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A bem da Nação

SE A MINHA ILHA SOUBESSE

dias_melo.jpg

 Quase homenagem a Dias de Melo

 

 

Não falo dos baleeiros
Nem do mar vermelho…
Falo do sacrifício e do sonho
De quem como tu
Sempre amou a sua terra
Negra, negra
De pobreza e silêncio
Mas também verde
De orgulho e raça;
Falo do teu cachimbo
Do teu andar cansado
De homem velho
E sábio
De vidas, muitas
Sabidas de cor…
Falo, uma vez mais do negro
Do basalto e das casas
A endurecer caracteres
E ainda
Das hortências, das vinhas
E do priôlo
O mais ilhéu dos pássaros

Maria Mamede.jpgMaria Mamede

BENGUELA E ARREDORES


Anos 50



Vamos começar 2016 com recordações, de tempos passados, estas com mais de sessenta anos, antes que esqueça! Os neurónios estão muito gastos, e o HD dos miolos... cansado, com uns quantos bugs. Máquina com muito uso, folgas mecânicas e apagões sensoriais, tirar dela coisas “velhinhas” tem que ser quando, como por encanto, surgem.

 

Tarde de uma sexta feira aparece na Lusolanda, na velha e morena cidade, um agricultor pedindo assistência técnica a uma máquina agrícola que tinha na sua fazenda, no interior, lá para as bandas de Quilengues, a cerca de duzentos quilómetros da linda (e muito saudosa) Benguela.

 

Era preciso lá ir, sempre acompanhado do indispensável ajudante, cujo nome, infelizmente está esquecido, mas não o seu afável caráter e sempre boa disposição.


Avisar em casa que ia passar uma ou duas noites fora, embarcar naquele velho e incómodo furgão Renault Savane, já o Sol a esconder-se na Praia Morena, aí vão os três, o ajudante, o agricultor e o técnico.

 

Pouco depois de sair da cidade tinha que se atravessar uma zona, grande, um areal com alguns poucos quilómetros, onde todos os motoristas preferiam abrir uma pista nova para não roçarem com a barriga do carro no chão, rodando nas pistas já abertas na areia. Havia dezenas de pistas e cada um escolhia aleatoriamente uma que lhe “parecesse” a melhor para não se enterrar e que o levasse ao destino.

 

No Sul de Angola só havia uma amostra de estrada asfaltada entre as cidades de Benguela e Lobito. Tudo mais eram picadas. Umas razoáveis outras... Deus sabe.

 

Daquele areal saíam duas picadas: uma que um pouco adiante virava para o interior e outra que seguia para o sul, para a Baía Farta, e Dombe Grande.

 

Já noite era preciso muita atenção para não entrar no caminho errado, que foi exactamente o que aconteceu!

 

Desconfiado por sentir que não tinham virado para Leste, onde já deviam estar a começar a subir para o planalto, mas não querendo correr o risco de andar para trás e para diante até se perder de todo, o melhor foi seguir em frente até encontrar alguém ou alguma coisa que identificasse onde se estava.

 

Continuaram um pouco mais para Sul até que viram três homens que caminhavam em fila, com aquela paz que só os africanos eram capazes de imprimir ao seu ritmo de vida.

 

Pararam. “Boa noite” – “Boa noite” – “Esta picada vai para Catengue?” – “Sim senhor, patrão. ” A resposta não agradou porque estavam certos de se terem enganado. Mas...

 

“E não vai para o Dombe?” – “Sim senhor, patrão.”

 

Difícil! O “sim senhor, patrão” significava simplesmente que tinham ouvido a pergunta. Como quem fala no rádio e responde à comunicação de outros: “Roger, roger”, que quer dizer “ouvi”!

 

Pergunta a seguir, meio idiota, para quem falava com africanos simples do interior: “E até ao Dombe é longe? ” - “Sim, patrão”. Deviam ser uns vinte quilómetros! “Mas não é perto? ” - “É pelto sim, patrão.”

 

“Então? ” – “Aha, é pelto, mas é longe.”

 

Tiveram que interpretar aquele filosófico diálogo. Primeiro, como calculavam, estavam no caminho errado. Pura dedução. Mas o “é perto, mas é longe” envolve uma mensagem admirável: “Para quem vai de carro, é perto, para quem caminha é longe. ” Brilhante. Grande lição.

 

Depois disto, voltaram para trás e apanharam então a saída certa e não tardou a aparecer a subida da serra.

 

Chegaram ainda a horas de comer um belo jantar em Catengue, onde as estradas-picadas de dividiam: uma sempre para leste, a outra para o sul onde estava o ambicionado Quilengues.

 

Catengue era um posto de abastecimento de lenha para os comboios do Caminho Ferro de Benguela, que faziam Lobito até Teixeira de Sousa, hoje Luau, um total de 1344 quilómetros, e que depois segue pelo Congo, etc. até chegar a Moçambique.

 

Já com um clima agradável, a um pouco mais de 600 metros de altitude, ali havia uma casa comercial com uma pequena pensão, um restaurante onde se comia bem e bom, e o dono tinha, além de bastante gado que pastava por larga terra que não faltava, dentro de forte cercado de madeira, feito com toros grossos, um enorme búfalo macho, recolhido quando filhote. O bicho era lindo, enorme, e quando alguém se aproximava do cercado ele ia encostar-se à cerca para que lhe fizessem festas naquele forte e grande corpanzil. Chamava-se Bonifácio.

 

FGA-búfalo.jpg

 Um parente do Bonifácio

 

O dono dava-lhe comida suficiente e o bom do Bonifácio vivia tranquilo, sem perturbar ninguém.

 

Mas, depois de adulto, todo o ano em época certa, ele começava a alargar as narinas e a ficar mais nervoso. Pelo ar chegava-lhe, de quão longe nunca alguém apurou, o cheiro de fêmeas no cio.

 

Bonifácio não era macho para que alguma fêmea botasse defeito e ele devia saber isso bem.

 

No momento que considerava próprio, uma pequena marrada no “fortíssimo cercado”, abria uma saída e sumia. Ia ter com as beldades da sua espécie. Ficava ausente uns quantos dias e depois de ter cumprido as suas obrigações de macho forte e bonitão, regressava ao tranquilo lar do cercado. Vinha um pouco abatido, mais magrito, mas certamente deixara o seu gene nalgumas bonitonas.

 

A seguir o dono do posto tinha que reparar o “forte cercado”!

 

Comia-se bem no simplório restaurante de Catengue. Não faltava nada.

 

Alguns anos mais tarde novamente jantar em Catengue, desta vez fazendo cabo a Benguela, um francês como pouco mais do que carona, que se viria a revelar um fd.... Poucas mesas e clientes no restaurante, portas abertas para fora, para que entrasse e corresse, aquele fresquinho maravilhoso.

 

O francês a 90° graus da porta e o “cicerone” bem de frente para a dita.

 

O jantar com certeza era bom, acompanhado da indispensável garrafa de vinho, tinto, apesar de ambos estarem em serviço da Cuca.

 

Os copos cheios, ou a mais de meio, com vinho, de repente entra voando em velocidade quase super sónica, uma cigarra ou um grilo ou até um matrindindi, que bate com força na testa do “cara” da Cuca! Até doeu. Com o ricochete o bichinho cai dentro do copo de vinho, vibra intensamente, as asas ou o abdómen, de tal forma que, até esgotar o vinho e morrer bebedíssimo, com a vibração estridente espalhou o vinho por todo o lado.

 

Em cima da mesa, nos pratos do saboroso bife com batatas fritas e sobretudo sobre os dois comensais de camisas brancas, que levaram um chuveiro de vinho tinto!

 

Pobre cigarra ou matrindindi. Deve ter morrido feliz. As camisas foram depois para lavar.

 

Perdeu-se um bom copo de vinho, mas ganhou-se uma história que sessenta anos depois só amarga pela saudade!



01/01/2016

FGA-2OUT15.jpgFrancisco Gomes de Amorim

 

O AMIGO DO DR. COSTA



Notas extraídas da Internet:

 

Jeremy Corbyn.pngJeremy Bernard Corbyn (n. 26 de Maio de 1949, Chippenham de Wiltshire) é um político britânico e líder do Partido Trabalhista desde 12 de Setembro 2015, deputado pelo círculo de Islington North desde 1983.


Destacou-se no movimento anti-guerra. Jeremy Corbyn, mais próximo dos movimentos contra a austeridade, grego Syriza e espanhol Podemos do que do reformista Tony Blair, conseguiu consolidar o seu estatuto junto dos jovens e velhos militantes e sindicatos. Ele ganhou a liderança do Partido Trabalhista à primeira volta com 59 % dos votos.


Um auto-proclamado socialista democrático, Corbyn defende a renacionalização de serviços públicos e estradas, re-abertura das minas de carvão, combate a evasão fiscal como alternativa a austeridade, abolição da cobrança de mensalidades nas faculdades e restauração das bolsas de estudo, uma política unilateral de desarmamento nuclear e cancelamento do programa de armas Trident, uso do quantitative easing ("flexibilização quantitativa") para financiar a infraestrutura e projetos de energia renovável, além da reversão de corte de gastos no setor público e no sistema de assistência social aos mais pobres, em vigor desde o início do governo de David Cameron.


Corbyn vive em Londres com sua terceira esposa, Laura Álvarez, uma mexicana e importadora de café. Já foi casado outras duas vezes.



É sobre este Corbyn, entre outras referências das citações de Alberto Gonçalves a um percurso aparentemente dinamizador trazido pelo 25 de Abril à nossa cultura lusa, ao que parece soterrada nas trevas mediévicas que sempre dominaram a nossa formação intelectual, desde os tempos inquisitoriais até aos tempos que Salazar protagonizou, é, pois, sobre o chefe trabalhista britânico defensor de causas poderosas que o texto anterior cita, que Alberto Gonçalves se debruça, por via das relações amistosas do Dr. Costa com o líder britânico, cheio, ao que parece, de intenções humanitárias, em defesa dos atacantes de Charlie, entre outros casos. A propósito deste feito, transcrevo um passo do artigo «DAESH, A EUROPA E… TODOS OS OUTROS» de Francisco Gomes de Amorim (in “A Bem da Nação”), revelador da eterna instabilidade das relações humanas, herdada, sem dúvida, do “varium et mutabile sempre femina”, de Virgílio, que não conhecia ainda bem os sofismas da política de todos os tempos e das rapaziadas democráticas dos tempos de agora, preferindo atribuir tal inconstância apenas à mulher, sempre vítima do credo machista. Escreveu, pois, Gomes de Amorim: «Os franceses eram todos “Charlie”, muito amigos dos muçulmanos, depois já não eram tanto, agora estão afogados com ondas de refugiados, entre os quais, um deles, participou deste último massacre!


Depois, juntam-se, cantam “La Marseillaise” ... « Aux armes, citoyens! Formez vos bataillons! Marchons, marchons…»


Realmente, lembro-me do Charlie Hebdo, com toda a gente - e daqui também, que sempre gostamos de participar nas coisas da exaltação televisiva - sentindo-se ofendida pelo ataque jihadista à liberdade de opinião que os do Charlie simbolizavam, e logo a seguir revelando uma cooperação de teor religioso com esses tais, continuando a cantar a Marselhesa mas abrindo o sentimento ao lenço e à burka, com todos os seus direitos fraternalmente acolhidos, ninguém mais se identificando com os Charlies mortos uns meses antes pelos tais da burca e do cutelo.


António Costa, na esteira do seu amigo trabalhista também não será Charlie, amistoso em relação a uma inversão de leis para novas ditaduras.


Como homem esclarecido, Alberto Gonçalves entende que estas questões pontuais sobre os seus próprios ditames deviam ser postas ao Dr. Costa por um jornalismo corajoso e mentalmente são, mas parece que não há cá disso. A omissão por desconhecimento, a submissão por aviltamento predominam. No jornalismo também.


Quanto à questão do piropo sujeito a pena, originou mais um texto engraçado de Alberto Gonçalves, que nos faz sentir a inépcia de leis preconceituosas de cariz devoto e tacanho, como é essa que foi votada, ao que parece, no anterior Governo. Numa época de liberdade e de liberalização dos costumes, não parecem sensatas tais leis contra a criatividade do despudor, como essa do armazém e da montra, quando o despudor é coisa tão insanamente generalizada, sem criatividade e apenas com libertinagem.

 

Berta Brás.jpgBerta Brás


O Dr. Costa também tem amigos

Alberto Gonçalves.jpg Durante o Verão Quente de 1975, não havia dia em que não pousassem na Portela um ou dois "intelectuais". O termo usava-se para exaltar os maoistas, estalinistas, trotskistas e marxistas em geral que, de Sartre a Böll, de Touraine a Krivine, desciam ao Rossio e aos Aliados a fim de decifrar o futuro do comunismo internacional. Em parte, era um exercício antropológico; em parte, um esforço evangélico. Tudo somado, tratava-se da estranha atracção que os malucos sentem pelo manicómio. E o engraçado é que, neste final de 2015, o manicómio volta a seduzir "personalidades" do género. É a troca do turismo do pé-descalço pelo da cabeça oca.


Em Outubro, nos alvores do "acordo" de esquerda, andou por aí o senhor Varoufakis, o homem do casaco de cabedal, do brunch na varanda e da irreversível recuperação grega. Agora que o "acordo" chegou ao poder, é altamente plausível que a peregrinação de chalupas tenda a aumentar. Parece estar já assegurada uma pequena digressão do novo (no sentido em que foi resgatado do Paleolítico Superior) líder trabalhista britânico, que segundo os jornais "fez amizade com António Costa em Bruxelas" e virá apoiar o "programa anti-austeridade do PS". Não vou duvidar da afinidade de ambos os grandes estadistas pela economia da mezinha e do bruxedo. Limito-me a notar que, para lá de evidente competência técnica (a criatura defende um "salário máximo" e nacionalizações em abundância - coincidência das coincidências, o senhor Varoufakis é um dos seus conselheiros), Jeremy Corbyn possui outras virtudes que talvez o aproximem do Dr. Costa.


Desde logo, o senhor Corbyn é o género de visionário que, nas questões de "género", pondera a imposição de transportes colectivos com separação de sexos de modo a reduzir violações e abusos em geral. Em matérias menos (?) folclóricas, é admirador de Hugo Chávez e do regime venezuelano, incluindo, presume-se, os presos políticos, os assassínios de opositores e a miséria subjacentes. Em simultâneo, defende a saída do Reino Unido da NATO, responsabiliza a Inglaterra e os EUA pelos actos do Estado Islâmico e, pormenor irrelevante, apela a relações de amizade com movimentos humanitários como o Hezbollah e o Hamas. Neste particular domínio ecuménico, é partidário de boicotes a Israel, colaborou em tempos com "negacionistas" do Holocausto e exibe com frequência o exacto tipo de anti-semitismo, perdão, anti-sionismo que deixa dois terços dos judeus britânicos apreensivos quanto ao futuro.


É típico que os secretários-gerais do PS tenham amigos interessantes.Teria certo interesse que, à semelhança do que fazem com o Eng. Sócrates, os jornalistas questionassem o Dr. Costa sobre o seu compincha estrangeiro. Até que ponto o Dr. Costa partilha das impecáveis convicções do senhor Corbyn? Infelizmente, não imagino muitos entrevistadores fazerem-lhe perguntas assim. É verdade que, dada a sua eloquência verbal, não estaria garantido que alguém compreendesse as respostas. É igualmente verdade que, a julgar pelos amigos que recentemente arranjou em Portugal, o amor do Dr. Costa pela democracia e pela liberdade não careça de grandes esclarecimentos. Mas esses já não seriam problemas do jornalismo. A omissão é. E a submissão também.

Quarta-feira, 30 de Dezembro


Pena agravada


É absurdo pensar-se que só quer abolir o piropo quem nunca ouviu nenhum. Os deputados que votaram nesse sentido estão habituadíssimos a levar com galanteios diversos, desde o célebre "Vai mas é trabalhar" ao popularíssimo "O que tu queres é tacho". Não é desses piropos que falamos? Se calhar, não. Mas convinha esclarecer as massas.


E esclarecer a sério. A nova redacção da lei, aliás aprovada sem votos contra em Agosto e divulgada há dias pelo DN, avisa que "Quem importunar outra pessoa, (...) formulando propostas de teor sexual (...) é punido com prisão até 1 ano ou com multa até 120 dias" (a coisa sobe para três anos nos casos de menores). Já numa dimensão técnica, Carlos Abreu Amorim informa que "não se criminalizou o piropo", o qual, para o deputado do PSD, é um comentário como "és tão bonita".


Em que ficamos? Sinceramente, não sei. O Parlamento acredita mesmo que os assalariados da construção civil - para recorrer a uma figura mítica - interpelam transeuntes aos gritos de "És tão bonita" ou de "A sua cútis, prendada donzela, é digna de um Vermeer ou dois"? O Parlamento acredita mesmo que os recorrentes "Comia-te toda" ou "Com uma montra dessas imagino o armazém" são propostas sexuais de facto? O Parlamento acredita mesmo que os cidadãos o financiam a fim de regulamentar palermices?


Se sim, conforme parece, estamos feitos. E confirmamos a tese de que mais urgente do que diminuir o número de deputados é aumentar a respectiva idade mental. Estas crianças crescidas dão pena. E, de agora em diante, pena agravada, se lhes mandarmos os piropos que merecem.

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