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A bem da Nação

MODERNICES ORTOGRÁFICAS

 AO90-NÃO.jpg

 

Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.

 

De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.

 

Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.

 

São muitos anos de convívio.

 

Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.

 

Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: - não te esqueças de mim!

 

Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.

 

E agora as palavras já nem parecem as mesmas.

 

O que é ser proativo?

 

Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

 

Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.

 

Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.


É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.

 

Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa (^^^) chapéu.

 

E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.

 

Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

 

As palavras transformam-nos.


Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.

 

Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.

 

Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.


Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA...?!?!?

 

Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós?

ALÍVIOS FISCAIS NA ALEMANHA

 

NEUTRALIZADOS PELA SUBIDA DE CONTRIBUIÇÕES PARA AS CAIXAS DE PREVIDÊNCIA

 

Apesar dos alívios fiscais entrados em vigo em 20016 na Alemanha, milhões de trabalhadores não verão o seu ordenado líquido aumentado. Segundo o jornal “Bild” o aumento das contribuições adicionais para o seguro de doença significa, para a média dos consumidores com um ordenado ilíquido médio de 3.000 euros mensais, uma sobrecarga que pode ir até 221 euros por ano. As diversas Caixas de seguro de saúde subiram os contributos entre 0,2 e 0,8%. As Caixas que mais subiram são as que mais membros têm.

 

Segundo a seguradora AOK, que tem de dar assistência mesmo a quem não contribui, a subida do contributo de seguro de doença deve-se ao deficit de onze mil milhões de Euros. Cada vez há mais pessoas a receber benefícios da Caixa, sem descontarem para ela. Sobre os alívios fiscais cf. http://antonio-justo.eu/?p=3388

 

ACDJ-Prof. Justo-3.jpg

António da Cunha Duarte Justo

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