Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

Um plano integrado de transportes...

... agora ou nunca?

 

(*)

 

Na verdade alguma vez tivemos em Portugal um plano integrado de transportes?

 

E o que deve ser um plano assim denominado?

 

Deverá certamente incluir todos os meios de transporte ao nosso dispor: rodoviários, ferroviários, marítimos e fluviais, aéreos e, porque não, o mais natural que é andar a pé, e permitir a movimentação de pessoas e bens dentro do nosso território e nas ligações com o resto do mundo.

 

Tendo sempre presente que o custo e a qualidade do transporte é determinante para a competitividade quer dos trabalhadores e dos serviços aos turistas quer dos bens que exportamos e que consumimos.

 

Mas ainda falta mais uma condição essencial para e eficiência de um sistema integrado de transportes que é a coordenação entre estes e o ordenamento do território de forma a diminuir os custos de investimento e de operação, permitindo efetuar, não só as ligações já existentes da forma correta, mas também contribuir para reduzir ou até anular muitas das disparidades verificadas entre as regiões do País quanto a desenvolvimento e rendimentos.

 

Ora olhando para o nosso passado antigo e recente, desde o ponto de vista de transportes, verificamos a existência de um espetáculo a nível quase deplorável, a saber:

-destruição do transporte fluvial (iniciada no século XIX);

-destruição da marinha Mercante ou de Comércio (finalizada entre 1985 e 1995);

-destruição parcial das pescas;

-a forma como foram construídos os “Metros” de Lisboa, Porto, etc;

-a tolice que foi o projeto TGV, com percursos pela Ota e pelo vale do Trancão, etc., e travessias do Tejo disparatadas e não realizar linhas em bitola europeia para nos ligar a Espanha principalmente para mercadorias;

-nunca se terem realizado os PDMs prevendo as movimentações das pessoas e dos bens se forma a se estabelecerem previamente as linhas de ligação preferencial em transportes públicos eficientes, porque dá a ideia de que a orientação básica destes planos tem sido fomentar o lucro rápido da especulação imobiliária;

-atraso no desenvolvimento do turismo quer no valor do produto a oferecer quer na sua capacidade exportadora;

-terem sido construídos muitos km de estradas inúteis ou pelos menos excessivamente caras bem como milhares de habitações sem mercado e por preços excessivos como se constata agora com as dificuldades no seu pagamento.

 

E embora seja duro em plena crise, em que muitos portugueses sofrem as consequências das enormes dificuldades financeira e económicas atuais, apontar estes factos negativos, isto tem que ser feito porque só conseguimos corrigir os erros de que tomamos consciência e portanto, se temos que começar já a adotar medidas para minimizar os efeito destas dificuldades, também é igualmente essencial não continuarmos a repetir as tolices e os desmandos que foram a origem mais ou menos remota ou recente da situação atual.

 

E convém ter presente a afirmação de que uma consciência tranquila é quase sempre o resultado de uma memória fraca.

 

Mas haja esperança de que melhores dias virão, pois uma vez mais há auxílio a vir de fora, como é tradição na nossa História, uma vez que só com a prata da casa, estávamos a caminho da ruína certa.

 

É claro que tendo em conta o enorme emaranhado de interesses criados em toda a vida económica, corporativa e política a mudança, que se deseja, vai ser difícil e demorada.

 

E entre todos os meios de transporte, aliás todos necessitando profundos melhoramentos, há um que merece uma palavra especial pois foi o mais influente na nossa evolução histórica e tem sido nos últimos trinta anos o mais desprezado do ponto de vista de realizações concretas e positivas, e não das declarações e outras manifestações palavrosas que embora interessantes só originam despesas e não criam riqueza que tanta falta nos faz.

 

Trata-se do transporte marítimo em particular e das atividades marítimas em geral, ou seja da Marinha Portuguesa  considerando esta como o  conjunto constituído pela Armada, pela Marinha Mercante ou de Comércio, pelas Pescas, pela Marinha de Recreio e pelas atividades a elas ligadas que ultimamente os recem-chegados a esta ribalta chamam de “cluster”, mas que na verdade já existia em Portugal há séculos.

 

Dada o carácter resumido deste texto apenas focaremos dois aspetos essenciais da Marinha:

 

A Marinha Mercante é determinante para a definição deste País ser central ou periférico conforme a tem ou não a tem, pois tal qualificação não é simplesmente geográfica mas na verdade depende das atividades dominantes que nele se processam: quando tivemos uma Marinha poderosa fomos um país centrado no mundo, quando a desprezámos, como aconteceu nestas últimas décadas, ficámos a ser um país periférico.

 

A Marinha de Recreio é tão essencial para melhorar a eficiência do nosso Turismo como é para desenvolver o interesse da população pelas atividades marítimas, pois sem uma população empenhada nelas, nunca poderemos aproveitar e defender as enormes riquezas à nossa disposição e evitar que aconteça o mesmo que aconteceu com o famigerado mapa cor de rosa, como tive ocasião de focar na Academia de Marinha em 1984, diga-se de passagem sem qualquer resultado prático, pois ninguém
prestou atenção a esta situação.

 

E continuamos a ver, com enorme preocupação, os responsáveis pela nossa segurança a não darem a importância devida quer à Marinha quer à participação activa da população nas atividades marítimas essenciais.

 

Lisboa, 23 de Setembro de 2011

 José Carlos Gonçalves Viana

 

Publicado na Revista de Marinha em Novembro/Dezembro de 2011

 

(*)http://www.google.pt/imgres?q=marinha%2Bmercante%2Bportuguesa&um=1&hl=pt-PT&biw=1024&bih=735&tbm=isch&tbnid=WegBz4h07-0-vM:&imgrefurl=http://portalo.wordpress.com/page/3/&docid=3BWnQ9apc67fUM&imgurl=http://www.shipwrecklog.com/log/wp-content/uploads/2011/06/Heinrich-Ehler.jpg&w=800&h=600&ei=-wHdTvHxNs_EtAa31J3QCw&zoom=1

 

A nova equipa na Agricultura – 4

(*)

 

         Continuando a referir alguns casos que demonstram o que a investigação agronómica pode fazer para transformar a agricultura e a nossa economia, lembro que um dos casos em que é mais fácil contabilizar os resultados económicos é o melhoramento de plantas. É fácil de contabilizar porque o problema se limita, geralmente, a substituir uma variedade por outra da mesma espécie e, portanto, basta comparar os lucros obtidos com a variedade nova, em comparação com os da que ela foi substituir, por ser mais produtiva ou ter características que a tornem mais valiosa.

 

A Estação de Melhoramento de Plantas, em Elvas, criada, como referi, em 1942, centrou os seus trabalhos principalmente em cereais e forragens. Lançou na lavoura o seu primeiro trigo, o 'Pirana', na década de 1950. A sua produtividade, superior à das variedades que substituiu, fizeram com que rapidamente se expandisse, principalmente no Alentejo. Não disponho de números da área cultivada com essa variedade nem de quanto, em média, valia mais a sua produção, mas é certamente um número muito alto. Porque provavelmente muitos não sabem a razão do nome desse trigo, penso que talvez valha a pena contar a sua história. Quando foi criada, a Estação de Melhoramento de Plantas recebeu sementes de cruzamentos de trigos feitos ainda em Belém pelo Prof. João de Vasconcelos, alguns, creio que em 2ª geração, em Genética designada por F2. Em Elvas, além de novos cruzamentos, foram também estudadas as gerações seguintes desses trigos que logo que eram seleccionadas algumas que mostravam suficiente uniformidade e, aparentemente, mais valiosa produção, entravam em ensaios, no Departamento que se designava de Adaptação e Multiplicações. O Eng.º Agrónomo António José Sardinha de Oliveira, um técnico de alto nível, professor na Escola de Regentes Agrícolas de Évora, era possuidor de duas herdades em Monforte, onde fazia ensaios vários. Procurando ensaiar novos trigos, pedia à Estação de Melhoramento de Plantas sementes das linhas consideradas prontas para ensaios de produção. Considerando que na sua zona tinham provado bem o Mocho de Espiga Branca (uma variedade portuguesa antiga) e o Mentana (um trigo de origem italiana) pensou que um híbrido entre essas duas variedades poderia ter vantagens e levou para ensaios algumas linhas resultantes desse cruzamento. Nos ensaios a que procedeu, uma linha se mostrou mais produtiva, pelo que a multiplicou e cedeu semente a agricultores da região, que logo ampliaram a sua área de cultura. Passou a ser conhecido, entre eles, pelo "trigo do Pirana", alcunha do Sr. José Pires Reigota, o feitor de confiança do Eng.º Sardinha de Oliveira, que com tanto carinho lhe tomava conta dos ensaios. Quando a Estação oficializou o trigo e havia que lhe dar um nome, foi Pirana o que se considerou adequado.

 

Outros trigos se lhe seguiram (Lusitano, Restauração e depois, muitos outros ). Das variedades de forragens, recordo o Grão da Gramicha, um Lathyrus que também teve grande expansão. Não sei se ainda é cultivado.

 

Em 1967, na celebração dos 25 anos da Estação de Melhoramento de Plantas, o então Secretário de Estado da Agricultura, falando do que a lavoura tinha recebido a mais com a cultura das variedades criadas na Estação, apresentou um valor estimado de cerca de um milhão de contos. Citando de memória, tenho ideia de ele ter referido que o total de gastos durante esse período teria sido de 25.000 contos, mas não tenho a certeza. De qualquer forma, a desproporção entre os dois valores é enorme e representa um investimento a render juros que os nossos economistas não sabem que existem, mas são reais.

 

Dum caso mais recente, lembro a magnífica uva D. Maria, sobre a qual já tenho escrito, resultado do trabalho, do meu colega José Leão Ferreira de Almeida, na Estação Agronómica Nacional, em Oeiras.

 

 Miguel Mota

Publicado no Linhas de Elvas de 7 de Julho de 2011 a 15 de Setembro de 2011

 

(*) http://www.google.pt/imgres?q=trigo%2Bpirana&um=1&hl=pt-PT&sa=N&biw=1024&bih=735&tbm=isch&tbnid=St5RCpC8XHPWGM:&imgrefurl=http://encontrosdotrigo.blogspot.com/2010_07_01_archive.html&docid=OU84igFexk7H1M&imgurl=https://1.bp.blogspot.com/_2erVjHA2nj4/TEtorag5RkI/AAAAAAAAD10/9NMu6A91V8E/s1600/Projecto%252BTrigo%252B012.jpg&w=1600&h=900&ei=4wvcTp68DtC28QPK1ImNBg&zoom=1&iact=hc&vpx=342&vpy=208&dur=1567&hovh=168&hovw=300&tx=166&ty=113&sig=108364103958560163334&page=1&tbnh=146&tbnw=228&start=0&ndsp=14&ved=1t:429,r:1,s:0

A GUERRA DAS LARANJAS

 

 

O «Señor Alcalde de Olivenza», surdo aos avisos de Sancho Pança e iludido como D. Quixote, montou o seu Rocinante e saiu à liça com uma intenção peregrina: uma «macrorepresentación de la guerra de las naranjas».

Publicada a ideia, em 11-11-11, pelo «gabinete de comunicación del Ayuntaminto», imaginam-se os gigantes lá para os lados do Guadiana. Mas são simplesmente moinhos, moinhos de vento.

A história pode acompanhar-se pelas peças que se transcrevem (da mais recente, a «carta aberta aos oliventinos» da associação «Além Guadiana», ao inicial comunicado do «Gabinete de Comunicación» e aos artigos da imprensa, do HOY ao Público)

É de ler - para ilustração e proveito - iniciado que vai este Dezembro de 2011, 371 anos depois da aclamação de D. João IV em
Olivença.

Almada, 02-Dez-11.

António Marques

*******************************************************

Além Guadiana <http://alemguadiana.blogs.sapo.pt>

LÍNGUA E CULTURA PORTUGUESAS EM OLIVENÇA

Carta aberta aos oliventinos

02-12-11

<http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/135658.html>


A ninguém escapa a controvérsia sobre a “Macro-representação da guerra das laranjas” que a nossa câmara municipal planeia celebrar em Olivença. Não questionamos as boas intenções de promover eventos que impulsem o turismo, e menos a sua soberania para realizar aquilo que considerar oportuno. Mas isso não impede a expressão de vozes contrárias a tal ideia.

Na associação cultural “Além Guadiana” sentimos o compromisso de exprimir o nosso humilde ponto de vista. Respeitamos esta iniciativa, mas não a partilhamos. Abordar, embora parcialmente, este episódio histórico pode reabrir feridas em torno de um velho contencioso, gerando efeitos contrários aos pretendidos. Quer dizer, recuar muito no caminho destes anos.

Um assunto tão delicado não deveria ser levantado de modo tão leviano. Aquilo que gira em torno deste episódio, que supôs a passagem de Olivença para administração espanhola, é objeto de controvérsia na esfera da historiografia, do direito ou da diplomacia. Isso não implica considerá-lo um tema tabu, mas há outras maneiras de tratá-lo, por exemplo através de congressos nos quais historiadores e estudiosos o abordem de um ponto de vista académico.

Achamos bem promover teatralizações históricas, de época espanhola ou portuguesa, com a maior sensibilidade e rigor. E precisamente a história da nossa terra está cheia de episódios apaixonantes e singulares, que podem ser recriados sem necessidade de tocar um assunto tão delicado.

A guerra das laranjas, com o conseguinte Tratado de Badajoz e a suas consequências diretas, supuseram um trauma afetivo, económico e cultural para os oliventinos de então, antepassados nossos. E é aqui onde está o principal paradoxo, porque nos parece contraditório sermos nós, oliventinos, a aderir à lembrança de um feito que significou tanto sofrimento.

Há muita coisa boa neste debate, surgido repentinamente; um debate que não deve ser feito na base de confrontos, mas construtivamente. Não com a conjuntura do anedótico, mas com a profundidade do importante. O que deve ser posto em causa não é só o maior ou menor acerto de uma encenação concreta, mas o próprio modelo de Olivença que nós, oliventinos, queremos para nós próprios. O debate é histórico e o momento é chave, porque estamos na encruzilhada de resolver regressar a um padrão incompleto da nossa identidade ou redobrar os nossos esforços para um modelo bicultural, reconciliando-nos com a nossa própria história, que não é melhor nem pior do que outras, mas diferente. E é nossa.

No Além Guadiana trabalhámos pela nossa herança cultural portuguesa, aprofundando o labor já iniciado por tantas pessoas e instituições. E isso é feito de maneira altruísta, independente e apolítica, empenhados num modelo no qual, culturalmente, nos sintamos tão próximos de Olivenza como de Olivença, fazendo da expressão “as culturas somam” a nossa máxima. Tão nossa é a história dos oliventinos do século XVI que tripularam galeões rumo ao Brasil como a dos que viram nascer a União Europeia no século XX.

Estamos convencidos que temos que olhar sem complexos para Portugal, que não só está além do Guadiana, mas também entre nós, no nosso património histórico, monumental, cultural e linguístico. Olivença é única na península Ibérica, pela singularidade e riqueza do que possui. Mas fica muito por fazer para fortalecer a parte mais fraca da nossa cultura. É necessária a sensibilização dos cidadãos, o compromisso das nossas instituições.

Pensamos que os nossos representantes institucionais e o povo oliventino partilham boa parte desta visão. E desejamos que o sereno debate nos leve a reafirmar esse modelo bicultural e integrador, que constitui a melhor ferramenta para o nosso desenvolvimento identitário, cultural e turístico.

 

PARA SABER MAIS, VER EM

 

Macrorepresentación
de la Guerra de las Naranjas en Olivenza

( <http://www.ayuntamientodeolivenza.com/modulos/mod_noticias/pub/mostrar_noticia.php?id=835> )

GABINETE DE COMUNICACIÓN - 11/11/11

(Ayuntamiento)

 

 

HOY

«Cartas al Director»

17-11-11

( <http://www.hoy.es/20111125/local/carta-director-publicada-sobre-201111252156.html> )

 

 

 

"HOY",
21-Novembro-2011

OLIVENZA CELEBRA DERROTAS

21.11.11 -

( <http://www.hoy.es/v/20111121/regional/olivenza-celebra-derrotas-20111121.html> )

J. R. ALONSO DE LA TORRE

 

 

 

La recreación de la Guerra de las Naranjas aviva una disputa histórica <http://www.hoy.es/20111122/local/prov-badajoz/recreacion-guerra-naranjas-aviva-201111222202.html>

<http://www.hoy.es/20111122/local/prov-badajoz/recreacion-guerra-naranjas-aviva-201111222202.html>

La decisión del alcalde del PP ha levantado una polvareda entre las filas socialistas, que consideran que puede reabrir heridas

22.11.11

EFE | HOY.es

 

 

 

ABC

 

<http://www.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=1010904>

<http://www.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=1010904>

 

 

 

HOY

<http://www.hoy.es/v/20111123/regional/olivenza-tambien-quiere-batalla-20111123.html>

Olivenza también quiere su batalla <http://www.hoy.es/v/20111123/regional/olivenza-tambien-quiere-batalla-20111123.html>

23.11.11

TANIA AGÚNDEZ

 

 

 

El alcalde de Olivenza niega que se produzca algún tipo de conflicto en la representación de la Guerra de las Naranjas

<http://www.extremaduradehoy.com/periodico/badajoz_provincia/alcalde_olivenza_niega_que_produzca_algun_tipo_conflicto_representacion_guerra-149951.html>

23/11/2011

 

 

 

EL ALCALDE OLIVENTINO, BERNARDINO PIRIZ, DEFIENDE LA IDEA, CON LA QUE PRETENDE DIFUNDIR EL PASADO

<http://www.lacronicabadajoz.com/noticias/extremadura/la-nueva-guerra-de-las-naranjas_78751.html>

 

 

Una contienda de 18 dias en el año 1801

<http://www.lacronicabadajoz.com/noticias/extremadura/una-contienda-de-18-dias_78750.html>

24/11/2011

 

 

 

(<http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/extremadura/la-nueva-guerra-de-las-naranjas_620484.html>)

GUADALUPE LEITON

 

 

El Periódico Extremadura, 25/11/2011

( <http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/badajoz/naranjas-agrias_620563.html> )

Naranjas agrias

MARIA Ortiz 25/11/2011

 

 

 

HOY

Badajoz, 25-Novembro-2011

( <http://www.hoy.es/20111125/local/interesa-batalla-encima-tumbas-201111252125.html> ) polémica sobre la recreación de la guerra de las naranjas

"No interesa una batalla encima de las tumbas de nuestros antepasados" <http://www.hoy.es/20111125/local/interesa-batalla-encima-tumbas-201111252125.html>

El alcalde de Elvas pide "reflexión" al de Olivenza y advierte que, si se realiza, habrá una manifestación en contra

MARÍA SAAVEDRA

 

 

El Periódico Extremadura, 27/11/2011

Entrevista con el secretario general del PSOE extremeño (José Guillewrmo Vara)

"Celebrar la Guerra de las Naranjas es retroceder 30 años en nuestras relaciones con Portugal"

(<http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/temadeldia/celebrar-guerra-de-las-naranjas-es-retroceder-30-anos-en-nuestras-relaciones-con-portugal-_621059.html> )

 

 

HOY, 28.11.11

COSAS QUE PASAN

RONDÃO SE ENFADA EN ELVAS <http://www.hoy.es/v/20111128/badajoz/rondo-enfada-elvas-20111128.html>

( <http://www.hoy.es/v/20111128/badajoz/rondo-enfada-elvas-20111128.html> )

J. R. ALONSO DE LA TORRE

 

 

 

HOY, 28.11.11

«Trato de contar en dos horas la historia de Olivenza» <http://www.hoy.es/v/20111128/badajoz/trato-contar-horas-historia-20111128.html>



TANIA AGÚNDEZ | BADAJOZ. <http://www.hoy.es/local/badajoz/>


Público, 28-11-11.

<http://www.publico.pt/Local/alcaide-de-olivenca-causa-polemica-com-recriacao-da-guerra-das-laranjas-1522853?all=1>


Peça de teatro gera conflitos na fronteira Alcaide de Olivença causa polémica com recriação da Guerra das Laranjas

Por Carlos Dias

 

 

VERGONHA OU SEM VERGONHICE?

 

 

Como as multidões são previsíveis e ignorantes! Um dia aplaudem, gritos histéricos, um governante que está no poder, e tão logo ele
sai, volta o histerismo, o apedrejamento, o ódio e a maledicência.

 

E estas manifestações circenses e bestiais repetem-se, regularmente, à medida que o poder muda de mãos!

 

Julgar alguém no poder, ou acabado de sair, é sempre um acto de ignorância ou imbecilidade! Só a história, passados muitos anos, talvez passado um século ou dois, possa, sem a inflamação do momento, nem o poder da finança a influenciar, analisar o valor do indivíduo e a sua obra.

 

É fácil encontrar casos, muitos, de atitudes impensadas, irresponsáveis ou covardes. Ainda hoje, por exemplo, o paranóico Kim II-sum e
seu querido papá Kim Jon II, seu culto a si próprios, multidões de milhares, milhões, de animais de cabeça oca, a dar vivas aquela aberração política e social!

 

Luis XVI, Pinochet, Mussolini, o Xá Reza Pahlavi, os generais da ditadura brasileira e tantos outros, aplaudidos e amaldiçoados, a quem a história, um dia, quando liberta de pressões, fará um julgamento justo.

 

Todos eles deixaram pesos na balança, e foram vaiados na saída! Veremos, aliás, verão outros, no futuro, para que lado a balança pendeu.

 

O maravilhoso conto de Andersen, “O rei vai nu”, mostra bem a covardia das multidões.

 

Agora o que está na moda, depois dos cataclismos financeiros do civilizado mundo do Norte, é aplaudir o “êxito” do Brasil.

 

Governado oito anos, aliás, desgovernado, pelo ex-pobre metalúrgico, sem um dedo, que por sua capacidade de liderança de greves
ascendeu à presidência. E levou atrás de si o escol da esquerda ávida para encher os bolsos próprios e dos camaradas.

 

Mas o país, assim mesmo, cresceu. E vai crescer durante muito tempo ainda, qualquer que seja o governo ou desgoverno que tenha.

 

O Brasil é um país cheio de recursos naturais que lhe permitem uma pecuária e agricultura, ainda com muito por explorar, mas suficiente para dar de comer a todos e até exportar, recursos hídricos imensos, podendo dar-se ao luxo de evitar usinas nucleares ou termoeléctricas (que o governo pensa construir!!!) minerais de toda a espécie e elevados valores, petróleo, gás, e...

 

E... tem tudo para ser o primeiro mundo! Mas não é.

 

E porque o país tem todos estes recursos, imensos, os louros vão para quem praticamente nada fez, além de usar de toda a sua influência política para fechar olhos às denúncias contra os seus comparsas ladrões, familiares que enriqueceram do dia para a noite sendo pouco mais que analfabetos, e assegurando, com muita propaganda e favores que o dinheiro público alimenta, muito dinheiro público, uma estrutura pseudo esquerdista que se está a enriquecer, para seu eterno retorno ao poder.

 

Entretanto a sua fama conseguiu eleger uma senhora que jamais havida tido um cargo político ou administrativo, e continua a prestar
vassalagem ao antigo chefe, que é afinal quem determina quem deve ocupar os cargos, no mais alto escalão, que, normalmente por razões de corrupção exagerada, vão perdendo a mamata.

 

O actual sistema político brasileiro é decalcado na sinfonia Putin/Medvedev/Putin = Lula/Dilma/Lula. Lembra aquela modinha portuguesa: “Ora agora ficas tu, ora agora fico eu, ora agora ficas tu, ficas tu mais eu!”

 

E nesta mamata se mantém os mesmos cabecilhas, eminências pardas, os chamados “pensadores” marxistas, bajuladores (ainda!!!) do Fidel e do Chavez, alimentando o movimento guerrilheiro MST, que, de repente pode ser-lhes útil para continuar a dominar as finanças do país.

 

E vem a imprensa internacional elogiar a “grande” qualidade de governante do ex e da actual!

 

O ex, esperto, habilidoso, sofismado, que nem uma destas qualidades se lhe pode negar, desbocado e ignorante, é agora convidado por mais de cinquenta – 50 – universidades, que querem “honrar-se” dando-lhe o grau de Doutor Honoris Causa!

 

Como vai o mundo!

 

O lado selvagem do homem continua a dominar.

 

Reina absoluta a hipocrisia, coadjuvada pela finança, corrupção e tráfico de tudo: drogas, armas, mentiras.

 

Não adianta querermo-nos queixar.

 

Mas jamais nos podemos sentir uns idiotas porque recebemos de nossos pais, princípios inabaláveis de conduta e ética de que não nos
queremos, nem devemos, afastar.

 

Reclamamos, ofendemo-nos por sermos obrigados a pertencer a esta mesma espécie que insiste em atropelar o seu semelhante (?) e em se autodestruir, mas, ingénuos talvez, não abdicamos da nossa consciência.

 

Por isso somos obrigados a denunciar o crime, qualquer que seja a sua forma, e... fica tudo por isso mesmo!

 

 

Rio de Janeiro, 09/11/11

 

 Francisco Gomes de Amorim

MEIO SÉCULO DE HUMILHAÇÃO

 

 

 

Daqui a 15 dias, precisamente no dia 18 de Dezembro de 2011, perfazem-se exactamente 50 anos (meio século!) que eu, então um jovem de 32 anos, casado e já com três filhos, descolei de Goa em condições precárias: de noite, sem luzes, numa pista que não tínhamos a certeza de não estar bombardeada. A velocidade de descolagem foi a mínima para que o avião, o Superconstellation CS-TBA, transportando gratuitamente alguns goeses embarcados à última hora, pudesse erguer-se no ar. Felizmente, a noite estava serena, sem uma nuvem no céu. Temíamos que os pulhas dos indianos nos perseguissem e por isso mantivemos o nível de voo a 500 pés, com as luzes de navegação apagadas. Como navegador, não deixei de fazer dois fixos astro e só subimos mais na FIR (Flight Information Region) de Karachi. E pouco depois aterrámos no aeroporto desta cidade paquistanesa, então a capital, onde oficiais do Paquistão, demonstrando o seu asco pela União Indiana, nos acolheram com atitudes de amizade e de reprovação à dita.


A agressão a Goa, em que Salazar parece nunca ter acreditado, dado o grande prestígio internacional de Nehru, discípulo do Mahatma Gandhi, como pacifista, fez-se de facto, sem qualquer provocação da nossa parte. Mas Nehru, vencido pelo feroz Krishna Mennon, seu Ministro dos Estrangeiros (ou da Defesa), acabou por condescender e tanto condescendeu que perdeu todo o seu prestígio, que se foi pelo bueiro, e em breve se foi por aí também o seu poleiro. Passados tempos, encontrámos em Luanda um piloto indiano da Sabena, o qual em conversa concordou que a União Indiana procedera mal. E diz-se que o próprio Nehru teria reconhecido que quem tinha razão fora Salazar. E tinha.


A União Indiana foi a herança recebida da Grã-Bretanha, que dera "liberdade" às suas "colónias" da Índia. Esta não é uma Nação, mas sim Nações, não é uma Cultura, mas Culturas. Não é uma raça, mas sim raças. Nem sequer é uma Religião, mas Religiões. Como entidade política, a União Indiana é mais aberrante, mais anormal, do que a famigerada União Europeia. Só que os Povos da Índia, habituados a serem subjugados durante séculos, suportam sem se queixar mais um domínio colonialista. Dizem que cronicamente sujeitos a domínios e a mudanças políticas, os indianos são o povo que mais ouro tem... sim, enterrado, para que os ladrões não lhes surripiem a segurança dum futuro desgraçado que possa surgir.


Goa foi portuguesa durante 450 anos. Conquistámo-la aos mogóis muçulmanos, de certo modo libertando-a de dominadores que não eram hindus. Fizemos lá muitos cristãos e muitos amigos, como no resto do sub continente. Mas também inimigos, nos muçulmanos de Calicut, por exemplo, e também, por incúria, em gente que mal tratamos, embora nada de significativo, na verdade, tenhamos roubado ou prejudicado.

 

Nos tempos modernos com dificuldade se via um europeu nas ruas de Goa. Eu pude testemunhar isso. A Índia portuguesa era de facto um estado autónomo português, o Estado da Índia Portuguesa. De modo que a invasão e ocupação desse Estado por tropas da União Indiana foi uma ilegalidade manifesta, uma estupidez incrível da parte dum homem tão prestigioso como Nehru.

 

Imagine-se que as hipotéticas tropas (ainda inexistentes?) da União Europeia invadiam e ocupavam o Liechtenstein, por este teimar em não querer ser anexado. Um absurdo, uma bronca política, uma cobardia, uma javardice, uma vergonha. Tudo isso foi o ataque a Goa, Damão e Diu.

 
Nota, talvez esclarecedora: Krishna Menon, o feroz inimigo de Portugal, era natural de Calicut!
Finalmente, o Samorim conseguiu vencer os "piratas" portugueses!

 

Joaquim Reis

A INCRÍVEL FALTA DE PRINCÍPIOS DOS POLÍTICOS

(*)

 

 

Políticos portugueses entenda-se, já que com os outros poderíamos bem.

            ´

A actual crise financeira na Madeira é a última ponta visível do imenso iceberg de bandalheira financeira, corrupção, nepotismo, amiguismo e irresponsabilidade (democrática!), que tem varrido a sociedade e, sobretudo, o Estado Português, nas últimas décadas. O agravamento da situação económica e financeira – após as duas primeiras intervenções do FMI, e que tiveram origem no cataclismo do pós 25 de Abril – começou por ser aritmética, com os governos Cavaco (a origem da coisa) passou a geométrica, aí por altura da época Guterres; passando a exponencial com o incrível consulado de Sócrates.

           

Pela primeira vez observou-se o Dr. Jardim a perder o pé, e a meter os ditos pelas mãos. Nem a sua habitual ironia, sarcasmo e destempero vocabular, conseguem disfarçar o incómodo e as coisas mais inverosímeis.

           

De facto o Dr. Jardim fez obra e não consta – até prova em contrário – que tenha feito qualquer enriquecimento ilícito, embora toda a família e amigos, não se possam queixar de alguma vez passarem mal ou terem problemas de emprego.

           

A obra feita reverte a favor das populações? Reverte, apesar de muita ser de utilidade duvidosa, ter implicações ambientais ou roçar a sumptuosidade ou o novo- riquismo escusado. Valoramos a obra feita, que no Arquipélago, qualquer mente honesta dará, no cômputo final, uma nota positiva.

           

Não é isso que está em causa, o que está em causa é que a obra feita não teve em conta as reais possibilidades económicas e financeiras da Região e do País. E foi feita à custa de empréstimos, muito para além daquilo que o senso comum aconselharia. Isto para não falar nas constantes derrapagens dos custos, que deveriam ser analisados em tempo. Não consta que faltem entidades para o fazer.

           

Ora, governar desta maneira não custa nada, nem mostra especial competência em nada (a não ser em “engenharia financeira”). Quando em cima de tudo isto não existe uma contabilidade credível e, aparentemente, se esconde ou escamoteia a realidade, o quadro fica todo borrado.

           

É neste estado em que se encontra o Dr. Jardim e o seu governo. É o único? Está longe de ser o único, o que teve foi azar já que a “bomba” noticiosa calhou num “timing” particularmente sensível.

           

Por todo o país não faltam buracos financeiros, défices incríveis, crédito mal parado, confusão, desrespeito pelo Tribunal de Contas, falências, endividamento galopante, etc. Um desastre que obriga o país a uma das mais humilhantes provações da sua História. Superior, até, ao Ultimato inglês (ao menos aí o país reagiu!). Nem os Filipes se atreveram a tirar-nos a moeda! O facto do embaixador inglês, em meados de oitocentos se tenha sentado no Conselho de Ministros Português e o rendimento das alfândegas estivesse, por várias vezes, penhorado como garantia de empréstimos internacionais, se pode comparar à “Troika”. E o que mais adiante se verá.

          

Não parece haver grande vergonha em todo o país, a começar na classe política, pela situação lamentável e muito perigosa a que chegámos.

           

E não há vergonha porque os responsáveis de todos os desmandos têm permanecido inimputáveis e porque a Ética parece ter-se esfumado do nosso país.

           

De facto as coisas não acontecem por acaso. O Estado deixou de ser uma pessoa de bem. Tem destruído a soberania e as instituições que a preservam; retirou autoridade às forças de segurança e não consegue pôr o aparelho da justiça a funcionar minimamente – provocando alterações substanciais na segurança dos cidadãos – e foi destruindo, alegremente, o tecido económico tradicional português, sem arranjar quase nada que o substituísse. Fez erros estratégicos avassaladores em quase todas as áreas e acabou com a hierarquia nas relações pessoais e de trabalho, criando-se, assim, continuadas situações de impasse, e impedindo a execução eficaz/eficiente
das decisões.

           

Os actores políticos não falam a verdade, por norma e não cumprem o que prometem.

           

O Estado, através da maioria dos seus organismos, deixou de pagar as contas atempadamente como fazem as pessoas honestas. Às vezes leva tanto tempo a pagar que é como se não pagasse. Mas, sem qualquer vergonha ou resquício de arrependimento, massacra todo o cidadão com a máquina fiscal (à excepção daqueles que o sistema permite fugas – outra injustiça!) e cobra juros leoninos, uma hora depois de passar o prazo, por si determinado, para a colecta.

           

Isto resultou num gravíssimo problema de liquidez para todas as empresas que trabalham para o Estado ou com o Estado (e que em Portugal são a maioria), tendo como consequência constantes pedidos de empréstimo à banca, falências (raramente se apurando quais as que são fraudulentas), e cessação de pagamentos por parte das empresas a fornecedores e assim sucessivamente, entrando-se numa espiral em que nos aproximamos do estádio em que ninguém paga a ninguém.

           

As consequências para as actividades económico-financeiras, creio, têm sido estarrecedoras.

           

Para além da falta de vergonha, ética e princípios, toda esta situação foi muito ajudada – se é que não tem aí a sua origem – no actual sistema político. Significa que, aquilo que legitima o acesso ao Poder é o voto das populações. Ora sendo o cidadão comum influenciável, individualmente e mais ainda em grupo, a verdade foi substituída pela demagogia e o possível, pelas promessas irrealizáveis.
Para realizar promessas, mesmo aquelas que não interessam ao menino Jesus, é preciso dinheiro. Daí que as dívidas não parassem. O sistema, simplesmente, implodiu.

           

Poderá parecer, aos mais avisados ou ingénuos que é incompreensível que ninguém tenha dado conta do buraco madeirense (ou de outros) e, ou, das “manobras” para o esconder. Que fez o PR, a AR, o Parlamento Regional, o Banco de Portugal, o Tribunal de Contas, as inúmeras entidades reguladoras, que foram nascendo como cogumelos; os próprios “media”, tão ciosos da sua importância em denunciar o que está mal, etc? São todos incompetentes ou distraídos? Não me cheira.

           

Estavam fartinhos de saber.

           

E estavam tão fartinhos de saber deste buraco e de outros (fora os que devem estar ainda a antecipar), que o Ministro das Finanças deste Governo resolveu, desde logo, ir mais além do que previsto pela “troika”. Aliás estou convencido que o buraco da “Pérola do
Atlântico” só veio a público por causa da troika
, senão sempre se
arranjaria um jeitinho.

          

O que é crível é que quando se chega a determinadas questões “sensíveis”, as forças políticas e até os órgãos de soberania encobrem-se uns aos outros pois, infelizmente, parecem ser todos “farinha do mesmo saco”. E lá diz o velho ditado, que “quem tem telhados de vidro, não atira pedras ao do vizinho”.

           

E é bem verdade.

           

Irá alguém ser punido no fim de toda esta farsa? Dificilmente. Não há leis nem vontade. A razão é simples: as leis são os políticos que as fazem, ora não há, ou irá haver nenhum político (a não ser alguém que esteja fora desta lógica partidária), que vá votar uma lei que possa vir, mais tarde, a responsabilizá-lo a ele ou a alguém do mesmo ofício, seja pelo que for.

           

Têm chamado a isto Democracia.

           

Nem sabem o mal que fazem.

 

22/09/11

 

 João José Brandão Ferreira

                 TCor/Pilav(Ref.)

 

(*)http://www.google.pt/imgres?q=campanha+eleitoral&um=1&hl=pt-PT&biw=1024&bih=735&tbm=isch&tbnid=67Aohwir-p0wAM:&imgrefurl=http://clubedospensadores.blogspot.com/2011/03/proxima-campanha-eleitoral.html&docid=gMEF9b0gQUJ4VM&imgurl=https://1.bp.blogspot.com/-PFvw5__fCAc/TY8sSYG7_jI/AAAAAAAAQlM/SCRBVVE-lI4/s1600/Etica.jpg&w=425&h=402&ei=nEnaTqa3NYy5hAez66CxDg&zoom=1&iact=hc&vpx=110&vpy=357&dur=68&hovh=218&hovw=231&tx=156&ty=153&sig=108364103958560163334&page=1&tbnh=156&tbnw=165&start=0&ndsp=12&ved=1t:429,r:4,s:0

UMA RADIOGRAFIA ANTIGA

  Esopo

 

 

A mania das grandezas

Que faz que desejemos imitar

Os que sabemos poderosos,

Já Esopo a tratou,

La Fontaine o imitou

Embora, em vez dum gaio,

Tivesse escolhido um corvo,

Como émulo da águia

Que o cordeiro roubou.

 

A fábula primeira,

A de Esopo, a verdadeira,

Que as outras originou,

Já em tempos a li

E traduzi.

Vejamos o que disse La Fontaine

Muitos
séculos depois, o dezassete:

 

«O corvo querendo imitar a águia»

 

A ave de Júpiter, símbolo pois de poder altaneiro,

Apanhando nas presas um cordeiro,

Foi avistada por um corvo pretensioso,

Que, embora mais frágil dos rins, não era menos guloso,

E decidiu imediatamente imitá-la,

Por ser tolo.

Outros diriam brioso.

Girando à volta do rebanho,

Entre cem carneiros escolhe o anho

Mais gordo e bonito,

Um verdadeiro cordeiro de sacrifício

Destinado à boca dos deuses,

Que disso tinham o vício.

O espertalhão do corvo dizia,

Olhando-o com meiguice,

Sem se aperceber da tolice:

«Não sei quem foi tua ama,

Mas o teu corpo me chama:

Servir-me-ás lindamente

De alimento providente.»

Sobre o anho, que ao ouvi-lo baliu,

Se lançou com arreganho:

A lãzuda criatura

Pesava mais do que um queijo

Bem contra o seu desejo,

Além de que o seu velo

Era duma extrema espessura,

Não muito belo,

Porque emaranhado como a barba

Do “bruto” Polifemo.

Nele se enfiaram as garras do Corvo tão tortuosamente

Que o pobrezinho não pôde dele safar-se.

O pastor chegou, que o apanhou e o enfiou à pressa

Na gaiola, para divertimento dos filhos,

Encantados com a surpresa.

É preciso sabermos medir as nossas forças;

A consequência é nítida:

Mal fazem os ladrõezinhos em querer

Os ladrões autênticos imitar:

A fábula é exemplo de perigoso engodo:

Nem todos os comedores de gentes são grandes senhores.

Onde passou a Vespa

Apenas o Mosquito resta.

 

Mas La Fontaine estava muito longe do que se passa por cá

E até lá por fora, agora,

Em sítios de maiores responsabilidades

Porque de maiores potencialidades.

Aquilo a que temos diariamente assistido

É uma insólita formação vigarística,

Que ao invés de partir das águias superiores,

Parte muitas vezes

Dos pardais de estatutos inferiores,

Que vão crescendo, à medida que vão aprendendo

Com águias ou com outros pardais iguais,

E a dada altura, atingindo os estatutos convenientes,

Com as suas corrupções mais que repelentes,

Mosquitos inicialmente,

Vespas desleais, depois,

Espalham uma rede tão sombria de vilania

Que ninguém mais poderá eliminar algum dia.

 

Berta Brás.jpg Berta Brás

 

MONETARISMO X FISCALISMO

 

 

 O Prémio Nobel de Economia de 2011 foi dado aos professores americanos Christopher Sims e Thomas Sargent

 

O primeiro pela sua formulação do modelo VAR, um sistema de equações simultâneas com variáveis auto-regressivas, que permite a análise e a previsão de séries temporais de variáveis económicas. Sargent, além de sua contribuição na estimação dos modelos com expectativas racionais, analisou a inter-relação das políticas monetária e fiscal, um tema importante para se entender que a sustentação de qualquer regime monetário depende da situação fiscal.

 

No seu artigo clássico sobre o final das hiper inflações da Alemanha, Áustria, Hungria e Polónia, que ocorreram entre as duas guerras mundiais do século passado, Sargent concluiu que duas medidas foram essenciais, para que as hiper inflações acabassem do dia para a noite, sem que houvesse recessão. Essas medidas foram: mudança do regime monetário, com a proibição dos bancos centrais de financiarem o défice público; e mudança do regime fiscal, com as despesas sendo financiadas exclusivamente por tributos, ou por empréstimos que não implicassem a emissão de moeda.

 

Essa conclusão não foi aceite por todos os economistas. Rudiger Dornbusch (alemão), professor do MIT, que morreu prematuramente, argumentou que, no caso da Alemanha, não houve mudança do regime fiscal antes do término da hiper inflação, havendo apenas mudança do regime monetário, com a fixação da taxa de câmbio e elevação da taxa de juros. A estabilização fiscal ocorrera depois do final da hiper inflação, com a recuperação da capacidade tributária do Estado em virtude do final da inflação, num círculo virtuoso produzido pelo novo regime monetário.

 

Quem estava certo: Sargent ou Dornbusch? A experiência brasileira, com o Plano Real, mostrou que a hiper inflação pode acabar do dia para a noite apenas com a mudança do regime monetário. Aqui, no Brasil, não houve mudança do regime fiscal antes do plano. No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso existiam economistas que endossavam a hipótese de Dornbusch, pois o défice público passou a ser financiado por dívida pública, em vez da emissão de moeda.

 

O resultado dessa estratégia foi o crescimento em bola de neve da dívida pública, numa trajectória insustentável. É verdade que não houve dificuldade no financiamento do défice e na rolagem da dívida, porque o governo tinha reputação e credibilidade. No apagar das luzes do primeiro mandato do presidente FHC, o ajuste fiscal foi feito, introduzindo-se a política de superávite primário, em vigor até hoje. Moral da história: a hiper inflação só acaba de modo definitivo se houver mudança dos regimes monetário e fiscal.

 

A crise do euro actualmente é outro exemplo da interacção das políticas monetária e fiscal. O Tratado de Maastricht estabeleceu que os países que aderissem ao euro deveriam ter uma dívida pública de 60% do PIB e um défice público de 3%. Esse défice público é calculado multiplicando-se 60% por 5%, a soma da inflação de 2% com o crescimento de 3% do produto real. Satisfeitas essas condições, a dívida pública seria sustentável e o Banco Central Europeu não teria que socorrer países com crise de dívida. Em 2002, a Alemanha e a França, países que deveriam dar exemplo, não cumpriram a regra. Vários países seguiram esse caminho.

A Grécia, de tanto tomar dinheiro emprestado, não tem condições de pagar a dívida. Como resolver esse imbróglio para salvar o euro?

 

Apagar o incêndio e obrigar que cada país membro do euro somente se endivide se tiver capacidade de honrar os seus compromissos.

 

No Brasil é usual rotular as pessoas para desqualificar os seus argumentos. Chamar alguém de monetarista tinha (tem) a conotação de um palavrão. A experiência mundial, tanto em situações patológicas (hiper inflação), como em situações usuais (crise do euro) mostra que os problemas monetários têm origem fiscal.

 

 Fernando de Holanda Barbosa

Professor da Escola de Pós-Graduação e Economia da Fundação Getúlio Vargas

«Revista Conjuntura Económica» – Vol. 65 N.º 11 Novembro 2011 – Macroeconomia

 

A nova equipa na Agricultura – 3

 (*)

 

Do Programa do XIX Governo Constitucional transcrevo:

 

"Objectivos estratégicos Agricultura

- Aumentar a produção nacional com vista a contribuir para a auto-suficiência alimentar medida em termos globais, ou seja, em valor;

- Aumentar o rendimento dos agricultores, condição essencial para a atracção de jovens para a agricultura e factor crucial para obter transformações rápidas e duráveis neste sector;"

 

 

Totalmente de acordo com tais objectivos. Se os governos das últimas décadas tivessem tido esses objectivos e os cumprissem, a situação económica e financeira de Portugal seria hoje completamente diferente. Como sabemos - e há anos que, repetidamente, o venho denunciando - têm actuado no sentido oposto. E só não acabou ainda a agricultura em Portugal - como alguns têm apregoado e vários o desejam - graças a um número apreciável de agricultores que, não graças ao Ministério da Agricultura, mas apesar dele, têm continuado a lutar e, nalguns casos - não muitos, infelizmente - até com bom êxito. O país talvez não se aperceba, graças à intensa propaganda contrária, do que a agricultura contribui para as exportações portuguesas e é muito significativo.

 

Ao longo dos tempos e baseado em vários bons exemplos, nacionais e estrangeiros, tenho mostrado quais são as duas alavancas necessárias para transformar uma agricultura pobre, atrasada e pouco competitiva numa de grande nível e dando à economia do país uma contribuição bem maior do que dá hoje. A primeira dessas alavancas é uma investigação agronómica de alto nível e grande amplitude, que constantemente descubra a forma de fazer melhor agricultura, no seu sentido mais lato. É ela a fonte da agora tão apregoada "inovação", uma palavra que os nossos políticos começaram a usar quando "lá fora" se começou a falar, em inglês, de "innovation".

 

Se na indústria ou na saúde é importante o país ter investigação científica, na agricultura ela é absolutamente necessária. É possível construir em Portugal automóveis, televisões ou telemóveis com tecnologia estrangeira. Mas, pelas diferenças específicas da combinação solo e clima, a agricultura exige experiência local e a importação directa da técnica estrangeira pode dar casos de verdadeiro desastre, como logo após o 25 de Abril aconteceu. O facto de qualquer melhoria, mesmo pequena, ser aplicada a uma vasta área, causa na produção aumentos de tal montante que até o orçamento do estado colhe, sobre esse aumento, bem mais do que ali investiu. Enquanto a melhoria for aplicável, o aumento de rendimento líquido, para o agricultor e os impostos sobre esse aumento, para o estado, continuam a verificar-se, muito depois do gasto inicial. É esse o caso do único exemplo de que tenho conhecimento haver dados quantitativos dos resultados da investigação agronómica. Uma doença das vinhas do Douro chamada "maromba", que causava nas videiras muito pouco desenvolvimento e produções baixas, foi estudada na Estação Agronómica Nacional, então ainda em Sacavém. Eliminadas as possibilidades de um agente patogénico (fungo, bactéria ou vírus), foram investigadas as deficiências minerais e descobriu-se que era causada por uma deficiência de boro, um dos elementos químicos de que as plantas necessitam em quantidades muito pequenas mas que, quando faltam, causam perdas elevadas. Definida a terapêutica a aplicar, as videiras passaram a ter o seu desenvolvimento normal e aumentou a sua produção de uva. Como a Casa do Douro tem as vinhas e as suas produções todas catalogadas, contou-me o Director de então, o Eng.º Agrónomo Orlando Gonçalves, que a melhoria representava, para a viticultura do vinho do Porto, mais 28.000 a 30.000 contos por ano. O orçamento da Estação Agronómica era, nessa altura, da ordem dos 15.000 contos. E, note-se, essa melhoria continua e façam as contas para saber quanto colhe hoje o Douro como consequência dessa investigação.

 

 Miguel Mota

 

Publicado no Linhas de Elvas de 7 de Julho de 2011 a 15 de Setembro de 2011

 

(*)http://www.google.pt/imgres?q=vinhas+douro&um=1&hl=pt-PT&sa=N&biw=1024&bih=735&tbm=isch&tbnid=fgTHW0cV4XEeOM:&imgrefurl=http://www.conhecer.pt/%3Fmod%3Dserprod_pag%26id%3D2%26m%3D26&docid=6SWW4zgr5fSjGM&imgurl=http://www.conhecer.pt/media/upload/images/douro/vinha_em_socalcos.jpg&w=2272&h=1704&ei=MoHYTpeaA464hAevz9zVDg&zoom=1&iact=hc&vpx=725&vpy=319&dur=913&hovh=194&hovw=259&tx=160&ty=131&sig=108364103958560163334&page=1&tbnh=146&tbnw=204&start=0&ndsp=13&ved=1t:429,r:12,s:0

A GREVE GERAL FARÁ SENTIDO?


Tenho a maior dificuldade em perceber quais as vantagens de uma greve geral num país falido. Nas presentes circunstâncias, com a greve geral, as reivindicações não são atendidas. O desemprego não diminui. A produção não aumenta. A legitimidade democrática das instituições não se altera. A crise não se resolve. Ninguém lucra absolutamente nada com ela, a começar pelos participantes. A situação em que se encontram ficará rigorosamente na mesma, se não piorar como é o mais provável.

No tempo de Marx, o enriquecimento crescente dos patrões podia ser visto como correlativo da pauperização crescente e acelerada da exploração dos trabalhadores. O alvo clássico de uma greve é, por definição, a entidade patronal que, comprando a força de trabalho alheia, acumula mais-valias à custa do esforço de cada um daqueles que a prestam. Trata-se portanto de impedir o capital de ter a sua esperada e fundamental rentabilidade.

Nos últimos 150 anos as coisas mudaram muito. O estatuto dos trabalhadores no século XXI não é, nem de perto nem de longe, comparável ao que era no século XIX. Já não é por essa via que, de diferenças quantitativas, se passa a diferenças qualitativas, mesmo numa situação de escassez e desigualdades gritantes como a de hoje.

Actualmente, que se saiba, a enorme maioria das entidades patronais, em Portugal, só acumula prejuízos e riscos de insolvência. Os milhares de pequenas e médias empresas que têm vindo a desaparecer de ano para ano não vão reagir a uma greve, desde logo pela razão singela de que fecharam as portas. A não ser que se pretenda realizar uma "greve geral de desempregados", o que será um conceito tão inédito quanto macabro.

Às empresas que ainda resistem, pouco ou nada resta para efeito de eventuais cedências ao que lhes seja exigido. Não têm crédito, não são competitivas, não conseguem adquirir matérias-prima ou não têm mercado para os seus produtos. Nenhuma greve geral dos que ainda têm a sorte de ter emprego conseguirá alterar uma situação que as transcende.

A situação nos mercados internacionais, a especulação bolsista, as dinâmicas financeiras desenfreadas, o verdadeiro capitalismo apátrida, a concorrência das economias emergentes, ocorrendo num plano de globalização de impossível controle por parte das autoridades nacionais e até das internacionais, implicam muitas vezes que manter postos de trabalho corresponda a um prejuízo e não a um lucro.

Entidades patronais e empresas, que já estão pelas ruas da amargura, não vão sentir-se compelidas a alterar o status quo da sua relação com os trabalhadores. Nem podem. A situação é de falência geral. A consequência lógica inevitável será a deterioração das condições de trabalho e ainda mais suspensões de actividade e despedimentos. Além disso, ninguém investe em potenciais de instabilidade e paralisação do trabalho, mesmo que a mão-de-obra seja mais barata... Para isso, há as deslocalizações de unidades industriais e de serviços para vários países da Ásia, onde todos os factores de produção, incluindo a disciplina, se conjugam mais a contento dos interessados.

No sector público, a consequência da greve geral será pois um conjunto de serviços e actividades ainda mais degradados com forte lesão dos interesses legítimos de muita gente. O Estado não é propriamente um patrão com a vocação de enriquecer. Os serviços públicos são, normalmente, geradores de prejuízos, e por isso é que se espera do Estado que os preste.

Pode dizer-se que algumas das medidas que o Governo está a tomar atingem as raias da barbaridade. É verdade. Mas também se pode dizer que as coisas se degradaram a tal ponto que não se vê nenhuma alternativa. Está-se agora ante a falência global do sistema e também não é a greve que vai regenerá-lo. Só vai agravar as coisas, em nome de chavões políticos que já não levam a lado nenhum. A questão deixou de ser ideológica para ser de simples bom senso.

Nos tempos que correm e numa situação como a nossa, a greve como instrumento de luta, torna-se inócua e sai cara demais a toda a gente.

Os custos da operação, da paralisação dos serviços, do empobrecimento agravado do país, vão ser, mais uma vez, inevitavelmente, suportados pelos contribuintes. Se os contribuintes resolvessem, por sua vez, fazer greve geral aos impostos, então até as greves gerais iriam por água abaixo...

 

 VASCO GRAÇA MOURA



Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D