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A bem da Nação

O PROTAGONISMO POLÍTICO CAMUFLADO NA A25A

 

A “Associação 25 de Abril” (A25A) fiel à ideologia inicial do seu “Abril não desarma” declara que “não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril” mas sim em comemorações populares, traduzido isto em texto claro: participará em comemorações arruaceiras. A A25A quer ver os militares abrilistas na rua antes que o povo os chame à responsabilidade. Nestes festejos, a sociedade portuguesa deve estar atenta não só aos que comemoram a oficialidade como também aos mais populistas, aos “conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe…”, aos que, oportunamente abandonam as bancadas, como faz agora Soares. Só assim, os portugueses poderão concluir do conluio entre irresponsabilidade política e popular para se tornar imune contra o oportunismo de ideologia e de rectórica alienante.

 

Aproveitando-se do mal-estar português, a A25A torna-se porta-voz de recalcados anseios dos seus “Militares de Abril” por um novo Golpe Militar. A A25A apoia descaradamente a opção militarista como solução para os problemas de Portugal, como Portugal fosse uma república das bananas interessada na solução árabe para Portugal. De facto, a A25A confessa, para quem lê nas entrelinhas:declaramos ter plena consciência da importância da instituição militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da História do nosso Portugal”. Portugal “nosso” deles…

 

Continua-se com a mesma oratória de há 200 anos para cá, como se os problemas políticos e sociais das sociedades modernas pudessem ser solucionados com uma rectórica irresponsável. Têm ainda a insolência de afirmar: “a nossa atitude não visa as Instituições de soberania democráticas”, como se esta acção demagógica não partisse de pessoas ligadas às instituições de soberania como é o caso de Militares e não fosse apoiada como pessoas como M. Soares.

 

Afinal, quem são os “Militares de Abril”? Uma aparição salvadora? O protagonismo político, que a A25A cobre, é irresponsável, num momento em que Portugal ferve e deveria reflectir sobre si mesmo e sobre estratégias isentas para sair da crise. Fala-se do Militares de Abril como se na terceira república não tivéssemos também os militares de Novembro. Será que as forças militares se sentem obrigadas a ideologias ou a facção abrilista está interessada em criar o caos em Portugal?

 

Os interesses da facção dos “Militares de Abril” e seus aliados, em tempos de crise descobrem a rua e muitas autarquias locais como campo de acção, para, por trás do mito de Abril (Primavera) poderem continuar a vestir a pele de cordeiro e poderem, no ribeiro popular, afirmar que quem “suja” a água não são eles mas os outros, os maus. Camuflados dos ideais de liberdade, justiça e libertação enganam o povo dizendo “A A25A participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25”.

 

É cinismo verificar como “Militares de Abril”, que, com os seus cúmplices de partido, atraiçoaram os interesses de Portugal, a nível internacional, se querem agora aproveitar da crise e das insatisfações do momento bem como correspondente descarga de culpas no estrangeiro. A culpa morreu solteira, sabia o povo de antigamente! Em nome de Abril, a terceira república meteu a carroça da nação na lama e os seus beneficiados querem-se agora ilibar, armando-se em libertadores da nação. Coisa semelhante aconteceu na primeira república que depois deu origem à do Estado Novo. A Nação portuguesa já está habituada a ser o bombo da festa de oportunistas à espera do momento para assaltar o Estado. Quem provou os seios do Estado foge do povo para se alimentar dele.

 

Na sua ética e moral jacobínias atiram pedras escondendo-se por trás de palavrinhas mágicas como liberdade, cidadania. Do alto do barranco do protagonismo político da A25A, pretendem a sua “Integração plena na sociedade portuguesa” como se eles não se tivessem de integrar na sociedade portuguesa. Esta mentalidade tem sido o cancro da nação: em vez de se pretender integrar as partes no todo pretende-se reduzir o todo à parte!

 

Que as condições mercantilistas impostas a Portugal devam ser contestadas é lógico mas que o movimento republicanista se lave as mãos da lixeira por ele criada, ultrapassa os limites do tolerável.

 

O que falta em Portugal é o sentido dum trabalho produtivo, um voltar à terra e ao povo deixando a ideologia que apenas serve os privilegiados, os tais de “corpo inteiro”, já que turbo-capitalismo e esquerdismo só valorizam o trabalho à custa da dignidade humana. Os quadros da ideologia e da economia, esses, os senhores da ética (que enriqueceram à custa do 25 falam agora de “ética como “palavra vã”) são os novos-ricos alimentados à custa da exclusão social e de dinheiros da UE. Senão observe-se a excrescência que o 25 de Abril tem produzido: gente esfomeada do dinheiro e da ideologia a viver seus nichos e uma pobreza cada vez mais envergonhada. Enriqueceram à custa da revolução e à sombra da revolução atiram pedras sabendo bem que quem paga a crise não são eles, os encostados à Nação mas sim o povo que a alimenta.

 

Construíram um Portugal dos oportunos (somos dos países com mais cargos em instituições internacionais e vêm agora queixar-se que “Portugal não tem sido respeitado entre iguais”. Precisam dum Portugal vítima para não terem de ser chamados à responsabilidade. Os delinquentes são sempre os de fora! Para si só importam o marisco!...

 

Falam de barriga cheia porque sabem que a crise, seja ela qual for, só ajuda os das margens da esquerda e os das margens da direita. A terceira república fomentou a irresponsabilidade, o medo sub-reptício, o conformismo e o oportunismo; tudo isto em nome do combate ao fantasma de Salazar, pensando que se pode viver à custa do trabalho dos outros. O povo não come moral nem ideologia e neste momento o que tem é fome, fome de justiça e de trabalho digno e de honra ganha com o próprio esforço.

 

Os Militares revolucionários de Abril queriam-nos um protectorado de Cuba, Pequim e Moscovo e, agora, no seu camuflado de libertadores abrilistas, acusam-nos de sermos um “protectorado”. Protectorado não é porque Portugal conhece bem o sol do oportunismo e a sua situação de terra maninha, a terra do que é mais forte. A nossa História dos últimos séculos só dá razão aos fracos no momento em que servem de plinto para os mais fortes subirem.

 

No manifesto da A25A, incapazes (a situação em que nos encontramos é disso a prova) acusam Portugal de ter “dirigentes sem capacidade autónoma de decisão” como se não tivessem sido eles, também, quem na altura abdicou de Portugal para se deixar ir na corrente mais forte.

 

O regime da terceira república configurou a Constituição Portuguesa e o povo na afirmação dos seus ideais e valores ideológicos e numa estratégia de derrube de tudo o que cheirasse a tradição ou a ética da responsabilidade pessoal e institucional. O povo dançou e dança nele ao toque das bandas políticas deles e da moda; agora sofre as consequências e os organizadores da festa têm o desplante de se armarem em homens bons. Porque “Abril não desarmou”, Portugal chegou onde chegou. Há 38 anos os militares de Abril na “convicta certeza „ de só eles serem os porta-vozes do povo, quando, o que fizeram foi substituir um regime autoritário por outro, e permanecer na “convicta certeza” de só terem certezas para oferecer, esquecendo que o que faz um povo crescer é a dúvida metódica. Se “Abril não desarma” o povo encontra em guerra: a guerra do oportunismo só serve os tais que sempre vivem encostados à “convicta certeza” como quer a A25A.

 

Ontem como hoje os portugueses gritaram e gritam por liberdade; ontem como hoje os responsáveis falam da culpa dos outros e o mesmo povo entra no jogo não notando que está sempre a canto! O que Portugal precisa não é de revolução, o que o precisa é de responsabilidade. Quem aposta na culpa dos outros precisa de um inferno para eles! Esquece que o paraíso que tem para oferecer é o inferno dos outros também!

 

Viva Portugal, termina o manifesto. Os mercenários internacionalistas de outrora camuflam-se agora de patriotas e gritam a palavra oportuna do momento:

 

Viva Portugal!

 

 António da Cunha Duarte Justo

A REVOLUÇÃO DE 1974 EM PORTUGAL

 

 

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A revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal nada teve a ver com o que a propaganda dela conta: foi um golpe de Estado comunista enquadrado na estratégia soviética de estrangulamento da Europa por uma tenaz constituída pela própria URSS e por Portugal, à semelhança do que já sucedera com a tentativa de estrangulamento da América Latina entre Cuba e o Chile de Allende.

 

As loas à liberdade consistiram apenas e só na liberdade que os comunistas passaram a ter de enviar os outros portugueses para a prisão e de entregarem o Império Português à tutela da URSS, sonegando as matérias prima africanas à Europa.

 

A verdadeira liberdade só chegou a Portugal no dia 25 de Novembro de 1975 quando o General Ramalho Eanes (que à época era apenas Tenente Coronel) assumiu a liderança das tropas revoltadas contra a situação demoníaca que entretanto se vivia no país.

 

O período compreendido entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975 foi um pesadelo para quem queria em Portugal uma democracia ao estilo ocidental e é por isso que actualmente o 25 de Abril só é celebrado pelos comunistas declarados e pelos que o são mas, envergonhados, se disfarçam. Também há uns «inocentes» que o celebram.

 

Mas é claro que o colonialismo não podia continuar e Portugal nunca alcançaria a plena democracia se mantivesse um Império em que nem todos os povos se pudessem auto-determinar.

 

E se em Portugal resolvemos o problema em Novembro de 1975 sem derramamento de sangue, já o processo da independência das Colónias africanas passou por completo ao lado de qualquer auto-determinação e foi totalmente falacioso porquanto se tratou de passar do colonialismo português para uma flagrante dependência da URSS. Daí, foi rápida a passagem para sangrentas guerras civis. Foi só depois de Ronald Reagan ter ido a Berlim em Novembro de 1989 proferir a célebre frase Mr. Gorbachev, tear down this wall! que a URSS ruiu e a guerra fria cedeu o passo à paz.

 

E agora, passados 38 anos de desbarato, Portugal enceta uma adaptação do tenebroso modelo de desenvolvimento que a demagogia (revolucionária e pós-revolucionária) implantou e está finalmente em condições de retomar fraternas relações com as suas antigas Colónias numa base de total equidade.

 

Então, se da revolução de 1974 tenho pouco ou nada para celebrar, centro o meu efusivo contentamento em torno de cada dia 25 de Abril, dia do aniversário natalício da minha prima Manuela.

 

Henrique Salles da Fonseca

OS PORTUGUESES NO MUNDO

 
 

GHLyauteyHubert

“Em todas as partes do mundo por onde andei, ao ver uma ponte perguntei quem a tinha feito, respondiam «os portugueses»; ao ver uma estrada fazia a mesma pergunta e respondiam: «portugueses»; ao ver uma igreja ou uma fortaleza, sempre a mesma resposta, «portugueses, portugueses, portugueses». Desejava pois, que da acção francesa em Marrocos daqui a séculos seja possível dizer o mesmo” Marechal Lyautey

 

Louis Hubert Gonzalve Lyautey (17 de Novembro de 1854, Nancy - 27 de Julho de 1934, Thorey): militar francês com serviço prestado durante as guerras coloniais; Residente Geral no Protectorado francês de Marrocos em 1912, Ministro da Guerra durante a Primeira Guerra Mundial e em 1921 Marechal de França; Membro da Academia Francesa e presidente honorário dos Escuteiros de França.

 

BIBLIOGRAFIA:

 

Wikipédia

 

In http://lusosucessos.blogspot.com/

In http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/

NÃO CHORE NO SEU EMPREGO, MAS PROSSIGA DE CABEÇA ERGUIDA

 

Fiquei chocado com uma conclusão, a meu ver inadequada, dum livro de Anne Kreamer citado na revista “TIME” de Abril de 2011, que mais parece um convite aos empregados a curvarem-se perante dirigentes opressivos.

 

43 anos atrás, em 1968, enfrentei meus opressores recusando co-assinar o “Relatório Anual de Eficiência”, diametralmente oposto ao “Certificate of Commendation” que me fora atribuído em Outubro de 1951 e assinado pelo então Secretário de Estado, Dean Acheson.

 

Em Abril de 1969 este mau tratamento que me fora infligido foi denunciado durante a visita do Chefe do “U.S. Foreign Service Inspectors”. Este puniu os meus opressores: um foi transferido de Moçambique para a Suazilândia e depois para a Etiópia; outro, Cônsul–Geral, foi aposentado compulsivamente.

 

Continuei a dar o meu melhor, no lugar de “especialista económico e comercial”, até à minha aposentação (1946/1978), tendo-me sido atribuído em 1977 um “Meritorius Honor Award”, embora a “Appraisal Committee of the Embassy” me tenha proposto para o “Superior Honor Award”.

 

Não chorei no emprego, nem trabalhei com má vontade.

 

Graças a DEUS, a caminho dos 95 anos de idade, mantenho a minha actividade de escritor, que iniciei em 1940, tendo editado, desde então, folhetos, livros e mais de 500 artigos sobre os mais diversos temas.

 

O meu conselho é: «defenda os seus direitos e nunca chore no emprego!»

 

Alcobaça, Abril de 2011.

 

 D.J.SOARES REBELO.

 

ORIGINAL EM INGLÊS

 

CRY NOT AT WORK BUT GO AHEAD AND STAND UP!

 

Shocked at a mis-adaptation of Anne Kreamer’s book (Time, April 11 edition) into an apparent invitation to employees facing oppressive supervisors. Two score and three years ago I faced my oppressors by refusing to co-sign Annual (1968) Efficiency Report, a veritable insult to the Certificate of Commendation awarded to me (October 1951) and signed by Secstate Dean Acheson. In April 1969 my ill-treatment was denounced to visiting Chief of U.S. For. Serv. Inspectors who punished my oppressors, one on his transference from Mozambique to Swaziland and Ethiopia and the other big boss (CG) on his compulsory retirement. 
I continued to give my best to my work as commercial and economic specialist until retirement (1946/78) with a Meritorious Honor Award (1977),
although the Appraisal Committee of the Embassy had unanimously recommended me for a Superior Honor Award.  I did not CRY AT WORK nor do I have any grudge. Thank God I maintain my writing and publishing activity since 1940 to-date- although en route to 95th birthday - editing books, booklets and over 500 articles and short surveys on most diverse subjects. My advice: STAND UP for your rights and NEVER CRY AT WORK!      D.J.SOARES-REBELO

 

COMO COMBATER O DESEMPREGO

 (*)

Notícia quase diária: o número de desempregados continua a crescer.

 

Em grande parte por quatro razões:

 

1ª - Nas últimas três décadas o Estado (Central e Autárquico) aumentou as suas despesas em pessoal e obras, com poucas ou nenhumas preocupações de sustentabilidade, e muitas eleitorais, criando dívidas incomportáveis e agora há que despedir quem está a mais e deixar de fazer obras que não contribuem para a riqueza do País.

 

2ª - Assim que aderimos à CE os nossos governos fizeram de nós “bons alunos” mas à custa de muito maus hábitos pois destruímos a marinha que restava, diminuímos a pesca e a agricultura, destruímos indústrias em nome de um futuro de serviços que não sabíamos o que seria, investimos em energias caras subsidiadas e nos transportes mais caros (rodoviários), em resumo aumentámos os gastos do Estado e os custos de produção dos privados, que devem ser, se os deixarem, a base da produção de riqueza.

 

3ª - Os Governos e a Banca, desde a entrada na CE, incentivaram a população a gastar, não a investir em actividades produtivas ou na sua valorização pessoal, mas em consumo fazendo assim crescer o PIB e obviamente também as dívidas pessoais e nacionais, pois todo este crescimento foi à custa de crédito.

 

4ª - Assim se criaram inúmeras empresas, principalmente intermediárias e importadoras, não de produção, que de facto não tinham um mercado sustentável mas apenas temporário, e que portanto muitas delas não conseguirão sobreviver.

 

E ainda por cima vários países a começar pelos Estados Unidos resolveram aproveitar o neoliberalismo que tem assolado o nosso planeta como uma Dona Branca gigantesca que veio acrescentar à nossa crise estrutural interna mais uma dificuldade financeira externa.

 

E qual será a solução?

 

É claro, mas parece haver muita gente a não ter entendido ainda esta realidade, que não basta corrigir a exagerada dívida soberana, e que assim que isto se verifique podemos voltar ao que estava antes da crise eclodir.

 

Na verdade temos forçosamente que alterar profundamente a estrutura e a cultura vigentes mesmo que isso obrigue até a adaptar a própria Constituição, se alguns dos seus artigos se verificar serem contrários à sobrevivência do País.

 

Emigração não é solução geral mas apenas pessoal e de sobrevivência imediata, e que só quem nunca experimentou julga ser fácil e agradável.

 

Obviamente temos que, não só aumentar a nossa produção, e assim diminuir e se possível eliminar o desemprego, até para reduzir as importações, mas também aumentar o seu valor acrescentado para se poder melhorar o nível salarial e moralizar a organização do nosso sistema de trabalho, uma vez que se verifica a necessidade de realizar tarefas como por exemplo a limpeza das matas, que ardem mais por não serem limpas, ou na agricultura onde se importam trabalhadores estrangeiros enquanto os nossos recebem subsídio de desemprego.

 

Por outro lado, há que dinamizar o investimento privado definindo claramente o que se pode fazer e como proceder, sem precisar sempre da autorização discricionária de algum governante ou autarca. O que não dinamiza o investimento e convida a comportamentos menos correctos.

 

Aliás, já há alguns anos atrás alguém afirmava que se Edison tivesse nascido em Portugal jamais conseguiria produzir lâmpadas, porque ainda estaria à espera de uma autorização.

 

Um exemplo flagrante desta dificuldade verifica-se na náutica de recreio e no turismo com ela relacionado, onde há projectos que criariam alguns milhares de postos de trabalho, mas que para se realizarem precisam que haja definição clara por parte das autoridades respectivas de forma a que os investidores interessados não continuem a ter a perspectiva
de terem que esperar dez anos ou mais por uma decisão.

 

Não posso deixar de chamar a atenção daqueles que se manifestam contra o desemprego, e com muita razão, pois só quem nunca passou por tal provação é que lhe não dá o devido valor, para também reivindicarem esta dinamização do investimento sem a qual não há criação de emprego e de riqueza repartida.

 

Lisboa, 6 de Abril de 2012

 

 José Carlos Gonçalves Viana

 

http://nossomar.blogs.sapo.pt

 

Publicado no DN em 9 de Abril de 2012

 

(*)http://www.google.pt/imgres?q=desemprego&um=1&hl=pt-PT&sa=N&biw=1024&bih=735&tbm=isch&tbnid=nKPgJ7CL1uUb6M:&imgrefurl=http://suitedeideias.blogspot.com/2012/04/assim-vai-europa-dossier-desemprego.html&docid=GhiGvPp4DPlrJM&imgurl=https://1.bp.blogspot.com/-XESmBoQdoO4/T3oDUJtdzEI/AAAAAAAAW20/-K6nJ9vhtlU/s1600/desemprego%25252Bem%25252BTerras%25252Bde%25252BBouro.jpg&w=639&h=427&ei=YnGVT9zDLIyXhQfc5cmGBA&zoom=1&iact=hc&vpx=111&vpy=199&dur=3413&hovh=183&hovw=275&tx=123&ty=96&sig=109573699884915906692&page=1&tbnh=154&tbnw=221&start=0&ndsp=13&ved=1t:429,r:0,s:0,i:92

MENTES BRILHANTES

 

 

Foi na instrução primária que tive professoras de alto nível diplomático. Diziam que certos dos meus colegas eram inteligentes e que eu era trabalhador. Eis por que me habituei desde a infância aos eufemismos que os sábios usavam para me chamarem burro. Mas foi também logo nessas idades que não me deixei abater talvez já conformado com a realidade e com o princípio que mais tarde aprenderia que diz que contra factos não há argumentos.

 

E como a inteligência é relativa tanto no espaço como no tempo e muito resultante dos trabalhos que fortalecem ou enfraquecem a rede de sinapses com que cada um nasce, aí estive eu a trabalhar o suficiente para nunca ter perdido um ano desde as primeiras letras até à conclusão da licenciatura.

 

Ciente de que possuía alguma capito deminutia, eis-me a fazer uma coisa de cada vez para que todas as sinapses se dedicassem apenas a um tema, sem dispersão que pudesse levar a que o sistema gripasse. Desenvolvi, pois, a capacidade de concentração e ao longo da vida tenho encontrado mentes brilhantes que quando estão a fazer uma coisa já estão a pensar noutra nunca chegando a rematar à baliza e muito menos a meter golo. Fazer uma coisa de cada vez não obsta que se faça uma aproximação holística ao tema. O meu método é, pois, inspirado no provérbio italiano que diz que «chi va piano va sano e va lontano».

 

Ainda tentei fazer 10 coisas ao mesmo tempo aprendendo a tocar piano mas acabei com a experiência para salvaguardar a serenidade da
vizinhança.

 

Já lá vão quase 67 anos e acho que tenho feito bem pelo que tenciono assim continuar.

 

Um dos temas que mereceu a minha atenção durante o ano de 2011 foi a chamada «Primavera árabe» e foi com algum receio que fui ouvindo as opiniões dessas mentes brilhantes espalhadas por tudo quanto é televisão europeia e americana. Se os factos já me davam motivos para recear as consequências, as opiniões desses iluminados deixavam-me estarrecido.

 (*)

Ahmad Badr El Din El Hassoun, Grande Mufti da Síria

Estava-se mesmo a ver que não era Primavera de qualquer espécie e que o derrube dos ditadores iria descambar na tomada do Poder pelas forças mais conservadoras do Islão. E aí estão as eleições egípcias a dar-me razão!

 

O que se passa na Síria é exactamente o mesmo que se passou nos outros Estados muçulmanos, com ligeiras diferenças que confirmam a regra: derrube de Estados laicos para instauração de hierocracias fundamentalistas.

 

Mas as mentes brilhantes dizem outras coisas e eu fico-me pela minha burrice... Haja saúde!

 

Lisboa, Abril de 2012

 

 Henrique Salles da Fonseca

 

(*)http://www.google.pt/imgres?q=s%C3%ADria&um=1&hl=pt-PT&sa=N&biw=1024&bih=735&tbm=isch&tbnid=8dhUGNbMaYkbhM:&imgrefurl=http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do%3FpubRef%3D-//EP//TEXT%2BIM-PRESS%2B20080111IPR18241%2B0%2BDOC%2BXML%2BV0//PT&docid=IydJrrzDlwBASM&imgurl=http://www.europarl.europa.eu/eplive/expert/photo/20080115PHT18571/pict_20080115PHT18571.jpg&w=600&h=420&ei=JgKVT-WsKYanhAeC0Py4BA&zoom=1&iact=hc&vpx=716&vpy=229&dur=6547&hovh=188&hovw=268&tx=142&ty=105&sig=109573699884915906692&page=2&tbnh=164&tbnw=202&start=20&ndsp=16&ved=1t:429,r:11,s:20,i:138

FAZ HOJE 512 ANOS...

 

... que Pedro Ávares Cabral oficialmente descobriu o Brasil, do que Pero Vaz de Caminha deu notícia a El-Rei D. Manuel I, dizendo:

 

Senhor

Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza, o melhor que eu puder, ainda que - para o bem contar e falar -, o saiba fazer pior que todos. Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para alindar nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. (...)

Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos. Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo. (...)

EGIPTO NAS MÃOS DOS ISLAMISTAS

 

A liberdade é feminina por isso não se dá no Deserto

 

 

Segundo os dados, agora oficialmente, vindos a público, os islamistas ganharam as eleições parlamentares no Egipto, atingindo 70,4% dos mandatos.

 

As listas do braço político da influente Irmandade Muçulmana „Partido da Liberdade e Justiça” (PLJ) conseguiram 45,7% dos assentos no parlamento. Em segundo lugar ficou o “Partido da Luz “(Hizb al-Nur) aliados dos Salafistas do Al-Nur que conseguiu 24,6% dos lugares. O partido Wassat (islamitas moderados) conseguiu 8,4% e o partido liberal “Aliança Egípcia” 6,6%.

 

Os Salafistas do Al-Nour pretendem a destruição de monumentos históricos, (p. ex. as Pirâmides dos Faraós) porque não dão testemunho do Islão. Esta exigência não é nova. Já no Afeganistão islamistas tinham arruinado grandes estátuas de Buda que eram património mundial.

 

Aqueles que saudaram o derrube do regime do presidente Mubarak equivocaram-se. Não contaram que, geralmente, a situação no mundo árabe só tem possibilitado a escolha entre a cólera ou a peste.

 

Grande parte do povo egípcio sofre porque não tem pão, nem formação, nem voz. O clero islâmico é fiel ao sistema, encontrando-se
sempre do lado do poder. A gloriosa excepção é a Turquia de Ataturk enquanto garantida pelo poder militar. De resto os governantes encontram-se na dependência da bonomia das mesquitas que às sextas-feiras tomam muitas vezes posição. A aceitação de radicais na população também se deve ao facto de alguns grupos de islamistas se empenharem pelos mais pobres e também os ajudarem com
dinheiros vindos da Arábia Saudita.

 

A imprensa ocidental aquando das rebeliões na África do Norte, no entusiasmo do acontecimento, estoirou todos os foguetes antes da festa.

 

Agora que a realidade vem à tona, os mesmos jornalistas contentam-se com informação tipo nota encavacada nalguma esquina do jornal. Quem, durante a primavera árabe, com sangue frio, apontava para a realidade, e para o equívoco da comunicação social, era considerado desmancha-prazeres.

 

A imprensa europeia, ordinariamente, quando informa sobre questões árabes, discrimina-a pela positiva. Isto tem muito a ver com a dependência europeia do óleo árabe e com a fraternidade estrutural comum ao Islão e ao comunismo.

 

O árabe só concebe a liberdade dentro do sistema islâmico enquanto o ocidente a concebe aberta, também fora dele. Enquanto para
o ocidente também “o próximo” faz parte do sistema, para o árabe só o crente islâmico faz parte dele. Por isso a liberdade e a mudança que vem de fora constitui uma ameaça ao sistema.

 

A revolta não foi gerada no seio do povo, foi fruto de ideologias masculinas contra ideologias masculinas. O ideário árabe é extremamente masculino. Uma mudança para melhor só será possível quando a feminilidade fizer parte dele.

 

O busílis dos problemas árabes está no facto de religião, paz e liberdade serem qualidades femininas.

 

 António da Cunha Duarte Justo

 

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Que o Brasil é o país da esperança, já dizia Agostinho da Silva. O tão discutido próximo-futuro Quinto Império. Sem imperador nem burocratas ladrões, etc. Mas é uma esperança...

 

A capacidade do Brasil produzir alimentos é imensa. Já é o maior exportador de carne bovina do mundo, e segundo a senadora representante dos criadores afirmou, com as novas tecnologias agro-pecuárias, o Brasil pode dobrar a sua produção sem aumentar um só metro à área hoje em exploração.

 

para acreditar? Dá.

 

E no que respeita a grãos, além da contínua melhoria de produção por hectare, ainda existem mais de 100 milhões de hectares de terras à espera de ocupação e produção. E investimento pesado, é evidente. Uma loucura.

 

No petróleo as coisas lulamente apresentadas davam a entender que a produção da Arábia Saudita ia ficar lá... lá bem para trás! Lulices. Envolveram-se os políticos todos numa politicagem asquerosa para dividirem os royalties do que... qualquer dia, não se sabe bem quando, vai ser explorado. Embandeiraram todos “em arco” porque, inteligentes e profundamente conhecedores do ramo, imaginavam que a Petrobrás iria entrar em produção imediata e acelerada com mais vinte ou trinta plataformas, outros tantos navios, portos, etc. Comprados talvez nalgum supermercado.

 

Pode ser que qualquer dia... A exploração entretanto continua, uma série de problemas acontecendo pela velha regra do jeitinho brasileiro, mas a esperança não se perde.

 

Com respeito ao álcool, o caso é mais sério. Criaram-se para quase todos os modelos de carros os motores “Flex”, que consomem indistintamente álcool e gasolina. Mas hoje o preço do álcool está tão alto que ninguém mais troca a gasolina por um produto renovável.

Vê-se que alguma coisa não está tão certa porque continuam a importar-se quase 800 mil barris de gasolina e outros derivados, POR DIA!

 

E as áreas de produção de cana são imensas. A perder de vista. E pode-se duplicar! Claro que há que tirar daí também o açúcar e a velha – e boa – cachaça, indispensável para fazer a melhor bebida do mundo, a caipirinha! Melhor, depois do vinho!

 

Para não saturar ou esgotar os solos somente plantando cana, a cada três anos toda aquela imensa área é plantada com amendoim. São as leguminosas a enriquecer o solo. Resultado: o Brasil é o maior produtor mundial de amendoim.

 

Como de suco de laranja, que exporta em navios tanque!

 

Quer tudo isto dizer, que apesar da miserável desgovernança... o Brasil cresce, cresce, cresce, e vai continuar a crescer.

 

E tem números curiosos. Por exemplo a gasolina custa aqui 70% mais do que nos Estados Unidos! Temos o 13º lugar, a contar de cima, de preço alto! Porquê? Porque a Petrobrás, estatal, precisa de muito dinheiro para transferir para o governo gastar pelo saco azul (a cor da roupa dos políticos!) e os impostos são um assalto.

 

No custo de um litro, hoje a R$ 2,90, um litro só, a Petrobrás embolsa $0,99, e o governo em impostos, como o ICMS - IVA - $0,81 e mais $0,32, de outros impostos variegados (imposto sobre imposto), “apreende” R$ 1,13, o que dá 33% do valor final. Um roubo.

 

E o país da esperança continua a melhorar: o xerife do Rio divulgou hoje (17FEV12) que Janeiro fechou com 323 homicídios, dolosos (os outros foram do tipo “ó mermão, desculpa lá”!), que é o menor número em 20 anos! E ficam todos felizes com esta mixaria!

 

Se multiplicarmos isto por 12 meses, o Rio terá este ano 3.876 homicídios. Em todo o país têm sido assassinados SOMENTE 50.000
indivíduos por ano. Nos últimos 10 anos foram meio milhão! Em 15, igualado o número de soldados ingleses mortos na I Guerra! Pior
do que o Biafra, Sudão, o Holomor – o genocídio ucraniano – a Síria então é aprendiz!

 

Para compensar a baixa de assassinatos o número de assaltos com estupro cresceu 23%! Só em Janeiro, no Rio foram 487! Beleza.

 

E o PIB de 2011 também acaba de ser anunciado pelo Banco Central: 2,79%. No inicio daquele ano a desgovernança vomitava barbaridades tais como “a crise não nos afecta” e vamos crescer entre 5 e 5,5%. Foi metade, e as perspectivas por ora... ninguém mais se atreve a fazê-las, porque para o país crescer 5% o investimento público terá que crescer, pelo menos, 30%. E o desgoverno também
acaba de anunciar redução de despesas!

 

Mas o brasileiro é resistente, macho mesmo. Agora vai mandar tudo para baixo do tapete e durante uma semana é só Carnaval, cachaça, cerveja, urina nas ruas e os motéis a encherem-se de dinheiro com os pares que ali vão por uma ou duas horas para... muitos deles terem uma variante do cônjuge ou de...

 

Quinto Império à vista????

 

Rio de Janeiro, 17/02/2012

 

 Francisco Gomes de Amorim

Aruba e Curaçao – O Papiamento, crioulo português

 

  

 

 

A Lusofonia é um território de tal modo vasto que alguns do seus recantos mais esconsos ficam por vezes esquecidos sob o manto da distância geográfica e política apesar da proximidade linguística. O Papiamento é um dos casos que notoriamente necessita ser divulgado. Trata-se de uma língua crioula que é o principal idioma falado nas ilhas caribenhas de Aruba, Curaçao e Bonaire.

 

O papiamento tem a sua origem no pidgin (ou crioulo) português falado pelos judeus sefarditas e pelos seus escravos fugidos do Brasil e também do crioulo de Cabo Verde que alcançou as Antilhas acompanhando os escravos trazidos pelos holandeses, que, no início do séc. XVII, se apossaram do dito arquipélago juntamente com o nordeste do Brasil, onde implantaram a Nova Holanda sob o comando de Maurício de Nassau.

Após a retoma de Cabo Verde por Portugal e a devolução de Nova Holanda à jurisdição portuguesa, alguns judeus sefarditas portugueses daquelas ilhas e quase todos os do nordeste brasileiro foram para as Antilhas Holandesas, levando consigo respectivamente o português e o ladino (língua falada pelos judeus expulsos da Península Ibérica em finais do séc. XV). Com a administração do império colonial holandês nas ilhas, a influência holandesa legou também muitas palavras ao Papiamento. Por fim, a influência do espanhol ocorre com o contacto com os países vizinhos, especialmente a Venezuela

O nome procede da palavra papiá, que significa “conversar”, derivada originalmente da palavra portuguesa papear. Origina igualmente deste verbo coloquial o nome do crioulo de base lusófona de Malaca, na actual Malásia, o papiá kristáng. O verbo papiâ ainda existe no crioulo cabo-verdiano significando “falar”.

Existem periódicos em papiamento e dicionários bilingues. Embora alguns intelectuais portugueses se tenham interessado pela criação de uma rede de pesquisadores de crioulística que ponha em contacto todos os pesquisadores destas manifestações linguísticas mestiças de raiz lusófona, incluindo o papiamento, ainda há muito para descobrir e aprofundar.

Frank Martinus Arion, oktober 2005 Frank Martinus Arion é um dos maiores poetas das Antilhas Holandesas e foi um pioneiro na promoção da literatura e poesia em papiamento e também da investigação das origens ainda polémicas deste idioma. Martinus conta mesmo que “À época, não poderia ir às ilhas do Cabo Verde por causa de Salazar, então, fui à Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Fui com minha mulher, Trudi Guda, que realizou uma pesquisa antropológica sobre a literatura oral dos Sranan, Tongo e dos Saramaccaans.” Segundo Martinus, o primeiro papiamento era uma mistura de um crioulo de Mina (derivado do crioulo de Cabo Verde adicionado ao twi) e dos crioulos angolares. O guene vem das colónias de Angola/Congo, da Guiné-Bissau e de São Tomé. Depois, os falantes do Papiamentse krioyo (crioulo) sobrepuseram-se aos demais. Mais tarde, com a chegada dos judeus de Cabo Verde em 1674, coincidindo com a importação dos escravos, o guene e o papiamento adquiriram maior importância. Os judeus, por sua vez, falavam um crioulo português um pouco diferente do crioulo urbano.

Martinus presidiu a uma comissão governamental para a introdução da sua língua materna (Papiamento) nas escolas das Antilhas Holandesas, existindo vários livros dele à venda na Internet.

 

 

In http://www.soltropico.pt/index.php?option=content&task=view&Itemid=42&id=5537

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