Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

TENHO DITO!

 Cicero.jpg "O orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada e a ajuda a outros países deve ser eliminada para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar em vez de viverem às custas do Estado."

 

Há quem atribua estas afirmações a um senador romano (Marco Túlio Cícero). Não sei se sim ou se não pois não vejo identificação da fonte bibliográfica. O que eu sei é que a partir de agora passam a ser minhas substituindo Roma por Lisboa.

 

Tenho dito!

 

Henrique no Jardim Botânico Peradeniya, Sri Lanka

Henrique Salles da Fonseca

(no Sri Lanka, Novembro de 2015)

COMO DESENVOLVER PORTUGAL SEM CAPITAL PRODUTIVO SUFICIENTE?

 

 

Em primeiro lugar há que aceitar que só se desenvolve um país com projectos concretos bem concebidos e bem geridos e não com discursos e teorias filosóficas e económicas. O melhor exemplo positivo para os portugueses foram os descobrimentos marítimos desde que não sejam descritos por historiadores ignorantes. E o melhor exemplo do efeito devastador da falta de projectos e de gestão eficiente foi a nossa história política em geral após 1500 e em particular neste período dos últimos trinta anos em que fomos conduzidos pelo bloco central, que conseguiu criar dívidas de centenas de milhares de milhões de euros e o País ficou à beira da bancarrota e sem independência, embora também com algumas culpas para os responsáveis pela condução da política europeia.

 

Então como sair desta situação?

 

Poço de Boliqueime

 

No entanto apesar da gestão ruinosa iniciada pelo governo de Cavaco Silva, que passou da social-democracia para um neoliberalismo modelo Boliqueime, e continuada sem interrupções eficazes até agora, acabando nos últimos quatro anos com um neoliberalismo modelo Massamá, há sinais concretos de potenciais positivos na nossa sociedade mas com a dificuldade provocada principalmente pelo complexo anti capital introduzido durante a revolução pela extrema esquerda, cujo sonho era só haver capital do Estado como acontecia na União Soviética, embora esquecendo que isso era à custa de ausência de liberdade e que entretanto acabou.

 

É um facto que hoje há reservas obvias e justas quanto ao capital especulativo e quanto à falta de controle “superior” das suas movimentações com o objectivo único do lucro e do poder, e espero que esta perigosíssima situação seja corrigida devidamente e o mais rapidamente possível em todo o mundo, pois o desequilíbrio já existente quanto à excessiva concentração de capital especulativo augura grande probabilidade de catástrofes sociais de enorme dimensão.

 

Mas o capital a que me quero referir é o produtivo, para quem o lucro é indispensável quer por razões motivacionais e sociais quer ainda por ser essencial à sustentabilidade e ao progresso, pois é com ele que se cria a possibilidade da investigação e da inovação, e para o qual há a limitação natural da concorrência, desde que não sejam consentidos monopólios.

 

E para isso é forçoso existirem incentivos, como por exemplo, os lucros das empresas e/ou dos cidadãos aplicados em investimentos e/ou na aquisição de capital deverão ter reduções ou até isenções de IRS e/ou de IRC.

 

Além disto se há vários países europeus que apresentam condições mais vantajosas para os seus detentores de capital por que razão não tem Portugal condições idênticas que evitem a sua deslocação?

 

Mas o capital para ser responsável nunca pode ser anónimo. Todos os detentores do capital têm que ter um nome e uma morada de base. O anonimato favorece sempre mais o desonesto que o cumpridor da lei.           

                                                                                                                 

Ou esta solução de vender as nossas empresas mais representativas e mais essenciais à nossa independência é que é recomendável?

 

Sem esquecer que é essencial realizar a reforma do Estado passando para funções produtivas os muitos dependentes do OGE que estão espalhados por fundações, empresas públicas e autárquicas e que constituem as famigeradas gorduras do Estado que custam milhares de milhões de euros anuais e atrofiam o desenvolvimento da população produtiva.

 

E já agora acabar com os preconceitos inqualificáveis da Marinha de Recreio ser uma actividade fascista e a Marinha Comercial ser uma actividade colonialista e assim recuperarmos alguns milhares de postos de trabalho e parte da independência que perdemos depois de 74, e também abandonar uma atitude totalmente contrária à essência da formação de Portugal e do Português durante a primeira dinastia que originou a epopeia dos descobrimentos realizado pela Marinha Portuguesa.

 

Os próximos meses vão ser decisivos quanto o sucesso da mudança verificada na ação do PS pois ou consegue corrigir o rumo do bloco central e liderar a recuperação nacional desejada ou não, e então só lhe resta a queda e a substituição, por exemplo pelo CDS ou o Bloco de Esquerda se algum deles for capaz de encabeçar o desejável movimento de desenvolvimento fazendo crescer o capital produtivo e controlando rigorosamente a especulação e a corrupção anteriores e realizando a reforma do Estado sem o que não se pode esperar haver melhores dias.

 

Lisboa, 17 de Fevereiro de 2016

Eng. J.C. Gonçalves Viana

José Carlos Gonçalves Viana

CARTA DE UM NÓRDICO AOS ANGOLANOS

 

 

Acredito que toda sociedade se assenta, principalmente, na educação e cultura dos homens que a constituem. Por isso as diferenças no comportamento e na evolução dos povos. Leia esta carta que saiu nas redes sociais. Ela demonstra de maneira simples o que acabo de dizer.

Maria Eduarda Fagundes

Maria Eduarda Fagundes

 

Bandeira Nacional de Angola.png

 

Angolanos,

 

Assim como vários outros nórdicos e europeus no geral, eu também vim para cá pela primeira vez, para trabalhar. O que eu não poderia imaginar é que passaria 4 anos dentro das vossas fronteiras.

 

Aprenderia muito sobre a sua cultura, a sua língua, os seus costumes e que, no final do ano passado, eu me casaria com uma das suas moças.

 

Não é segredo para ninguém que vocês estão passando por alguns problemas. Existe uma crise política (adormecida mas latente), económica, problemas constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora o paradigma do Petróleo mudou, esse produto não vai ser mais tão caro, os países que o têm não vão ser mais ricos.

 

No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas económicas, etc. Mas recentemente eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os angolanos.

 

Então aí vai: é você.

 

Você é o problema.

 

Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema. Você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias.

Não é só culpa do Zé Dú ou do M. Não é só culpa do preço do petróleo, do aumento do dólar ou da desvalorização do Kwanza.

 

O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os angolanos escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.

O problema é tudo aquilo que você e todo mundo à sua volta decidiu aceitar como parte de “ser angolano” mesmo que isso não esteja certo.

 

Quer um exemplo?

 

Imagine que você está de boleia no carro de um amigo à noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.

 

No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que o seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?

 

  • A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger o seu amigo?

ou

  • B) Diz-lhe que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?

 

Eu acredito que a maioria dos angolanos escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos nórdicos escolheria a alternativa B.

 

Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo.

 

Eu percebo que vocês angolanos são solidários, se sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por isso, não se consideram egoístas.

 

Mas, infelizmente, eu também acredito que grande parte dos angolanos seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma forma de egoísmo.

 

Sabe todos aqueles políticos, empresários, polícias e professores corruptos? Você já parou para pensar por que eles são corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam as suas mentiras e falcatruas dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor aos seus parentes, querem que os seus filhos estudem em escolas melhores e querem viver com mais segurança.

 

É curioso ver que quando um angolano prejudica outro cidadão para beneficiar as sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.

 

Além disso, o seu povo também é muito vaidoso. Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não é considerado um insulto como é nos nossos países. Esta é uma outra característica particular da vossa cultura.

 

Há tempos recebi a visita de familiares da Europa, desejosos de conhecer Angola, as praias do Mussulo e da Ilha do Cabo não são tão bonitas como imaginavam (viam nas fotos) e ainda por cima estavam sujas.

 

Quando contamos às pessoas sobre a nossa percepção, algumas delas imediatamente disseram: “Ah, pelo menos os seus familiares puderam ver e tirar algumas fotos de bikini e mostrar no FB aos que ficaram lá o quanto é gostoso o calor, né?”

 

Parece uma frase inocente, mas ela ilustra bem essa questão da vaidade: as pessoas por aqui estão muito mais preocupadas com as aparências do que com quem elas realmente são.

 

É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já estive.

Isso explica porque os angolanos ricos não se importam em pagar três vezes mais por uma roupa de marca ou uma jóia do que deveriam, ou contratam empregadas e babás asiáticas. É uma forma de se sentirem especiais e parecerem mais ricos. É por isso que muita gente comum compra aquela TV gigante que não se adapta à sala, veste fato e gravata (escuro que atrai mais calor é melhor...) com temperaturas a mais de 30°c, em lugares e ocasiões que não precisam de formalidade. No fim das contas, esse é o motivo pelo qual um angolano que nasceu pobre e sem oportunidades está disposto a matar por causa de um telemóvel. Eles também querem parecer bem sucedidos, mesmo que não contribuam com a sociedade para merecer isso.

 

Muitos europeus acham os angolanos preguiçosos. Eu não concordo. Pelo contrário, os angolanos têm mais energia do que muita gente noutros lugares do mundo (vejam-se as festas que nunca mais acabam, almoço de fds que vai até depois das 0h).

 

O problema é que muitos focam grande parte da sua energia em vaidade em vez de produtividade. A sensação que se tem é que é mais importante parecer popular ou glamouroso do que fazer algo relevante que traga isso como consequência. É mais importante parecer bem sucedido do que ser bem sucedido de facto.

 

Vaidade não traz felicidade. Vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade. Parece legal vista de fora, mas não é real e definitivamente não dura muito.

 

Se você precisa pagar por algo muito mais caro do que deveria custar para se sentir especial, então você não é especial. Se você precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir importante, então você não é importante. Se você precisa mentir, puxar o tapete ou trair alguém para se sentir bem sucedido, então você não é bem sucedido. Pode acreditar, os atalhos não funcionam aqui.

 

E sabe o que é pior? Essa vaidade faz com que seu povo evite bater de frente com os outros. Todo mundo quer ser legal com todo mundo e acaba ou ferrando o outro pelas costas, ou indirectamente só para não gerar confronto.

 

Para uma saída de lazer, se alguém está 1h atrasado, todo mundo fica esperando essa pessoa chegar para sair. Se alguém decide ir embora e não esperar, é mal visto. Se alguém na família é irresponsável e fica cheio de dívidas, é meio que esperado que outros membros da família com mais dinheiro ajudem a pessoa a se recuperar. Se alguém num grupo de amigos não quer fazer uma coisa específica, é esperado que todo mundo mude os planos para não deixar esse amigo chateado.

É sempre mais fácil não confrontar e ser bom camarada. Só que onde não existe confronto, não existe progresso.

 

Como nórdico que geralmente não liga sobre o que as pessoas pensam de mim, eu acho muito difícil não ver tudo isso como uma forma de desrespeito e auto-sabotagem. Em diversas circunstâncias eu acabo assistindo os angolanos recompensarem as “vítimas” e punirem aqueles que são independentes e bem resolvidos.

 

Por um lado, quando você recompensa uma pessoa que falhou ou está fazendo algo errado, você está dando a ela um incentivo para nunca precisar melhorar. Na verdade, você faz com que ela fique sempre contando com a boa vontade de alguém em vez de ensiná-la a ser responsável.

Por outro lado, quando você pune alguém por ser bem resolvido, você desencoraja pessoas talentosas que poderiam criar o progresso e a inovação que esse país tanto precisa. Você impede que o país evolua e cria ainda mais espaço para líderes medíocres e manipuladores se prolongarem no poder.

 

E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro.

 

As vezes, a melhor coisa que você pode fazer por um amigo que está sempre atrasado é ir embora sem ele. Isso vai fazer com que ele aprenda a gerir o próprio tempo e respeitar o tempo dos outros.

 

Outras vezes, a melhor coisa que você pode fazer com alguém que gastou mais do que devia e se enfiou em dívidas é deixar que ele fique desesperado por um tempo. Esse é o único jeito que fará com que ele aprenda a ser mais responsável com dinheiro no futuro.

 

Eu não quero parecer o estrangeiro que sabe tudo, até porque eu não sei.

 

Só que em breve, Angola, você será parte da minha vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você será metade do meu filho quando eu tiver um.

 

E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.

E também porque eu tenho uma má notícia: não vai melhorar tão cedo.

Talvez você já saiba disso, mas se não sabe, eu vou ser aquele que vai lhe dizer: as coisas não vão melhorar nessa década.

 

O seu governo não vai conseguir pagar todas as dívidas que ele fez a não ser que mude toda a sua constituição. Os grandes negócios do país pediram dinheiro demais emprestado quando o dólar estava baixo, em 2008-2010 e agora não vão conseguir pagar já que as dívidas dobraram de tamanho. Muitos vão falir por causa disso nos próximos anos e isso vai piorar a crise.

 

O preço do petróleo está extremamente baixo e não apresenta nenhum sinal de aumento num futuro próximo, isso significa menos dinheiro entrando no país. A sua população não é do tipo que poupa e sim, que se endivida. As taxas de desemprego estão aumentando, assim como os impostos que estrangulam a produtividade da classe trabalhadora.

 

Você está ferrado. Você pode tirar o Zé Dú de lá, ou todo o M. Pode (e deveria) refazer a constituição, mas não vai adiantar. Os erros já foram cometidos anos atrás (na guerra pode-se errar na táctica mas não na estratégia... o M errou na estratégia) e agora você vai ter que viver com isso por um tempo.

 

Se prepare para, no mínimo, 5-10 anos de oportunidades perdidas. Se você é um jovem angolano, muito do que você cresceu esperando que fosse conquistar, não vai mais estar disponível. Se você é um adulto nos seus 30 ou 40, os melhores anos da economia já fazem parte do seu passado. Se você tem mais de 50, bem, você já viu esse filme antes, não viu?

 

É a mesma velha história, só muda a década. A democracia não resolveu o problema. Um Kwanza estável por uns anos não resolveu o problema. Tirar milhares de pessoas da pobreza não resolveu o problema, construir centralidades em cada província, universidades se espalhando por todas as províncias, o problema persiste. E persiste porque ele está na mentalidade das pessoas, todos querem exibir diploma e procurar emprego ao invés de trabalho, querem parecer no lugar de ser.

 

O “jeitinho Angolano” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que Angola sempre foi assim e não tem mais como também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada angolano decidir matar isso dentro de si mesmo.

 

Ao contrario de outras revoluções externas que fazem parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser resultado de uma vontade que invade o seu coração e a sua alma.

 

Você precisa escolher ver as coisas de uma nova forma. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os outros. Você precisa exigir que o seu tempo seja respeitado. Você deve esperar das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas acções. Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que ninguém seja obrigado a lidar com os seus.

 

Essas são escolhas que precisam ser feitas diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que o seu destino seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.

 

Você tem uma alegria que é rara e especial, Angola. Foi isso que me atraiu em você muitos anos atrás e que me faz viver aqui. Eu só espero que um dia essa alegria tenha a sociedade e os líderes que merece.

 

Seu amigo,

 

Bjorn

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D