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A bem da Nação

O SENHOR DA VIDIGUEIRA

 

Vasco da Gama.png

 

Tanta glória teve Vasco da Gama com a descoberta do caminho marítimo para a Índia que D. Manuel um dia o fez Vice-rei mas nada consta ao comum dos mortais sobre o que terá acontecido para, no regresso da primeira viagem, o Rei o ter proibido de voltar à sua terra natal, Sines e também lhe ter vedado o acesso à Corte. Os eruditos sabem-no pela certa mas ainda não desceram a este nosso terreiro para o contarem. Mais: o Rei desterrou-o para o interior, Vidigueira, senhorio que lhe doou – no âmbito de um processo a que hoje chamaríamos de «pontapé para cima» – para que ele por lá se entretivesse e não desse mais nas vistas.

 

Mas o Gama tantas voltas conseguiu dar que o Rei acabou por lhe permitir que regressasse à Índia. O que por lá fez? Serão os mesmos ou outros eruditos que o sabem? O que nós, cá por baixo, sabemos é que um dia havemos de estudar e acabaremos por saber o que os sábios hoje calam.[1]

 

Contudo, sabemos outras coisas. Por exemplo, que Vasco da Gama morreu de malária em Cochim na véspera de Natal de 1524 e que foi sepultado na igreja de S. Francisco daquela cidade do actual Estado do Kerala.

Igreja do Carmo, Vidigueira.jpg

E mais sabemos que em 1539 foi trasladado para a Igreja da Quinta do Carmo nos arredores da Vidigueira e sepultado do lado do Evangelho mas quando em 1880 ocorreu a trasladação para o Mosteiro dos Jerónimos, diz-se que foram exumadas umas ossadas do lado da Epístola. Se assim foi, os restos mortais de Vasco da Gama continuarão na Vidigueira, nos Jerónimos estará um desconhecido e faz todo o sentido o brado que ainda se ouve por esse Alentejo além Vidigueira larga o osso! 

 (*)

Fevereiro de 2016

 

Henrique junto à que foi a sepultura de Vasco da

Henrique Salles da Fonseca

 (junto à campa primitiva de Vasco da Gama na igreja de S. Francisco em Cochim)

 

[1] - Não é necessário ir à Mesquita de Córdova (conhecida por Ceca) nem a Meca para saber; basta ir a https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_da_Gama onde está tudo bem contado.

(*) - A hipótese do eventual erro na exumação foi-me contada por Maria das Dores Freixial de Goes.

O EI REIVINDICA A PENÍNSULA IBÉRICA

 

 

escravas-do-estado-islamico.jpg

 O Estado Islâmico na sua grande pujança

 

Num vídeo em que um militante do Estado Islâmico (Daesh) executa um alegado espião a tiro, o mesmo militante tece ameaças a Portugal e Espanha. O homem avisa os inimigos do Estado Islâmico que poderão esperar um ataque tão violento que fará esquecer o 11 de Setembro. Os avisos são centrados na Península Ibérica.

 

Esta ameaça não é nova, porquanto os islamitas sempre reivindicaram como seu o território peninsular, que, aliás, figura muitas vezes nas bandeiras do Daesh, em que aparece desenhado o mapa das pretensões territoriais do Estado Islâmico à escala mundial, onde se destaca com especial ênfase Al-Andalus.

 

Em suma: os jihadistas querem recuperar Portugal e Espanha. Há que tomar-se boa nota do que foi recentemente publicado pelos media, que confirmam o que precede, designadamente no Jornal de Notícias. Vale a pena perder uns minutos com a respectiva leitura

 

É por estas e por outras que temos de pensar seriamente em orçamentos dignos e consistentes para as Forças Armadas, para as forças de segurança interna e para os serviços de informações (intelligence). Todavia, parece que existem outras prioridades, na Tugalândia: i.e., se vão subir ou baixar o IVA dos galões e das torradas, o retorno da sobretaxa do IRS e se as Juntas de freguesia devem agrupar ou não várias antigas circunscrições congéneres, entre outros assuntos de palpitante interesse. Aliás, por outro lado, se repararem bem nenhum, mas nenhum, dos 10 candidatos à Presidência da República se referiu, mínima e seriamente, a estas questões de primeira grandeza da vida nacional, ou seja às questões de segurança externa e interna. E, não obstante, o PR, nos termos da Constituição, "garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é o Comandante Supremo das Forças Armadas.", Assim vai Portugal!

 

Se o que os jihadistas afirmam não é relevante para os superiores interesses de Portugal, o que será?

 

O EI, por ora, está confinado a um território relativamente extenso entre o Iraque e a Síria, ou seja o núcleo central do cancro está aparentemente controlado. O problema são as metástases e elas estão por toda a parte, como bem se sabe, inclusive intra-muros.

 

É provável que esta ameaça às nossas sociedades, cada vez mais visível, crescente e perturbadora, não nos venha a afectar, no tempo que ainda nos resta de vida, mas vai seguramente sobrar para os nossos filhos e netos.

 

A resposta tem de ser dada por todos nós, antes que seja tarde de mais.

 

1 de Fevereiro de 2016

 

Francisco Henriques da Silva.jpgFrancisco Henriques da Silva

NOVE MILHÕES DE EUROS COM DELEGADOS SINDICAIS

 

O ESTADO PORTUGUÊS SUBVENCIONA IDEOLOGIAS NO SEIO DOS SEUS FUNCIONÁRIOS

O MEC gasta 9 milhões de Euros com os Delegados sindicais

 

Dirigentes sindicais no Ministério da Educação e Ciência (MEC) custam ao estado 9 milhões de Euros. „O número de professores destacados nos sindicatos é actualmente de 281, dos quais 125 exercem actividade sindical a tempo inteiro e por isso não dão aulas, revelou ao Correio da Manhã o MEC”. Cf.

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/dirigentes-sindicais-custam-9-milhoes.html

 

O MEC é, certamente, o departamento do Estado onde se encontra mais implantada a esquerda com muitos radicais de esquerda, não é inocente ao caso dado subvencionar directamente ideologias entre os seus Funcionários. Na minha experiência pude observar que a maior parte dos professores são politicamente inocentes não estando conscientes do que está por trás dos altos quadros sindicais nem tão-pouco das intenções ideológicas, por vezes inerentes a formações contínuas de pedagogias e didácticas. A Fenprof não só dirige e forma a política e conteúdos de ensino mas através de seus delegados tem um campo de acção privilegiada para fomentar partidos radicais. Devo, porém não calar, em abono da verdade, que são os que mais se empenham na aplicação de interesses pessoais dos professores e políticos em geral.

 

Como funcionário do Estado português e do Estado alemão nunca pude compreender a razão de Portugal dispensar horas livres para os delegados sindicais e a Alemanha o não fazer. Embora tenha sido o co-fundador do núcleo sindical da SPE da FENPROF na Alemanha, só mais tarde compreendi os interesses políticos que se escondem por trás de tal organização. Uma colega da esquerda radical Bloco de Esquerda conseguiu, pela porta traseira subir para lugares chorudos do Estado. Só então vi que grande parte dos sindicalistas não é inocente e que as hierarquias podem muito. O Estado português fomenta estrutura ideologia e a chulice! Também por isso Portugal não vai economicamente à frente. O mesmo vírus tornou-se natural em todas as instituições.

 

Há pessoas que apostam no trabalho e na fundação de pequenas e médias empresas, outras que trabalham para o Estado e ainda outras que vivem do Estado. Um Estado que subvenciona directa e indirectamente a não produção em benefício da ideologia, permitindo-a conscientemente nas suas estruturas, torna-se partidário, não pode enriquecer e legitima a corrupção e o desequilíbrio político-social.

 

António Justo.jpgAntónio da Cunha Duarte Justo

 

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