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A bem da Nação

JÁ SÓ FALTAM 10 ANOS

GLOBAL TRENDS 2025 

 

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O QUE ELES DIZIAM EM 2008

 

A cada quatro anos, o Conselho Nacional (americano) de Informações colige as avaliações de analistas das diferentes agências de Serviços Secretos norte-americanos e outros peritos para preparar o terreno dos líderes políticos dos Estados Unidos. Desta feita, o organismo projecta um cenário sombrio para as próximas duas décadas, em contraste com as previsões apresentadas em 2004 ao então Presidente reeleito George W. Bush.

 

No documento Global Trends 2025 sobressai a imagem de um Mundo a caminho de conflagrações generalizadas e de uma super potência, os Estados Unidos, em dificuldades para preservar a sua liderança na comunidade internacional.

 

"O sistema internacional, construído após a II Guerra Mundial, estará quase irreconhecível em 2025, devido à ascensão de potências emergentes, uma economia globalizada, uma transferência histórica de riqueza do Ocidente para o Oriente e a crescente influência de actores não estatais", lê-se no relatório.

 

Os autores do documento admitem que os Estados Unidos continuem a ser "o actor mais poderoso". Contudo, "a força relativa" da super potência, "mesmo no domínio militar, vai entrar em declínio e o espaço de manobra dos Estados Unidos vai tornar-se mais apertado".

 

Reequilíbrio económico global

 

Publicado a dois meses da tomada de posse do 44.º Presidente dos Estados Unidos, o Global Trends 2025 estabelece um tabuleiro de xadrez complexo para a Administração de Barack Obama.

 

Por um lado, os relatores elegem a actual crise financeira internacional como um momento fundador da História contemporânea, em que o papel do Dólar enquanto divisa dominante vai dar lugar a um Mundo em que a moeda norte-americana será, no máximo, uma "primeira entre iguais". Os Governos serão, assim, chamados a gerir um "reequilíbrio económico global".

 

A par da redefinição dos pressupostos do sistema económico, o Mundo poderá ter por diante um "cenário do tipo do século XIX, com uma corrida aos armamentos, à expansão territorial e rivalidades militares".

 

Com a factura do aquecimento global em pano de fundo, a escassez de recursos – água, alimentos e energia – poderá tornar-se no combustível de conflitos armados.

 

Num Mundo que se prevê cada vez mais multi-polar, gigantes como a China, a Índia e mesmo o Brasil estarão em condições de competir directamente com os Estados Unidos na contenda pela liderança internacional.

 

Já o potencial da Rússia surge mais incerto. E os relatores deixam um alerta: o tipo de crime organizado que grassa em território russo poderá, um dia, assenhorear-se por completo de um país da Europa Central ou de Leste.

 

Quanto à União Europeia, os analistas norte-americanos reservam ao bloco a descrição de um "gigante coxo", com uma incapacidade crónica de fazer a transição do poderio económico para o poderio militar e diplomático.

 

Decadência da Al Qaeda

 

Sem embargo do cenário de um Mundo precário, o relatório estima que a capacidade de dispersão da rede terrorista Al Qaeda entre em decadência "mais cedo do que as pessoas pensam".

 

Os analistas baseiam-se no que dizem ser a impopularidade crescente da organização fundada por Bin Laden entre o Islão.

 

"A perspectiva de que a Al Qaeda esteja entre o pequeno número de grupos capazes de transcender a linha de tempo geracional não é grande, tendo em conta a sua ideologia áspera, os objectivos estratégicos inatingíveis e a incapacidade de se tornar um movimento de massas", sustentam.

 

O relatório prevê também a ascensão geopolítica de Estados muçulmanos para lá das fronteiras do Médio Oriente, nomeadamente a Turquia e a Indonésia. No que toca ao Irão, os relatores reconhecem-lhe o potencial necessário para se transformar num agente central da nova ordem mundial, mas apenas se deixar cair a teocracia e, por arrasto, o regime dos ayatollas.

 

21 de Novembro de 2008.

 

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Carlos Santos Neves

 

CHARLIE

 

O meu primeiro impulso ao ver pela TV o que estava a acontecer em Paris foi de indignação e da sensação de impotência e incapacidade de lutar contra o jihadismo, covarde, que continua a avassalar o mundo. E logo me solidarizei com as vítimas das chacinas perpetradas, a sangue frio, mais ainda com o “tiro de misericórdia” ao polícia que, já atingido, estava estendido na calçada e no assassinato também a sangue frio, tão covarde quanto este, da jovem polícia.

 

Esta sensação de estarmos a ser encurralados fez com que me declarasse de imediato a favor de “Charlie”, se bem que não conhecesse nem o semanário, nem o seu histórico, mas a defesa intransigente da liberdade de expressão.

 

Depois fui-me apercebendo que o semanário estava há anos condenado por ter feito uma caricatura ridicularizando Maomé. E o Papa. E os judeus. E um sem número de “piadas” que por demasiado ofensivas, deixavam de ter piada e em vez de levarem ao riso levavam à irritação, ao confronto, atingindo apelos racistas ou homofóbicos.

 

No Brasil tem um termo que define com precisão o que eles vinham fazendo: “Cutucando a onça com vara curta”. E um dia a onça saltou-lhes em cima. Covarde e friamente, todos sabemos, mas cansada de ser cutucada.

 

O senhor Hollande com aquela sua carinha de cego perdido no meio dum tiroteio, conseguiu um feito inédito: juntar nas ruas milhões de franceses que se dizem “Charlies”, convidar chefes de outros Estados para a passeata, que acabou tendo, para estes, um aspecto ridículo, mãosinhas dadas e afastados da verdadeira manifestação. Ridículo. Mas ganhou um ponto: abriu a consciência de muitos para a necessidade de convivência entre todos os credos e raças, o que pode parecer muito bonito mas se nunca funcionou desde há milhares de anos até hoje... não é natural que resolva alguma coisa. E uma quantidade de muçulmanos a dizerem que repugnam a acção dos jihadistas, porque o Islão é uma religião de entendimento. Não é.

 

É bem específico o Corão quando diz na Surata 9.29 – Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.

 

E continua em 9.30 Os judeus dizem: Ezra é filho de Deus; os cristãos dizem: O Messias é filho de Deus. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Deus os combata! Como se desviam!

 

Só o Deus “deles” é o único! Ninguém mais pode acreditar no que quiser!

 

A França está em operações de guerra na Síria-Iraque, no Mali, na República Centro Africana a “pedido dos governos democráticos” daqueles países em luta com a jihad. A Nigéria está entregue ao babaca e super corrupto Jonathan Goodluck, que continua enchendo os bolsos sentadão na sua poltrona de presidente enquanto a turma do Boko Haram, que já matou e sequestrou dezenas de milhares de pessoas, domina mais de um terço do país, com 50% de população muçulmana. Para estes o futuro é simples: ou alinham com os terroristas ou são considerados traidores e...

 

O radicalismo islâmico espalha-se pelo mundo. Todo o mundo. Parece que ninguém quer ou pode parar essa onda de primitivismo e terrorismo.

 

Hoje não há mais Urbano II que convoque nova cruzada e resta-nos assistir à continuação dos genocídios dos cristãos e judeus na Síria, Iraque, dos curdos, depois o que sobrou dos arménios e os ataques na Europa e Estados Unidos.

 

Na Espanha cresce uma onda libertária que quer que a Junta da Andaluzia retire a Catedral de Córdova da Igreja e a torne um lugar público – como se uma igreja não fosse um lugar público – com o “alto apoio” de uma espécie de ONU islâmica, com sede em Marrocos, que afirma que essa catedral foi uma mesquita. Foi sim. Mas antes de ser mesquita, cerca de 515 os visigodos ali construíram uma capela.

 

Uns islâmicos do Maranhão vociferam num seu site contra a ida do Papa Francisco à Turquia e à sua visita à ex-Igreja de Santa Sofia. Dizem que é uma afronta aos muçulmanos! É uma tristeza, mas os extremistas islamitas não sabem o que é amor, amizade, entendimento, nem sabem nada de história, porque a Igreja de Santa Sofia – Agia Sophia, que significa "Sagrada Sabedoria” ou “Sopro Sagrado”, o “Espírito Santo” – foi construída entre 532 e 537, mais de um século antes de Maomé ter nascido e só transformada em mesquita entre 1453 e 1931, quando foi secularizada para reabrir como museu em Fevereiro de 1935. Quase 1.000 anos igreja cristã e menos de 500 mesquita!

 

“Charlie” parece ter ignorado um princípio fundamental da liberdade: “a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”.

 

Mas ninguém lhes pode tirar a coragem de se terem exposto, ridicularizando o que todas as religiões e todas as políticas têm de negativo. Pisaram em terreno minado. Abusaram da “graça e do riso” ultrapassando as fronteiras que pertencem a cada um dos Outros. Ofenderam, insultaram consciências cristãs, judaicas e os muçulmanos. Os primeiros viraram-lhes as costas, souberam perdoar, esquecer ou ignorar. Os segundos já têm com que se preocupar na Cisjordânia. Mas com mentecaptos, a quem a lavagem cerebral foi completa, não se pode brincar.

 

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12 de Janeiro de 2015

 

Francisco Gomes de Amorim

Francisco Gomes de Amorim

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