixarem por alguns anos num dos países pelos quais nutrem uma simpatia particular.

 

Devia ser um jogo bem pensado em que todos ganhassem.

 

Eugénio Viassa Monteiro

Eugénio Viassa Monteiro

Professor da AESE Business School e dirigente da AAPI

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