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A bem da Nação

QUÃO LONGE ESTAMOS DA VALSA!

Sibelius.png

 

 https://www.youtube.com/watch?v=5Ls8-pk4IS4

 

 

Achei o texto de Alberto Gonçalves deste último Domingo de tal modo violento que resolvi pôr-me a ler os comentários com que foi mimoseado. De facto, a imundície comentarista e alarve é triste coisa de ver, embora alguns o apoiem, sem, contudo, o corroborarem, receosos de enveredarem no trilho das afirmações altivas e perigosas, com que corajosamente aquele aponta os desmandos de um governo manipulado por uma esquerda cujo estar no seu mundo português se pauta pelas ressabiadas frases acompanhadas pela entoação em falsete do camarada Cunhal – caso do deputado João Oliveira: ao ouvi-lo, julgo-me embalada como nos anos setenta, pelo disparar aflautado da sua lição decorada, que toda ela apita, fluida e rápida, como a do velho chefe.

 

Alberto Gonçalves é, naturalmente, uma cabeça pensante que conhece os cordelinhos por que se movem as personagens deste nosso tablado de falcatrua e ódio, que não esmoreceu ainda, pois as greves aí estão, na mesma, prejudiciais e infames – ao país e suponho que aos que as fazem, a menos que o partido indemnize os seus grevistas. Transcrevo da Internet dois dados recentes comprovativos:

 

«Operadores do porto de Lisboa chamam “irracional” à greve dos estivadores, que se pode prolongar no tempo»

«13/11/2015, Ao mesmo tempo que o sindicato de estivadores admite fazer "greves contínuas", os operadores afirmam que ainda estão a recuperar de paralisações grandes em 2012 e 2013.

«Maior armador do mundo abandona porto de Lisboa devido à greve.»

«15 Dez 2015 Dinamarqueses da Maersk, seguiram Hapag-Lloyd, e fugiram da greve dos estivadores.»

 

Ao ouvir António Costa, contudo, indiferente a críticas, esclarecendo com bondade os interlocutores de esquerda, exibicionistas fingindo aplicação preocupada pelas coisas do país, não posso deixar de concordar com todos os argumentos que Alberto Gonçalves expende, quer a respeito do PS quer a respeito da plêiade iluminada que o cerca e dispõe, quer de todos nós indiferentes e passivos, à espera de resultados práticos, que melhor é “esperar por D. Sebastião, quer venha ou não”.

 

Feira de Horrores, se chama o seu texto de indignado repúdio. Quanto ao artigo seguinte – “Tuitar contra a realidade” ele é bem espelho da cobardia ocidental na aceitação deste envolvimento do ocidente por um oriente asqueroso que vai penetrando, a coberto de uma fuga aterrorizada ao seu próprio caos e a cujos desmandos de violência bestial o ocidente poltrão responde com brandas frases de repúdio afectuosamente superior, a merecer imediata explosão tuiteira. Daí que retire um comentário da Internet ao artigo de Alberto Gonçalves, que me parece justo:

 

Comentário de Alice Veiga

Feira de Horror = Portugal
Feira de Hipocrisia = França
Feira de Racismo = Reino Unido
Feira de Quero posso e Mando = Alemanha
Feira de Garoto/Brincadeira = Espanha
Feira de Caloteiro = Grécia
Feira de Fingir que sou muito Amigo = Suécia
Feira que protege os €s do Pulha = Suíça
Etc.

 

Berta Brás.jpgBerta Brás

 

Feira de Horrores

Alberto Gonçalves.jpgAlberto Gonçalves

 

DN,13/12/15

 

Começo a cansar-me de esperar que cada avanço da extrema-direita em França suscite nos nossos media o júbilo dedicado à extrema-esquerda indígena. Com a Frente Nacional, força hoje discutivelmente antidemocrática, tudo é perigo e tudo é sombra. Com a sujeição do PS ao PCP e ao Bloco, forças evidentemente antidemocráticas, há quedas de muros, fins de tabus, respeito pela vontade das massas, foguetório e felicidade a rodos. É curioso que as exactas pessoas que temem pelo futuro dos franceses aplaudam as calamidades garantidas para o futuro dos portugueses. E é ainda mais estranho que sejam portugueses a fazê-lo. Se calhar com razão, não falta por aí gente a achar que merecemos as abundantes desgraças que nos sucederem. E a desejar as desgraças. E a vestir as desgraças com os trajes da "legitimidade" e da "normalidade".

 

Talvez seja "legítimo", mas não é "normal" que, a troco da sobrevivência de uma nulidade, os deputados do PS renunciem a interesses ou convicções históricas e fujam da celebração do 25 de Novembro como fugiriam da peçonha.

 

Talvez seja "legítimo", mas não é "normal" que a espécie de governo que nos caiu em cima justifique a subida do salário mínimo mediante um "estudo" (!) coordenado pelo ex--sindicalista Carvalho da Silva, que após lutar durante décadas pela ruína colectiva emergiu com o belo título de sociólogo a serviço de uma instituição empenhada na exaltação das ditaduras "populares" da América Latina.

 

Talvez seja "legítimo", mas não é "normal" que a carroça que de facto puxa a "maioria parlamentar" - o PCP, escusado acrescentar - lamente publicamente a vitória eleitoral das "forças contra-revolucionárias" na Venezuela, enquanto manifesta inequívoco apoio ao "Grande Pólo Patriótico" (os maluquinhos que tomaram conta daquilo e que, quer o povo goste quer não, continuarão a desprezar o reles voto até à implantação definitiva do comunismo e da fome).

 

Talvez seja "legítimo", mas não é "normal" que as crianças do Bloco procurem acelerar o obscurantismo que sempre perseguiram através da consagração da homeopatia e da "medicina tradicional chinesa" (?), passo indispensável para acabarmos a ler o destino nas entranhas dos bichos (se o PAN deixar).

 

Talvez seja "legítimo", mas não é "normal" que, nas escassas semanas que o governo leva em funções, diversas "personalidades" (i.e. criaturas que nunca moveram uma sobrancelha sem subvenção estatal) irrompam a exigir o controlo da opinião publicada.

 

Talvez seja "legítimo", mas não é "normal" que se engendre um candidato presidencial do calibre do Prof. Nóvoa, o autodesignado "saca-rolhas" que ambiciona semear debates sobre a "cultura" e a "Europa", e cujo corpo, cito, é todo ele Minho e Norte.

 

Ou talvez tudo isto seja "normal". O que não o devia ser é a descontracção com que o país, das televisões aos transeuntes, contempla tamanha feira de horrores. Não tarda, país e feira não se distinguem. Em declarações ao Expresso, Marine le Pen confessou gostar dos portugueses. A senhora não regula mesmo bem: nem os portugueses gostam.

 

Segunda-feira, 7 de Dezembro

Tuitar contra a realidade

 

A estratégia do Ocidente contra o terrorismo evolui sem parança. Até há pouco, digamos até aos crimes de San Bernardino, Califórnia, a técnica utilizada era a tradicional: a cada matança obviamente perpetrada em nome de Alá, media e políticos "responsáveis" começavam por fingir que aquilo era um acontecimento fortuito e adiavam tanto quanto possível referir as ligações dos assassinos ao islão. Quando finalmente se tornava embaraçoso manter o estado de negação, lá aparecia um editorial a culpar a venda livre de armas, um discurso a apelar à fraternidade universal, um ensaio académico sobre o fanatismo religioso em sentido muito genérico e nada ofensivo para uma religião em particular.

 

As coisas mudaram. Agora, pelos vistos, já não há embaraço que nos impeça de aguentar a negação por tempo indefinido. Há dias, um sujeito que gritara "Isso é pela Síria!" e apunhalara três pessoas numa estação do metropolitano londrino viu-se repreendido por uma das testemunhas: "Tu não és muçulmano, pá." A frase, como usa dizer-se, tornou-se viral. Em questão de horas, o Twitter em peso desatou a publicar a hashtag (não me perguntem) #YouAintNoMuslimBruv. Segundo um frequentador da dita "rede social", tratou-se da "resposta mais londrina ao ataque que se possa imaginar". Outro proclamou a hashtag perfeita, dado que é "real", "inclusiva" e "enfraquece a causa terrorista". No fundo, toda a gente ficou feliz, excepto talvez as vítimas e, com certeza, o terrorista.

 

Daqui para a frente, sempre que um psicopata, perdão, um jihadista rebentar algures com duas dúzias de inocentes, será corrido a hashtags que lhe recusam a própria identidade. O homenzinho bem poderá berrar que frequenta a mesquita (#IssoQueriasTu) e que venera o Profeta (#NãoHáDúvida) e que recita o Corão (#DevesRecitarDeves) e que vai a Meca uma vez por ano (#SóSeForesANado) e que possui documentos a comprovar a filiação no Estado Islâmico, com estágio remunerado na Síria e tal (#ContaEssaHistóriaAOutro). Nada nos convencerá da sinceridade da sua crença. Claro que, enquanto punimos com a humilhação os homicidas que, coitados, julgam ser muçulmanos, morreremos que nem tordos. Mas vale a pena. Entretanto, proponho lançarmos a hashtag #AosOcidentaisNinguémTomaPorParvos. E, de seguida, acreditarmos nela.

NATAL

 

Local do Presépio, Basílica da Natividade, Belém

 

Época de meditar um pouco... mais!

 

É sempre época de meditar. Saber quem somos e para onde vamos. E como.

 

Quantas vezes nos perguntamos sobre o que andamos a fazer neste Mundo para ganhar o “descanso eterno”? E não são só os cristãos ou indivíduos de outras religiões, mas ateus também. Ninguém sabe.

 

Teilhard de Chardin, deve ter sido o primeiro homem a compreender a evolução como obra de Deus, e a dar uma explicação profunda e simples sobre o assunto.

 

Jesuíta, foi mandado calar pelos “sábios” da Cúria do Vaticano, aquele antro que pouco mais tem feito do que afastar bons cristãos e exibir opulência, o oposto do que Cristo pregou!

 

Nesta época do ano, quando é suposto que o Natal seja a festa da Família, parece ser o momento mais indicado para que se medite um pouco sobre o que desconhecemos, e continuaremos a desconhecer enquanto seres viventes, terráqueos. Assim mesmo meditar faz bem.

 

Amar a Deus e o próximo, não é apenas um ato de veneração ou misericórdia sobreposto a nossas outras preocupações individuais. É a própria vida, vida na integridade de suas aspirações, suas lutas e conquistas.

 

O Deus transcendente e pessoal e o universo em evolução, formam dois centros de atracção de opostos, mas entram em conjunto para levantar a massa humana num final único.

 

Pierre Teilhard de Chardin SJ.jpg Teilhard de Chardin, um profundo pensador, teólogo, paleontólogo, geólogo, enfim um dos maiores sábios do século XX, um génio, deixou-nos uma quantidade de livros, cada um talvez mais profundo que o outro, onde veio esclarecer um dos pontos de maior discussão de toda a história religiosa.

 

Neste texto algumas passagens dos seus pensamentos.

 

Os defensores da teologia natural explicavam a ordem do mundo através dum Deus criador e ordenador, garante da harmonia universal. A partir do séc. XVII, cada nova descoberta científica levava a fazer de Deus uma hipótese cada vez mais inútil face a um mundo naturalmente coerente, racional e harmonioso, tornando a “posição” divina supérflua, já que o cosmos apresentava sozinho o rótulo de garantia.

 

A fenomenologia de Teilhard apresenta, objectivamente, uma reintegração ulterior da ideia de Deus – evolucionismo generalizado, que se aplica ao cosmos inteiro, e evolucionismo espiritualista que nos mostra um crescer para a luz que ilumina as consciências, cada vez mais claras e autónomas, evolucionismo convergindo para uma maturação do mundo.

 

Isto não implica nem impõe Deus, mas liberta uma crise existencial da qual Deus pode ser a solução.

 

A ciência já nos disse que o mundo, pelo menos o nosso, acabará um dia, porque já se sabe que as estrelas têm o seu ciclo de vida evoluindo para uma espécie de morte – matéria degenerada, ultra densa, etc. O fim do nosso sistema solar é uma questão de mais uns milhões ou biliões de anos.

 

Então para quê qualquer esforço humano se ele já sabe que acabará num apocalipse qualquer?

 

Assim, Deus, que a ciência quis exorcizar, reaparece, não mais na origem do cosmos, mas no fim dele, através duma reacção existencial, não científica, mas ditada pela ciência. Este é o grande mérito de Teilhard, de ter colocado correctamente o problema da relação entre a ciência e a fé em Deus, fazendo assim de Deus, aos olhos dos homens do século XX, o “futuro absoluto”.

 

Se se falar a um marxista ou ateu dum Deus Alfa, ele nem quer ouvir, mas se lhe falar num Deus Ómega, mesmo que ele não seja partidário dessa opinião, vai aceitar discutir o problema.

 

O que Teilhard de Chardin nos quer com isto dizer, é que a humanidade ainda não terminou a sua evolução, e que a cooperação científica, tal como começou a ser praticada abriu perspectivas prodigiosas.

 

As pesquisas geológicas de Teilhard fizeram-no descobrir experimentalmente a realidade maravilhosa do tempo cósmico.

 

Tal como a deriva dos continentes, extremamente lenta, nos mostra que a evolução do homem vem sendo feita na mesma “velocidade”, ou lentidão.

 

África e América do Sul estão se afastando a uma média de 2,5 centímetros por ano, assim como a Itália está a entrar por baixo dos Alpes e o sub continente indiano dos Himalaias. Num milhão de anos “andaram” somente vinte e cinco quilómetros. Para a pequenez humana, todos os continentes estão aparentemente parados, mas há 250 milhões de anos o Rio de Janeiro estava encostado a Luanda!

 

Tudo isto nos ajuda a questionar que se Deus, por acaso, nada tem a ver com o Big Bang, Alguém teve, e se a Terra tem 4,5 biliões de anos da existência, e o homem só uns centos de milhares, devemos então pensar, na certeza de que um dia o nosso Sol morrerá, e que tendo havido uma evolução desde o começo do Mundo, uma evolução física, científica, o homem só aparece quando lhe é possível a vida.

 

Apareceu, um homem bruto, que a certa altura começou a questionar-se sobre a finalidade da sua vida, sem ter feito paralelos entre a evolução científica e a sua, moral.

 

Pouco ou nada se sabe sobre o aparecimento do homem “pensante”, mas sabemos que desde há muitos milénios ele “sabe” que o mundo acabará num apocalipse!

 

Se nos limitarmos aos pensamentos marxistas ou ateístas, que colocam os homens ao mesmo nível dum vegetal, que nasce, cresce, vive e morre, sem qualquer perspectiva no Além, então não vale a pena “inventarmos” por exemplo organismos como as Nações Unidas, nem continuar a meditar sobre a nossa passagem na Terra. Cada um que se vire por si mesmo, que roube, mate, etc.!

 

O pensamento de Teilhard, ao afirmar que a evolução biológica vai desembocar na liberdade humana, abriu uma porta que consegue conciliar a evolução física, científica, com a evolução do pensamento, do conhecimento, e se caminhamos todos para o mesmo fim, então lá, no apocalipse final, Deus estará à nossa espera.

O homem anda feito louco à procura de outro planeta para onde “emigrar”, sabendo somente, por enquanto, que um dia, num instante, ele “emigra” para o Além.

 

Parece, em função do tempo de vida útil do nosso Sol – segundo alguns pesquisadores pouco mais de 1 bilhão de anos, porque depois vai aquecer brutalmente e a seguir arrefecer – que a humanidade ainda tem pela frente muito tempo para que todos, TODOS, se amem uns aos outros, que esqueçam guerras, roubos, crimes, etc. para, finalmente poderem ver a Face de Deus, e, entretanto, amem o que nunca veremos duas vezes como disse Alfred de Vigny (1797-1863).

 

A Terra vai continuar a evoluir até chegar ao tal inevitável fim. Para que todos se olhem como irmãos, é triste pensar que isso vai demorar uns milhões ou biliões de anos, pressupondo-se que a humanidade evolua nesse sentido.

 

E a seguir o que vai acontecer? Quando acabar a vida na Terra?

 

O espírito de Deus, o Sophos, o Spiritus, vai soprar em um qualquer outro planeta! Já deve ter soprado.

 

Para que todos se reúnam com o Deus absoluto e infinito, parece que ainda terá tempo para a humanidade viver em “humanidade”!

 

É mentira, não têm. O que conta é o tempo cósmico. Sem relógio, nem princípio, nem fim. Nem antes, nem depois, É sempre “agora”.

 

É sempre hora de começar, e o Natal é o momento indicado para, ou começar ou para nos aperfeiçoarmos.

 

Bom Natal a todos, sobretudo àqueles que mais sofrem, por doença, guerra, abandono, miséria e, sobretudo por falta da nossa compreensão e aceitação do Outro.

 

Por falta da nossa humanidade.

 

Por falta de um abraço amigo, sincero, caloroso, que aproveito para mandar a todos.

 

Aos amigos e aos Outros.

 

Dez. 2015

 

FGA-2OUT15.jpg

Francisco Gomes de Amorim

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