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A bem da Nação

«ESTA MODA DO PEZINHO…»

Amália, o pezinho.png

  https://www.youtube.com/watch?v=YQ57oUBuQ58 

 

É o registo que me acode, pela imortal voz de Amália, ao ler o artigo «O mito do colesterol» de Manuel Pinto Coelho, (Médico, doutorado em Ciências da Educação e diplomado em medicina anti-envelhecimento), artigo publicado no PÚBLICO 26/7/2015, pois que a questão do perigo do colesterol virou mito, segundo ele, tal como em tempos o do azeite de oliveira a ser ultrapassado pelos óleos vegetais doutras proveniências, (entre as quais o girassol), mais saudáveis estes, para retomar hoje a sua posição anterior, que Pinto Coelho também aconselha para a redução dos riscos cardiovasculares:

 

Esta moda do pezinho

É bem boa de dançar

Dá-se um jeitinho ao pé

E um saltinho para o ar

Toma lá, Chiquita

Toma lá e leva

Esta linda moda para a tua terra

Vira pra direita, vira para a esquerda

Vira pra direita, muchacha galega!

 

Carlos Pinto Coelho informa, apoiado em estudos, que não é o colesterol o responsável-mor das doenças cardiovasculares, segundo as prescrições actuais, mas muitas vezes os tratamentos delas, com fármacos como as “estatinas”, ressalvando, todavia, essa medicação: As únicas pessoas que podem tirar partido das estatinas são as que sofrem de hipercolesterolémia familiar, uma doença rara que dá uma taxa elevada de colesterol (para cima de 330) qualquer que seja a alimentação e o modo de vida.

 

O artigo, embora longo, é claro e útil, e aponta não só efeitos benéficos da existência do colesterol nos organismos, como os meios dietistas para o controlar:

 

colesterol.png

 

«O mito do colesterol»

Manuel Pinto Coelho

 

Na luta contra as doenças cardiovasculares, sempre que se pensa em arteriosclerose é admitido, desde há muito tempo, que o culpado é o colesterol que se vai depositando nas artérias, entupindo-as progressivamente a uma velocidade proporcional ao seu nível no sangue. Ora a verdade é que esta teoria não repousa em nenhum dado científico bem sustentado.

 

Na realidade, não só a investigação comprova que três quartos das pessoas que têm o primeiro ataque cardíaco têm níveis normais de colesterol, como estudos recentes indicam que os tratamentos, em muitas situações, acabam por ser bem mais nocivos.

 

Reportando-nos exclusivamente aos problemas cardiovasculares, têm-se negligenciado muitas vezes a importância dos numerosos efeitos secundários provocados pelos tratamentos para baixar o colesterol, essencialmente perda de memória, fraqueza muscular e ligamentosa, impotência sexual e diabetes tipo2, alterações digestivas e hepáticas, dores de cabeça, edemas, vertigens, alterações cognitivas e alergias cutâneas.

 

No caso das estatinas, drogas que bloqueiam, no fígado, a enzima responsável pela produção do colesterol, essencial para a nossa sobrevivência, talvez nos dias que correm os medicamentos que mais se vendem em todo o mundo, utilizadas para baixar o colesterol total e a fracção LDL do colesterol, (sendo que este último, embora não seja mais que um transportador do colesterol do fígado, onde ele é fabricado, para os tecidos que dele têm necessidade é considerado ridiculamente “mau colesterol”, em contraponto com a fracção HDL, considerada “bom colesterol”, outro mero transportador do mesmo colesterol, dos tecidos que o utilizaram, para o fígado - a sua central de fabrico e reciclagem), o risco de diabetes e obesidade resultante da sua toma foi ainda há pouco tempo denunciado pela comunidade científica.

 

Assim, em Março de 2012 a Agência Europeia do Medicamentos (EMA) reconheceu a gravidade do efeito diabetogénico das estatinas e recomendou aos laboratórios que os seus efeitos secundários passem a ser claramente anotados nas normas de utilização, norma que, parece, nem sempre cumprida.

 

Mas não é tudo. Começa a aparecer cada vez mais evidência mostrando que as estatinas pioram também a saúde cardíaca, revelando não só que não seguras como também não são muito eficazes. Um estudo recentemente publicado, revelou, em contraste com o aquilo que é hoje comummente aceite (a redução do colesterol com estatinas diminuem a arterioesclerose), que estas drogas podem, pelo contrário, estimular a arteriosclerose e a insuficiência cardíaca (Expert Review of Clinical Pharmacology.2015 Mar;8(2):189-99).

 

Alguns mecanismos fisiológicos discutidos no estudo mostraram que as estatinas podem piorar a saúde do coração de várias formas:

- Inibindo a função da vitamina K2, necessária para proteger as artérias da calcificação;

- Danificando a mitocôndria, prejudicando a produção de ATP (responsável pela energia do músculo cardíaco).

- interferindo com a produção de CoQ10, como se referirá mais adiante;

- O mesmo com proteínas contendo selénium, tais como a glutationa peroxidase, cruciais para prevenir o dano oxidativo do tecido muscular.

 

Considerando todos estes riscos, os autores concluíram que “as epidemias da insuficiência cardíaca e arteriosclerose, quais pragas do mundo moderno, podem ser paradoxalmente agravadas pelo uso difuso de estatinas. Nós propomos que os correntes manuais de tratamento com estatinas sejam criticamente reavaliados”.

 

No que diz respeito às doenças cardiovasculares, em que o colesterol teima em aparecer como o mau da fita, há uma grande incerteza sobre as suas causas e têm surgido as teorias mais contraditórias.

 

Sabe-se que aquilo a que se chama “placa” ateromatosa, que reduz o diâmetro das artérias, é principalmente constituída por células compostas pelo tecido muscular liso das artérias (proliferarando anormalmente), cálcio, ferro e colesterol, sendo este minoritário, funcionando como um curativo qual penso reparador do desgaste provocado pela inflamação da parede das artérias, esta sim a verdadeira má da fita nesta questão da formação da placa ateromatosa e da consequente arteriosclerose. Daí a importância do seu biomarcador – a PCR (Proteína C Reativa) – estar abaixo de 0,5. Quem o tem abaixo deste valor pode comer gorduras à vontade.

 

Sendo assim, se o aumento da taxa de colesterol é um meio que o organismo encontra para se proteger, então baixar a sua taxa com medicamentos, estatinas ou quaisquer outros, não parece boa ideia.

 

Se as taxas estiverem elevadas, tal deverá ser sempre considerado como um problema essencialmente de estilo de vida, que se corrigirá, prioritariamente, modificando o comportamento e a alimentação (de relevar a toma diária de 3 gramas diários de Ómega 3).

 

As únicas pessoas que podem tirar partido das estatinas são as que sofrem de hipercolesterolémia familiar, uma doença rara que dá uma taxa elevada de colesterol (para cima de 330) qualquer que seja a alimentação e o modo de vida. Se se tiver que as tomar, dever-se-á tomar também CoQ10 ou ubiquinol, co-enzimas também anti-oxidantes cuja produção está igualmente bloqueada pelas estatinas.

 

Para reduzir o risco cardiovascular, as melhores medidas a tomar são:

- Substituir a alimentação industrial, transformada e artificial, por alimentos frescos pouco cozinhados, se possível biológicos, cultivados localmente;

- Aumentar o consumo de gorduras boas para a saúde como o abacate, peixes gordos, ovos biológicos inteiros, gordura de noz de coco, nozes, amêndoas, avelãs e azeite, de forma que o rácio entre o ómega 3 e o ómega 6 ande entre 1/1 e 1/5 (e não 1/20 como acontece com a actual alimentação ocidental);

- Optimizar a ingestão de cálcio, magnésio, sódio e potássio, optando sempre que possível por legumes biológicos;  

- Monitorar a taxa de vitamina D optando pela exposição ao sol – conseguir-se-ão níveis óptimos com uma exposição de 20 minutos em pelo menos ¾ partes do corpo -, acompanhada de vitamina K2 para evitar a calcificação das artérias;

- Restaurar os níveis hormonais, principalmente da testosterona, com hormonas bio-idênticas;

- Parar de fumar e não beber mais de um copo de vinho tinto por dia;

- Fazer exercício físico regularmente;

- Cuidar da higiene bucal e dentária – as pessoas com má higiene da sua boca têm 70% de risco de desenvolver uma doença cardíaca em contraponto com as pessoas que lavam os dentes pelo menos duas vezes por dia;

-Evitar as estatinas (salvo no caso da hipercolesterolémia familiar), que fazem baixar as taxas de colesterol artificialmente, sem esforço, mas com o risco de numerosos efeitos indesejáveis, como se referiu.

 

- Melhorar a sensibilidade à insulina – para tal optar por um regime com índice glicémico baixo como a batata-doce (melhor que a batata), o mel (melhor que o açúcar), as leguminosas como as ervilhas, os feijões e as favas (melhor que os cereais).

 

Com esta finalidade, considerar também o ácido alfa-lipóico (400 mg/dia). 

 

O colesterol é uma molécula natural produzida 70% pelo organismo, principalmente pelo fígado, (os restantes 30% provêm dos alimentos), que o utiliza como um verdadeiro cimento: ao nível dos músculos, para os reparar quando estão fragilizados depois dum exercício físico; ao nível do cérebro, para ajudar os neurónios a melhor comunicar entre si; ao nível das artérias, para as reparar quando são lesadas.

 

Ele é uma das substâncias mais importantes, não só indispensável à regeneração das células e à formação das suas membranas, à metabolização de vitaminas como a A, D, E e K, à produção de ácidos biliares importantes na digestão das gorduras, essencial, como se disse, para o cérebro (contém cerca de 25 % de todo o colesterol do corpo, sendo critico na formação das sinapses que permitem o pensamento, a aprendizagem e a formação da memória) como à síntese de hormonas tão vitais para a nossa existência como as hormonas sexuais – testosterona, progesterona e estrogéneo (há quem considere que ter taxas de colesterol elevado a partir dos 65 anos é sinal de longa vida e de virilidade...), as hormonas do stress – glucocorticóides como o cortisol, e à mais importante de todas – a vitamina D, como as hormonas sexuais ela também uma hormona esteróide, sendo que uma pele com níveis insuficientes de colesterol não é capaz de a produzir.

 

Médico, doutorado em Ciências da Educação e diplomado em medicina anti-envelhecimento

 

Sendo, pois, o tratamento do colesterol responsável pela perda de memória, como informa o artigo do Dr. Manuel Pinto Coelho sobre os benefícios do colesterol e os malefícios do seu tratamento – e esperemos que tal opinião não vire pura moda efémera, como as mais - concluo com a seguinte anedota bem humorada que o meu filho Ricardo me enviou, ele próprio a caminho dessas patologias enervantes, ou desejoso de precaver a mãe, que já há muito se queixa, hiperbolizando, como é seu costume, embora não lhe pertença o conto burlesco. Um bom dito é meio caminho para a saúde, pelo menos mental:

 

«Wanda, Wilma e Waneide»

Três irmãs, Wanda, de 90, Wilma, 88 e Waneide, 86 aninhos de idade, viviam na mesma casa. Uma noite, Wanda, a de 90, começa a encher a banheira para tomar banho; põe um pé dentro da banheira, faz uma pausa e grita:

- Alguém sabe se eu estava entrando ou saindo da banheira?

A irmã, Wilma, de 88, responde:

- Não sei, já subo aí para ver!

Começa a subir as escadas, faz uma pausa, e grita:

- Eu estava subindo ou descendo as escadas?

A irmã caçula, Waneide, a de 86, estava na cozinha tomando chá e escutando suas irmãs. Balança a cabeça e pensa:

- Que coisa mais triste! Espero nunca ficar assim tão esquecida...

Prevenida, bate três vezes na madeira da mesa, e logo responde:

- Já vou ajudá-las, mas antes vou ver quem está batendo na porta!

Pessoal, agora fiquei com medo.....

Eu estou enviando ou recebendo este e-mail ?

Acho que as duas coisas. Ainda me sinto capaz de ponderar

Berta Brás.jpgBerta Brás

A SENHORA

Grácia Nasi.png

 

Gracia Há-Nassi, também conhecida como Grazi Nasi, Gracia Nasi, Gracia Mendes, Gracia Mendes Benveniste, Gracia Miguez, nasceu em Portugal, possivelmente em Lisboa em 10/06/1510 no seio de uma família de judeus conversos, originária de Aragão, sob o nome cristão de Beatriz de Luna. Era filha de Álvaro de Luna de Aragão e de Philipa Benveniste. Segundo Cecil Roth, casou em 1528, em rito católico em sociedade, e provavelmente em rito cripto-judaico em ambiente familiar, reservado, com um rico comerciante e banqueiro, Francisco Mendes Benveniste (Tezmah Benveniste), que na época dos descobrimentos marítimos, também se tornou grande negociante de especiarias. Em 1536, com a morte de seu marido, pouco tempo após o nascimento de sua filha, Ana Mendes (Reyna), Beatriz de Luna torna-se uma das personalidades femininas mais importantes do seu tempo. Empresária, rica, filantropa, culta e bonita tinha prerrogativas desconhecidas à maioria das mulheres do século XVI.  Mas a cobiça de D. João III logo se estendeu ao seu grande património. Mesmo com os protestos da viúva, o inventário foi levantado por ordem do rei que tenta também levar-lhe a filha, uma das herdeiras da família, para a corte da rainha, D. Catarina, visando um casamento futuro com alguém da realeza.  Com a Inquisição se instalando no mesmo ano, Beatriz decide estrategicamente partir para Antuérpia onde seu cunhado e sócio, Diogo Mendes, abrira uma filial bancária da família com outro parente.

 

Apesar de alguns percalços e até prisão, livre e enobrecido por Carlos V, Diogo torna-se banqueiro de vários reis europeus. Com ele, Beatriz passa a gerir os negócios e estrutura uma rede secreta de ajuda aos judeus fugidos da Inquisição. Quando a irmã, Brianda de Luna, casa com seu cunhado Diogo em 1539, as relações familiares e económicas tornam-se ainda mais estreitas. Mas os anos de 1539 e 1540 ficam difíceis para as comunidades cristãs-novas de Antuérpia, delações e interrogatórios surgem. Morre Diogo Mendes e pelas suas disposições testamentárias Beatriz torna-se administradora da Casa Mendes (com auxílio de Guilherme Fernandes e João Micas) e da herança da sobrinha na menoridade desta, facto que criou uma situação de intolerância e desconforto entre as irmãs, até ao fim de suas vidas. Caso houvesse alguma coisa com Beatriz o património seria gerido por Agostinho Henriques (Abraão Benveniste), parente deles.   

 

Mais uma vez é a cobiça que leva o Imperador de Antuérpia a exigir o inventário dos bens do falecido banqueiro. Acusam Diogo de ter mantido práticas judaicas e a hipótese de confisco aguça o interesse da Coroa. Beatriz tenta salvar a situação, paga 40 mil ducados para retirar a acusação sobre a reputação judia de Diogo e 200 mil, em dois anos, à Rainha Maria da Hungria para evitar que outros membros da família fossem também acusados. O dinheiro ajudava mais uma vez a salvaguardar o relativo sossego que perseguia. Com o Papa, Beatriz consegue um  salvo-conduto que lhe permitia ficar em Roma. Não o usa, mas tem-no como estratégia para uma possível fuga. Porém, mais uma vez a Coroa resolve oferecer um partido dentro da realeza paras se casar com  a filha, D. Francisco de Aragão ou Gaspar Ducchio. Beatriz recusa tal oferta. Então, cristão-novos são presos, entre eles gente da família. Beatriz interfere pagando avultadas quantias em dinheiro e consegue libertá-los. A situação torna-se insustentável, prepara nova fuga.

 

Em 1545 pede a Maria da Hungria permissão para ir às famosas termas de Aix-la-Chapelle. Viaja com a parte feminina da família, mas encaminha-se para Lyon onde tinha vários interesses e depois para Veneza; não volta a Antuérpia. Tem como objectivo um dia chegar a Constantinopla. Envia João Micas para acertar negociações com a Regente. Em Veneza, Beatriz faz importantes contactos e negócios. Mas também tem aborrecimentos com a irmã que leva ao tribunal veneziano encarregado de causas estrangeiras, o processo da herança, em 1547. Porém, em 1548 chega o Santo Ofício e mais uma vez se vê na contingência de fugir, sem a deliberação do tribunal. Atinge Ferrara e fica na casa do cristão-novo português Sebastião Pinto, que a ajudou na passagem por Londres anos atrás. Porém, por questões financeiras, o Duque Hercules II oferece-lhe o aluguel de um palacete (Palácio Magnanini) por dois anos, de 1549 a 1551, por 200mil ducados/ano. Aí se estabelece e tenta anular o resultado favorável do processo de Veneza, que se decidira por Brianda. Dedica-se também a patrocinar artistas e trabalhos literários, como os de Samuel Usque (literato português, sefardita), Alonso Nuñez Reinoso (poeta espanhol de origem judia), Bernardim Ribeiro (romancista) e de alguns italianos, Ortensio Lando e Girolamo Ruscelli. Também financiou e apoiou os estudos científicos do médico judeu português Amato Lusitano (Dr. João Rodrigues de Castelo Branco) que descreveu pela primeira vez o sistema circulatório e suas válvulas, e escreveu tratados médicos, dos mais importantes do século XVI. Sua casa recebia intelectuais e  pessoas ilustres do seu tempo. Mas apesar de toda essa vida de brilho, ao final do contracto, Beatriz vê-se diante da possibilidade de abandonar Ferrara, já sugerida pelo Duque. E assim, em 1551, encontra-se novamente em Veneza e faz um acordo final com a irmã. Após resolver alguns negócios, vai para Ragusa, onde sua Casa tinha interesses. Dali, atinge finalmente Constantinopla. Em 1553 está livre para assumir seu nome hebraico e sua verdadeira religião. Daí em diante passa a ser Gracia Nasi. Sua filha Ana, agora Reyna, casa-se em 1554 com o primo João Micas (Joseph Nasi)  que ao que parece faz parte de uma rede de informações sobre as movimentações turcas no Golfo Pérsico. Preocupa um eventual ataque do sultão às possessões portuguesas na Índia. Os interesses são provavelmente comerciais. Gracia Nasi exerce intensamente sua religiosidade. Constrói Sinagogas e Escolas para os estudos do Talmude. Torna-se mediadora entre as comunidades judaicas em Constantinopla. Amplia a rede de apoio aos cristãos-novos que começara em Antuérpia. Recebe então a alcunha de a “Senhora” e outras como a “Coroada”, a “Hagevirá” (a herdeira da realeza).

 

Em 1555 sobe ao papado Paulo IV e recrudesce a perseguição aos cripto-judeus. Muitos dos seus contactos e conhecidos são encarcerados ou têm seus haveres confiscados. Tenta então desviar o comércio de sua Casa para Pesaro. O Porto de Ancona não é mais seguro.  Consolida, no entanto, a sua posição junto à corte turca.

 

Depois de conseguir junto ao governador de Damasco a administração de um sub-distrito, implanta um local de acolhimento aos judeus da diáspora (Tiberíades).

 

Morre em 1569 sem notórias notícias, após anos de mobilizações constantes e muitas acções de ajuda a comunidades sefarditas.

Gracia Nasi é considerada como iniciadora da primeira onda sionista de retorno à terra prometida. Suas acções corajosas, políticas e económicas deixaram marcas indeléveis na história do mundo ocidental e judaico.   

 

Uberaba, 02/08/15

 

Maria Eduarda Fagundes.jpgMaria Eduarda Fagundes

 

Resumo e compilação das fontes:

- Os judeus, o dinheiro e o mundo (Jacques Attali)

- Mercadores e Gente de Trato (Dicionário Histórico dos Sefarditas Portugueses) Direção científica de A.A. Marques de Almeida

- Wikipédia, enciclopédia livre

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