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A bem da Nação

ASSIM DANÇA ZORBA - 1

Dança do Zorba.jpg
 A Grécia não é apenas um país falido, mas é também, desde há décadas, uma das mais pobres e menos desenvolvidas economias da Europa.

 

E assim, enquanto continuam os ditames da esquerda radical, o Estado grego continua a caracterizar-se como um dos que têm mais altos níveis de gastos públicos e, curiosamente, um dos mais intervencionistas na Europa (quando a crise do euro eclodiu classificou-se 100º no ranking mundial em facilidade de fazer negócios).

 

A origem da tragédia grega, muito ao contrário do que defende o Syriza, não reside na chamada austeridade mas sim no seu desenfreado e insustentável sector público.   Durante os alegres anos da bolha de crédito, a Grécia foi o país da UE que mais aumentou o seu gasto real público (80% entre 1996 e 2008) e a dívida pública (400% mais alta do que a sua receita em 2011!). Mas essas enormes verbas resultam de factos muito específicos que Partidos como o Syriza habilmente ocultam.

 

A ruína da Grécia é uma história cheia de mentiras, resíduos e uma enorme hipocrisia.

 

Seguem-se as dez grandes vergonhas que a Europa deixou a Grécia alcançar e que esta se recusa a reconhecer.

 

  1. Mentiram sobre o défice público

 

A primeira coisa a notar é que os políticos gregos esconderam o seu défice público real durante anos. Quando, em 2009, o novo Governo grego assumiu o poder, o “buraco fiscal” não era o número oficial de 3,7% reportado a Bruxelas mas sim o equivalente a 14% do PIB!   Assim, quando isto foi público, o défice, de um dia para outro, tinha aumentado de 7.000 para cerca de 30.000 M€ (quatro vezes mais!).

 

Esta evidência revelou a enorme irresponsabilidade política de vários e sucessivos Governos gregos.

 

(continua)

Recebido por e-mail; Autor não identificado 

O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 – 5

 

 

AO90-NÃO.jpg 

Qualquer crítica – e qualquer defesa – que se baseie sobretudo em chamar nomes aos defensores e aos críticos, não é crítica nem defesa: é mero desabafo, auto- regozijo pela certeza que transborda da alma de cada um. Não vale nada.

 

Por isso não me atrevo a ser contra a adopção do Acordo Ortográfico de 1990 sem

apresentar as razões em que me baseio.

 

Os argumentos que se seguem são de ordem operatória, fonológica, morfológica, de linguística histórica, sociológica, diplomática, económica e de preservação histórica.

 

Há mais, porém fico por aqui.

 

 

  1. Argumento educativo

 

Como ensinar a uma criança que “soturno” se lê com “o” fechado, pronunciado “u” na maior parte do país e a palavra “noturno” se lê com “o” aberto”?

 

A resposta é fácil: não se lhes ensina a palavra “soturno” e fica o caso arrumado.

 

Se porventura o avô usar “coturnos”, ora, o problema é dele. Que use meias para não atrapalhar as pronúncias.

 

Como ensinar a uma criança que da palavra “noite” se formou “noitada”, mas que “noiturno” e “noitívago” não existem, o que existe para o AO-90 é “noturno” e “notívago”?

 

Não seria mais fácil dizer‐lhes que estas últimas se escrevem com “ct” por serem palavras entradas na língua por via erudita e não por via popular? E que, se elas, crianças, comeram papa “láctea”, esta é outra palavra também erudita, tal como “lacticínios”?

 

(continua)

 

Manuela Barros Ferreira, Mértola.jpg

 Manuela Barros Ferreira

Campo Arqueológico de Mértola

“AGRICULTURA CONVENCIONAL”

 

Agricultura

 

 

Tenho visto recentemente referências a “agricultura convencional”, como algo oposto a agricultura moderna. Na minha opinião, isso pressupõe que a agricultura estaria parada no tempo e sem qualquer alteração, o que não é verdade. A agricultura sempre foi alterando técnicas, criando novas máquinas, melhores fertilizações, etc. Varia bastante a intensidade e amplitude dessas modificações, conforme os países têm melhores ou piores governos.

 

Não há espaço, num artigo, para fazer uma panorâmica, ainda que bastante sintética, da evolução verificada. Mas, mesmo nas últimas décadas em que os governos de Portugal andaram deliberadamente a destruir a agricultura – apenas favorecendo os importadores de produtos agrícolas – com o máximo de destruição durante o governo PS de Sócrates, alguns raros casos conseguiram progredir. Produtores de pera Rocha, por exemplo, remando contra a maré, conseguiram algum progresso.

 

A partir de 2011, com a ministra Assunção Cristas, o panorama alterou-se radicalmente. Não só foi travada a destruição em curso como alguns casos de interesse, como o estímulo aos jovens agricultores, puseram o sector a crescer mais do que o resto da economia. Enquanto anteriormente era clamor geral que a agricultura portuguesa não tinha qualquer futuro, era para acabar ou até já nem existia, agora todos lhe fazem os maiores elogios.

 

Infelizmente, a ministra não fez o que eu gostaria, que indiquei em escritos e que considero essencial para haver uma agricultura muito melhor. Como se sabe, trata-se de ampliar a investigação agronómica e organizar convenientemente a extensão rural. Na série de artigos “A nova equipa na Agricultura”, publicados no Linhas de Elvas de 7-7 a 15-9-2011, mostrei o que seria necessário fazer e que resultados se conseguiriam. Se tivesse sido feito, neste final de legislatura, quatro anos passados, já teriam sido colhidos resultados que aumentariam ainda mais o crescimento da agricultura. Não vale a pena clamar que é preciso inovação e manter a fonte dessa inovação no nível em que está, uma pequena fracção do que existia antes da criminosa destruição efectuada.

 

O excelente Instituto Nacional de Investigação Agronómica (INRA) do Ministério da Agricultura de França, em face do previsto aquecimento global, já orientou o seu trabalho de melhoramento de cereais para a criação de variedades mais resistentes à secura. E são exemplos como este que Portugal devia seguir.

 

São estas as razões que me levam a não compreender o que é “agricultura convencional”.

 

Publicado no "Linhas de Elvas" de 16 de Julho de 2015

 

Prof. Miguel Mota

Miguel Mota

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