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A bem da Nação

É PRECISO

Abril em Portugal.jpg

https://www.youtube.com/watch?v=amYTQ91W6xo

(a ligação automática não se fez; para ouvir, copie o endereço para o seu browser)

 

 

É preciso, de novo

Matar a tristeza

Que num certo Abril

Foi riso e não pranto

É preciso, de novo

Matar com firmeza

O medo que aos poucos

Cresceu e é já tanto…

É preciso, de novo

Ser chama que ateia

A grande fogueira

Da raiva, e se une

A outras fogueiras

De vontade cheia

Que a voz da justiça

Se transforme em lume…

É preciso, de novo

Criar esperança

Que o tempo que corre

Que é negro de breu

Se rasgue em caminhos

E que cada criança

Possa ter futuro

Num caminho seu!...

 

24/Abril/2015

 

Maria Mamede.png Maria Mamede

QUANDO AS AMIGAS CONVERSAM...

 «Coitados! Coitadinhos! Coitadíssimos!», mesmo sem sermos Dâmaso…

 

A minha amiga devolveu o livro do João Magueixo – «Bifes mal passados» – e considerou que não achava justa a crítica aos Ingleses, por muito que se tivesse rido das azougadas experiências de adaptação aos costumes britânicos, desse homem do sul, de uma pátria de sol e de água com fartura. Também falámos na incoerência da sua crítica, que não deixa de salientar alguns valores civilizacionais desse povo de um rigor educacional que nós não possuímos. Inglaterra é Inglaterra, para alguma coisa serve a característica fleumática britânica, para os definir num conceito de nobreza que já vem das histórias do Rei Artur.

 

Nem de propósito, mandou-me ontem a minha filha Paula o e-mail seguinte:

 

«Assunto: A ESTRANHA JUSTIÇA INGLESA...»

Quando é que a Justiça em Portugal é capaz de fazer um trabalho destes ? Em 2003, o deputado inglês Chris Huhne foi apanhado num radar em alta velocidade. Na época, a então mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.

O tempo passou e aquele deputado passou a Ministro da Energia, só que o seu casamento acabou.

Price decide vingar-se e conta a história à imprensa.

Como é na Inglaterra, Chris Huhne, Ministro, demite-se primeiro do ministério e depois do Parlamento.

ACABOU A HISTORIA?

Qual quê! Estamos em Inglaterra...

... E em Inglaterra é crime mentir à Justiça.

Assim, essa mesma Justiça funcionou e sentenciou o casal envolvido na fraude do radar em 8 meses de cadeia para cada um e uma multa de 120 mil libras. Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa. Quem quis, viu e ouviu.

Segurança nacional? Nem pensar, infrator é infrator.

Privilégio porque é político? Nada!

E o que disse o Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro?

'É uma conspiração dos media para denegrir a imagem do meu governo?" ou "É um atentado contra o meu bom nome e dos meus Ministros"? Errado. Esqueçam, nada disso!

O que disse o Primeiro Ministro David Cameron, não foi acerca do seu ex-ministro, foi sobre o funcionamento da Justiça.

E o que disse foi:

'É bom que todos saibam que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.'

Estes ingleses são mesmo um bando de atrasados, não são...???»

 

É claro que, num sistema destes, não deve haver cadeias VIP como nós temos por cá para os casos da prevaricação superior. Mas talvez o sistema prisional britânico na sua exigência de recuperação dos prevaricadores, os trate a todos como seres humanos, exigindo que trabalhem para se dignificarem e aprenderem a não prevaricar, proporcionando-lhes a todos condições de habitabilidade prisional.

 

Nas “Cartas da Inglaterra” Eça de Queirós descreve os Ingleses como extremamente racistas, as classes nobres pairando acima do resto dos mortais, o que é deprimente para o resto dos mortais. Mas se o são, também são suficientemente humanos para respeitarem todo o indivíduo na sua condição de ser humano, proporcionando-lhe um sistema educacional, de saúde e de condições de vida relativamente justos. Conto o caso, a propósito, do Pedro, amigo e companheiro dos meus filhos mais velhos, que se deu mal por cá e foi com o filhito para Inglaterra, onde alguns familiares lhe estenderam, inicialmente, a mão. Em Londres encontrou trabalho e casa para si e para o filho, que é excelente aluno na sua escola, com promessa de poder vir a ser subsidiado para estudos superiores. Houve, contudo, na sua confissão, quando cá veio, uma informação que me deixou interdita. O Pedro não pode ter bebidas alcoólicas em casa. Caso contrário, perde tudo o que alcançou em termos de apoio social. Achei que tão drástica norma era uma intromissão na liberdade de cada um, que eu nunca me adaptaria a um sistema de big brother investigando e impondo. Mas talvez o Pedro aceite bem essas regras que lhe dão a possibilidade de viver bem, com uma compostura imposta, mas salvadora.

 

Nós aqui desdobramo-nos em dedicação – os que são bons e disponíveis – por gente que desistiu de viver condignamente, alguns por má sorte, é certo, mas outros porque se sentem bem vivendo parasitariamente à espera das sopas que outros fabricam e ainda outros distribuem, tentando livrá-los, numa rede em que todos colaboramos, nos peditórios da nossa caridadezinha não responsabilizadora.

Berta Brás 2.jpg Berta Brás

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