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A bem da Nação

SE A MINHA ILHA SOUBESSE…

 

 

 

Não sei se ainda te lembras do curral

De Inverno;

Há tantos anos que cá não vens…

Foi transformado em cavalariça

Ainda no tempo da Avó Glória

E construiu-se um outro mais acima

Ao pé das cercas de vime.

De lá pode apreciar-se

MM-Vinha verdelho.jpg

 A imensa vinha de verdelho

E mais além o pomar de macieiras

E o laranjal.

 

Maria Mamede.jpg Maria Mamede

O VALE DO SILÍCIO E A ESCOLA DE SAGRES

MITOS DA SUSTENTABILIDADE!

A nova Economia da Rede Digital e o correspondente Pensar comercial

 

 

Cada civilização e cada época precisam dos seus mitos que lhe possibilitam a sustentabilidade de futuro. Em Torno do infante D. Henrique congregaram-se os mestres das artes e das ciências ligadas à navegação; a concentração dos sábios da época num determinado lugar possibilitou o mito de Sagres que se tornou na expressão motivadora do começo de uma nova era mundial.

 

Também agora, no seguimento dos líderes da Universidade de Stanford ligados ao Venture Capital (1), se acentua o mito do Vale do Silício (Silicon Valley Califórnia) que parece inaugurar, como Sagres, uma nova era. Vale do Silício é a capital do mundo da indústria de TI (tecnologia da informação) e da alta tecnologia. Aí se juntam ideias arriscadas com o capital de risco (2).

 

O génio ocidental sempre soube juntar o saber (a verdade) à dúvida que se revela como a incrementadora de desenvolvimento e futuro (a característica da civilização ocidental). Esta mensagem original encontra-se já na alegoria bíblica de “Adão e Eva” onde se junta o saber divino à dúvida humana na pessoa de Eva que inicia assim o desenvolvimento humano e a cultura civilizacional.

 

Numa dinâmica de tentativa e erro o ser humano tem encontrado maneira de dar forma ao seu desenvolvimento. Neste sentido tal como na relação do dia-noite se expressam, tal como na Bíblia, duas dinâmicas de pensamento complementares: o pensar optimista e o pensar pessimista.

 

Em relação ao novo mito da economia virtual, o publicista alemão Christoph Keese, que creio nas pegadas do Adão e Eva dos nossos dias, faz uma análise do Silicon Valley no sentido de se fazer uma ideia do que se pode esperar do vale mais poderoso do mundo. Keese, no seu livro “Silicon Valley”, movimenta-se entre medo e admiração na análise que faz da Economia de Rede Digital cada vez mais orientada para o mercado e cada vez mais fomentadora de uma nova maneira de pensar: o pensar comercial (3).

 

A Ideologia eclética do Risco

 

O empreendimento digital possibilita novas conquistas da realidade e do globo, transformando a práxis das antigas empresas em movimentos empresariais. Der Spiegel n°10,2015, refere que a capitalização bolsista das 30 empresas mais valiosas do mercado Silicon-Valley já é mais do dobro da capitalização das 30 empresas de Dax. Grande parte das empresas mundiais actuais nasceu no Vale do Silício (4). Por aqui se nota que o futuro irá, em parte ou em grande parte, no sentido da filosofia das empresas “Vale do Silício” que têm como credo a inovação cientes de que “quem não arrisca não petisca”.

 

A mesma revista faz referência aos quatro líderes do pensamento da elite tecnológica Vale do Silício: Ray Kurzweil chefe de Google, intitulado de “o profeta”, prevê que os computadores em 2029 conseguirão fazer tudo o que o Homem faz hoje mas ainda melhor.

ACDJ-Sebastian Thrun.jpg Para Sebastian Thurn, o “engenheiro alemão”, o optimista é quem muda o mundo, não o pessimista. De facto o optimismo baseia-se na esperança e na realização de um mundo melhor. O optimismo assemelha-se à água que não destrói mas apenas se desvia deixando com o tempo as marcas da sua presença. Trata-se de um optimismo humilde por não ter a certeza de saber para onde vai nem saber onde termina a viagem.

 

ACDJ-Joa Gebbia.png Joe Gebbia (o conquistador), criador de Airbnb, pensou revolucionar o turismo e fazer concorrência a actores financeiros internacionais que manobram a indústria hoteleira. Gebbia possibilita, como monopolista, uma certa democratização da economia. Estão presentes em 190 países ou seja em 34.000 cidades. Por um lado os novos monopolistas cibernéticos fomentam mais transparência concorrendo com os chefes locais a nível de economia e de política, por outro lado despersonalizam o indivíduo tornando-o objecto transparente.

 

ACDJ-Peter Thiel.png Peter Thiel, “o ideólogo”, defende o princípio liberalista: Prosperidade e felicidade querem-se para todos através de tanta autonomia quanta possível e de tão pouco estado quanto necessário. Para o alemão, Peter Thiel, o mundo dos Bits conquistou o mundo por ser isento de regras retardantes, ao contrário do mundo dos átomos, como medicina e transportes, que devido à regulamentação estatal não se desenvolve tanto. Thiel defende os monopólios e quer a construção de cidades navegantes em águas internacionais (Já serão de prever as contendas que surgirão na luta pela ocupação das águas marítimas internacionais, isto certamente na lógica da Conferência de Berlim de 1815!). Thiel justifica os monopólios: “Monopólios criativos possibilitam novos produtos, dos quais todos têm proveito”.

 

Para os cientistas do Google a política, com as suas regulamentações, desacelera o progresso porque “tudo acontece globalmente mas as leis são locais. Isto já não se enquadra no nosso tempo”.

 

O novo tipo de empresas tenta reunir em si a economia, o pensar esotérico, o socialismo cultural e o capitalismo liberal. Os impérios digitais parecem interessados apenas na prosperidade e na satisfação individual; a manutenção da multiplicidade dos biótopos culturais não lhes interessa. Um dos preços a pagar começa pela perda da esfera privada e pela renúncia à protecção de dados, como todos já sentimos no Google, Facebook, Yahoo, etc. O preço da própria satisfação é desnudarmo-nos.

 

Da Era dos Coches e dos Cavalos para a Era dos Automóveis e da Internet

 

O movimento de autonomia individual vê, na Elite tecnológica, a possibilidade da sua maior extensão; por outro lado o movimento tecnológico globalista e a economia virtual em via esvaziam as autonomias regionais, porque tentam ordenar a sociedade numa perspectiva de cima para baixo ao contrário de uma natureza que se desenvolvia de baixo para cima. A realidade global determina contínuos desafios. A política e a pastoral dos temos da era da velocidade do coche puxado a cavalo terão de ser aferidas à era dos aviões e dos computadores. Num mundo da eficiência para quem quer ser eficiente, a estratégia de Gebbia é “pensar como a pessoa que vai utilizar a tua ideia”.

 

A “ideologia califórnica” pretende a felicidade e a autodeterminação do indivíduo. Vale do Silício prossegue essa ideologia no sentido de “tornar o mundo um melhor lugar”.

 

As boas intenções do Vale do Silício esbarram com a dúvida, ao serem confrontadas com a verdade dos Goldman Sachs, Stanley, Lehman, etc, instituições sem alma, onde o proveito e a ganância são lei.

 

Para se não ser prisioneiro do tempo é preciso compreender o tempo. De facto, o que provocou os Descobrimentos foi a dedicação ao saber científico e tecnológico da altura, o saber e a vontade concentrados em Sagres e tudo iluminado pela fé numa missão ambiciosa; esta fé tinha porém uma componente religiosa de humanismo global bem determinado e arreigado no coração de um povo inteiro que afirmava ao mesmo tempo o valor da pessoa e o valor da comunidade.

 

No tempo dos coches, quando apareceu o automóvel, os pessimistas condenavam os carros por assustarem os cavalos, hoje condenam a internet por prender as pessoas. Não há que parar o tempo nem o desenvolvimento; a função do Homem será acompanhá-los e dar-lhes sentido a função do Homem será acompanhá-los e dar-lhes sentido à imagem do que aconteceu em torno de Sagres.

 

Se observamos o desenvolvimento da sociedade e da História verificamos uma constante mudança a nível exterior; uma mudança que vem servindo um satus quo sustentável pela ilusão da mudança que, de facto, não muda a essência das relações sociais e humanas porque a mudança adquirida é provocada pelos detentores do poder e seus herdeiros que reduzem a mudança à mera adaptação às circunstâncias e às necessidades do tempo. A política fracassada afirma-se no mesmo erro aceite que lhe dá continuidade. O Homem muda para não se mudar.

A reflexão continua no próximo artigo sob o título: “OS RISCOS DO CRENTE AD HOC COM UMA IDENTIDADE INTERNET”

 

António Justo.jpg

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e pedagogo

 

 

  1. Venture Capital = capital de risco; em 2014, os investidores aplicaram no Vale do Silício, em cerca de 1.700 negócios, um total de 26 bilhões de dólares, o que corresponde a 30% do capital de risco mundial, http://blog.wiwo.de/look-at-it/2015/01/14/venture-capital-2014-silicon-valley-26-milliarden-dollar-deutschland-3-milliarden-dollar/
  2. No “Silicon Valley” trabalham as pessoas mais qualificadas do mundo, entre elas 20.000 alemães (cf. http://www.capital.de/dasmagazin/silicon-valley-nicht-nur-was-fuer-milliardaere-4457.html).
  3. Com o tempo nas escolas as aulas de programação farão parte da aprendizagem regular tal como ler, escrever e fazer contas.
  4. No Vale do Silicon nasceram, entre outras, as empresas mundiais: Apple Inc., Altera, Google, Facebook, NVIDIA Corporation, Electronic Arts, Symantec, Advanced Micro Devices (AMD), eBay, Maxtor, Yahoo!, Hewlett-Packard (HP), Intel, Foursys, Microsoft etc.

DAS MEGALOMANIAS ÀS MITOMANIAS

 

Mais um «Dias Contados» de Alberto Gonçalves  (9/8/15), abrangendo factos do nosso anedotário social, que inspiraram a argúcia analítica do sociólogo, um dos expoentes satíricos nacionais da nossa actualidade. Reza o primeiro sobre um casamento de estadão a merecer bloqueio de ruas e com isso os comentários impacientes no Facebook, provavelmente ditados por frustrações de quem não poderá jamais estabelecer idênticos bloqueios, embora o articulista deponha sobre as inúmeras capacidades que tem o povo português nessa faceta bloqueadora. A propósito do heliporto exigido pela Polícia Judiciária, defende o articulista a absoluta precisão daquele - apesar da falta de helicópteros próprios - em virtude das inegáveis possibilidades de desfrute paisagístico que dali se alcança.

 

Quanto à T-shirt do desprevenido jogador português que nela gravou a figura de Franco, ditador ultrapassado, a crítica incide sobre as T-shirts com a efígie dos Che-Guevaras das liberdades de que eles são símbolo, juntamente com, provavelmente, os fundamentalistas islâmicos dos terrorismos de agora.   

 

Cenas de um casamento

Alberto Gonçalves.jpg

 9 Agosto 2015

Há cerca de três meses, sentado numa porta de embarque de Pedras Rubras, informaram-me que um dos passageiros do meu voo era um "superempresário" (sic) da bola. Olhei para o sujeito e, dado que usava uma malinha Louis Vuitton, achei plausível. Achei também esquisito que alguém reconhecesse um sujeito ao qual ninguém parecia ligar nada.

Não pensei mais no assunto até descobrir que o sujeito casou, que o casamento foi notícia e implicou o bloqueio de uma ou duas ruas na Foz do Douro. Pelos vistos, o Sr. Jorge Mendes é importante no meio em que se move e o respectivo matrimónio convocou personalidades lendárias de quem, à excepção de Cristiano Ronaldo e de José Mourinho, nunca ouvi falar. Daí a colocar vários quarteirões em estado de sítio é um pequeno passo. Os poderes do "superempresário" incluem o de manter a ralé à distância.

O Facebook não apreciou a proeza. Numa das 17 indignações que semanalmente o alimentam, o Facebook decidiu ser absurdo que uma pândega de meia dúzia transtorne a vida de milhares. Tem razão. Não tem é legitimidade. Muitos dos que acham repugnante o referido abuso participam de abusos iguaizinhos na essência. Das corridas contra a hepatite a comícios, da propaganda de supermercados às feiras "medievais", dos carrinhos às voltas às voltas de bicicleta, tudo serve de pretexto para que os apetites de uns poucos, públicos ou privados, se sobreponham à conveniência de todos. Quando não é a própria autarquia a cozinhar a ideia, é a autarquia a autorizá-la, numa exótica interpretação das famosas "políticas de proximidade".

Não me entendam mal. Sou inteiramente a favor de que um cidadão force a evacuação de três freguesias só para que possa passear em pelota na avenida, ou que impeça a circulação rodoviária para que consiga conduzir sem trânsito - desde que o cidadão seja eu. Nos meus delírios, chego a pensar que, caso mandasse, Portugal em peso adiantaria os relógios 17 minutos e teria uma bandeira decente. A sorte é que não mando, ao contrário de certos e inexplicáveis donos deste belo país. E o povo? O povo, ou uma pequenina parcela dele, correu às barricadas em volta da casa do Sr. Jorge Mendes. Para protestar? Não, para tentar ver as "celebridades". De facto, o ideal é voar daqui para fora.

 

Domingo, 2 de Agosto

DESÍGNIOS NACIONAIS

 

Seria completamente ridículo que a Polícia Judiciária não realizasse o sonho ancestral de possuir um heliporto no alto da sua recente sede em Lisboa. Ainda por cima quando a estrutura custou meros 250 mil euros numa obra total de 95 milhões.

É verdade que alguns reaccionários protestam o facto de, ano e meio após a inauguração, o heliporto nunca ter recebido qualquer helicóptero ou geringonça aparentada, em parte porque a PJ não possui nenhum. Trata-se da tradição nacional do "bota-abaixismo", para usar uma expressão popularizada por um ex-governante com tanta visão que hoje está na cadeia. Por falar em vistas, o heliporto é utilizado para que os visitantes do edifício desfrutem de uma privilegiada perspectiva de Lisboa, o que só por si justificaria o investimento.

No que respeita à sede em geral, nada a opor. Com bunker e tudo, tamanha maravilha encontra-se preparada para, cito o Público, "resistir a situações de crise e de catástrofe, como um novo 11 de Setembro". Sempre é um descanso: logo que o terrorismo islâmico descubra Lisboa, a cidade pode acabar em ruínas, mas nas cúpulas da PJ não haverá beliscão.

Em vez de criticar o precedente, importa segui-lo. A mim, por exemplo, parece-me indecente que as instalações da ASAE não estejam prontas para um holocausto nuclear, que as agências da CGD em Cantanhede constituam presa fácil para drones e que a GNR de Mértola não disponha de um sistema antimísseis adequado. E, principalmente, que não se espalhem heliportos por esse país afora, em cima de juntas de freguesia, empresas municipais e de dúzias de políticos. Depois das rotundas, era a prioridade que faltava.

 

Segunda-feira, 3 de Agosto

O ASSASSINO DA MODA

 

Se a história tem dias, o contexto tem literalmente barbas. Um futebolista português, Nuno Silva, apresentou-se na equipa espanhola que o contratou envergando uma T-shirt com o rosto do general Franco. Obviamente, o episódio foi notícia e as notícias falaram em "gafe" ou "péssimo gosto", maçadas que nunca acontecem, por exemplo, aos portadores de T-shirts de "Che" Guevara, outro sociopata de renome.

O Sr. Silva desculpou-se e alegou ignorância sobre o ditador daqui do lado. Nunca vi alguém fazer o mesmo após passear a carranca do argentino. Percebe-se porquê: salvo naturais excepções, quem exibe a imagem do indivíduo conhece, ainda que superficialmente, o respectivo currículo. E gosta. Os campos de "reeducação", as matanças, o racismo, a bestialidade do gesto e do discurso definem o carácter dos que legitimam a figura e compõem um "estilo" sem risco de polémica. Certas retóricas, não importa se assassinas, vestem melhor.

É constrangedor voltar a isto, mas constrange mais que, em 2015, os crimes do comunismo mereçam a indiferença, ou até a simpatia, que os crimes do fascismo felizmente nunca suscitaram. As vítimas deste foram mártires, as daquele obstáculos, baixas necessárias à construção do homem novo. Era assim em 1930 e assim continuamos, com as avaliações do Bem e do Mal hipotecadas a ideologias e com os representantes da iniquidade à solta por aí, a homenagear o "Che" nas T-shirts ou no olhar. Nos comentários da imprensa, nos programas de debate e nas notícias andam imensos, embora não sejam notícia pelas razões adequadas.

 

Berta Brás.jpg Berta Brás

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