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A bem da Nação

DO QUE A IMPRENSA NÃO FALA

 

Galp-posto.jpg

 

Imposto de Gasolina aumentado de 5 cêntimos

 

O governo de António Costa determina um aumento nas pensões de apenas 0,4% e ninguém fala disto. A nossa bem-educada imprensa se tal medida fosse tomada por Coelho certamente a ridicularizaria. Os temas são mais ou menos agitados nos Mídea segundo favoreçam ou não os ventos de esquerda radical.

 

O Governo faz um aumento de 5 cêntimos na gasolina e não se discute esta a medida indirectamente aumenta também outros impostos porque dos transportes dependem também os preços do que se compra no mercado.

 

Tiram ao povo para cederem às clientelas dos funcionários e aliados dos sindicatos dos transportes públicos que favorecem nas concessões dos transportes públicos em desproveito da província; deste modo tenta António Costa moderar o potencial reivindicativo do PC e do Bloco de Esquerda.

 

Tem-se a impressão que a imprensa não fala destas medidas porque parece ter um fraco por interesses partidários.

 

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 António da Cunha Duarte Justo

EFEMÉRIDE

Santa Joana Princesa.jpg

 

SANTA JOANA PRINCESA

 

Joana de Portugal, (também chamada Santa Joana Princesa embora oficialmente apenas seja reconhecida pela Igreja Católica como Beata) foi uma princesa portuguesa da Casa de Avis, filha do rei D. Afonso V e de sua primeira mulher, a rainha D. Isabel. Ela nasceu em 6 de Fevereiro de 1452.

 

Chegou a ser jurada Princesa herdeira da Coroa de Portugal, título que manteve até ao nascimento do seu irmão, o futuro rei D. João II.

 

Foi regente do reino em 1471, por altura da expedição de D. Afonso V a Arzila.

 

Foi também uma grande apoiante do irmão, o rei D. João II de Portugal.

 

Após recusar veementemente várias propostas de casamento, Joana juntou-se ao convento dominicano de Jesus, em Aveiro em 1475. Seu irmão, até então, foi dado um herdeiro, para que a linha da família não estivesse mais em perigo de extinção. Ainda assim, ela foi obrigada várias vezes a deixar o convento e voltar à corte.

 

Ela recusou uma proposta de casamento de Carlos VIII de França, 18 anos mais novo que ela. Em 1485, ela recebeu outra oferta, do recém-viúvo Ricardo III de Inglaterra, que era apenas oito meses mais novo. Esta era para ser parte de uma aliança de casal conjugal, com sua sobrinha Isabel de Iorque a se casar com seu primo, o futuro D. Manuel I. No entanto, a morte de Ricardo em combate, do qual Joana supostamente teve um sonho profético, suspendeu esses planos.

 

Joana nunca chegou a professar votos de freira dominicana por ser princesa real e potencial herdeira do trono. No entanto viveu a maior parte da sua vida no Convento de Jesus de Aveiro, desde 1475 até à sua morte, seguindo em tudo a regra de vida e estilo das monjas.

 

A princesa Joana foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII, tendo festa a 12 de Maio. E o Papa Paulo VI, a 5 de Janeiro de 1965, declarou-a especial protectora da cidade de Aveiro.

 

No início do século XVIII, a nobreza portuguesa, clero e corte tiveram um renascimento do interesse pela princesa. Durante este tempo, o artista português Manuel Ferreira e Sousa foi o artista mais famoso nesse renascimento. Ele foi contratado por várias instituições religiosas, nobres e até a família real para pintar cenas de sua vida.

 

Bombaim, Índia, 6 de Fevereiro de 2016

 

Keith Xavier de Herédia-2.jpg

 Keith Xavier Ataíde Herédia

BEM COMUM, UM IDEAL A REALIZAR

 

Bem comum.jpg

 

 Consiste o bem comum essencialmente em dois elementos:

  • Na existência de estruturas e instituições que em determinada fase histórica sirvam ao uso e à dignificação da comunidade;
  • Na vontade de solidariedade que une todos os membros dessa comunidade de forma a que todos participem, na devida proporção, desse bem objectivo fundamental.

 

Se um desses elementos básicos falha, falta a razão de toda a dinamização histórica positiva, de todo o sentido de viver num autêntico horizonte de esperança.

 

Como exemplos do primeiro podem apresentar-se, hoje: as infraestruturas adequadas no concernente à habitação, ao emprego, à saúde, aos transportes, à educação, aos lazeres, numa palavra, ao nível de vida e ao estilo de vida.

 

Como exemplos do segundo será lícito contar: a possível harmonia entre as classes e entre os grupos, sem conflitos de morte ou suas ameaças; o aproveitamento das competências e das capacidades onde elas realmente estiverem, desde que se encontrem dispostas a servir o bem de todos, sem discriminações de raça, de sexo, de condição, de ideologia ou de religião; a tolerância que não ignora que, hoje, dada a espantosa proliferação de sistemas de «verdade e de vida», de opiniões e de propostas de futuro, a modéstia parece de regra, sem dogmatismos intempestivos ou basismos facciosos mas também sem demissionismos cobardes ou sincretismos inconcludentes.

 

É evidente que, no relativo a estes dois elementos fundamentais do Bem Comum, a sociedade portuguesa actual se revela ainda pavorosamente carecida. Propor-se encher ou, pelo menos, atenuar as suas numerosas e fundas lacunas, é responder ao grande desafio da geração presente, é dar mostras de querer servir mais do que «servir-se», é romper com um passado mais ou menos recente em que o «Bem Comum» passava, como prioridade das prioridades, pelo próprio campanário.

 

E ainda hoje. Demasiado bem conhece o País os «socialistas» electivos dos próprios interesses, os zelotes de si mesmos, os saduceus da própria Pátria a pretexto de um futuro melhor, de uma ideologia «universalista» e terrenista. Como demasiado bem conhece os democratas provisórios de todas as bandas que apenas o são enquanto não enquanto não conseguem impor a sua própria ditadura. Como demasiado bem conhece os oportunistas de todas as cores, do negro ao vermelho, que não perdem ocasião para se locupletarem com as desgraças da Pátria.

 

Pressentindo ou sentindo já esse ideal – que é também um imperativo – do Bem Comum verdadeiro é que alguns começam a falar da necessidade de uma relativa «trégua» entre partidos e de um «pacto social» entre as «classes».

 

Semelhante «discurso», embora ainda demasiado tímido e, por isso mesmo, incapaz de se fazer ouvir com eficácia por entre os gritos desencontrados, semelhante «discurso» - dizíamos – vem na hora H. De facto, enquanto uns e outros se olharem com total desconfiança, enquanto uns e outros procurarem atropelar-se ao máximo, enquanto uns e outros fizerem do conflito o motos dos próprios interesses e da luta permanente a regra do comportamento, enquanto persistir a incompreensão radical da legítima função que os diversos, mesmo antagonistas, têm a desempenhar, enquanto a incompetência e a incúria se instalarem em certos postos de decisão e/ou execução, enquanto a negociação, leal e capaz, não for um hábito, - reservando essa violência, que é a greve, apenas para a ultima ratio -, enquanto tudo isto não passar de voto piedoso de alguns, ou mais lúcidos ou mais ingénuos ou maia generosos, o Bem Comum acima descrito nos seus elementos fundamentais andará peregrino desta terra onde ele realmente merecia ficar não apenas como seu hóspede mas como seu habitante de primeira qualidade. Para sua prosperidade e progresso autênticos. Para cortar o passo, definitivamente, à alternância periódica da anarquia e da tirania. Para demonstrar que uma comunidade pode ser feliz sem viver propriamente numa abundância material de lés-a-lés. Para dizer que, neste mundo finito que começa e que sentimos já a balizar-nos por todos os lados, Portugal nada perdeu da sua verdadeira grandeza: apenas a transpôs a outro espaço, a outra dimensão, a outra vida.

 

Lisboa, Abril de 1977

 

P. Manuel Antunes, SJ.jpgManuel Antunes, SJ

 

In BROTÉRIA, Fevereiro de 2013, pág. 191 e seg.

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