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A bem da Nação

SOU REPUBLICANO PORQUE...

 

República Portuguesa.png

  

... Cristo disse que somos todos iguais perante o Seu Pai...

... não havendo, assim, os predestinados ao mando e os nascidos para servir...

... nem que haja uns que absorvam as prebendas deixando aos outros as ruas para dormir

SOU REPUBLICANO PARA QUE...

... todos usufruam da dignidade com que naturalmente foram ungidos

... todos tenham de seu e não tenham que estender a mão

... todos possam estar presentes e que outros não andem fugidos

... todos possam crescer intelectualmente até aos níveis superiores da Civilização

... todos possam diariamente ganhar o seu pão

... todos possam, no cabal respeito pelo próximo, ver os seus sonhos realizados

FICAREI REPUBLICANAMENTE SATISFEITO QUANDO...

...os meus ideais estiverem cumpridos

 

Henrique frente à Presidência da República do V

Henrique Salles da Fonseca

UM POR TODOS

 

parlamento-Portugal.jpg

 

Ele devia sentir-se muito infeliz. Para todos os efeitos, embora as sondagens já o indicassem, a esperança é sempre a última a morrer, e até ao fim ela se manteve. Mas às 20 horas soube-se que as sondagens estavam certas, que a Coligação ganhara, que o PS perdera, que o BE ultrapassara o PCP, como deixavam prever, e as reacções não se fizeram esperar. Um BE triunfante e pouco depois, com a força do seu pequeno-grande triunfo, expondo a sua indisponibilidade para um acerto viabilizando a governação da direita, cuja maioria relativa era tragicamente ineficaz para se governar em condições. O PCP, certamente que vivendo a sua dose de humilhação, vendo o seu horizonte de terceira força ofuscado pela graciosidade feminina que lhe roubara o lugar, tentou disfarçar e logo lhe seguiu no rastro, apontando idênticos motivos de recusa, há muito repisados – o seu anti-desemprego, o seu anti-Europa e anti-euro, a sua defesa dos trabalhadores, a sua pertinaz recusa do capitalismo, com, a par disso, as habituais ameaças de deitar abaixo sem peias, todas as tentativas de governação serena e construtiva.

 

E logo a sugestão foi feita de liquidar o partido ganhador, a favor de um governo de esquerda mais amplo de sentido e eficácia. Os analistas da Coligação ainda se rebelaram com a perfídia, um honesto Pires de Lima acusando tal hipótese de fraudulenta, contra os sorrisos beatíficos dos comparsas de mesa de opinião diversa, aliás já por Pacheco Pereira, Mefistófeles burlão, sugerida, à cautela, antes – não fossem as sondagens dar certas - através de um rectângulo brincalhonamente – se não malignamente – repartido em dois de diferente dimensão, o menor reservado, naturalmente para a direita, o que significava que a esquerda é que deveria governar, por muito que expressassem divergências de fundo, PS e esses outros.

 

Mas era a vez de António Costa decidir. E ele falou, em discurso aparentemente bem disposto, retardando decisões, embrulhando as pistas, prolongando a agonia de uns e de outros, ele que dissera não fazer ajustamentos com a direita, que pedira o apoio da esquerda para a maioria absoluta, mas que, na realidade, não o obtivera. Começou por afirmar que não se demitia, o que fez engolir em seco muitos que contavam com isso – (por não ter ultrapassado com vantagem Seguro, que ele destronara antes, a pretexto de uma vitória do PS, possível com ele).

 

Não foi possível essa vitória. Mas António Costa, embora um tanto confusamente, conseguiu demonstrar finalmente a sua tese: ele não alinharia com uma esquerda de convicções políticas contrárias, e com o governo de direita saberia impor as suas condições para viabilizar entendimentos.

 

É justo. Uma coligação a três – já que os outros se estão borrifando para o país – é infinitamente melhor do que a dois, o país precisa de todos, e o povo, que soube decidir, premiando quem soube trabalhar melhor, merece esse apoio.

 

Um povo que outrora chegou longe, o mesmo que agora foi capaz de distinguir onde reside mais seriedade e poder de reconstrução. Um povo habituado ao sacrifício, mas sabendo escolher o seu mestre de Avis contra os menos patriotas, fautores da desordem.

 

António Costa merece os abraços – e não só os dos seus correligionários.

 

 

Berta Brás.jpg Berta Brás

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