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A bem da Nação

BRINCANDO ÀS HISTÓRIAS EM SUSPENSE

 

Texto da professora Berta Brás comentando «E O PRÍNCIPE DE ORANGE?» (o qual se dá aqui por reproduzido), publicado no seu blog “PorAmaisB” em

http://poramaisb.blogspot.pt/2015/08/brincando-as-historias-em-suspense_21.html

 

Com o desafio da pergunta final, já de uma crónica anterior – Quem foi o Príncipe de Orange?», de 15/8, eu já fora à Internet procurar a resposta, mas jamais me disporia a usar o tom de displicência sorridente relativamente a Maurício de Nassau, depois de tantos elogios que lá colhi a respeito daquele, que modernizou o espaço brasileiro em que governou e me deu a mim o sentimento de inferioridade que nos é comum, quando comparamos as colonizações – nossa e saxónica ou gaulesa – estas sempre mais apetrechadas em termos de desenvolvimento social e de espaço, como o comprovam as nações que construíram.

 

O Dr. Salles defende patrioticamente o nosso estar no mundo – aguerridos, sim, mesmo esfarrapados que estejamos, sem receio de com isso perturbar as relações luso-castelhanas - e indica a peça-chave para a resposta portuguesa, após a Restauração libertadora da dependência espanhola: o «Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda», do Padre António Vieira, que inspirou zelos e orgulhos nacionais, abatidos durante sessenta anos.

 

O desafio continua, em torno do Príncipe de Orange – Frederico Henrique entre outros – mas enquanto esperamos pela nova crónica, nesta técnica de suspense a sugerir os esquemas da Sherazade, transcrevo alguns períodos do Sermão de Vieira, que transpus da Internet, confirmativos do zelo patriótico desse extraordinário defensor de causas, humanitárias ou outras, na sua vida de dinamismo e na sua arte oratória inimitável.

 

Dividido em 5 capítulos, com exórdio, exposição/confirmação e peroração ou epílogo, dele retiro alguns parágrafos justificativos das palavras humorísticas de Salles da Fonseca: « Até que… com o Santíssimo exposto, o Padre António Vieira proferiu na igreja de Nossa Senhora da Ajuda, na Bahia, no ano de 1640 o sermão «Polas armas de Portugal contra as de Holanda», ameaçando deixar Deus se ele deixasse o Brasil continuar entregue aos holandeses.»:

 

Igreja d'Ajuda, Salvador, Bahia.jpg

 

Esta é, Todo-Poderoso e Todo-Misericordioso Deus, esta é a traça de que usou (David) para render vossa piedade, quem tanto se conformava com vosso coração. E desta usarei eu também hoje, pois o estado em que nos vemos, mais é o mesmo que semelhante. Não hei-de pregar hoje ao povo, não hei-de falar com os homens; mais alto hão-de sair as minhas palavras ou as minhas vozes: a vosso peito divino se há-de dirigir todo o sermão.» (Exórdio, I)

Muita razão tenho eu logo, Deus meu, de esperar que haveis de sair deste sermão arrependido, pois sois o mesmo que éreis, e não menos amigo agora, que nos tempos passados, de vosso nome: Propter nomen tuum. Moisés disse-vos: Ne, quaeso, dicant: "Olhai, senhor, que dirão." E eu digo e devo dizer: Olhai, senhor, que já dizem. Já dizem os hereges insolentes com os sucessos prósperos, que vós lhes dais ou permitis: já dizem que porque a sua, que eles chamam religião, é a verdadeira, por isso Deus os ajuda e vencem; e porque a nossa é errada e falsa, por isso nos desfavorece e somos vencidos. Assim o dizem, assim o pregam, e ainda mal, porque não faltará quem os creia. Pois é possível, Senhor, que hão de ser vossas permissões argumentos contra vossa Fé? É possível que se hão de ocasionar de nossos castigos blasfémias contra vosso nome?! Que diga o herege (o que treme de o pronunciar a língua), que diga o herege, que Deus está holandês?! Oh não permitais tal, Deus meu, não permitais tal, por quem sois! Não o digo por nós, que pouco ia em que nos castigásseis; não o digo pelo Brasil, que pouco ia em que o destruísseis; por vós o digo e pela honra de vosso Santíssimo Nome, que tão imprudentemente se vê blasfemado: Propter nomen tuum. Já que o pérfido calvinista dos sucessos que só lhe merecem nossos pecados faz argumento da religião, e se jacta insolente e blasfemo de ser a sua verdadeira, veja ele na roda dessa mesma fortuna, que o desvanece, de que parte está a verdade. Os ventos e tempestades, que descompõem e derrotam as nossas armadas, derrotem e desbaratem as suas; as doenças e pestes, que diminuem e enfraquecem os nossos exércitos, escalem as suas muralhas e despovoem os seus presídios, os conselhos que, quando vós quereis castigar, se corrompem, em nós sejam alumiados e neles enfatuados e confusos. Mude a vitória as insígnias, desafrontem-se as cruzes católicas, triunfem as vossas chagas nas nossas bandeiras, e conheça humilhada e desenganada a perfídia, que só a Fé romana, que professamos, é Fé, e só ela a verdadeira e a vossa.» (Exposição, II)

Considerai, Deus meu – e perdoai-me, se falo inconsideradamente – considerai a quem tirais as terras do Brasil e a quem as dais. Tirais estas terras aos portugueses a quem nos princípios as destes; e bastava dizer a quem as dais, para perigar o crédito de vosso nome, que não podem dar nome de liberal mercês com arrependimento. Para que nos disse S. Paulo, que vós, Senhor, "quando dais, não vos arrependeis": Sine paenitentia enim sunt dona Dei? Mas deixado isto à parte: tirais estas terras àqueles mesmos portugueses a quem escolhestes entre todas as nações do Mundo para conquistadores da vossa Fé, e a quem destes por armas como insígnia e divisa singular vossas próprias chagas. E será bem, Supremo Senhor e Governador do Universo, que às sagradas quinas de Portugal e às armas e chagas de Cristo, sucedam as heréticas listas de Holanda, rebeldes a seu rei e a Deus? Será bem que estas se vejam tremular ao vento vitoriosas, e aquelas abatidas, arrastadas e ignominiosamente rendidas? Et quid facies magno nomini tuo? E que fareis (como dizia Josué) ou que será feito de vosso glorioso nome em casos de tanta afronta? Tirais também o Brasil aos portugueses, que assim estas terras vastíssimas, como as remotíssimas do Oriente, as conquistaram à custa de tantas vidas e tanto sangue, mais por dilatar vosso nome e vossa Fé (que esse era o zelo daqueles cristianíssimos reis) que por amplificar e estender seu império. Assim fostes servido que entrássemos nestes novos mundos, tão honrada e tão gloriosamente, e assim permitis que saiamos agora (quem tal imaginaria de vossa bondade!), com tanta afronta e ignomínia! Oh! como receio que não falte quem diga o que diziam os egípcios: Callide eduxit eos, ut interficeret et deleret e terra. Que a larga mão com que nos destes tantos domínios e reinos não foram mercês de vossa liberalidade, senão cautela e dissimulação de vossa ira, para aqui fora e longe de nossa Pátria nos matardes, nos destruirdes, nos acabardes de todo. Se esta havia de ser a paga e o fruto de nossos trabalhos, para que foi o trabalhar, para que foi o servir, para que foi o derramar tanto e tão ilustre sangue nestas conquistas? Para que abrimos os mares nunca dantes navegados? Para que descobrimos as regiões e os climas não conhecidos? Para que contrastamos os ventos e as tempestades com tanto arrojo, que apenas há baixio no Oceano, que não esteja infamado com miserabilíssimos naufrágios de portugueses? E depois de tantos perigos, depois de tantas desgraças, depois de tantas e tão lastimosas mortes, ou nas praias desertas sem sepultura, ou sepultados nas entranhas dos alarves, das feras, dos peixes, que as terras que assim ganhamos, as hajamos de perder assim? Oh! quanto melhor nos fora nunca conseguir, nem intentar tais empresas!»

(Exposição,III)

Bem vejo que me podeis dizer, Senhor, que a propagação de vossa Fé e as obras de vossa glória não dependem de nós, nem de ninguém, e que sois poderoso, quando faltem homens, para fazer das pedras filhos de Abraão.

Mas também a vossa sabedoria e a experiência de todos os séculos nos têm ensinado, que depois de Adão não criastes homens de novo, que vos servis dos que tendes neste Mundo, e que nunca admitis os menos bons, senão em falta dos melhores. Assim o fizestes na parábola do banquete. Mandastes chamar os convidados que tínheis escolhido, e porque eles se escusaram e não quiseram vir, então admitistes os cegos e mancos, e os introduzistes em seu lugar: Caecos et claudos introduc huc. E se esta é, Deus meu, a regular disposição de vossa providência divina, como a vemos agora tão trocada em nós e tão diferente connosco? Quais foram estes convidados e quais são estes cegos e mancos? Os convidados fomos nós, a quem primeiro chamastes para estas terras, e nelas nos pusestes a mesa, tão franca e abundante, como de vossa grandeza se podia esperar. Os cegos e mancos são os luteranos e calvinistas, cegos sem fé e mancos sem obras, na reprovação das quais consiste o principal erro da sua heresia. Pois se nós, que fomos os convidados, não nos escusamos nem duvidamos de vir, antes rompemos por muitos inconvenientes em que pudéramos duvidar; se viemos e nos assentamos à mesa, como nos excluís agora e lançais fora dela e introduzis violentamente os cegos e mancos, e dais os nossos lugares ao herege? Quando em tudo o mais foram eles tão bons como nós, ou nós tão maus como eles, por que nosnão há de valer pelo menos o privilégio e prerrogativa da fé? Em tudo parece, Senhor, que trocais os estilos de vossa providência e mudais as leis de vossa justiça connosco.» (Exposição/Confirmação, IV)

«Mas não sei que tempos, nem que desgraça é esta nossa, que até a mesma inocência vos não abranda. Pois também a vós, Senhor, vos há de alcançar parte do castigo (que é o que mais sente a piedade cristã), também a vós há de chegar. Entrarão os hereges nesta igreja e nas outras; arrebatarão essa custódia, em que agora estais adorado dos anjos; tomarão os cálices e vasos sagrados, e aplicá-los-ão a suas nefandas embriaguezes; derrubarão dos altares os vultos e estátuas dos santos, deformá-las-ão a cutiladas, e metê-las-ão no fogo; e não perdoarão as mãos furiosas e sacrílegas nem às imagens tremendas de Cristo crucificado, nem às da Virgem Maria…

Senhor, despojados assim os templos e derrubados os altares, acabar-se-á no Brasil a cristandade católica; acabar-se-á o culto divino; nascerá erva nas igrejas, como nos campos; não haverá quem entre nelas. Passará um dia de Natal, e não haverá memória de vosso nascimento; passará a Quaresma e a Semana Santa, e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Chorarão as pedras das ruas, como diz Jeremias que choravam as de Jerusalém destruída: Viae Sion lugent, eo quod non sint qui veniant ad solemnitatem. Ver-se-ão ermas e solitárias, e que as não pisa a devoção dos fiéis, como costumava em semelhantes dias. Não haverá missas, nem altares,  nem sacerdotes que as digam; morrerão os católicos sem confissão nem sacramentos; pregar-se-ão heresias nestes mesmos púlpitos, e em lugar de São Jerónimo e Santo Agostinho, ouvir-se-ão e alegar-se-ão neles os infames nomes de Calvino e Lutero; beberão a falsa doutrina os inocentes que ficarem, relíquias dos portugueses;e chegaremos a estado que, se perguntarem aos filhos e netos dos que aqui estão: – Menino, de que seita sois? Um responderá: – Eu sou calvinista; outro: – Eu sou luterano. Pois isto se há de sofrer, Deus meu? Quando quisestes entregar vossas ovelhas a São Pedro, examinaste- lo três vezes se vos amava: Diligis me, diligis me, diligis me? E agora as entregais desta maneira, não a pastores, senão aos lobos?! Sois o mesmo, ou sois outro? Aos hereges o vosso rebanho? Aos hereges as almas? Como tenho dito, e nomeei almas, não vos quero dizer mais. Já sei, Senhor, que vos haveis de enternecer e arrepender, e que não haveis de ter coração para ver tais lástimas e tais estragos. E se assim é (que assim o estão prometendo vossas entranhas piedosíssimas), se é que há de haver dor, se é que há de haver arrependimento depois, cessem as iras, cessem as execuções agora, que não é justo vos contente antes o de que vos há de pesar em algum tempo. (Exposição/Confirmação, IV)

«Finalmente, benigníssimo Jesus, verdadeiro Josué e verdadeiro Sol, seja o epílogo e conclusão de todas as nossas razões o vosso mesmo nome: Propter nomen tuum. Se o Sol estranha a Josué rigores de mais de um dia, e Josué manda calar o Sol, porque lhos não estranhe; como pode estranhar vossa divina justiça que useis connosco de misericórdia, depois da execução de tantos e tão rigorosos castigos continuados, não por um dia ou muitos dias de doze horas, senão por tantos e tão compridos anos, que cedo serão doze? Se sois Jesus, que quer dizer Salvador, sede Jesus e sede Salvador nosso. Se sois Sol e Sol de justiça, antes que se ponha o deste dia, deponde os rigores da vossa. Deixai já o signo rigoroso de Leão,  e dai um passo ao signo de Virgem, signo propício e benéfico. Recebei influências humanas, de quem recebestes a humanidade. Perdoai-nos, Senhor, pelos merecimentos da Virgem Santíssima. Perdoai- nos por seus rogos, ou perdoai- nos por seus impérios; que, se como criatura vos pede por nós o perdão, como Mãe vos pode mandar e vos manda que nos perdoeis. Perdoai- nos, enfim, para que a vosso exemplo perdoemos; e perdoai-nos também a exemplo nosso, que todos desde esta hora perdoamos a todos por vosso amor: Dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Amen.» (Peroração ou Epílogo, V)

(Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda 21 Biblioteca Online de Ciências da Comunicação)

 

Berta Brás.jpgBerta Brás

ESTILOS


Lusitânia Armilar 2.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atribui-se a Napoleão o conceito de que os homens superiores debatem ideias, os vulgares referem factos e os medíocres discutem pessoas.

 

Não havendo medíocres nas nossas cercanias, o vulgo dedica-se à discussão dos factos e os inúmeros intelectuais com que topamos preocupam-se com as ideias. Será?

 

Basta o Caro Leitor assistir aos inúmeros programas televisivos dos abundantes comentadores encartados para formarmos a nossa própria opinião sem necessidade das achegas que por aqui eu possa dar. E note que, neste preciso momento, estou a referir-me a pessoas, o que é tipicamente medíocre. Mas isso é um conceito napoleónico e alguém por nós já liquidou quaisquer veleidades imperiais da Nação portuguesa.

 

Sim, liquidaram de facto. Mas nós temos virtualidades que nos permitem encarar o futuro em equidade com todos os povos que algures no mundo e ao longo da História governámos umas vezes bem e outras «assim-assim». E essas virtualidades traduzem-se na capacidade que hoje temos de fazer uma Lusitânia Armilar assente no software e abdicando do hardware. Ou seja, não será com dispendiosos exércitos «putinescos» ou com gananciosas empresas multinacionais que voltaremos à nossa dimensão global, será sobretudo pela igualdade, pela Cultura e pela convivência pacífica.

 

E como faremos isso? Bem, já o estamos a fazer e não pedimos autorização a ninguém. A nossa Escola de Português (e não de «acordês») no Facebook já ultrapassou os 120 alunos e até ao momento nela estão publicadas 18 lições ministradas pela Professora Filomena Ferro; o grupo de amizade com Diu já ultrapassa os 800 membros; o grupo de conversação em português destinado aos lusófonos de Bombaim dá os primeiros passos; está aberto o processo para pedirmos ao Governo Português a nomeação de um Cônsul Honorário em Diu e outro em Damão; a Gramática Portuguesa da Professora Berta Brás está em distribuição aos professores na Guiné-Bissau e no norte de Moçambique… E o mais que se verá.

 

Só voluntariado e acções a custo zero para o Estado Português.

 

E tudo isto, apesar do conceito napoleónico, para tratarmos de pessoas.

 

Este é o nosso estilo, aceitamos companhia.

 

Pena é que o Director de Programas da RDP ainda não tenha tido tempo para responder ao e-mail que há meses lhe enviei (por indicação do Presidente da RTP/RDP que me respondeu instantaneamente) para a feitura de um programa semanal a custo zero para a empresa denominado «Lusitânia Armilar». Mas eu compreendo que esse cavalheiro deva estar muito ocupado a discutir ideias enquanto nós queremos apenas tratar de pessoas.

 

Agosto de 2015

 

Eu, Barril-8AGO15-2.jpgHenrique Salles da Fonseca

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