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A bem da Nação

TRAGO AQUI UMAS CODINHAS

 

«Seis notas sobre as eleições», as notas que João Miguel Tavares estabeleceu para o nosso “Bailinho” de Portugal inteiro. Notas pessoais de apreço, dum modo geral, finalizando com uma de desprezo relativamente à saliência alcançada por Tino de Rans nessa eleição, desprezo pela “brincadeira” e total ausência de seriedade e civismo que constituiu não só a admissão de um tal candidato, como os votos que mereceu, que o encorajarão sem dúvida a outras proezas futuras de igual calibre. Quando se exigem competências nas diversas profissões e até se submetem os profissionais a exames de aferição, parece pura estultícia e desvergonha tal brincadeira infamante para a pátria, mesmo que o não seja para a nação, que carece de civismo, dada a percentagem de abstenções a um acto eleitoral pelo qual tanto se bradou. É certo que somos um povo com propensão para a anedota, e nos resultados de Tino de Rans eu só posso ver, ou a parlapatice do povo ignorante e amistoso com o seu patrício, ou o desprezo – e esse bem mais desprezível que o primeiro – pela noção de pátria, votando javardamente em Tino.

 

Por isso, às notas do comentário de João Miguel Tavares, eu acrescento, como meio de evasão pela beleza simples e melodia, as do “Bailinho da Madeira”, de Max, que a Internet me deixou escutar nas vozes de Amália, Linda de Susa e outras versões, lembrando quem somos, afáveis e coloridos como as saias das dançarinas do tal Bailinho.

 

Seis notas sobre as eleições

 

João Miguel Tavares.jpgJoão Miguel Tavares

 

24/01/2016

  1. Marcelo Rebelo de Sousa andou a fazer de morto durante meses e conseguiu ser eleito sem nunca dizer uma palavra de direita. Está de parabéns. As sondagens finais ajudaram: com os números em queda e a possibilidade de uma segunda volta no horizonte, os votantes de PSD e CDS lá se deram ao trabalho de sair de casa, temendo que o fígado de Marcelo não aguentasse mais três semanas a frequentar tascas.
  2. Vera Jardim considerou que a candidatura de Maria de Belém foi prejudicada por uma “vaga de populismo demagógico”. Na verdade, foi prejudicada por uma vaga de incompetência antológica, para grande felicidade de António Costa, que se está a especializar em grandes derrotas extremamente saborosas. Maria de Belém vingou-se decidindo dar em directo, e em primeira mão (20h41), a notícia da eleição de Marcelo Rebelo de Sousa.
  3. Sampaio da Nóvoa não chegou lá mas é um dos vencedores da noite. Apresentou a campanha mais profissional, esteve bem nos debates, cortou no açúcar e nas metáforas, e obteve um resultado ao nível de Manuel Alegre em 2006. Tal como Manuel Alegre, não lhe vai servir para nada.
  4. O Bloco de Esquerda descobriu uma Santíssima Trindade Feminina (Catarina, Mariana e Marisa) à qual os portugueses estão a dedicar assinalável devoção. O resultado de Marisa Matias é, de longe, o melhor resultado de sempre do Bloco em presidenciais, vários pontos acima de São Francisco Louçã em 2006.
  5. Edgar Silva está em luta cerrada com Maria de Belém pelo galardão de Maior Derrotado da Noite. Levar uma dobradinha de Bloco de Esquerda e acabar a competir taco a taco com Tino de Rans é uma humilhação que não será facilmente esquecida na Soeiro Pereira Gomes.
  6. Tino de Rans venceu o campeonato dos pequeninos. O problema é que não era só o campeonato dos pequeninos – era o campeonato da sociedade civil e dos candidatos sem suporte dos partidos. Quando a grande figura a emergir da sociedade civil é Tino de Rans, percebemos porque é que os partidos portugueses podem continuar a dormir em paz.

 

Carnaval Funchal.jpg

 

O bailinho da Madeira

 

Eu venho de lá tão longe

Eu venho de lá tão longe

Venho sempre à beira mar

Venho sempre à beira mar

Trago aqui estas codinhas

Trago aqui estas codinhas

Pr'á manhã o seu jantar

Pr'á manhã o seu jantar

Deixem passar esta linda brincadeira

Qu'a gente vamos bailar

Pr'á gentinha da Madeira

Deixem passar esta linda brincadeira

Qu'a gente vamos bailar

Pr'á gentinha da Madeira

A Madeira é um jardim

A Madeira é um jardim

No mundo não há igual

No mundo não há igual

Seu encanto não tem fim

Seu encanto não tem fim

É filha de Portugal

É filha de Portugal

Deixem passar esta nossa brincadeira

Qu'a gente vamos bailar

Pr'á gentinha da Madeira

Deixem passar esta linda brincadeira

Qu'a gente vamos bailar

O bailinho da Madeira.

 

E continuemos, deste modo, com os nossos jantares de codinhas…

 

Berta Brás.jpg

 

 

 

 

 

 

 Berta Brás

O GOVERNO DA TURQUIA “NÃO OFERECE CONFIANÇA”

 

Erdogan.jpg

 

Ancara faz chantagem instrumentalizando o fluxo dos refugiados para a Europa

 

A Turquia, como se vê no ataque terrorista em Istambul a turistas e na guerrilha curda está a colher os frutos de uma política de confrontação e oportunismo que tem seguido especialmente desde que o partido de Erdogan orienta os destinos do país. A Turquia causou, em parte, o afluxo incontrolado de refugiados, tornando a Europa vulnerável e sujeita a chantagem. Também por isso conseguiu receber 3 mil milhões de euros da UE para ter mão nos refugiados.

 

O especialista alemão em Médio Oriente e em terrorismo, Doutor Guido Steinberg, afirma em entrevista ao HNA 14.01.2016: “O afluxo de refugiados, do ano passado (2015), devemo-lo, pelo menos em parte, a uma decisão consciente do governo turco, de abrir as fronteiras para a Grécia para criar problemas aos europeus”

 

A Turquia tolera o ISIS prestando-lhe “apoio passivo” desde 2013 permitindo que use o seu território como região de retiro: "não só todos os combatentes estrangeiros do mundo árabe, mas também os da Europa e do resto do Ocidente, usaram a Turquia como área de preparação... A Turquia não é de confiança, como mostra o seu comportamento em relação ao ISIS e a outros jiahdistas… A Frente Nusra e Ahrar al-Scham (uma espécie de Talibans) recebem apoio da Turquia”, afirma o especialista. Além disso os seus ataques às zonas curdas da Síria e do Iraque, sob o subterfúgio de atacar o ISIS, são situações que apontam para o uso impróprio dos bombardeamentos.

 

Deste modo a Turquia age contra os interesses da NATO, de que é membro e mina também os interesses da UE. Naturalmente, o quase milhão e meio de refugiados que entraram na Alemanha em 2015 provocam tantos problemas à Alemanha que esta terá de implementar estratégias efectivas, a nível internacional, que fomentem a riqueza nos países produtores de emigração e não se reduza à acumulação de problemas, estabelecendo quotas de refugiados para os diferentes países da UE.

 

A UE precisa da Turquia devido à sua posição geográfico-estratégica, à quantidade de turcos na Alemanha, e também para o combate ao terrorismo e para a regulação do fluxo de refugiados. A Turquia tem um grande potencial de chantagem em relação à Europa (sua presença migratória e refugiados) e à NATO (instrumentalizando-a indirecta e militarmente também contra os Curdos). Também é facto que os Curdos refugiados especialmente na Alemanha, França e Holanda apoiam economicamente os seus irmãos de luta na defesa da liberdade e da independência. Enquanto não for organizado um Estado curdo resultante dos curdos a viver nas regiões fronteiriças de alguns países, não haverá paz na região. As potências têm sacrificado o povo curdo a interesses nacionais e estratégicos.

 

Agora com o atentado de Istambul, por razões económicas, o governo turco ver-se-á obrigado a agir mais decisivamente contra o ISIS: o turismo turco recebe da Alemanha dez milhões de turistas por ano.

 

O presidente Recep Erdogan tem feito tudo pela islamização da Turquia (continuando também a discriminar os cristãos) e contra o projecto de secularização do Estado iniciado por Atatürk fundador do Estado turco. Erdogan tirou o poder aos militares, impediu o movimento democrático no país, rescindiu o contrato de tréguas com os curdos, fomentando assim a guerra civil e prosseguindo uma política externa pró-árabe e anti-israelita.

 

A Turquia quer fazer história com o “Estado Islâmico” (ISIS)!

António Justo.jpg

António da Cunha Duarte Justo

 

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