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A bem da Nação

ANO NOVO, VIDA NOVA - 2

 

ABONO DE FAMÍLIA E BENEFÍCIOS FISCAIS NA ALEMANHA EM 2016
ISENÇÃO BASE DE IMPOSTOS PARA OS TRABALHADORES


A isenção de base para fins de imposto sobre o rendimento de empregados passa em 2016 para 8.652€. Isto quer dizer que um solteiro só paga impostos a partir desta base de rendimento e um casal a partir de 17.304€. Pessoas não empregadas, por exemplo, reformados e arrendatários, só são obrigados a fazer declaração de impostos desde que tenham um rendimento superior a 8.652€.


O montante de isenção de imposto por criança é de 4.608€. O montante para o cuidado, educação ou formação da criança permanece igual ao de 2015. A soma dos montantes de isenção anual de imposto é de 7.248€ por criança.



ABONO DE FAMÍLIA AUMENTADO


O primeiro e o segundo filho recebem, cada um 190€ por mês; o terceiro recebe 196 e o quarto, bem como cada outra criança mais, recebe 221€ mensalmente. Cada criança, a partir de 2016 tem de possuir o seu número de identificação fiscal. Dado o Abono de Família ser um apoio de compensação para a criança e poder ser alternativamente substituído pela opção pelo montante de isenção de imposto por criança, tem que ser comunicado o número de identificação fiscal da criança. A identificação impede também que pessoas recebam mais que um abono de família por filho.

 


MESADA DAS CRIANÇAS


Pessoas com baixos rendimentos recebem uma indemnização de 160€ à parte.

 


DESPESAS DE MANUTENÇÃO COM O PARCEIRO DIVORCIADO


Pessoas divorciadas (ou separadas permanentemente) que tenham de pagar manutenção ao parceiro, podem, no reajuste anual de impostos, fazer valer uma redução de impostos, para o efeito, até um valor de 13.805€ (outras informações em

http://www.kindergeld.org/kindergeld-2016.html).

 

O MARCO ALEMÃO É RESISTENTE!


Alemães mantêm ainda em seu poder 12,9 mil milhões de marcos alemães, o correspondente a 6,6 mil milhões de euros) sem os trocar para euros. Mantem-se aberta a possibilidade de fazer a troca de marcos alemães (notas e moedas) por Euros nas filiais do Deutsche Bundesbank.



PIROPOS - CRIME DE ASSÉDIO SEXUAL


Em agosto 2015 foi feito um aditamento ao artigo 170º do Código Penal português, que penalizava "importunação sexual", exibicionismo, os "contactos de natureza sexual" e que passou a penalizar também "propostas sexuais" não desejadas (piropos); são previstas penas de prisão até um ano, ou até três se dirigidas a menores de 14.

 


TURQUIA PROTEGE O IS E APRISIONA CRÍTICOS DO GOVERNO


A Turquia não respeita a liberdade de imprensa e aprisiona jornalistas (aprisionou dois antes da Cimeira Turquia-EU) pelo facto de possuírem documentos em que revelam a entrega de armas aos rebeldes sírios de confissão sunita, pelo serviço secreto turco (MIT). O presidente turco, Erdogan abastece os rebeldes sunitas contra os xiitas na Síria (Assad), faz negócio como o petróleo comprado ao IS, serve como corredor de terroristas para jihadistas, bombardeia posições curdas e impede a abertura de um corredor humanitário até Kobanê, bombardeia posições dos curdos empenhados no combate ao terrorismo islâmico IS e quer que a EU feche os olhos a tudo isto em troca de um certo controlo da Turquia sobre os refugiados que de lá seguem para a Europa (para o controlo dos refugiados recebe 3 mil milhões de euros da EU). A EU tem que se rebaixar a Estados de ideologia fascista que não respeitam a liberdade de imprensa, nem a liberdade religiosa, como é o caso da Turquia de confissão maioritária sunita. Na escala do índice de liberdade de imprensa a Turquia ocupa o lugar 149 dos 180 países nessa escala. Os sucessos dos curdos contra o IS são até criminalizados; o governo turco quer continuar a colonizar os curdos e para isso conseguir até o apoio da NATO.

 


PRÉMIO CARLOS MAGNO ATRIBUÍDO AO PAPA FRANCISCO


O papa aceitou receber de forma «excecional» o Prémio Carlos Magno (cinco mil euros, um diploma e uma medalha com a imagem de Carlos Magno 742-814), atribuído pela cidade alemã de Aachen a personalidades que se distinguiram pelo seu papel a favor da unidade e dos valores europeus. Francisco I ao falar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a 24.11.2014 apelou para se construir a Europa «que gira, não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, dos valores inalienáveis».


O Vaticano, geralmente não aceita prémios nem cargos honoríficos!

 

ACDJ-Prof. Justo-2.jpgAntónio da Cunha Duarte Justo

NÃO HÁ HORA

BB-Cabotins.jpg


De repente, a constatação de que nada nos distingue dos palhaços, nada mais podemos esperar a não ser palhaçadas. Tudo é impertinência e ousadia, e este artigo de Vasco Pulido Valente nos descreve na tristeza deste conjunto de pessoas, como já o fizera Fernando Pessoa mais abstractamente, na expressão de uma sensibilidade educada, de fleuma colidindo com o desespero, ainda apelando. Pulido Valente, apenas realista, desprezando.

Berta Brás.jpgBerta Brás


NEVOEIRO


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a hora!

FPessoa-«V-Império»Desenho.jpgValete, Fratres.

 


Uma galeria de horrores

Vasco Pulido Valente.pngVasco Pulido Valente


Público, 03/01/2016


Conheci ontem as dez criaturas que resolveram candidatar-se a Belém. Foi um espectáculo triste e vexatório. Marcelo Rebelo de Sousa anda por aí a gabar a singularidade desta desgraçada eleição: é mais barata, mais livre e os partidos não se metem na coisa. Marcelo talvez seja espertíssimo – um ponto discutível, apesar da propaganda – mas pelo menos não percebeu que esta palhaçada em que hoje participa o degrada a ele e diminui a autoridade do Presidente da República.


Nunca na história da política portuguesa (e sabe Deus que ela desceu a abismos de indignidade) se viu espectáculo assim. A galeria de horrores que ontem nos mostrou a televisão ultrapassa as piores cenas do Constitucionalismo e da República. E Marcelo participa nos festejos, abanando aprovativamente a cabeça, como um sacristão.


Tirando Marcelo, apareceram nove candidatos, sem currículo ou capacidade para guarda-portão, mas que pretendem guardar a República e o regime contra qualquer adversidade externa ou interna. Declaram todos que estão cheios de ideias, talvez porque ninguém ainda se deu ao trabalho, sem dúvida frustrante, de lhes comunicar o que são ideias. Sampaio da Nóvoa, hirto como uma vassoura, repete os lugares-comuns do folclore socialista. Marisa Matias, uma “passionária” de trazer por casa, distribui asneiras que só mostram a sua ignorância e a sua confusão. Maria de Belém é um poço vazio, com algumas “causas” sem pés nem cabeça. Paulo Morais, por baixo de uma luxuriante cabeleira, exibe a sua mania da corrupção, de uma maneira insultuosa e quase alucinada.


E há mais. Vitorino Silva, o Tino de Rans, que tirou a sua candidatura do fundo da “alma”; um senhor (Cândido Ferreira) que armou um pequeno distúrbio porque se imagina com direito a mais tempo de antena; um segundo senhor (Jorge Sequeira) que propõe a “meritocracia” para a salvação da Pátria (palavra de honra); um antigo padre, convertido ao PC, que se atrapalha com a nova teologia. Finalmente, há também Henrique Neto, um homem simpático, de quem se esperava um pouco mais de juízo.


Os despautérios que se ouviram numa noite chegam para uma vida. A Assembleia da República devia fabricar uma lei para decoro do regime e do país: uma lei que obrigasse cada candidato presidencial a depositar 200.000 euros a fundo perdido para adquirir o direito de exibir o seu cabotinismo e a sua estupidez. O que, pela amostra de 2016, não é muito.

 

ESPÍRITO EMPREENDEDOR, START-UPS E RIQUEZA

Empreendedorismo.png

 Pode-se estimular a sensibilidade para empreender. Com qualidades adequadas, não parece difícil aprender, actuar e melhorar. Tem havido, entre nós, iniciativas de variadas origens e natureza, com bons resultados, ainda que pouco chamativas. Importa continuar a dar notoriedade às ideias e pessoas que se sacrificam para criar riqueza e trabalho, depois de superarem muitas dificuldades.

 

Cada vez que aterro na India, fico entusiasmado e com vontade de transmitir o culto que lá se presta ao emprendedor. Um relatório intitulado 'Start-up India’ assegura que:

- No ano 2014/15, as start-up terão recolhido fundos da ordem de $5.000 milhões, para iniciativas tecnológicas, de alimentação, de e-commerce, de taxis, de logística local, da área financeira, de cuidados de saúde, etc.

- Só o SoftBank-India, aplicou $1.000 milhões em menos de um ano, nas start ups locais. É impressionante, também porque o banco é japonês!

- A India é uma das cinco comunidades mundiais de start-ups mais amplas, com mais de 4,200, das quais 1,200 tecnológicas.

- No último ano houve um aumento de mais de 100% de investidores activos e mais de 125% de capital aplicado.

- É a nação de promotores de start-ups mais jovens, com 72% com menos de 35 anos.

- O número de incubadoras e aceleradores aumentou em 40% no ano 2014.

- As start-up recentes criaram 80.000 postos de trabalho; parece um valor irrisório ao comparar com os 60.000 licenciados que a TCS vai recrutar este ano; no entanto, é o começo e há esperanças de que as novas start-up criem 10 milhões de jobs, bem remunerados, num curto espaço.

- O e-commerce viu o aparecimento de empresas que cresceram com muita rapidez. Duas, muito valorizadas na bolsa: a Flipkart, fundada em 2007, e a Snapdeal, de 2010; elas estão a revolucionar o comércio, com altas vendas; uma delas criou uma plataforma digital onde inúmeros produtores de artigos os vendem, sendo cada venda avaliada pelo cliente; também o cliente o é. Isto eleva a qualidade do produto e da operação, pois ninguém quer ficar mal na foto, e todos querem vender cada vez mais.

- Além da Uber, existe a Olá, totalmente Indiana, já a operar também em países vizinhos, para serviço de táxis. Esta recebeu há um mês o prémio da start-up de êxito; os preços das corridas são calculados com regras claras e pagos com meios electrónicos. Muitos aperfeiçoamentos do Uber vieram das ideias da India e expandiram-se pelo mundo.

- Na Sillicon Valley, ainda hoje 50% das start-ups são de jovens de origem indiana.


Os aperfeiçoamentos de base tecnológica, as Apps, são frequentes e cobiçadas pelas empresas norte-americanas famosas. Talvez mais fáceis, por serem um avanço na linha de desenvolvimento anterior, que trazem vantagens ao utilizador.

 

Há grande esforço para pôr a India na vanguarda da liga de países empreendedores. Quer-se replicar as condições ‘mais amigas’, como:
- criar muitas mais incubadoras, com base nas experiências bem sucedidas;
- facilitar a criação de novas empresas;
- isenção fiscal no período inicial;
- facilitar o registo da propriedade intelectual;
- reduzir burocracia para o aumento do capital;
- dar facililidades na obtenção de crédito da banca, etc.

 

Ajudaria que os business angels e venture capitalists fossem mais ousados, com horizontes mais amplos. A revitalização dos laços academia/investigação, com partilha de lucros, são outros elementos importantes.

 

Em países menos amigos de empreender, a legislação tende a crucificar o fracassado sobre a sua ideia falhada: encerrar o negócio leva uma eternidade. Nos países amigos de empreender, uma experiência falhada é vista como uma ‘condecoração’, porque fez ‘suar’ e ganhar experiência, e sabedoria para novas aventuras.

 

Quer-se impulsionar start-ups no sector manufatureiro, alinhado com o ‘make in India’, na indústria têxtil, de artigos de pele, joalharia e pedras preciosas; na saúde e fármacos... Interesante também, como acontece entre nós, ver start-ups e inovações na agro-indústria: novas variedades mais produtivas e resistentes; empresas agregadores de produtores de um certo tipo, que remuneram bem a produção e vendem/exportam produtos de alta qualidade.

 

Eugénio Viassa MonteiroEugénio Viassa Monteiro

(Professor da AESE-Business School; Dirigente da AAPI-Associação de Amizade Portugal-Índia)

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