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A bem da Nação

EXTORSÃO

DAS POTÊNCIAS DA UE AOS PAÍSES MAIS DISTRAÍDOS E ECONOMICAMENTE DESORGANIZADOS

 

Quer a Alemanha para si o Investimento nos Refugiados e para os Países à Margem da UE os Problemas?

BB-refugiados sírios.jpg

  

Quase todos os partidos alemães apoiaram a política de “boas-vindas” aos refugiados, iniciada por Merkel, tendo ela, para isso desrespeitado os acordos europeus. Como medida do governo alemão para a Alemanha não há nada a obstar. Os partidos da esquerda chegaram até a apoiar a sua política quando o CSU (partido da coligação) colocava perguntas sobre a maneira de modelar a imigração de forma organizada. O que é de abrir os olhos é a Alemanha, em nome da solidariedade querer impor a distribuição de refugiados pelos países à beira da bancarrota.

 

Este ano haverá eleições em vários estados alemães. Agora que se aproximam as eleições, os partidos sabendo que a maioria do povo critica a política de Merkel e dos partidos da Coligação e da Oposição, para não serem tão castigados nas eleições, criticam agora a política de Merkel empurrando a solução dos problemas que a Alemanha criou para os países da União Europeia.

 

Agora falam sobre “o não sucesso” da política alemã de refugiados e por toda a nação se levanta o descontentamento e a voz que a EU “não nos deixe sós”. “Quem não recebe refugiados tem que pagar” diz claramente Dzdemir dos VERDES.

 

Para as potências europeias a única coisa que conta é o dinheiro e a economia que controlam. Ao acabarem com as fronteiras do mercado interno europeu destruíram, com um prato de lentilhas, as bases da economia portuguesa; agora que provocaram uma imigração descontrolada, porque precisam de forças novas para o mercado de trabalho (e para a disciplinação do operariado carente na Alemanha e na Europa) e para compensar a falta de natalidade alemã, querem que os mais carenciados dos refugiados sejam distribuídos pela UE.

 

Destruíram a economia das pequenas e médias empresas portuguesas, puseram os nossos mares à disposição de grandes empresas marítimas, controlaram as direcções nacionais através das Agências europeias, receberam os emigrantes portugueses bem formados e agora querem mandar para Portugal e para os países da margem os emigrantes sem formação.

 

O Governo português não terá emenda e em troca de uns lugares bem pagos em organizações internacionais para personalidades dos partidos e numa de “Maria-vai-com-as-outras” continuará a vender Portugal.

 

ACDJ-Prof. Justo-2.jpgAntónio da Cunha Duarte Justo

 

PASSADO, PRESENTE E FUTURO

 

passado-presente-e-futuro.jpg

 

 

O tempo passa a correr, Janeiro acabou, um artigo de Alberto Gonçalves me escapou, que reponho antes do desta semana, tão prazeroso é para mim guardar estes pequenos frescos sobre o nosso mundo torcido, como ferro de carruagem após descarrilamento.

 

Que é de descarrilamento que se trata, em despenhadeiro de ravina, diria mesmo de fiord, caso os houvesse por cá, e caso não sentisse quanto devem ser ainda mais arrasadores e sem esperança os momentos que se vivem lá pelas bandas do Médio Oriente e tantos outros sítios dum mundo descontrolado, que exigem solidária contenção no nosso lamuriar. Apesar de tudo, o ridículo é algo de humilhante e o saber desmascará-lo algo de profundamente didáctico, caso fôssemos sensíveis a ensinamentos de inteligência e bom senso. Não é assim por cá. Mas os textos aí estão, vivos e acutilantes, como bichas de rabear, comentário este puramente figurativo, que nada significa mas com que apetece agradecer ao autor dos textos, que nos fazem, hélas! prever uma continuação visceral nesta colossal carreira do asnático e da vaidade de um “finis patriae” da nossa constância fatalista.

 

Berta Brás.jpg Berta Brás

 

O braço esquerdo da barbárie

Alberto Gonçalves.jpgAlberto Gonçalves

DN, Janeiro 19, 2016

 

A fim de justificar o voto em Marisa Matias, a jornalista do Público Alexandra Lucas Coelho começa por louvar o empenho da eurodeputada nas "relações com Síria, Líbano, Egipto e Jordânia", nos "direitos dos refugiados" e no combate à "violência contra os territórios palestinianos ocupados". De seguida, destaca a "coragem pessoal" necessária para se ser candidata à Presidência da República "num país machista como Portugal". Nem por um instante Alexandra Lucas Coelho repara no ligeiro absurdo que é resistir ao "machismo" caseiro e deixar-se fascinar por culturas em que o mero "machismo" seria um alívio para as mulheres. Por isso é que o feminismo anda pelas ruas da amargura.

 

Em compensação, na passagem de ano foi outra coisa a andar pelas ruas de diversas cidades europeias. As primeiras notícias falavam em bandos de indivíduos que assaltaram, agrediram e violaram as senhoras que lhes apareceram pela frente. As segundas notícias, escassas e tímidas, notavam que os indivíduos eram, na quase totalidade, de origem árabe e, nalguns casos, asilados recentes. As terceiras notícias transmitiam os conselhos da presidente da câmara de Colónia, onde os agressores chegaram a mil e as agredidas a cento e tal: ou as fêmeas guardam um "braço de distância" de possíveis atrevidotes ou não se venham queixar. As últimas notícias davam conta da posição (sem trocadilhos) de diversos movimentos feministas, os quais naturalmente tomaram o partido dos violadores sob o pretexto de que estes, na medida em que pertencem a uma "minoria", já são discriminados o suficiente.

 

O estatuto minoritário desses infelizes é apenas questão de tempo e demografia. Quanto à discriminação, não percebi. Por sorte, uma feminista alemã explicou: as pessoas centram-se nos (insignificantes) delitos cometidos por muçulmanos porque são racistas e esquecem-se que os ocidentais também abusam das mulheres. Na minha ignorância, desconhecia que hordas de cristãos, ateus e animistas alemães costumavam violar dezenas de concidadãs por recreação. E que recusar a selvajaria à solta em certas sociedades é "racismo". E que ocultar crimes é a melhor forma de alcançar a harmonia.

 

De qualquer maneira, o importante é que o feminismo militante se apressou a organizar manifestações. Contra tarados? Era o que faltava: contra a "islamofobia", o grande perigo desta história. Pelos vistos, é possível que alguns europeus não apreciem o estupro das respectivas esposas e desatem a adoptar atitudes fascistóides. Ou no mínimo a suspeitar que quem embrulha a cônjuge em farrapos tende a interpretar mal a liberdade da cônjuge alheia. Há biltres capazes de tudo. E tudo depende de nós.

 

Por mim, logo que termine de admirar a "coragem pessoal" da dona Marisa, que se arrisca a sofrer piropos e horrores similares às mãos (salvo seja) do marialva lusitano, tenciono sair por aí a berrar apelos à concórdia universal e ao extermínio do homem branco, razão de todas as tragédias. E a mulher branca não pense que escapa: daqui a apedrejarmos as galdérias que atraem e transtornam as vítimas da "islamofobia" é um passo. Ou um braço.

 

O BOM

Sound and vision

Na morte de David Bowie, que venerei na adolescência e quase esqueci após um concerto fracote em 1990, os obituários repetiram o mito da "inovação". De facto, o mérito dele consistiu em farejar "tendências" e transformá-las em matéria digerível pelas massas. Pelo meio, houve poses, talento e a esporádica jóia. Hunky Dory, de 1971, é uma abençoada colecção de canções, e uma rara ocasião em que o "conceito" não afoga a substância. Nada mau, embora não tão bom como dizem.

 

O MAU

O desrespeitinho

Ricardo Costa, irmão de um PM sem votos nem vergonha, pergunta na televisão ao candidato presidencial Vitorino Silva: "O que é que você está aqui a fazer?" Resposta: "Estou aqui porque a SIC me convidou." Não tenho simpatia por "Tino" de Rans ou ilusões sobre os "homens simples", mas pior que a boçalidade óbvia de uns é a soberba infundada de outros. Ricardo Costa podia ter dedicado a arrogância a pelo menos mais seis ou sete candidatos. Não o fez, e essa cautela é o retrato de um País triste.

 

O VILÃO

Um estadista

Com a classe e a subtileza que o celebrizaram, o dr. Costa acusa a "direita" de estar "raivosa" porque "o Governo não só existe como também funciona". Então não? Após entregar a educação ao ministro Mário Nogueira e os transportes ao ministro Arménio Carlos, atirar para o contribuinte novo desastre da banca, demolir qualquer hipótese próxima de investimento estrangeiro e encaminhar o País rumo ao Terceiro Mundo, o Governo funciona. Sucede apenas que, como a cabeça do dr. Costa, não funciona bem.

 

Os pupilos do senhor reitor

Alberto Gonçalves

DN, Janeiro 26, 2016

 

Não me interessa saber se Sampaio da Nóvoa se licenciou em teatro, ou rendas de bilros. A julgar pelas suas intervenções públicas, a única coisa que estudou na vida foram as cantigas concorrentes ao Festival RTP nos anos 70, sobretudo as letras de Ary dos Santos. À época, uma pessoa ouvia aquilo e perguntava: de que diabos estão para ali a falar? Ninguém respondia. O mesmo desconforto é suscitado no século XXI pela retórica do candidato presidencial, a qual partilha o tom presunçoso, saloio, desconchavado e em última instância infantil de versos como "Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia" ou "Meu irmão, minha amêndoa, meu amigo".

 

Não há apenas o anatómico "Tudo no meu corpo é Minho, todo o meu corpo é Norte". Há também a vinícola imagem do "saca-rolhas" que "puxa" por um "país sem amarras", decerto ajudado pelos "cavalos-potência do conhecimento". Há o presidente "que tem na cabeça o mapa do futuro" e é "das palavras e das causas" e, talvez a horas impróprias, "quer acordar Portugal". E há as verdades indesmentíveis da "democracia que se faz na democracia" e do "cada pessoa aqui presente será um de nós". E o apelo desesperado a não sei o quê que devemos agarrar "com as mãos inteiras e com o coração inteiro". E há a misteriosa aversão a certo tipo de recipientes, já que o prof. da Nóvoa detesta "caixas de pensamento", "caixinhas de formalismos" e "caixas clássicas" (?). Nesta linha, exige que se pense "fora da caixa" e agradece "contributos fora da caixa". Literalmente, o homem não dá uma para a caixa.


Donde a necessidade de nos perguntarmos que espécie de gente, entre a população adulta, é capaz de levar a sério semelhante colectânea de pateguices. Agora a resposta existe, e é fácil: gente igualzinha ao prof. da Nóvoa. No site oficial da candidatura, diversas "personalidades" que presumo célebres (não conheço 95%) explicam o que as leva a apoiar tão patusca figura. Dúzia e meia de exemplos chegam e sobram para se perceber com quem estamos a lidar.


Um cavalheiro apoia-o "pela sua humanidade". Outro porque "é um presidente de futuro". Outro ainda porque ele "faz a diferença que [sic] Portugal necessita para se reencontrar". E não esqueçamos os que votam no prof. da Nóvoa "pela sua leveza", por "incorporar a irreverência do artista, que usa as palavras como matéria-prima essencial", "pela forma como fala da liberdade e do sonho", por ser "um homem ousado que nos trás [sic] alegria e esperança", por ser urgente "ver a cultura tratada como merece", por possuir "uma ampla mundividência", porque "com ele o futuro tem futuro", porque resiste ao "austeristarismo" [sic], porque nos resgatará do "pântano anímico", porque "dá lugar a amplos horizontes", porque é "um amante de livros e bibliotecas", porque é "uma luz", porque regenera a "nação, apoucada e traída por arteiros e serviçais de uma Europa plutocrata", porque é contra "as políticas fascizantes", porque "é Abril na presidência", etc. A terminar, o meu depoimento preferido, o da jovem que quer, "como quer a juventude, perder a vergonha em deixar brilhar os olhos. Os olhos querem brilhar, o coração quer bater", eira de milho, luar de Agosto, quem faz um filho fá-lo por gosto, lá lá lá.

Se, catastroficamente, viesse a realizar-se, o tempo Nóvoa, perdão, novo seria isto. E isto é um manicómio a céu aberto.

 

O BOM

Espectacular
O sonho de sociólogo de Augusto Santos Silva é assistir a um espectáculo de Tony Carreira. Há coincidências espantosas: o meu é assistir a um espectáculo de Augusto Santos Silva. Principalmente aqueles realizados no ministério dos Negócios Estrangeiros e que incluem, logo a abrir, a compra de um faqueiro por 100 mil euros ou de um serviço Vista Alegre por 43 mil. Por azar, são restritos a convidados. E a segurança à entrada é severa com quem, como eu, não possui consciência social.

 

O MAU

Um fantasma

Durante anos, referi-me por diversas vezes a Assunção Cristas como a "ministra da UDP". Notório exagero: a senhora é apenas uma socialista comum, do género que castiga com multas os "excessos" dos mercados. Numa entrevista, aliás, a dra. Assunção confessa partilhar com a esquerda o valor da liberdade, prova cabal de que não sabe o que isso é. Não espanta a sua chegada à liderança do CDS. Espanta que, num País assombrado pela ideia da "direita", a direita nem sequer exista.

 

O VILÃO

Manter o nível

O Podemos espanhol distingue-se pelos dreadlocks de um deputado e o rabo-de-cavalo do líder. O rabo-de-cavalo veio apoiar a candidata do Podemos português. E disse que Marisa Matias é "uma pessoa normal". Dez segundos depois disse que ela tem "algo mágico": "nós, pessoas normais, caminhamos – a Marisa avança". Ou seja, não disse coisa com coisa. Logo, integrou-se perfeitamente na campanha das "presidenciais", uma coisa indigna de eleições para o condomínio.

O PRAZER DE GOZAR O TEMPO

 

O tempo, Salvador Dali.jpg

 O tempo - Salvador Dali

 

 

Ele – Olá! Há muito tempo que não o via. Como tem passado?

 

Eu – Ah! Olá! Muito bem, obrigado. E consigo, tudo bem?

 

Ele – Mais ou menos. Fui operado ao..., tive uma convalescença complicada, passados poucos meses parti o..., fiquei cheio de dores e ainda padeço muito... o pior é que...

 

Eu (em silêncio e só para com os meus botões) – [O Senhor Fernando N. C. é que dizia que o tipo chato é aquele a quem se pergunta como está e ele explica].

 

Ele – ... mas depois foi a minha esposa que...

 

Eu (ainda em silêncio) – [Estava eu aqui tão sossegado a apanhar este Sol de Inverno e a filosofar para dentro e logo me aparece este chato pela frente].

 

Ele – Então, ainda trabalha ou já está reformado?

 

Eu – Já estou aposentado há doze anos mas continuo a trabalhar para mim.

 

Ele – E tem muito que fazer?

 

Eu – O que é preciso. Mas continuo a estudar.

 

Ele – A estudar? Então não sabe já tudo?

 

Eu – Quanto mais estudo maior é a sensação de saber pouco.

 

Ele – Então deve ser por isso que eu não estudo nada. Vejo os telejornais e os desafios da bola, vou ao café dar um dedo de conversa e ler um jornal que eles costumam ter lá, passo pelo jardim para jogar umas cartitas com os outros rapazes que lá estão sempre – mas estudar, não estudo nada. Já sei tudo.

 

Eu – Pois.

 

Ele – E da política, o que me diz?

 

Eu – Digo-lhe que lá em casa mudamos de canal da TV quando começam os telejornais e quando começam os jogos de futebol.

 

Ele – Ah! Então o meu amigo não gosta da bola.

 

Ainda estive para lhe perguntar se esse amigo dele não seria mais divertido para conversar do que eu mas decidi não me armar em Xico esperto e respondi que

 

Eu – O meu desporto é outro.

 

Ele – E pratica?

 

Eu – Todas as manhãs.

 

Ele – Então é por isso que está tão direito e sem achaques. Faz corrida?

 

Eu – Ensino a dançar.

 

Ele – Não me diga! E isso é desporto?

 

Eu – Sim, é. Se não é profissão, é desporto.

 

Ele – E a sua esposa gosta de dançar?

 

Eu – Eu não danço com a minha mulher.

 

Ele – Então tem outras Senhoras para dançar? São suas alunas?

 

Eu – Eu danço com a minha égua.

 

Ele – Eh pá! Isso amanda muito peso.

 

Eu – Talvez. Mas eu não lhe pego ao colo, monto-a.

 

Ele – Pois, pois... É claro que a monta! Mas disse que também estuda. Mas o meu amigo é economista e ainda estuda mais? O quê?

 

Eu – Filosofia e Teologia.

 

Ele – Não me diga que está a estudar para Padre...

 

Eu – Que ideia!!! Nem pensar nisso. Mas podemos estudar tudo isso sem sermos filósofos nem sequer sermos religiosos. Podemos andar de barco mesmo não sabendo nadar, podemos andar de avião sem sabermos voar...

 

Ele – Ah! Essa de saber voar é muito boa!

 

Eu – Por exemplo, na Teologia já estudei o Budismo e não sou budista, gosto de saber o que pensam os protestantes e não tenho eu próprio que ser protestante.

 

Ele – E é verdade que é a Filosofia que ensina a pensar? Era isso que o professor de Filosofia dizia lá no Liceu.

 

Eu – Sim, o meu professor no Liceu também dizia isso. Devia ser ordem que eles tinham recebido para impingirem essa ideia aos alunos. Mas não, de todo. Nos cursos de Filosofia aprende-se o significado de conceitos gerais e o que os filósofos disseram. Mas cada um pensou da sua maneira. O contrário é que é verdade: quem não souber pensar, não é filósofo; a Filosofia não ensina ninguém a pensar, ensina o que outros pensaram. E pouco mais.

 

Ele – Então para que é que serve aprender Filosofia?

 

Eu – Para o mesmo que ensinar os cavalos a dançar: para nada, só para o nosso próprio prazer.

 

Ele – O nosso próprio prazer. Diz muito bem. Isso é o que mais importa, termos prazer. Os outros que se danem desde que o prazer seja nosso.

 

Eu – Estou a ver que estudou os clássicos gregos.

 

Ele – Quem?

 

Eu – Aristóteles, Platão, Sócrates...

 

Ele – Não, não! Nunca estudei nada disso. Só sei que o Sócrates esteve preso e que qualquer dia volta para lá.

 

Eu – Nunca os estudou mas também afirma que o prazer é o que interessa.

 

Ele – E não acha?

 

Eu – Pois. Eu ainda não sei tudo.

 

Ele – Mas olhe: a minha esposa já deve estar à minha espera, tenho que ir andando. Gostei de o ver.

 

Eu – Muito bem, cumprimentos à sua esposa.

 

Depois dele se ter ido embora, dei por mim a ter a certeza de que não sou cínico. Se o fosse, teria dito que não tinha tido prazer nenhum numa conversa absolutamente imbecil como todas as que alguém que sabe tudo tem com ignorantes que continuam a estudar.

 

- Jogar umas cartitas lá no jardim...

 

Agora, sem ter nada agendado e se não me aparecer mais nenhum sábio, fico aqui ao Sol de Inverno, tranquilo, a pensar nestas coisas da Filosofia e da Teologia só para ter o prazer de gozar o tempo lento que passa...

  

O tempo-Gabriel Wickbold.jpg

 A passagem do tempo - Gabriel Wickbold

 

A propósito: serei eu o dono do meu próprio tempo? E não será o tempo apenas uma invenção humana ou será que o tempo existe por si próprio, independentemente de nós passarmos por ele? Ou será ele que passa por nós? Tenho que deitar os olhos para algum texto simples, para leigos, que explique alguma coisa sobre a função espaço-tempo. Amanhã. Hoje gozo o tempo. Também não sou hedonista, amanhã existe – I hope!

 

 

Fevereiro de 2016

 

Porto Santo-MAI15-B.jpg 

Henrique Salles da Fonseca

 

 

NOTA: “O prazer de gozar o tempo” – frase extraída da contracapa de um livro de Germano Almeida sobre o não se fazer nada.

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