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A bem da Nação

CADA ANO EM CADA DIA

Happy-New-Year-2016.jpg

 


Auguro-vos um Próspero Ano 2016

 

Cada dia é novo ano
Cada ano é novo dia.

No sorrir duma criança
No chorar duma velhinha
No seu rosto brilha o Sol
Sua voz chama a Lua

Cada dia é luz e sombra
Cada ano é noite e dia

No nadar do peixinho,
No voar d’ avezinha
Dia e noite a vida canta
Noite e dia passa a vida

Cada dia é luz e sombra
Cada noite é sombra e dia.

A alegria vai e vem
A tristeza vai também.
A alegria canta a noite
A tristeza chora o dia.

Cada dia é luz e sombra
Cada ano é sombra e dia.

O dia abraça a noite
A noite abraça o dia.
Cada um é luz e sombra
Sem rancor assim é dia.

 

ACDJ-Prof. Justo-2.jpgAntónio da Cunha Duarte Justo

DAESH, A EUROPA E…

 
… TODOS OS OUTROS

 

O que, afinal, tem mantido a humanidade neste globo apesar de todas as calamidades da natureza e todas as falhas trágicas da humanidade, se não a fé em novas possibilidades e coragem para as defender?
Jane Adams (1860-1935)


Um horror, o que aconteceu em Paris. E na Nigéria, onde a raça do Boko Haram já dizimou mais de 2.000 inocentes e destruiu uma povoação inteira?

 

O Estado Islâmico, o Daesh, atacou o Estado Francês. Mais evidente declaração de guerra do que esta e as do Boko Haram, são difíceis de acontecer.

 

A França faz parte da NATO. O Capitulo 5º diz “mais ou menos” que quando um país for atacado do exterior, TODOS os membros da NATO têm obrigação de ripostar, mas quando chega o momento de dar a cara... muitos saem de fininho.

 

Como? Ficam só uns aviõezinhos que vão lá largar bombas? É brincadeira e até agora só serviu para a França desencalhar os Mirage que estiveram mais de vinte anos sem vender um só. Agora são encomendas de todos os países árabes, sunitas, que estão a ver que o Daesh não respeita nada, nem ninguém.

 

Os EUA e a França já soltaram mais de 2.000 bombas. Uns soltam aqui, outros além, lembra a história da “Guerra do Solnado”, mas a de 1906. A de 1908 era mais acima. Mataram, certamente uns quantos terroristas e mais outros tantos civis, mas no 9/11 morreram mais de 2 ou 3 mil e agora na França matar kafir virou quase hábito. Os franceses eram todos “Charlie”, muito amigos dos muçulmanos, depois já não eram tanto, agora estão afogados com ondas de refugiados, entre os quais, um deles, participou deste último massacre!

 

Depois, juntam-se, cantam “La Marseillaise” ... « Aux armes, citoyens! Formez vos bataillons! Marchons, marchons »... mas quem forma bataillons, no terreno, são os curdos !

 

A Rússia solta uma bomba no Daesh e 500 nos inimigos do Bashar. A Turquia que está “animadamente” a colaborar, também solta uma bombinha no Daesh e 500 sobre o sofrido povo curdo. Ninguém vê, ninguém reclama e ainda pensam que a Turquia deva fazer parte da Europa.

 

Dizem os “experts” que precisavam em primeiro lugar cortar o financiamento ao Daesh. Óptima ideia!

 

Primeiro, têm que cortar o pescoço aos Irmãos Muçulmanos sauditas e dizer ao rei daquela banda que pare de lhes dar dinheiro (aí, os tais irmãos derrubam a monarquia saudita). Depois, proibir (proibir tem até graça) o senhor Erdogan de comprar o petróleo roubado da Síria, que passa todos os dias a fronteira, o gás, idem, o algodão e o trigo, idem, idem. O cara vai deixar de comprar? Não vai.

 

Em terceiro lugar, apertar com os bancos TODOS para que deixem de transferir dinheiro para aquela gangue. É evidente que se eles pararem com essas transferências... no dia seguinte o banco sofre uma porção de assaltos, sequestros, kamikazes, etc.



O problema não parece fácil, mais ainda quando se sabe que os assassinos vivem misturados com uma imensa população que lhes serve de escudo humano...

 

Também no final de II Guerra os americanos destruíram Dresden gratuitamente, matando mais de 250.000 civis, outros tantos em Hiroshima e Nagazaki na solução “encontrada” para acabar a guerra, praticamente somente civis... e Raqqah? (Nota: depois deste texto escrito ele já bombardearam Raqqah)

 

A França tem 4.000 indivíduos cujas fichas na polícia estão assinaladas com um “S”, que significa que “deveriam estar a ser muito bem acompanhados”! Mas não estão. Isso lembra a II Guerra Mundial. A França viu-se invadida e ocupada pelos nazis, De Gaulle percebeu de imediato que o país não tinha a menor condição de se opor ao fortíssimo invasor, fez a mala, fugiu para Inglaterra e de lá comandou os valentes da Resistência, sempre que podiam limpavam o sarampo aos colaboracionistas!

 

Esses 4.000 fichados que são potenciais inimigos da França, em contacto permanente com os “de gaulles” da Síria, deviam ser desde já encaixotados e mandados para um Auschwitz qualquer, sem necessariamente ter fornos e câmaras de gás, mas guardá-los em segurança máxima.

 

Não como a “segurança máxima” do Brasil, de onde os prisioneiros fogem por túneis ou até pela porta da frente, às vezes até de helicóptero, a polícia deixa roubar mais de 1.000 armas por ano, o exército um pouco menos, uma tonelada de explosivos foi levada “sem ninguém ter visto” das obras do túnel do metro, o que não é para admirar porque também o lula jamais viu alguma coisa, nem percebeu como ficou, ele, a família, os komerades e outros, bilionários. Não viu nada, não ouviu nada, não falou nada. Parece que os japoneses têm três macacos com uma boa imagem para isso!

 

Nem o Saramago conseguiria imaginação para escrever um “ensaio sobre a cegueira do Brasil”.

 

Ora, a NATO tem 28 países membros: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, França, Grécia, Holanda Hungria, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia, República Checa e Turquia. A Rússia não faz parte, mas como não tarda a ter lá em Moscovo ou São Petersburgo uns massacritos mais – já teve vários com os muçulmanos chechenos – vai ter que se juntar à festa da NATO.

 

Se cada país fizer uma forcinha e mandar uns quantos soldados para combaterem no terreno, num instante se junta um exército de 15 ou 30.000 homens, e então sim, o Daesh pode ficar de pernas cortadas. Mas para isso é fundamental que colaborem, com soldados no chão, também os países árabes limítrofes, como, sauditas, emiratos, “catarinos e omanos”, kuaitianos e iranianos para complicar tudo.

 

O problema é que a França deixará de vender aviões, o Japão não venderá mais Toyotas, a Rússia terá que fazer picolés com as Kalashnikov, e outros inocentes países que vivem, bem, de vender armamento... entrariam em depressão!

 

E então?

 

Esperar que os franceses (mais os belgas, os espanhóis, os portuguêses e o resto dos europeus) sejam obrigados a virar o nariz para Meca cinco vezes por dia e gritar “ allah hu akbar”?

 

E os curdos, como ficam? Eles que nem árabes são, “levemente” islamizados (e talvez loucos para se livrarem disso), muitos judeus e cristãos, que eram bem tratados na Síria, ficarão mais uma vez enganados e desgraçados, como sempre, desde que foram vergonhosamente traídos pelos franceses e ingleses no Tratado de Lausanne, que deram o maior bolo à Turquia, uma parte à França (o norte da hoje Síria, que era território curdo) e à Inglaterra o Iraque com mais um “pouco” ao norte, curdo, onde estava o petróleo que eles não estavam dispostos a perder.

FGA-CURDISTÃO.jpg

 O Curdistão amavelmente distribuído pelos amigos de antanho!



Estão os curdos a lutar contra o Daesh à espera de terem no final o reconhecimento de uma independência, mas...

 

Falar em Daesh sem mencionar a Somália, a Nigéria, a Líbia e outras áreas nem sequer é diletantismo. É covardia.

 

Se o mundo, chamado civilizado (??? o que fabrica e vende armamento!!!) fala em acabar com o terrorismo, porquê só chorar as vítimas do 9/11, de Madrid, de Londres e Paris? E as do Quénia, Nigéria, etc.? Terrorismo tem: Daesh, Al Shabaab, Al Qaeda de Boko Haram e na Líbia e...

 

Disse o grande Papa Francisco: “Isto que aconteceu em Paris faz parte de III Guerra Mundial.”

 

Muita conversa dos políticos, muito discurso, mas sobretudo muita covardia para enfrentar a sério, o inimigo que cresce, cresce, cresce!

16/11/2015

FGA-2OUT15.jpgFrancisco Gomes de Amorim

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