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A bem da Nação

DEUS EXISTE? - 1

Capela Sistina.png

 

Desengane-se aquele que entra na Teologia querendo vida fácil. Há milhares de anos que o homem anda às voltas com Deus e a discussão não chegou ao fim. E será que alguma vez chegará? Sim, chegará!

 

Essa discussão chega todos os dias ao fim para quem a existência de Deus é óbvia; e a discussão também chega todos os dias ao fim para quem não acredita na existência de Deus. O final da questão é, pois, tema individual; a Teologia, essa, terá que continuar a existir para que os que vão nascendo possam fechar a questão no seu próprio plano, o individual. E assim será per seacula seaculorum

 

E isto, apesar de Karl Popper dizer que a Teologia resulta da falta de fé. Concordo com ele pois quem tem fé não precisa de explicações e, para quem a não tem, não há explicações que bastem.

 

Valerá, pois, a Teologia para alguma coisa? Quero acreditar que sim pois que se trata de matéria a que se têm dedicado os mais ilustres pensadores ao longo de séculos e séculos. Quanto mais não seja para ler os escritos de gente muito mais inteligente e sábia que eu, passei a dedicar-me ao seu estudo. Mas o tema interessa-me, claro!

 

Então, como diria Monsieur de la Palisse, comecemos pelo princípio em vez de entrarmos na discussão com ela já adiantada.

 

Assim foi que comecei por dar uma volta pela história das religiões e me passei de seguida para a ontologia teológica.

 

Tive como base o livro do Padre Joaquim Carreira das Neves «DEUS EXISTE? – UMA VIAGEM PELAS RELIGIÕES» e passei-me para o «PROSLOGION» de Santo Anselmo. De notar que este último, o célebre argumento ontológico de Santo Anselmo, é publicado conjuntamente com a discussão mantida com o Frade Gaunilo de Marmoutier, discussão essa que se centra sobre a racionalidade do argumento, não sobre o argumentado.

 

Creio que comecei bem mas a procissão ainda vai no adro e não imagino quando chegue ao final.

 

Como os gulosos, degluti muito lentamente o livro de Carreira das Neves mas quanto ao argumento de Santo Anselmo, tive que pedir ajuda ao «Dicionário de Filósofos» publicado pelas “Edições 70” da autoria conjunta de Noëlla Baraquin e Jacqueline Laffitte. Uma das coisas a que me tenho dedicado é à compilação de argumentos ontológicos e, só para dar uma ideia de quem se dedicou ao tema, respigo da Wikipédia os nomes de Descrates, Leibnitz, Gödel, Kant, Hume, etc…

 

Acho que o assunto promete. Não acham?

 

Agosto de 2015

 

Eu, Barril-8AGO15-2.jpgHenrique Salles da Fonseca

 

BIBLIOGRAFIA: - A citada ao longo do texto

A ARTE DE TALMA

BB-telenovela.jpg

 

Tinha acabado de ver «Sol de Inverno» que já só apanhara a meio, sem estômago para telenovelas, pois quando de passagem parava numa e escutava qualquer diálogo de jovens ou adultos, melados ou moralistas ou de zangas a imitar a vida, sentia repúdio pela banalização da arte em figurinos de vida insonsa e deslavada, já diferentes das telenovelas do início, (sucedâneas das brasileiras incomparáveis), e em que actores e actrizes usavam uma exibição mais hirta, sem naturalidade, com intuitos de crítica ou de puro apontamento social, onde a ironia ou mesmo a troça falseavam muitas vezes o âmbito da vida, num rebuscamento pedante de quem se não leva a sério.

 

Todavia, entre as mais modernas, algumas houve, captadas a meio, na curiosidade de passagem, que me prenderam, quer pelo bom desempenho, quer pela beleza e naturalidade das personagens, quer pelos casos de vida possíveis, quer pelas próprias paisagens nacionais da preocupação de complementaridade corográfica enriquecedora, dos realizadores. Entre elas, “Pai à Força”, que me pareceu bem forjada, embora embirrasse com as mãos dos “médicos” sempre metidas nos bolsos das batas, ou um enredo contemplando diálogos nas salas das operações, péssimo exemplo de ausência de profissionalismo para futuros médicos da nossa realidade, além do espaço privilegiado atribuído ao bar do hospital, com sofá bastamente utilizado numa efabulação à base de conflitos amorosos.

 

Fez-me isso lembrar tempos em que era permitido – e elegante – fumar, e os jovens médicos desciam as escadas dos pisos do antigo Hospital de Cascais, uma das mãos nos bolsos da bata, a outra segurando o cigarro, e o estetoscópio ao pescoço, como marca profissional de envergadura, na altura em que as pessoas esperavam nos patamares a hora para as visitas aos seus doentes.

 

Por ter gostado do actor principal de “Pai à Força”, Pepê Rapazote, (e também de Isabel Abreu, além de outros actores), comecei a ver “Bem vindos a Beirais”, que me divertia pelas figuras graciosas e as maquinações sucessivas, mas em breve foi “Mar Salgado” que inspirou as minhas afeições, pela variedade de enredos e excelência de desempenhos, mesmo dos mais jovens, que me fez procurar na Internet biografias de actores para mim desconhecidos, como José Fidalgo, Débora Monteiro, Joana Santos e tantos outros, alguns com prémios, para deslumbramento da minha ignorância.

 

A verdade é que a vida se dispersa por vários interesses, mas fico feliz por saber que existe um escol de figuras na arte da representação com muita qualidade artística, o que depende é claro, também, dos realizadores, da arte de engendrar conflitos e da inteligência posta na orientação dos actores.

 

Hoje, encontro na Revista 2 do Público de Domingo, 2/10/15 uma entrevista com a figura central dessa novela – Margarida Vila-Nova – entrevista que oferece dados de vida e comportamento existencial que lembram a personagem Leonor, na sua firmeza de conceitos, sensibilidade e orientação de vida a servir de exemplo, que admirei, juntamente com a sua figura angelical que reconheci na capa da revista.

 

Bom seria que à criatividade revelada no género telenovela – e esta recebeu a dedada da TêVê Globo, daí também a sua qualidade - sucedesse uma maior inspiração na criação da arte dramática portuguesa a que, decididamente somos avessos, navegando por riachos enfezados, ao contrário de outras literaturas mais poderosas.

 

Berta Brás 2.jpgBerta Brás

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