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A bem da Nação

FESTEJOS DE ANO NOVO

 

Três tristes textos:

 

O primeiro, de Vasco Pulido Valente: diálogo pertinente sobre as nossas impertinências, alvoroços, incoerências do costume, de um país de pequeno calibre, de menor esclarecimento e muita gritaria mais ou menos vã. O segundo, de António da Cunha Duarte Justo, sobre o paralelo entre a ocultação imposta outrora à imprensa, a respeito dos crimes perpetrados nos campos de concentração pelos responsáveis nazis e a mesma falta de transparência imposta à imprensa de hoje, relativamente aos campos de acolhimento dos refugiados, onde também se processam crimes, cometidos por alguns dentre os próprios, mas que se ocultam, quer para não fomentar racismos, quer por interesses eleitorais, e tudo se processar no melhor dos mundos, embora sem jardins para cada um cultivar o seu, à maneira do sábio Pangloss, coitado. Quanto ao terceiro, extraído da Internet, embora cause arrepios de maior calibre, vista a similitude entre as explosões da bomba de hidrogénio e as explosões de hidrogénio que se dão no nosso Sol, podem levar-nos a pensar num fim da nossa Terra mais próximo ainda do que o presumido pelos astrónomos contemporâneos, o que é aterrador. E mais aterrador quando se permite que um animal monstruoso como esse que governa a Coreia do Norte, continue ao comando do seu país-brinquedo que não se importa de espezinhar com requinte. Por outro lado, ao ver quanto os Estados Unidos e a ex-União Soviética também já fizeram explodir as mesmas bombas, sentimo-nos mais seguros, ao saber que o fizeram sem que o apodo de monstruosidade ou anormalidade lhes enodoasse os destinos. Confiemos, pois. E aguardemos as próximas bombas do Sr. Kim-Jong-un. Ou mesmo de outro qualquer chefe poderoso da Terra. E arredores.

Berta Brás.jpgBerta Brás

 

O Ano Velho e o Ano Novo

Vasco Pulido Valente.pngVasco Pulido Valente

Público, 2/01/2016

 

 

Como Eça descobriu numa noite de 1870, em Portugal, quando o Ano Novo passa pelo Ano Velho tem sempre muitas perguntas para lhe fazer. Ontem, a conversa foi difícil.

 

Novo— Vamos começar pela política. O que é isto aqui?

Velho— Eles dizem que é uma democracia. Mas, pelo que vi, não me parece: é um país muito pobre em que ninguém se entende e toda a gente protesta com imensa razão.

Novo— De qualquer maneira, quem manda?

Velho— Agora que o dr. Salgado não manda, manda o dr. António Costa.

Novo— E ele o que quer?

Velho— Quer o Estado Social, uma coisa que acabou por volta de 1964-65, mas não chegou cá a notícia. Entretanto dá umas migalhas por aqui e por ali e assusta os desgraçados que pensam em investir um tostão nesta balbúrdia. É por isso que as pessoas o acham de esquerda.

Novo— E mais nada?

Velho— Engordou, o que não lhe fica bem. Devia almoçar, dia sim, dia não, com o Marcelo: uma sanduíche de queijo e uma bolacha Maria. Vivia mais tempo.

Novo— E o país gosta dele?

Velho— Não houve tempo para perceber. O PC gosta porque não quer morrer; o Bloco gosta porque já se acha crescido — uma pura ilusão. O célebre português da rua ainda não se decidiu.

Novo— E esse “novo ciclo” de que se fala tanto?

Velho— Entraram uns, saíram outros: e os que entraram continuam a obedecer à Europa. É como o ditado: quem não tem dinheiro, não tem vícios.

Novo — Consta que está marcada a eleição do Presidente para o fim do mês. Quem irá ganhar?

Velho— Olhe que me ia esquecendo. Apareceram dúzias de candidatos, que se dão importância com esses festejos. E um candidato que come bolachas Maria, porque julga que Belém é um convento.

Novo— Que conselho é que o sr. me dá ?

Velho— Não fale seja com quem for em vias de ser arguido, ou acusado, ou a dois passos da cadeia. Cada vez que ouvir a frase “tenho a consciência tranquila”, fuja e chame a polícia.

 

LIBERDADE DE IMPRENSA NA ALEMANHA EM RISCO PELA PAZ SOCIAL

ACDJ-Prof. Justo-3.jpgAntónio da Cunha Duarte Justo

A Bem da Nação, 6/1/16

http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/liberdade-de-imprensa-na-alemanha-em-1554504

 

 

O que é uma bomba de hidrogénio

Internet.pngInternet

 

Numa bomba de hidrogénio, uma grande parte da sua energia é obtida através da fusão dos núcleos dos seus átomos – reacções que imitam o que se passa no interior das estrelas, como o nosso Sol, onde os átomos de hidrogénio se fundem, dando origem a átomos de hélio e libertando gigantescas quantidades de energia.

 

Mas para que os átomos de hidrogénio se fundam nesta bomba, também conhecida como "bomba H" ou "bomba termonuclear", primeiro tem de haver um outro tipo de reacções nucleares. Mais exactamente, reacções de fissão nuclear, ou cisão nuclear. Neste caso, o núcleo dos átomos (de urânio e plutónio) é partido, em vez de fundido, e é a energia libertada nestas primeiras reacções nucleares que permite depois desencadear as reacções de fusão dos núcleos de hidrogénio. Resumindo, primeiro há reacções de fissão nuclear e em seguida de fusão nuclear.

 

O resultado é uma bomba nuclear muito mais poderosa do que as bombas unicamente de fissão nuclear, como aquelas que foram lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui em 1945.

 

Os principais pais da bomba de hidrogénio são Edward Teller e Stanislaw Ulam, que a desenvolveram para os Estados Unidos. O primeiro teste ocorreu em 1952, no atol de Eniwetok, nas ilhas Marshall, no Pacífico. O atol ficou totalmente destruído. Mike, como foi baptizada a primeira bomba H, tinha uma potência gigantesca: mais de dez milhões de toneladas de TNT. Ora uma bomba de hidrogénio com esta potência liberta 800 vezes mais energia do que a bomba lançada sobre Hiroxima.

 

Três anos depois dos Estados Unidos, a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba de hidrogénio.

 

UNIÃO EUROPEIA

 

UM PROJECTO DOS PAÍSES GRANDES PARA OS GRANDES

UE pretende impor novo Direito de Asilo aos Países da Periferia

 

 

A União Europeia, ao criar a Zona euro, levou em conta a destruição das economias dos seus membros da periferia. Agora os países de economia forte, como a Alemanha, atraem os refugiados da guerra e da pobreza e não querem assumir, sozinhos, as consequências da situação criada em África.

 

A Alemanha por razões humanitárias, de mercado de trabalho e de envelhecimento da população, abriu as fronteiras aos refugiados sem consultar os parceiros europeus provocando uma corrosão do direito que até então regulava a entrada livre, sem controlo de passaportes, só para os países da comunidade. Agora sente-se invadida por mais de um milhão de refugiados em 2015. Como motora da UE, pressiona os seus parceiros no sentido de abdicarem do poder soberano nacional em questões de direito de asilo e fortalecer as fronteiras dos países limites da UE sem compensações para os países em situação precária também devida à sua posição geográfica e à reduzida população.. Querem ver o direito de asilo centralizado, que seja regulado pela UE e não pelos estados nacionais. Na lógica de atenção aos grandes, o direito de asilo, a criar, deve salvaguardar excepções para a Inglaterra e para a Dinamarca.

 

Agora que as potências europeias ricas sofrem as consequências, da sua má política, no êxodo de povos para os seus países, pretendem distribuir os gastos da sua integração pelas “aldeias” tentando elaborar um compromisso que implicará novas regulamentações e também a obrigação de cada país membro aceitar um contingente de refugiados a determinar anualmente por Bruxelas na sua política de colonos. Pretende-se alcançar um compromisso até finais de Junho.

 

Países distraídos e subservientes (devido à corrupção da classe política comprometida que têm) costumam aceitar, em troca de um “prato de lentilhas”, à margem do povo, as regulamentações de Bruxelas sem precaverem as consequências que com elas acarretam para o país.

 

Enquanto os portugueses se esgotam numa discussão pública partidária esgotante que se pode resumir no mote “o meu partido é menos corrupto que o teu” ou na presunção pessoal “o meu é maior que o teu”, os países ricos da UE trabalham no seu interesse implementando leis que Portugal assina sem discussão e depois o povo e bem pensantes ainda têm a arrogância de dizer que o governo da Alemanha é egoísta por ter olhado pelos seus interesses enquanto a política portuguesa e a opinião pública se contenta com o cantar da cigarra!

 

Por um lado assiste-se à emigração de pessoal jovem qualificado dos países da periferia (que gastaram imenso dinheiro na sua formação académica) para os países ricos da Europa e estes, que ganham com a guerra e a miséria do povo das regiões muçulmanas, querem, por outro lado, impor aos países carenciados que aceitem o pessoal desqualificado vindo daquelas regiões.

 

As grandes potências europeias, em colaboração com os USA, fazem o negócio com a exportação de armas em lugares de conflito e com a exploração das matérias-primas africanas, provocando, juntamente com os contraentes regionais muçulmanos sunitas e xiitas, o êxodo de milhões de cidadãos.

 

A Alemanha, com o caos inesperado dos refugiados em casa, procura defender-se, com Bruxelas, e tentar distribuir os males pelas aldeias, tentando para isso implementar medidas e directivas que imponham os interesses estratégicos, políticos, económicos e geográficos dos países do núcleo contra os da periferia; interesses económicos e estratégicos do centro norte que são antagónicos aos da periferia e que esta mais tarde pagará caro.

 

Infelizmente, cada país procura na UE as suas vantagens e quem dorme perde o comboio. O núcleo criou o alargamento do seu mercado de alta tecnologia e máquinas para países como a China à custa de estes poderem concorrer com os seus produtos com as economias fracas periféricas. Antes os países fortes em tecnologia recebiam têxteis, peixe, manufacturados e produtos agrícolas de Portugal e de outros países da margem em troca da sua maquinaria para depois com o mercado aberto da UE passarem a receber esses produtos directamente da China por serem mais baratos do que os portugueses; as pequenas e médias empresas portuguesas foram destruídas por não poderem concorrer com o mercado barato chinês. Quem pagou, em grande parte, a factura da entrada dos alemães no mercado chinês foram os portugueses e os países da periferia. Agora com a política de imigração em via, a Alemanha e outras potências preparam-se para ganhar a próxima guerra da concorrência social entre as camadas desprotegidas dos países membros.

 

Uma sociedade não pode ser governada apenas por interesses económicos; uma UE que se preocupa apenas com os interesses imediatos das suas potências fortes não é digna da cultura europeia donde nasceu; precisa de voltar a uma ética de base cristã que defenda o amor ao próximo, ao estrangeiro e a misericórdia para com todos. Uma política imposta, de cima para baixo, por interesses estratégicos de algumas potências europeias fomenta o cepticismo e ameaça a coesão dos 28 países.

ACDJ-Prof. Justo-3.jpg

António da Cunha Duarte Justo

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