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A bem da Nação

A RAZÃO DOS 16

 

 

Vasco Pulido Valente, a propósito dos 16 partidos candidatos às eleições para o Parlamento Europeu, escreveu no Público de 23-5-2014: “Mas não percebo as criaturas que inventaram um partido ou se penduraram num partido desconhecido, pelo prazer de comunicar à pátria uma qualquer absurda maneira de a salvar.”

 

Eu penso que posso explicar. No sistema político que nos rege, os cidadãos não se podem candidatar a deputados  (um direito inerente ao conceito de democracia) e, quando vão votar, têm apenas a grande liberdade de escolher uma entre várias listas, com ordem fixa, de candidatos “nomeados” como tal pelas chefias dos partidos. (São características de uma ditadura a que a quase totalidade dos portugueses chama “democracia”). Portanto, se alguns quiseram ser candidatos, tiveram de formar um partido ou pendurar-se num partido que os aceitou.

 

A confirmar esta suposição está o que já me foi dito por mais de uma pessoa, quando me queixo de, mesmo que o desejasse, não poder candidatar-me a deputado. A resposta que recebo é: “faça um partido; só são necessárias 5.000 assinaturas”.

 

Os portugueses consideram o sistema vigente como sendo “eleições livres”. Eu não. Lembro que têm um exemplo do que são eleições livres (o principal do conceito de democracia) na eleição do Presidente da República: candidata-se quem o deseja. A apresentação de um certo número de eleitores apoiantes justifica-se, para evitar um elevadíssimo número de candidatos em quem quase ninguém votaria. Os partidos limitam-se a apoiar o candidato que desejam, mas não têm esse poder (exclusivo, para a Assembleia da República) de “nomear” candidatos. Era esse sistema que eu gostaria que existisse para todas as eleições. Para as autarquias há apenas o que eu considero “uma pequena janela democrática”.

 

Termino dizendo que nunca fiz tenção de me candidatar a deputado. Mas não tolero não ter esse direito.

 

Publicado no Público de 4 de Junho de 2014

 

Miguel Mota

QUANDO JÁ NÃO ESTIVERES

 

Cuando ya no estemos, habrá corazones

melancólicos como nosotros…

y se preguntarán donde reposan Los amantes…

 

  José António Valle Alonso

 

 

 

Quando já não estiveres

hão-de perguntar -

“quem habitou esta ausência

e deixou marcado a fogo

o lugar do amor vivido?

Quem terá herdado beijos

e carícias

que deixaram suspiros

em sulcos

por todas as paredes?”

 

E somente

um crepúsculo Rosa

será a resposta!

 

 Maria Mamede

V/F, PREENCHA O QUADRADINHO DA SUA OPÇÃO

 

A nudez da verdade

 

A frase do sociólogo e filósofo francês Raymond Aron (1905/1983), encimando a última página do Público de 30/5/2014 - Porque se representa a verdade nua? Para que cada um a vista como lhe pareça- serve bem de epígrafe ao revestimento da mesma página – os artigos de Mário Soares e de Vasco Pulido Valente, respectivamente, «Resposta ao povo» e «As desventuras do PS»: de orientação laudatória o primeiro, em torno do povo e dos servidores deste e do seu partido – no caso presente, António Costa – e incriminatório da liderança actual do PS – Seguro; o segundo, de orientação simultaneamente historiográfica e crítica, não poupando Gregos nem Troianos, com a habitual justeza e clarividência analítica do seu autor.

Eis o primeiro:

«Resposta ao povo»

Por Mário Soares

 

O principal das eleições do dia 25 de Maio foi a réplica que partiu do povo português: a manifesta rejeição que demonstrou contra os partidos da coligação mas também uma preocupante indiferença face ao partido liderado por António José Seguro.

 

Faltou, neste caso, uma corrente de confiança dos eleitores em relação a uma liderança que, ao longo dos tempos, mal se tem identificado com a própria identidade do PS. O excesso de fulanização do candidato a primeiro-ministro não convenceu o eleitorado. O secretário-geral do PS (referência que quase sempre procura evitar) deve, pois, saber retirar as consequências da falta de adesão dos eleitores a um estilo nada identificado com o povo. Daí a convicção tão generalizada que com o partido de Seguro — que a direita e o Presidente da República e mesmo a troika não desistem de procurar captar — o povo não pode contar.

 

Por isso disse que a “grande vitória” anunciada por Seguro foi uma vitória de Pirro. Que não pode deixar de desagradar aos socialistas a sério que tenham uma ambição para lá de ganhar eleições — a ambição de dar a Portugal uma alternativa de esquerda, coerente e credível. Que tristeza, se assim não for, para um partido com as responsabilidades do PS. Impõe-se, mais do que nunca, uma política corajosa que faça a ruptura com a direita e com as políticas da direita.

 

Ainda bem que António Costa resolveu disponibilizar-se e que avançou para se bater pelo PS. Para que o PS seja um partido de esquerda e se bata em favor do povo contra a direita que o tem oprimido. Foi um acto de grande coragem que faz esquecer as hesitações do passado.

 

Felicito-o e apoio-o. Acho que nos vai fazer permitir que o nosso querido PS, do punho erguido à esquerda e dos socialistas que não têm medo de ser tratados por camaradas, se mobilize para construir um futuro diferente.

 

António Costa é uma nova esperança para todo o povo que tem sofrido tanto com este Governo. E basta isso para que todos nos disponhamos a lutar ao lado dele. É o que farei.

 

O meu, é apenas um voto entre todos os socialistas. Os quais devem, sem hesitações, ser chamados, no mais curto prazo, a pronunciar-se de forma aberta e democrática, em congresso, nas escolhas que o partido precisa de fazer. A natureza livre do PS sempre o levou a nunca resolver os problemas políticos na secretaria. Quem queira honrar a tradição republicana do PS não pode proceder de outro modo. Assim o desejo e assim o espero.

 

Eis o segundo:

 

«As desventuras do PS»

 

Por Vasco Pulido Valente

 

O primeiro erro de Seguro foi não ter denunciado e recusado a herança de Sócrates. Evadindo as responsabilidades do PS na catástrofe e não explicando aos portugueses a posição em que por sua culpa estavam, o partido ficou naturalmente reduzido a desaprovar a política do Governo, como se ela fosse um puro erro ou uma simples manifestação de perversidade ideológica (o célebre “neoliberalismo”).

 

Argumentos que não lhe permitiam ter uma atitude crítica equilibrada. Em S. Bento, anunciava sempre crimes sem desculpa e ameaçava sempre com a iminente indignação do povo. Pior ainda: ao lado dele, ao mesmo tempo fora e dentro, o dr. Mário Soares organizou uma campanha de radicalismo e ódio, que impedia qualquer tentativa do PS para encontrar entendimentos parciais com o Governo ou moderar as loucuras que ele desde o princípio cometeu.

 

Por outras palavras, Seguro acabou por ser empurrado para um beco sem saída, que não o deixava fazer nada. Excepto, claro, dizer “não” ao Governo, com uma persistência e uma obstinação que muitas vezes excederam o razoável. Mas, como não podia dizer “não” à sra. Merkel, lá se resignou a seguir Passos Coelho, disfarçando a sua essencial duplicidade com uma retórica sem sentido e as promessas falsas do costume. O “tratado orçamental” pôs fim a essa farsa. Com troika ou sem troika, o “tratado orçamental”, que o PS obedientemente assinou, estabelece regras, que, sem dúvida, irão manter por muito tempo a pior austeridade, com que este Governo nos carregou e espremeu. No fim, amarrado e mudo, Seguro passeou o seu sorriso de seminarista por Portugal inteiro, garantindo vitórias em que pouca gente acreditava ou acreditava por piedade.

 

Claro que a substituição de Seguro por António Costa não vai operar o milagre de tornar o PS num partido inteligente e firme com uma visão realista das coisas. A gente é, em grosso, a mesma, educada da mesma maneira, com os mesmos vícios da política de café. Basta ouvir as polémicas das duas facções, invariavelmente dominadas pelo objectivo pueril de distribuir as culpas da “cisão” ou de exibir uma camaradagem pública entre indivíduos que se odeiam. A súbita aparição de Costa não irá varrer com facilidade este antro de estupidez, de ambição e de intriga. Mas Costa, pelo menos, está até certo ponto livre de compromissos com Sócrates, com Seguro e com as raras “notabilidades” do partido e percebe muito bem o mundo à volta dele.

 

O artigo de Mário Soares quer pelo título, denunciante de majestática pretensão a repor importâncias teocráticas onde não passa de comparsa figurante na igualdade democrática do seu pioneirismo fundador, quer por um conteúdo de cinismo e contradição, abalroando um colega de carisma pouco diferente do seu, afinal, que sempre se pautou pelo monocórdico de enunciados básicos, segundo as suas conveniências, e mais uma vez, para atingir os seus fins, no ódio contra a direita, se não coíbe de pretender uma coligação radical com a esquerda, atraiçoando o “colega” e atraiçoando o país, em imagem de degradante debilidade mental, que deve repugnar a António Costa na falsa adulação de que certamente tem consciência, a não deixar-se arrastar pela ambição do cargo – o artigo de Mário Soares merece a classificação de lixo como a que nos dão as empresas de avaliação do ranking económico.

 

O artigo de Vasco Pulido Valente constitui a análise certeira, com realismo e sem ilusão, do “quod erat demonstrandum” de racionalidade brilhante.

 

Mas a verdade representa-se nua, diz o filósofo francês, quando, evoluídos que somos, nos seja indiferente essa ou outra qualquer. Vistamo-la, pois, com as vestes que melhor quadrem a cada um de nós.

 

Verdadeiro? Falso? Que importa?

 

- Come chocolates, pequena!

 

 Berta Brás

O ANO DO DILÚVIO

 

 

É difícil recordar a vertigem de 1914, embora ela ainda seja palpável. Os inícios do século XX foram uma idade de ouro, muito superior aos tempos venturosos de Péricles, Augusto, Carlos Magno ou São Luís. O mundo vivia unido pelo telégrafo, caminho-de-ferro e navio a vapor, integrado pelo padrão-ouro e livre-cambismo, regulado pelo Império Britânico.

 

As eras vitoriana e Belle Époque manifestavam uma sofisticação, elegância e florescimento que, apesar de algo fúteis e superficiais, estabeleciam um patamar antes inatingido de realização humana. Engenharia, medicina e indústria prometiam ganhos ainda maiores, como a arte, a ciência e a exploração. Os regimes nascidos de sucessivas revoluções, durante 150 anos, estavam no auge do seu esplendor. Tinham rejeitado as referências espirituais, sociais e tradicionais anteriores, mas sentiam-se a alcançar a prosperidade.

 

Manifestação dessa plenitude foi a glória imperial. A guerra era símbolo de vitalidade e pujança. Nunca se pode esquecer que em 1914 os soldados partiram entre aclamações de multidões excitadas. Foi em alegria e exaltação que começou a "Grande Guerra", que ficaria com o nome muito mais sinistro de "Primeira Guerra Mundial". Em 1914 ninguém sabia que começavam os 30 anos mais horríveis da história.

 

Parecia apenas mais um conflito entre vizinhos, igual a tantos. Não era já uma quezília feudal, porque as democracias e ditaduras tinham cunho popular. Mas todos o viam como as lutas de Luís XIV, Napoleão ou Bismarck. Só que a indústria aumentara exponencialmente a destruição bélica, ainda sem impacto táctico. Só no fim do conflito apareceram o avião e o tanque, que mudariam para sempre a batalha. Por enquanto a violência era estática, mas já colossal, com toneladas diárias de bombas, balas e metralha. A consequência foi uma chacina patética e inútil, com os exércitos empatados quatro anos sem resultados. Os vencidos não perderam no terreno; simplesmente desistiram.

 

Isto sangrou uma geração nas trincheiras. Pior, a raiva levou os derrotados, que pediram honrosamente o armistício, a serem cruelmente castigados com "reparações de guerra". Isto teve duas consequências. A primeira foi danificar o equilíbrio económico que funcionara tão bem antes da guerra. Os anos 1920 foram de alívio, pelo fim da luta, mas com latente instabilidade, manifestada em hiperinflações e sobrevalorizações cambiais. Tudo acabaria na euforia financeira de 1928 até ao crash de Outubro de 1929. Mal tratado politicamente, ele deflagraria a "grande depressão", o pior pesadelo económico da história moderna.

 

A segunda consequência foi pior. Ao desequilíbrio económico e à falta de crescimento juntou-se o esmagador sentimento de injustiça pela crueldade, o que embalou as forças extremistas que prometiam um mundo ideal. Desligada há décadas de referências espirituais, sociais e tradicionais, a humanidade ocidental estava pronta para embarcar em sonhos utópicos, que a incinerariam nas ditaduras da raça e do proletariado. A guerra seguinte foi de movimento mas sem quartel, arrasando cidades, multiplicando campos de concentração. O mundo foi levado ao limite do inferno.

 

O auge do horror foi a Segunda Guerra Mundial, o holocausto e gulag. Mas ele ainda reverberaria na "revolução cultural" dos anos 1960, nos khmers vermelhos dos anos 1970, na China e na Coreia do Norte do século XXI.

 

O contraste entre a serena prosperidade de 1914 e o vórtice horroroso das décadas seguintes não podia ser maior. A humanidade já tinha vivido uma experiência como essa: "Nos dias que precederam o dilúvio, comia-se, bebia-se, os homens casavam e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca; e não deram por nada até chegar o dilúvio, que a todos arrastou" (Mt 24, 38-39). Esse ano permanecerá um aviso para a todos. Passado um século, as ameaças são muitas, mas a humanidade perdeu a ingenuidade e tem medo.

 

É irónico que o filme Noé de Darren Aronofsky seja um dos êxitos deste ano de 2014, cem anos após o ano do dilúvio.

 

2 DE Junho de 2014

 

 JOÃO CÉSAR DAS NEVES

ORTOGRÁFICO...OU ORTOBRONCO?

 

 

A crítica moderna confere a Machado de Assis o título de melhor escritor brasileiro de todos os tempos, e sua obra é vista como de fundamental importância para as universidades e a vida acadêmica em geral no país.

 

Agora, crânios obtusos do des-governo brasiliense querem “facilitar” a escrita do mestre!

 

Trocam-se palavras como “indivíduo” por “o cara”, “amigo” por “brô” e outras facilidades para a juventude... APRENDER e COMPREENDER a obra do Mestre!

 

Dá pra acreditar? Ler Machado de Assis, e porque não, em ritmo de funk? Que tal?

 

É evidente que é uma jogada dupla:

 

- primeiro imprimem-se milhares e milhares de livros a custo n3 permitindo dividir o excedente do custo normal pelo partido e pelo inúmeros bolsos ávidos de mais, mais, mais... além de se pagar uma violenta grana à genealidade do tradutora.

 

- depois para que a analfabetagem do des-governo consiga, mais ou menos, entender a língua portuguesa, já que no seio dos petralhas o dicionário é curto, só tem duas palavras: ROUBAR, ROUBAR MAIS.

 

Razão tem o ex-atual-presidente quando disse: “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”! Nem Séneca foi capaz de ir tão longe.

 

Como é consenso admitir que o “pai” da língua portuguesa foi Luis de Camões, sugiro também que se “facilite a sua leitura” à ignorância governativa, “traduzindo” para os cretinos, os cânticos de “Os Lusíadas”, mudando também o título para “Os ptíadas”, em edição exclusiva para as classes brasílicas mais desfavorecidas, para algo assim:

 

As armas dos barões* tão viciados

Que dos acidentados morros nos comandam

Por bairros nunca, jamais, dominados,

Ganharam muito além dos que governam

Em perigos e guerras aos políticosa ligados

Mais do que permitia a muita grana.

E entre gente perdida edificaram

Novas bocas** que nada lhes custaram.

E também as memórias desastrosas

Da canalha que os bolsos foram dilatando

Com Mensalão, Petrobras e outras mãos baixas generosas

Que nesta terra andaram devastando

São aqueles que por obras vergonhosas

Se vão das mãos da justiça libertando.

Cantarei e espalharei por toda a parte

Que os caras têm mesmo engenho e arte.

Cessem da dilminha e do lulano

As demagogias grandes que fizeram

Cale-se dirceuzinho e valeriano

A fama das roubalheiras que pilharam;

Que eu canto os peitos moles da fosteriana

Que a todos os babacas enganaram.

Cesse tudo o que a lula antiga canta

Que o Barbosa ético se alevanta.

 

* - Os barões, aqui, são “os barões das drogas”, os grandes traficantes;

** - Boca, no Brasil são os pontos de venda de drogas, “bocas de fumo”.

 

Também se deve prestar o mesmo tipo de homenagem ao imenso poeta que foi Gonçalves Dias que, se não morre a bordo e tem conseguido regressar ao Brasil, teria escrito o poema:

 

Minha terra tem ladroeiras
Cortando o canto ao sabiá.
As aves que aqui nos roubam

Roubam muito mais estando lá. *

Nosso céu tem tantas estrelas
Nossas garotas são com’as flores

Mas nas nossas florestas

Destroie-se que nem uns estupores

Em pensar, sozinho, à noite
Vejo tanta vergonha por cá!

Minha terra tem ladroeiras
Onde já nem canta o sabiá

Minha terra tem primores
Na farsa como só cá
Em pensar, sozinho, à noite
Vejo tanta vergonha por cá
Minha terra tem ladroeiras
Onde já nem canta o sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que os derrube já,
Sem que destrua os estupores,
Todos que se encontram cá,
Sem que acabem as ladroeiras
E logo cantem os sabiás.

 

* - Na governança

 

Vou mandar cópia deste aprofundado estudo a sua magestade a dona Elizabeth II para ela ordene a reescrita de Shakespeare para uma linguagem tipo cockney, e possivelmente para Espanha, França, Alemanha, Itália, etc., que, pelo progresso da cultura, devem seguir o sublime exemplo do país do “faz de conta” e facilitarem (nem sei o que isto quer dizer) a leitura de:

 

- de Shakespeare, em vez de Richard III chamar-se-ia Ricardo I o lewandowsky, (conhecido juiz defensor da canalha e orador eleito nos cãogressos comunistas);

 

- de Vítor Hugo, uma ligeira mudança para Os Miseráveis do des-governo;

 

- de Schiller, pouco muda também para A Ode à Alegria... dos ptralhas (e que se toque o último andamento da Nona Sinfonia de Beethoven em ritmo de samba enredo)

 

- de Dante, como O inferno já por aqui se instalou, alterar o Inferno... não. Isso não. Tem que manter as portas bem abertas para a canalha entrar e se divertir.

 

- sem esquecer Gabriel Garcia Marques e os seus 100 anos de Corrupção com especial ênfase e desenvolvimento para a última década.

 

Os estúpidos guerream barbaramente o talento; são os vândalos do mundo espiritual (Camilo Castelo Branco).

 

Miserere nobis. Amén.

 

Cópia para:

gabinetedoministro@mec.gov..br

maristela.rangel@cultura.gov.br

cgm@cultura.gov.br

 

 Francisco Gomes de Amorim

ODE


 

Ó mãos sublimes
de carícia feitas
nas noites sensuais
da nossa vida

 

Mais que a voz
que se embarga
de emoção,

sois em certas noites
tentação
nos recônditos prazeres
da alma acesa

 

Eu vos saúdo,
ó Mãos,
agradecida
por tudo que me destes
e é guarida
no meu ser tão prenhe de paixão!...

 Maria Mamede

O ÓDIO É COISA INTEMPORAL

 

 

Ao contrário do que afirma Vasco Pulido Valente no seu artigo de 25/5 de “O Público” – “O Ódio” – de que “o ódio cresce”, eu creio que é um mal antigo, bem incrustado na alma humana, mal de provérbio, que Rebelo da Silva aproveitou para intitular a sua narrativa histórica “Ódio velho não cansa” e tantos artistas plásticos ou da palavra justificam de variadas formas, caso da trágica “Medeia”, cujo amor frustrado por um ingrato e vira-casaca Jasão, a vira do avesso, como informa Eurípedes, matando os próprios filhos que dele tivera, por vingança de extremo impacto.

 

«O ódio»

 

Estava a jantar com o meu velho e bom amigo Paulo Portas, quando de repente apareceu ao lado da nossa mesa o dr. Sócrates (segundo a universidade de Paris). O dr. Sócrates foi muito entusiástico com Portas: grandes manifestações de prazer por aquele encontro inesperado, mão no ombro e cortesias várias. Obviamente não achava que o outro era o principal responsável pelo “trabalho sujo” que se fazia contra ele. Hoje mudou de opinião e proclamou no Chiado que, afinal de contas, era mesmo Portas o autor moral da imbecilidade e do ódio da campanha. A “imbecilidade” é um insulto inócuo e, às vezes, necessário, que se costuma distribuir pelos mortos. Quanto ao ódio, o caso muda de figura, porque pode levar à violência, física ou outra, e acaba sempre por envenenar a política.

 

E não há dúvida, pelo menos para mim, que desde 2013 o ódio aumenta na cena pública portuguesa. Mas não se deve reduzir a coisa a uma simples perseguição promovida pela direita ao dr. Sócrates. Ele próprio admitirá que o seu retiro em Paris não o tornou na pessoa mais popular em Portugal. De resto, nem o PS o reconduziu a uma posição honrosa, nem ninguém lhe ofereceu um cargo internacional em que ele pudesse mostrar a beleza da sua alma e recuperar o seu prestígio. O dr. Soares, por razões que excedem, é o único que ainda agora o acarinha e consola. Além disto, e abandonando temporariamente Sócrates, a esquerda, como de costume, injuria e excomunga o primeiro infeliz com a desgraça de não concordar com ela, até em pontos sem pertinência imediata.

 

Porquê? Porque, se a direita barafusta e ofende, a esquerda quer mais do que isso: quer afirmar, e obrigar a populaça a reconhecer, a sua absoluta superioridade moral, como explicava o saudoso camarada Cunhal. E, se para este nobre fim, precisar de agredir e mentir, de exercer a sua doce hipocrisia ou de inventar uma utopia apetecível ao cidadão comum – a esquerda não hesita. O hate mail que ultimamente recebo, por exemplo, (pelo telemóvel, pela net ou pelo correio) e os telefonemas de rancor e desprezo que de quando em quando me surpreendem lembram o PREC e não têm a mais longínqua proporção com a minha importância. Mas tudo se esclarece, se percebermos que, para o verdadeiro crente, não existe nada pior do que alguém que lhe perturba as certezas de que se alimenta. O ódio cresce.

 

O ódio que o fácies de Sócrates bem demonstrou, falando para a televisão num dos últimos cortejos pré-eleitorais, ao fazer ruir com estrondo o edifício de elegância e distinção de Portas, acusando-o e aos do seu Governo, de uma abstracta “imbecilidade” na instigação ao ódio contra si, dr. Sócrates - doutor “segundo a universidade de Paris” na afirmação maligna de Pulido Valente - parece mais também um acto de vingança, por ver gorado o seu gesto de aproximação e cortesia espalhafatosa no tal jantar de amigos que refere Pulido Valente. Julgo que, sob a capa da ironia, Pulido Valente sente de facto pena do ostracismo a que é votado Sócrates, na pátria que o despreza, apesar das aparências cordiais com que a RTP lhe estendeu os braços para o ouvir debitar razões e lamentos aos domingos.

 

Segundo Pulido Valente, ele está reduzido ao amor “sacana” (é meu o epíteto) de um velho “sacana” (igualmente meu, este), que também se sente marginalizado (o que me causa pena, também,) apesar das falsas aparências de estima geral, por ser considerado um fundador de qualquer coisa – democracia, ao que parece, no seu país – embora uma democracia em expressão de psitacismo bacoco. E esse velho marginalizado mas astuto, a juntar aos demais velhos que é para isso que vamos todos tendendo, expelem velho ódio por quem lhes faz frente, na tentativa de equilibrar a barca soçobrada, puxando-a para cima.

 

Não, ninguém esperava tanta resistência desses jovens, apesar da constante agressão, que chega do próprio Tribunal Constitucional, de velhos ou a caminho disso, que não querem perder as prerrogativas e as espórtulas das suas togas poderosas desvirtuando o sentido de democracia e de liberdade, e por isso – não por amor do povo castigado – opõem a muralha do seu chumbo, para mais incitar à irrisão e ao ódio da praça pública, e forçar a mais quebra-cabeças de um Governo que precisa de salvar a todo o custo o país que se propôs salvar. Velhos esplendidamente pagos, esses tais do TC, sabendo que tanto esses dinheiros com que eles e todos os mais fomos, há uns anos, aumentados, não provinham de produção nacional mas de empréstimo, mas que reivindicam como de direito - o que não faziam em tempos passados, quando se seguiam outros parâmetros menos beneméritos mas mais cordatos nas contas, segundo os esquemas de outro velho.

 

Quanto à esquerda ululante, o termo que melhor a define, quanto a mim, é “peixeirada”, a dessas mulheres e homens gesticulando e guinchando razões e ironias no Parlamento, espectáculo de fealdade, condenando um país já sem nível a um abaixamento ainda maior quer na educação, quer na reflexão, reduzidas, essas, a gritos da boca e a pão para a boca. Sim, a sociedade que nos é revelada em espectáculo parlamentar ou outro, televisivo, exceptuando a educação demonstrada pelos do Governo, não me parece escola a merecer crédito, salvo as boas tiradas que dão prazer ouvir, em que sobressaem a argúcia e o bom timbre de Portas, a argumentação justa de Coelho, e uns e outros oradores do Governo ou do PS, menos aguerridos ou mais objectivos.

 

Quanto à população, não resisto a transcrever o artigo de Vasco Pulido Valente, de 24/5 – «Os grandes portugueses” – mais uma sua pequena obra-prima, no descritivo caricatural, reduzindo os interesses populares, na sua passividade cultural, a uma expressão de embotamento e exaltação futebolísticos, de que a televisão se faz eco, ou lança o clarão responsável, na idiotia do excesso de programas de futebol, sobre futebol, em honra do futebol, antes dos jogos de futebol, durante e depois deles… E mais os programas sobre a violência e os muitos casos de violência cada vez mais entranhados no nosso país.

 

Ódio?... Miséria!....

 

O texto de Vasco Pulido Valente:

 

«Os grandes portugueses»

 

O “dia de reflexão”, na sua prudência e no seu rigor, impede que se escreva uma palavra sobre política, não vá o eleitor sensível ser indevidamente influenciado à última hora. Esta restrição, de resto, não incomoda ninguém. Segundo a grande imprensa e as televisões, Portugal tem vivido com todo o conforto intelectual da receita para tempos normais: do Benfica, de Ronaldo, do crime e das catástrofes naturais. Bastou o Benfica para nos trazer semanas num incomparável balanço de entusiasmo e de angústia. O campeonato foi uma espécie de acto divino contra a inaturável arrogância do domínio alheio. A Taça da Liga foi uma satisfação merecida. Turim, desgraçadamente, um desespero. E a Taça de Portugal, que fechou um “triplo” nunca visto, desceu até ao fundo do coração.

 

Melhor do que isso, cada português pôde viver esta epopeia em pormenor: os jogos, que nos animaram e apoquentaram; os prognósticos délficos dos sócios; os comentários (muito variados do treinador e dos jogadores do dia); as sessões triunfais no Marquês de Pombal e em vilas num canto obscuro da província. Esta força, esta glória, que desabaram vicariamente sobre nós consolam muito. E também a análise douta dos peritos, que revela o que nós não conseguimos ver e nos descobre de repente a cintilante beleza de um movimento táctico. O Benfica, confessemos, subiu à vertiginosa altura de Portugal. Só a lesão muscular de Ronaldo, que não passa de vez, verdadeiramente nos preocupa. Ele precisa ainda de ganhar a Champions e o Campeonato do Mundo para nos curar e redimir.

 

Entretanto, além da final entre o Real e o Atlético de Madrid e as próximas batalhas do Brasil, a televisão e a imprensa oferecem, para a nossa distracção e aprimoramento cultural, uma dose tranquilizante de crime crapuloso. Não faltam tiros, não faltam facadas, não faltam crianças desaparecidas. Caso mais notável, não faltam mesmo malfeitores desaparecidos. Manuel Baltazar, o Manuel “Palito”, por exemplo, que matou a sogra e uma tia e feriu a mulher e a filha, resistiu à perseguição da Judiciária e a forças da GNR a pé e a cavalo durante 34 dias, no imenso território de São João da Pesqueira. A confiança das populações na autoridade, se existia antes, com certeza que se fortificou. E o português valente ressuscitou. Bem precisava.

 

 Berta Brás

AUSTERIDADE E DEMAGOGIA

 

 

A austeridade tem como objectivo anular a demagogia que a precedeu e trazer as economias à realidade produtiva de cada uma. Entretanto, as dificuldades aguçam o engenho e as economias passam a produzir mais. Ou seja, a austeridade nunca terá de ser tão grande quanto foi a demagogia.

 

A falência de Detroit resultou da deslocalização industrial proporcionada pela globalização e esta é consequência não só da vontade de conquista de novos mercados, os emergentes, mas também da fuga às reivindicações sindicais e de absurdas (e quiçá torpes) condicionantes ambientais da actividade industrial.

 

O que se passou em Detroit passou-se também de um modo geral na Europa com a agravante naqueles casos em que os Governos não hesitaram enveredar pela «compra de votos» para se manterem perenemente no poder. Com esse objectivo foram utilizados dinheiros públicos na distribuição de benesses travestidas de «políticas sociais» e protegidos interesses específicos realizando obras de utilidade frequentemente duvidosa mas eufemisadas de «políticas keynesianas». E como as receitas eram insuficientes, o recurso a capitais alheios foi norma.

 

As dívidas públicas dispararam e o turbilhão europeu incendiou a Grécia, a Irlanda e Portugal. Estamos agora para ver o que sucederá com as dívidas públicas espanhola, italiana, francesa e belga logo que a liquidez dos mercados internacionais de capitais dê mostras do mais leve emagrecimento.

 

Paralelamente, surgiu a «doutrina» de fomento do consumo impondo a ilusão de fartura e de bem-estar. Se a esse hábito consumista a crédito somarmos o endividamento pelo já longo (e claramente benéfico sob o ponto de vista social) crédito à habitação, fica explicado como se chegou a um muito melindroso endividamento das famílias incompatível com qualquer percalço do lado dos rendimentos.

 

Quando os credores externos deixaram de confiar no nosso «modelo de desenvolvimento», foi imperioso entregarmo-nos à sua determinação de alteração dos nossos hábitos comprovadamente insustentáveis sob pena de entrarmos em ruptura de abastecimentos, termos de lançar mão a métodos tão drásticos como senhas de racionamento e desse modo ingressarmos em cenários terceiro mundistas.

 

Coincidindo no tempo o esgotamento da capacidade privada de endividamento sobre o exterior com a homóloga pública, foi rapidamente que se desmoronou esse «modelo de desenvolvimento» baseado no ilusionismo do consumo a crédito.

 

Urgia um novo modelo baseado nas capacidades endógenas de produção de bens e serviços transaccionáveis de modo a que a breve trecho se alcançasse o equilíbrio da balança de transacções correntes (o que ocorreu no final de 2013) e em simultâneo se obtivesse um superávite público primário (o que está previsto para 2014). 

 

Contudo, os primeiros meses de 2014 apontaram para a degradação do comércio externo com as Balanças de Bens e de Serviços a regressarem ao vermelho por evidente excesso de importações.

 

 

                       

 

 

Isto só pode significar que o funesto «modelo de desenvolvimento» pouco mudou entretanto e que eventualmente todos os sacrifícios poderão ter sido em vão.

 

Este problema bem real não depende tanto da actividade governativa como da acção empresarial. É impensável regressar a medidas administrativas condicionadoras das importações, não é admissível impor restrições aos movimentos de capitais (salvo os especulativos cujos movimentos transfronteiriços poderão vir a ser alvo da vulgarmente chamada «Taxa Tobin»), mas é imprescindível fazer algo que permita a instalação de um novo modelo de efectivo desenvolvimento uma vez que só depois de relançada e consolidada a produção interna de bens transaccionáveis é que se poderá, então e só então, enveredar por políticas de fomento do consumo.

 

A questão está, pois, em saber o que nos falta para que possamos instalar um eficaz modelo económico de verdadeiro desenvolvimento. E se a qualidade dos recursos humanos é um efectivo entrave, ele não tem deixado de ser ultrapassado pelos empresários que se defrontam com um qualitativamente pobre mercado de trabalho: a formação profissional privada talhada à medida das necessidades reais do tecido empresarial tem sido a solução que ultrapassa a inexistência de iniciativas públicas verdadeiramente capazes.

 

O que mais falta faz à economia portuguesa é transparência nos mercados e lógica no método de formação dos preços. E sem isso nada é possível, a não ser a queda no abismo de todos os crédulos que nesta fase de transição optam pela produção de bens transaccionáveis abandonando situações de desemprego e desespero. O empreendedorismo por que tantos optaram entretanto pode revelar-se afinal como uma imprudência só porque os circuitos comerciais não passam de oligopsónios e os preços são definidos pela pujante procura sem que a oferta nascente tenha a mais débil voz activa na matéria.

 

Sem mercados transparentes e preços logicamente formados não haverá crescimento do PIB e se este não crescer sustentadamente, não haverá riqueza para distribuir durante muitos anos nesse longo futuro durante o qual também teremos que pagar uma dívida de que pouco se fala, a privada.

 

Se formos capazes de fazer crescer o PIB, então as austeridades, somadas a passada e a futura, poderão ser menores do que foi a demagogia que nos afundou porque só o crescimento, não a demagogia, permite reduzir a austeridade.

 

Maio de 2014

 

 Henrique Salles da Fonseca

AFINAL, QUEREMOS DE FACTO SAIR DA CRISE?

 

 

No momento em que os partidos políticos principais responsáveis por grande parte da crise, que tendo iniciado o seu percurso com a nossa entrada na CE, atingiu o seu ponto de rutura quando, para não cairmos em bancarrota, tivemos que ficar tutelados pela Troika, não apresentam ao País uma estratégia convincente de recuperação, julgo ser oportuno apresentar este comentário.

 

 

Para começar convém recordar que a principal causa desta crise, além de outras causas de origem externa, foi o desequilíbrio entre o que gastámos e o que produzimos, o que pode ser apresentado de duas formas diferentes, correspondentes a atitudes também diferentes, a saber:

1ª - gastámos mais do que produzimos

2ª - produzimos menos do que gastámos

 

Aparentemente é a mesma coisa mas na verdade são totalmente diferentes quanto às medidas corretivas que é necessário utilizar para resolver os problemas criados pela dita crise.

 

Com efeito na primeira reduzem-se as despesas, prejudicando o bom nome da virtude da austeridade, e pouco se faz para aumentar a produção, o que significa empobrecer o País e a população, e atrasar a recuperação.

 

Na segunda, embora também se deva ir reduzindo as despesas improdutivas, dá-se maior ênfase à produção que obrigará a desenvolver uma dinâmica que abranja toda a população desde o cidadão até às maiores empresas.

 

Isto implica corrigir os procedimentos quer do Governo quer das Autarquias não esquecendo as organizações empresariais e sindicais que se deverão todos entender no sentido de dinamizar o investimento produtivo para o que se devem procurar todas as potencialidades, evitando questões secundárias e cumprindo o princípio fundamental da gestão eficiente de distinguir o essencial do acessório.

 

E ter a noção de que a estratégia que é necessário definir não pode ficar por um orçamento correto, que é essencial mas totalmente insuficiente, para Portugal poder voltar a ser independente, tal como está explícito na Constituição, falha esta a que lamentavelmente ninguém parece dar valor.

 

Para se elaborar uma estratégia global nacional é indispensável recordar que Afonso Henriques ao fundar Portugal ainda não havia portugueses mas apenas populações variadas que habitavam nesse território sem características comuns que seriam desenvolvidas durante a primeira dinastia criando assim este povo português. E como para poder ser independente o país teve que desenvolver a sua Marinha de forma a equilibrar os poderes dos seus vizinhos passou a existir uma relação fortíssima entre eles: povo e marinha, que permitiu durante o século XV sermos a maior potência naval da Europa e a ponta de lança da sua expansão.

 

 

A partir do início do século XIX ficámos sem marinha e sem independência que só teve melhoras de 1945 a 1974, em que tivemos Marinha, voltando à situação de dependência em que o nível mais baixo foi atingido em 2011.

 

O que se tem passado corresponde à primeira atitude em que a dinamização da produção além de ser demasiadamente débil tem sido acompanhada de inércia indesculpável da parte dos vários Órgãos de Soberania e Autarcas, que guardam nas suas gavetas as decisões respeitantes a projetos que criariam em pouco tempo alguns milhares de postos de trabalho e à otimização das suas estruturas exageradamente caras.

 

Tudo isto perante a passividade das entidades corporativas, entretidas a discutir se o salário mínimo deve ou não ser aumentado, ou criticando a pretensa falta de solidariedade da Europa sem explicarem o que aconteceu aos mais de 90 000 milhões de euros que ela enviou para nos ajudar a entrar nela.

 

Tudo isto perante a passividade dos ocupantes dos lugares de chefia do Estado e da Empresas a quem compete não só tomar as decisões essenciais mas também dar os melhores exemplos de austeridade e eficiência e assim influenciarem toda a população para o mal e não para o bem.

 

Esquecendo como motivar os investidores a investirem cá em vez de o fazerem no estrangeiro e evitar vender a estrangeiros empresas essenciais à nossa independência.

 

Entretanto é raro vermos na comunicação social qualquer amostra mesmo pequena de dinamização da produção e parece ninguém entre os mais responsáveis se importar com este facto, embora discutam abundantemente questões ideológicas e com pouco ou nenhum interesse prático para se criarem os postos de trabalho essenciais para que deixe de haver tantos desempregados.

 

E para pagar as dívidas que criámos, sem nos desculparmos com outros, como foi tradição desde o século XVI, mas remodelando toda a organização do nosso País para que se não repitam os erros e os desmandos praticados durante as últimas décadas.

 

Lisboa, 20 de Maio de 2014

 

 José Carlos Gonçalves Viana

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