Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

ANIVERSÁRIO

26JUN15-«Didi».jpg

 

 

Ao Amigo Henrique Salles Fonseca

 

Cavalga com atitude

com garbo, com galhardia

este amigo universal

a ele, Paz e Saúde

e a toda a companhia

em dia fenomenal.

Muitos anos, muita vida

e venham cada vez mais

a dizer da caminhada

que a vida, curta ou comprida

só é vida se vivida

e se tiver à partida

mais amores do que à chegada!

 

27/Junho/2015

Maria Mamede.png Maria Mamede

 

 

A ENCÍCLICA ECOLÓGICA EM DEFESA DA “NOSSA IRMÃ E MÃE TERRA”

 

Papa Francisco.png

 

A “nossa Casa comum” sente-se ferida, adverte Francisco I

 

Na sua encíclica verde, o Papa denuncia a destruição do ambiente, a embriaguez do consumismo, a degradação ambiental e cultural, e a submissão da política à economia.

 

A encíclica Laudato Si (Louvado seja) do Papa Francisco, dedicada à ecologia e ao ambiente, põe em primeiro plano a protecção, conservação e recuperação do ambiente natural e ecológico da “nossa irmã e mãe terra”, no seguimento de S. Francisco de Assis, Padroeiro dos ecologistas. Por isso o Papa inicia a encíclica com as palavras de S. Francisco “Louvado seja” no seu “Cântico das Criaturas” que compôs em 1225 (Texto em: http://antonio-justo.eu/?p=3183).

 

O pontífice constata que o planeta “está a ser destruído" e estabelece uma "relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta". Dirige-se “a cada pessoa que habita o planeta” e não só aos católicos e às pessoas de boa vontade; descreve a natureza como “a nossa casa comum” apelando para a necessidade de “uma conversão ecológica global”.

 

Alerta para o facto de a terra parecer transformar-se num “imenso aterro sanitário” que reage com catástrofes de maremotos, furacões, desertificação de algumas regiões e inundação de outras. Apelida o planeta de “terra irmã e mãe” e atesta: “Nunca tratamos a nossa casa comum tão mal e ferido como nos últimos dois séculos… o ritmo do consumo, do desperdício e a mudança do ambiente superou a capacidade do planeta de tal modo que o actual estilo de vida só pode conduzir à catástrofe”.

 

O domínio absoluto da finança sobre a política

 

A política não deve submeter-se à economia, e esta não deve submeter-se aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia. “Qual é o lugar da política? É verdade que, hoje, alguns sectores económicos exercem mais poder do que os próprios Estados. Falta a consciência duma origem comum, duma recíproca pertença e dum futuro partilhado por todos”.

 

“A subjugação da política à tecnologia e às finanças torna-se visível na falta de sucesso da cimeira mundial…”. “A salvação dos bancos a todo o custo, fazendo pagar o preço à população, sem a firme decisão de rever e reformar o sistema inteiro, reafirma um domínio absoluto da finança que não tem futuro e só poderá gerar novas crises depois duma longa, custosa e aparente cura”.

 

Crescimento à custa dos pobres

 

O rápido crescimento dos países ricos acontece à custa dos pobres: “sabemos que o comportamento injustificável daqueles que consomem e destroem, cada vez mais, enquanto outros não conseguem sequer viver adequadamente a sua dignidade humana”. Uma “verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”. «Tanto a experiência comum da vida quotidiana como a investigação científica demonstram que os efeitos mais graves de todas as agressões ambientais recaem sobre as pessoas mais pobres»

 

Propõe que se diminua o crescimento: “Por isso, chegou a hora de aceitar um certo decréscimo do consumo nalgumas partes do mundo, fornecendo recursos para que se possa crescer de forma saudável noutras partes”.

 

A liberdade de consumo ilude a falta de uma liberdade mais profunda

 

Apela para a reflexão da própria liberdade que não se esgota na liberdade de consumir como o sistema faz crer “quando na realidade apenas possui a liberdade a minoria que detém o poder económico e financeiro”. “A velocidade da mudança … contrasta com a lentidão natural da evolução biológica.”

 

Critica a privatização da água “recurso escasso” que não se deve comercializar porque tal como “o clima é um bem comum, um bem de todos e para todos.”

 

Também questiona o direito de empresas ricas poderem comprar direitos de poluir a atmosfera afirmando que “a estratégia de compra-venda de «créditos de emissão» pode levar a uma nova forma de especulação”.

 

“Os mass-media e o mundo digital quando se tornam omnipresentes, não favorecem o desenvolvimento duma capacidade de viver com sabedoria, pensar em profundidade, amar com generosidade.”

 

Património humano e cultural ameaçado

 

O globalismo económico liberal, em nome de uma supraestrutura (um governo do mundo, interesses económicos supranacionais, EU, USA, etc), impõe-se de cima para baixo, centralizando tudo: avassala o regionalismo e desrespeitando as identidades culturais e democráticas dos países, organicamente elaboradas ao longo de séculos. “A par do património natural, encontra-se igualmente ameaçado um património histórico, artístico e cultural”. Recorda também que existe uma “ecologia do Homem” como dizia Bento XVI que «também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece“.

 

O preço do crescimento é pago com a saúde e com o roubo à dignidade dos povos: „O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza”, devendo tornar o seu “estilo de vida conciliável com a defesa integral do ambiente".

 

Ecologia e Cristianismo

 

A crise ecológica apela à “conversão ecológica”. “A espiritualidade cristã propõe um crescimento na sobriedade e uma capacidade de se alegrar com pouco”. Cita João Paulo II que diz: «Deus deu a terra a todo o género humano, para que ela sustente todos os seus membros, sem excluir nem privilegiar ninguém». E continua: “Na tradição judaico-cristã dizer «criação» é mais do que dizer natureza, porque tem a ver com um projecto do amor de Deus, onde cada criatura tem um valor e um significado.” “Toda a natureza, além de manifestar Deus, é lugar da sua presença”. «Sentir cada criatura que canta o hino da sua existência é viver jubilosamente no amor de Deus e na esperança» …” “Quando o coração está verdadeiramente aberto a uma comunhão universal, nada e ninguém fica excluído desta fraternidade”…

 

Em Jesus Cristo encontra-se resumida toda a realidade espiritual e material: ”o destino da criação inteira passa pelo mistério de Cristo, que nela está presente desde a origem…

 

“O antropocentrismo moderno acabou, paradoxalmente, por colocar a razão técnica acima da realidade, porque este ser humano «já não sente a natureza como norma válida nem como um refúgio vivente.” ” …A finança sufoca a economia real”...

 

“O trabalho é uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, é caminho de maturação, desenvolvimento humano e realização pessoal… Neste sentido, ajudar os pobres com o dinheiro deve ser sempre um remédio provisório para enfrentar emergências. O verdadeiro objectivo deveria ser sempre consentir-promover uma economia que favoreça a diversificação produtiva e a criatividade empresarial”.

 

Inicialmente os monges refugiavam-se do mundo para viverem em meditação e oração; São Bento de Núrsia, imbuído do espírito cristão, promoveu a união da oração, estudo e trabalho manual, dignificando-o na fórmula «Ora et labora ». Francisco I: “Esta introdução do trabalho manual impregnada de sentido espiritual revelou-se revolucionária”.

 

“A criação encontra a sua maior elevação na Eucaristia. No Pão Eucarístico, «a criação propende para a divinização, para as santas núpcias, para a unificação com o próprio Criador».

 

A relação entre todas as criaturas verifica-se na Trindade, que é a matriz de toda a realidade. Penso que os teólogos do futuro, os místicos e os cientistas da física quântica encontrarão na fórmula da Trindade a fórmula do mundo e a verdadeira fórmula de toda a realidade.

 

O papa adianta: “Para os cristãos, acreditar num Deus único que é comunhão trinitária, leva a pensar que toda a realidade contém em si mesma uma marca propriamente trinitária”…: “O Pai é a fonte última de tudo, fundamento amoroso e comunicativo de tudo o que existe. O Filho, que O reflecte e por Quem tudo foi criado, uniu-Se a esta terra, quando foi formado no seio de Maria. O Espírito, vínculo infinito de amor, está intimamente presente no coração do universo, animando e suscitando novos caminhos. O mundo foi criado pelas três Pessoas como um único princípio divino, mas cada uma delas realiza esta obra comum segundo a própria identidade pessoal. Por isso, «quando, admirados, contemplamos o universo na sua grandeza e beleza, devemos louvar a inteira Trindade».

 

A encíclica do Papa foi recebida com grande entusiasmo na Alemanha enquanto nos USA se levantaram vozes críticas, certamente os que beneficiam com as injustiças do regime económico. O Papa, porém, tem de falar deste tema e criticar o sistema, (embora isto não agrade a muitos) porque o problema ecológico atinge as pessoas e as regiões mais vulneráveis e consequentemente a fome e a emigração em massas.

 

António Justo.jpg

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo

NOS MEUS 70 ANOS

 

 

Sempre gostei de fazer anos e para dizer a pura verdade, sinto sempre um certo frisson, qualquer coisa que não sei nem quero explicar; e não quero porque se descobrisse do que se trata, arriscava-me a perder a magia que desde sempre sinto no meu dia de anos.

 

E digo «dia de anos» porque não gosto da palavra «aniversário». Faz-me lembrar outras palavras de que também não gosto como «sanita», «psiché» ou «bafordo». Sim, prefiro-lhes os sinónimos. Mas, em compensação, gosto imenso de «alguidar» e de «manteiga» (só que desta gosto sobretudo no Verão porque fica com uma consistência mais condizente com a «canícula» que, parecendo uma pequena cadela, nada tem a ver com a «melhor amiga do homem»).

 

Mas os 70 anos têm uma magia especial. Já repararam? Correspondem exactamente a 3,3333(3) vezes os 21 anos da antiga maioridade e a 3,8888(8) vezes os 18 anos da actual maioridade. Em ambos os casos de acumulação de sabedoria, a parcela nos encaminha para o infinito, para um número que nunca alcança a exactidão, a sugerir que começamos a idade em que muito provavelmente ficamos inexactos; em português mais corriqueiro, a idade em que ficaremos chonés. Já pensaram no respeitinho devido a um septuagenário? Imaginem as parangonas nos jornais sobre o velhinho septuagenário atropelado por um autocarro numa passagem de peões... Pois é! A partir de agora só me safo dessa se não atravessar nas passagens de peões. Mas também é esta a idade em que confirmamos que mais vale ser do que ter.

 

E perguntam-me ao que me vou dedicar de agora em diante até que a memória se desvaneça, para além de não atravessar nas passagens de peões. Bem, tentarei continuar a montar a cavalo diariamente, de preferência de manhã; a estudar e a escrevinhar umas «coisas» e a defender as causas em que acredito. Ou seja, um divertido de manhã e um chato à tarde.

 

E como o tal infinito para que os submúltiplos de 70 nos mandam, também penso que infinita é a ignorância em que me sinto mergulhado. E tentarei continuar a combatê-la. A ver se consigo.

 

Eis por que há alguns anos decidi atacar a vastidão da ignorância e passei a dedicar-me à Filosofia. Sim, desenhei eu próprio o curso que fiz, escolhi os professores, passei em todos os exames que não se realizaram, esclareci dúvidas com ninguém e fui aprovado sem qualquer favor mas também sem a mínima distinção. Então, cumprido esse curso, concluo que a vasta ignorância de que antigamente desconfiava mas era indefinida, agora é consciente e bem concreta. Mas ignorância na mesma. E vasta!

 

Essa nova consciência levou-me a desenhar novo curso, a escolher os professores e... ainda estou no início e os exames longe. Sim, estou agora a fazer o meu próprio curso de Teologia. Já fiz as cadeiras do Animismo, do Chamanismo, do Induismo e do Budismo. Mas quando estava no Judaísmo estalou a bronca do «Charlie» e interrompi para acorrer às aulas do Islamismo. Tive um professor fantástico que morreu em Novembro passado e ensinava na Sorbonne. Chamava-se Abdelwahab Meddeb, era tunisino e diz dos integristas o que o Profeta não diria dos suínos. Decididamente, deixou-me muito interessado em Averróis. A ver se o leio lá mais para a frente... Como os gulosos, guardo para o final do curso a parte mais saborosa, o Cristianismo. Mas não posso deixar de contar agora uma pequena história que me foi contada por um monge seguidor do Dalai Lama.

 

Perguntado sobre o que é a compaixão budista, o monge pediu a quem o escutava que imaginasse entrar numa sala e ver uma flor num vaso. Todos pensaremos em primeiro lugar se gostamos ou não daquela flor, se ela é bonita, enfim, se de algum modo nos satisfaz. Ou seja, todos teremos raciocínios ego centristas, egoístas, no limite: todo o raciocínio se desenvolve em torno de nós próprios, dos nossos parâmetros e interesses. Mas se ao vermos a flor naquele vaso pensarmos que ela estaria muito melhor se pudesse apanhar directamente a luz do Sol e o ar fresco, se pudesse estar entre as outras da sua espécie... Então nós abdicávamos do nosso egoísmo, do egocentrismo e focávamos o nosso raciocínio no interesse da flor. Ou seja, interessávamo-nos pelo outro e não mais apenas por nós. Esse cuidado com o próximo é a compaixão budista. Os cristãos chamam-lhe amor.

 

Mas com o tempo todo do mundo à minha disposição, tenciono também continuar a deambular por aí seguindo a sugestão de James Joyce em busca da epifania das coisas, dos locais, dos animais e das pessoas por que passarei procurando o que têm de invisível mas lhes define a essência. E como eu quero que essa essência seja boa, dou por mim a procurar o bem e a esquecer (perdoar) os defeitos. Garanto-vos que é giro viver assim.

 

E pronto, eis ao que tenciono agora dedicar-me até que a memória se desvaneça: à compaixão (no sentido budista) e à epifania joyciana.

 

Chegado à definição do futuro, resta-me gozar o presente que se fará numa sucessão sucessiva de momentos que a todo o instante passarão a ser passado, esse de que guardamos as memórias que nos definem neste mundo, agora e para sempre...

 

E assim, acabo a brindar ao futuro dos presentes, daqueles que vemos e dos outros!!!

 

Tchim, tchim!!!

 

27 de Junho de 2015

 

HSF-70 ANOS-2.jpg

Henrique Salles da Fonseca

AS FASES HISTÓRICAS DO PROFETA MAOMÉ

 

Islão.png

 

(...) a cronologia das suras, de acordo com o estudo de Theodor Nöldete, apresentado em 1864 e tornado clássico nos meios dos teólogos muçulmanos, [são] distribuídas em quatro períodos históricos de Maomé: os três primeiros no tempo de Maomé e de Meca, o primeiro entre os anos 610 e 615, o segundo entre os anos 615 e 619, o terceiro entre os anos 619 e 622 e o quarto, já em Medina, entre os anos 622 e 632. O autor aprecia as suras, misturadas compulsivamente pela redacção final, de acordo com a literatura intrínseca à língua árabe, número de versículos, dados históricos e revelação contínua confrontada com o mundo politeísta, judaico e cristão com quem Maomé se confrontou.

 

A página que descreve o último período, o de Medina, é deveras ilustrativa: «O quarto grupo de suras pertence ao período de Medina e resulta facilmente identificável. Os versículos são menos fluidos e a prosa mais discursiva. Quanto aos conteúdos, devemos ter em conta que Maomé já não é apenas Profeta mas exerce a “chefia do Estado”. Há uma mudança nos temas; aparecem novas leis para a organização da sociedade, formação de alianças entre tribos e redacção de contratos; normas sobre o matrimónio e as heranças, sobre a pureza ritual e a forma de praticar o culto; novas prescrições para o pagamento do imposto para atender às pessoas necessitadas dentro da comunidade, a prática do Ramadão, a peregrinação a Meca no caso de se dispor de meios para o fazer e a sexta-feira como o dia dedicado à oração comunitária. O aspecto jurídico tem uma importância especial e a normativa torna-se cada vez mais complexa e minuciosa. Apresento três exemplos: a redacção de contratos no caso de dívidas (2, 282), os impedimentos para se poder casar (4, 23) e a herança (4, 11).

 

As suras do período medinense caracterizam-se pela rigidez no tratamento dos muçulmanos que renunciam à fé. Uma vez que se abraçou o Islão, nunca mais se pode abandonar. Quem o fizer, é considerado definitivamente perdido (3, 85-91) e “incorrerá na ira de Deus e terá um castigo terrível” (16, 106): será atirado para a geena (4, 115). Deus não perdoa a quem morrer como infiel (47, 34). Contra eles penderá um castigo doloroso.

 

Há uma mudança de atitude para com os judeus e, em parte, também para [com] os cristãos. Agudizam-se as diferenças. O Alcorão acusa-os de terem modificado as Escrituras (2, 42. 75. 146. 159. 174; 3, 78, 4, 46). Isto explica as mudanças que se produzem em determinadas práticas religiosas, como seja a direcção da oração (2, 142 e ss.) e o mês do jejum (2,183). Depois da Hégira, os muçulmanos rezavam voltados para Jerusalém, como faziam os judeus de Medina de acordo com as normas veterotestamentárias (1Rs 8, 44; Dn 6, 11). Porém, um ano depois, devido às discussões com os judeus, os muçulmanos decidiram, como alkibla, rezarem voltados para a Kaaba (2, 142. 177). Determina-se com precisão a moral muçulmana e critica-se o apego excessivo aos bens terrenos.

 

Nem sempre resulta fácil identificar o período em que foi revelada cada sura. Nalguns casos há desacordo entre os especialistas. E também deveremos dizer que nem todos os versículos duma mesma sura pertencem necessariamente ao mesmo período.»

 

 

InDEUS EXISTE? – Uma viagem pelas religiões”,

P. Joaquim Carreira das Neves.png P. Carreira das Neves, Editorial Presença, 4ª edição, Setembro de 2013, pág. 312 e seg.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D