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A bem da Nação

OLHAR O PASSADO

 

 

Nos últimos dias encontrei dois exemplos antagónicos de lidar com a crise, que merecem ser contados.

 

A meio da semana, um homem de quarenta e poucos anos, com fracas habilitações e especializado em arranjos caseiros queixava-se de lhe ter sido retirado o subsídio de desemprego. Perante este cenário, a reacção foi: "E agora não sei como é que eles querem resolver a situação”.

 

A possibilidade de aceitar um trabalho, ainda que não remunerado de acordo com os antigos critérios ou com um contracto seguro, estava para este homem liminarmente afastada.

 

Poucos dias depois, outra pessoa comentava que quem agora fala de crise não sabe o que foi há 35 anos perder toda uma vida construída em Africa e recomeçar do zero num país longínquo. Para essa pessoa, a crise de que agora falamos é uma crise relativa. Nestes dias, como nos anos 70, temos muito a aprender com estas pessoas que com a sua coragem e determinação ajudaram a reconstruir Portugal. Para estes não houve subsídios nem outras regalias e nem por isso o seu e o nosso futuro ficou hipotecado. Talvez esta crise tenha o mérito de tornar os portugueses mais adultos e responsáveis, porque essa foi uma tarefa que nem o 25 de Abril nem a adesão à Europa conseguiram cumprir por estas bandas.

 

 (*)

Raquel Abecasis

 

RR on-line 17-01-2011 08:20

 

(*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://1.bp.blogspot.com/_Nb2KSfZleRw/TRuxm62Q-vI/AAAAAAAABDM/wWyyT0-TdTk/s1600/Raquel-Abecasis.jpg&imgrefurl=http://ensgaia.blogspot.com/2010/12/aborto-hora-de-reabrir-discussao.html&usg=__pF4TumQfcqwIVmqsL27oQ7XGxAY=&h=225&w=400&sz=14&hl=pt-pt&start=0&sig2=4-pjyvubbHCEGtwepblnYw&zoom=1&tbnid=Tyt62V5Wr-7FSM:&tbnh=98&tbnw=175&ei=66I6Ta3SIor5sgb7woD1Bg&prev=/images%3Fq%3DRaquel%252BAbecasis%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&oei=66I6Ta3SIor5sgb7woD1Bg&esq=1&page=1&ndsp=21&ved=1t:429,r:1,s:0&tx=66&ty=62

O TURISMO NO DESENVOLVIMENTO DO SOTAVENTO ALGARVIO – VIII

 (*) 

Ainda o desenvolvimento náutico de Tavira

 

 

Depois dos anteriores artigos sobre este assunto surgiram algumas dúvidas que importa esclarecer e que são as seguintes: falou-se de portos de recreio e de marinas e afinal qual é a diferença entre esta duas definições, e em qual delas devemos apostar para contribuirmos para o desenvolvimento sustentado de Tavira.

 

Quando se afirma que a náutica de recreio constitui um motor essencial para o desenvolvimento de Tavira a primeira ideia é haver instalações apropriadas para receber embarcações de porte médio e grande e onde se prestem todos os serviços correspondentes às 4 e 5 estrelas da classificação turística, que é obviamente a que maior valor acrescentado propicia e portanto, a que mais postos de trabalho cria e mais riqueza introduz na sociedade local.

 

Para isso constroem-se marinas onde se recebem as embarcações e onde existem infra-estruturas que possibilitam a prestação dos serviços atrás indicados e que se destinam aos clientes com poder de compra correspondente.

 

Alguns estudos de que tive conhecimento têm tratado este assunto de forma a mostrar que existe um mercado muito vasto na Europa em que a maioria dos países está a atingir a saturação das suas capacidades naturais pelo que existem fundadas convicções do sucesso deste tipo de investimento em locais como Tavira dadas as suas condições excepcionais da natureza e do enquadramento.

 

Mas a náutica de recreio tem outra característica essencial a saber: é um meio educativo único além dos seus aspectos desportivo e lúdico, e que é forçoso desenvolver em grande parte da população que vive na proximidade do mar, se quisermos ter a qualidade náutica exigida pelos empreendimentos náuticos de elevada qualidade que como se viu são essenciais para a criação de riqueza.

 

Assim teremos que ter vários portos de recreio, com infra-estruturas mais baratas e que permitam a prática da náutica a grande parte da população e não apenas à juventude, pois quando isto acontece como já aconteceu no nosso país noutros locais, quando o cidadão deixa de ser jovem não pode mais praticar estas actividades.

 

Tavira tem pois todas as vantagens em possuir uma marina de alta qualidade mas deve também desenvolver os portos de recreio que a natureza lhe facilita a tarefa desde que se saiba aproveitar locais como Cabanas, Santa Luzia e o Forte de Santo António.

 

Este conjunto de equipamentos, a maior parte dos quais devendo ser investimentos privados, criarão alguns milhares de postos de trabalho, entre directos e indirectos, e contribuirão decisivamente para reduzir a taxa de sazonalidade.

 

De tal forma que não se pode aceitar sem revolta que o poder político continue a protelar as decisões que permitam estas realizações, tanto mais quando todos os dias aumenta o número de portugueses desempregados.

 

Novembro de 2010

 

  José Carlos Gonçalves Viana

 

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://1.bp.blogspot.com/_7ulFthqx0WU/S6yCZ-Mav7I/AAAAAAAAAiQ/3VWVGztup6A/s1600/BI28-028_Marina_Vilamoura.jpg&imgrefurl=http://worldnauticalnews.blogspot.com/2010_03_21_archive.html&usg=__DsDI4yUeyUnIHFnBkVdfW_MG4Pk=&h=365&w=550&sz=76&hl=pt-pt&start=29&sig2=o060cyGaTk6kKtE9i4mXAg&zoom=1&tbnid=t48MIhkRMUGS_M:&tbnh=131&tbnw=197&ei=LFg5TaT-DoKA4Qabg4nVCg&prev=/images%3Fq%3Dmarina%252Bde%252Brecreio%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:10%2C919&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=537&vpy=338&dur=156&hovh=183&hovw=276&tx=158&ty=116&oei=G1g5TbXTHoWztAb_3LD1Bg&esq=3&page=3&ndsp=12&ved=1t:429,r:2,s:29&biw=1007&bih=681

CURTINHAS Nº 84

 

MAL DE QUEM NÃO OLHA PELOS SEUS...

 

 

 O que para aí vai por causa de uns investimentos de carteira (é assim que se diz) que o político Cavaco Silva, bem aconselhado, entendeu fazer, anos atrás (em 2001, por aí), na Sociedade Lusa de Negócios (então SLN SGPS; hoje Galilei SGPS)!

 

 Ao que se diz, entre ele e a filha, terão comprado 255,018 acções da dita empresa ao preço de € 1.00/acção (o valor nominal), para vendê-las, tempos mais tarde (em Novembro de 2003) com uma suculenta mais valia de € 1.40/acção.

 

 Começo por reconhecer que até o investidor mais adicto à adrenalina do risco pensaria duas vezes antes de entrar num negócio destes: (1) 255 mil acções mal chegavam a 0.0005 do Capital Social da SLN SGPS, pelo que nunca se faria ouvir numa Assembleia-Geral, por mais que gritasse;

(2) o risco de preço a que se expunha seria enorme, uma vez que as acções de SLN SGPS não eram, ao tempo, como não são hoje, negociáveis em Bolsa.

 

 No cenário mais pessimista, mas plausível, o problema nem seria o preço de saldo a que ele teria de vender um lote que comprara com tanta fezada. Seria, sim, encontrar quem as quisesse comprar. Na realidade, quem compra acções não negociáveis em Bolsa, ou tem o conforto de um acordo de recompra, ou tropeça no desagradabilíssimo risco de liquidez: o perigo de não aparecer comprador, quando há que realizar dinheiro de um dia para o outro.

 

 As Sociedades de Capital de Risco bem conhecem este problema – e precatam-se com acordos de recompra que, por mais habilmente gizados, as deixam sempre com o credo na boca: chegado o momento, o comprador não quer (risco de contraparte), ou não pode (risco de crédito), cumprir.

 

 Se a imagem que Cavaco Silva cultivou com desvelo durante todos estes anos (a de um político avesso a riscos, dúvidas e enganos) se ajustar ao personagem, é pouco crível que ele tenha decidido o investimento sem a rede segura de um acordo de recompra. Subscrito não por qualquer um, mas por quem, no ponderado juízo deste investidor, fosse pontual como um relógio suíço, acontecesse o que acontecesse.

 

 Que comentadores e adversários políticos do recandidato não comecem a gritar como vestais ultrajadas, à vista dos fumos de um possível acordo de recompra.

 

 É corrente por esse mundo fora as empresas munirem-se de um “saco azul” de acções próprias para premiarem o seu pessoal (geralmente, mais os gestores de topo que o pessoal menor) através de bem calibradas vendas com acordo de recompra (uma espécie de stock options um tanto rústicas).

 

 Afinal, sobre os prémios que sejam pagos em mão recai todo o peso da carga fiscal directa e parafiscal - mas as mais-valias, nos raros casos em que são tributadas, safam-se com taxas de imposto simbólicas e sem quaisquer contribuições para a segurança social. E as menos valias que a contraparte vier a registar até são fiscalmente dedutíveis.

 

 Os políticos tarimbados que não venham dizer agora que ignoravam tal prática (se é que um ou outro não viu já o seu passadio melhorado graças a semelhante expediente): muitas das privatizações apoiaram-se às claras em acordos de recompra para satisfazer a ingénua exigência do legislador quanto a dispersões mínimas de capital!

 

 A existirem, os acordos de recompra destinados a contornar a lei fiscal são, como não poderiam deixar de ser, verbais, de palavra de honra, celebrados na base da total confiança entre as partes.

 

 No caso SLN/BPN, porém, a razão era outra. Desde sempre o Grupo foi useiro e vezeiro a celebrar acordos de recompra (mais exactamente opções Put) com accionistas cuja preocupação maior não era a carga fiscal, mas, sim, os riscos a que se expunham ao adquirirem acções não cotadas: fosse o risco de preço; fosse o risco de liquidez; fossem mesmo os riscos de crédito e/ou de contraparte (daí a frequente intervenção do BPN como garante).

 

 Quer a SLN SGPS, quer o seu accionista principal (SLN VALOR), o “saco azul” sempre em estado de prontidão, entravam alegremente no jogo. E o BdP desviava pudicamente os olhos (em todos os Relatórios & Contas de SLN SGPS há referência a transacções com acções próprios, em volumes apreciáveis, mas sem indicação das contrapartes).

 

 Não ocorreu ainda aos adversários políticos de Cavaco Silva que a polémica operação tanto pode ter partido da iniciativa do recandidato, como de um fiel correligionário que assim queria subir na estima do seu chefe e mentor: começa por lhe falar num investimento seguro, convence-o e, passados uns tempos, aparece a dizer-lhe, eufórico, que encontrou comprador disposto a pagar bom preço. Ah! Fiel correligionário que tanto te preocupas comigo. Como és hábil. E como te estou grato!

 

 É claro que os nossos comentadores de todos os quadrantes, não menos hábeis e conhecedores, ferram o dente no preço de venda, para não mais largar. Como estivesse aí a chave do enigma. E no desvario da carniça, até se esquecem de perguntar o que, na verdade, importa saber e que extravasa qualquer acordo verbal.

 

 Pois se não perguntam eles, pergunto eu (e respondo a uma ou outra, louvado em elementos que deveriam ser do conhecimento público):

- Quem foi o vendedor? [R: Basta consultar o Livro de Registo de Acções da SLN]

- Qual o valor contabilístico das acções no momento da venda? [R: Não sei, porque desapareceram do mercado os Relatórios & Contas da SLN SGPS. Nem o BdP os tem, ainda que a SLN SGPS fosse, durante largos anos, o accionista único de um Banco sujeito a supervisão.]

- Houve lugar a operações semelhantes por esses dias? [R: Uma vez mais, não sei. Mas em 2005, SLN SGPS comprou 4 milhões das suas acções ao preço médio de € 2.82/acção, e vendeu outras tantas ao preço médio de € 2.75/acção. De 2006 em diante o baile esteve mais barato e menos animado.]

- Se sim – quem foram as partes vendedoras? [R: Uma vez mais, folhear o Livro de Registo de Acções da SLN ajuda a encontrar a resposta.]

- Se sim - quais os preços de venda praticados? [R: Em 2005, € 2.75/acção.]

- Havia direitos de preferência a respeitar? [R: Havia.]

- Se sim, foram respeitados? [R: Não. E parece que ninguém se preocupava muito com isso.]

- A operação foi financiada? [R: Aqui, a colaboração de Cavaco Silva é essencial; mas a consulta aos registos contabilísticos do BPN também pode desfazer todas as dúvidas, já que não é provável que a operação tenha sido financiada por um outro Banco; mas poderia ter sido financiada por SLN VALOR ou terceiro particular.]

- Quem recomprou? [R: De novo, o Livro de Registo de Acções da SLN.]

- Qual o valor contabilístico das acções no momento da recompra? [R: Não sei. No fecho de 2005 era € 1.24/acção, mas parece que havia por lá muita contabilidade criativa.]

- Houve lugar a operações semelhantes por esses dias? [R: Ver mais acima.]

- Se sim – quem foram as partes intervenientes? [R: Uma vez mais, folhear o Livro de Registo de Acções da SLN.]

- Se sim – e quais os preços de recompra praticados? [R. Em 2005, € 2.82/acção.]

- Estas operações de venda com acordo de recompra, sendo efectuadas por SLN (o que não é líquido; inclino-me mais para a SNL VALOR), aparecem divulgadas nas Demonstrações Financeiras? [R: Pelo menos, apareceram de 2005 em diante.]

 

 SLN SGPS não tinha, à época, Livro de Registo de Acções, ou este estava desactualizado? E o BdP permitia que tal ocorresse numa Sociedade Holding accionista único de um Banco (o BPN)?

 

 Faço notar que o tempo que decorreu entre a compra e a revenda (cerca de 2 anos) era a justa medida para evitar a tributação da mais-valia sem dar nas vistas. Isso é um facto.

 

 Nisto tudo há, porém, um ponto intrigante: a operação foi efectuada conjuntamente por Cavaco Silva e sua filha. Não Cavaco Silva e o cônjuge, como é usual no regime de comunhão de bens, havendo recurso a financiamento bancário. Não Cavaco Silva e ambos os filhos. Não, numa reminiscência do morgadio, Cavaco Silva e seu filho varão. Mas Cavaco Silva e a filha.

 

 Será que a operação foi montada, não para proveito patrimonial de Cavaco Silva, mas para resolver problemas pessoais da sua filha – e por deferência para com um pai compreensivelmente preocupado?

 

 A.P.MACHADO

Janeiro de 2011

A ARTE DE SE TORNAR INDISPENSÁVEL

  (*)

 

Bismarck nunca aceitou que a política fosse uma Ciência; tratou-a sempre como Arte. O suprassumo desta Arte - a sua - consistia na capacidade de se tornar indispensável. Colocado perante um conflito, a última coisa que lhe poderia passar pela cabeça seria a ideia de o resolver. Em vez disso, procurava criar empatia em qualquer das partes e não perdia uma ocasião de inspirar e dilatar respeito a todos os empenhados na contenda, qualquer que fosse a respetiva posição. Apercebeu-se da vantagem de tal atitude logo que, ainda jovem, entrou na política. No velho Reino da Prússia, desenhava-se então (segundo quartel do século XIX) um braço de ferro entre a Coroa e o recém-constituído Parlamento para decidir a quem cabia a tutela do Exército. (Naquele Reino, dado o estilo da cultura local, o Exército era e foi sempre importante - senão mesmo a principal - fonte do poder).

 

Bismarck, latifundiário junker - a classe que fornecia a oficialidade do Exército - especializou-se no Parlamento em matéria de fiscalização da despesa militar o que lhe conferiu autoridade no processo de obtenção de autorização para adiantamentos de verbas ao Exército. Como esta carência é perpétua, Bismarck tornou-se indispensável à Coroa, aos generais e ao próprio Parlamento. A partir de então, Bismarck passou a montar sistematicamente situações que mostrassem a sua indispensabilidade. Para tanto servia-se de tudo, até dos sentimentos públicos. Exaltava-os, atiçava-os ou adormecia-os conforme as suas conveniências do momento. A cultura militar era útil na medida em que inspirava aos alemães o nacionalismo indispensável à unificação económica e política do antiquíssimo Sacro Império Romano do Povo Germânico (vulgo, Alemanha).

 

Mais tarde, já como chanceler (primeiro ministro) e dominando o Exército, convinha ao seu poder tornar o exército indispensável. Decidiu que a melhor maneira de tornar o Exército indispensável era a guerra. Realizou também que se pode fazer a guerra sem incomodar o Parlamento; basta autofinanciá-la mediante saque e imposição de reparações ao inimigo vencido. Aos soldados combatentes, compensou-os de duas maneiras: deu-lhes armas que permitiam liquidar os inimigos antes que estes pudessem usar as suas (glória a baixo risco) e criou a pensão perpétua para antigos combatentes. Os industriais não se queixaram pois iam enriquecendo com as encomendas de armamentos. Ludibriou a Áustria prometendo-lhe um ducado dinamarquês.

 

O Imperador austríaco - então dominante no espaço alemão e sempre sequioso de acesso ao Mar do Norte - aceitou. Sem apoio do Imperador austríaco, os outros reizinhos, incluindo o da Baviera, e os Grandes Eleitores desistiram de se opor ao chanceler prussiano. Mesmo assim, havia sempre a hipótese de a França se intrometer, como era do seu uso. Sucederam-se as campanhas militares que terminariam com a derrota da França, a unificação da Alemanha sob égide prussiana - leia-se Bismarck - e a expulsão da Áustria do antigo espaço alemão. Os ducados dinamarqueses tornaram-se prussianos; a Áustria manteve-se contudo amiga pois os Habsburgos ficaram, a partir de então, dependentes do apoio militar de Berlim. E assim acabou a espiritualidade, o romantismo, a fantasia, a humanidade e outros notáveis impulsos artísticos que se materializaram nas catedrais góticas do Reno, nas pinturas de Grünewald e Dürer, na poesia de Schiller, Goethe, e Heine, na música de Beethoven, Schubert e multidão de génios de tempos anteriores. Luís Frederico da Baviera, construtor de delirantes castelos de fadas, afogou-se no Lago dos Cisnes. Sonhar era proibido; quedou-se apenas o ritmo irresistível e o perfeccionismo formal sintetizados na arte de J.S. Bach. Para o bem ou para o mal, a Alemanha rendeu-se à prosaica cultura prussiana nascida nas planuras arenosa, quase estéreis que se estendem, a Norte, até à beira do Báltico. Isto aconteceu porque Bismarck, quando vivo, soube tornar-se indispensável e, no processo, acabou por tornar o Exército indispensável à Prússia e esta indispensável à Alemanha.

 

Até quando?

 

Voltaremos ao assunto.

 

Estoril 17 de Janeiro de 2011

 

 Luís Soares de Oliveira.bmp Luís Soares de Oliveira

 

(*) http://www2.needham.k12.ma.us/nhs/cur/Baker_00/2001_p2/baker_lg_bp_pd.2/otto%20von.gif

CATURRICES 12

 

LIGADOS À MÁQUINA - X

 

 

 Boas notícias, Leitor! Ainda há quem, lá fora, esteja na disposição de comprar a nossa Dívida Pública (DP). Não nos volumes que conviria ao Governo (e a todos nós), mas há.

 

 Quem investiu, meses, anos atrás, em DP com cupões de juros a taxas nominais da ordem dos 3%/4%, agora vende-a para, com igual risco (o risco de o Estado Português, entrar em incumprimento), acorrer às novas emissões que apresentam cupões bem mais generosos (acima dos 6%, pois então).

 

 E, mesmo assim, a DP encontra compradores no mercado secundário, desde que quem vende faça um desconto simpático no preço – o que é dizer, compram-na, se tiverem de pagar por ela bem menos do que aquilo que desembolsou quem a tenha adquirido no momento em que foi emitida.

 

 Ou, sob outro ângulo, pelo direito de cobrar os cupões restantes (incluindo o cupão correspondente ao reembolso do capital emprestado), pagam agora, no mercado secundário, mais barato. Os mesmos cupões, um preço mais baixo: maior rendibilidade.

 

 As taxas de juro que os media anunciam todos os dias como quem tira a febre a um doente terminal, não são as dos cupões de anteriores emissões ainda por pagar (essas estão contratualmente fixadas). Traduzem, apenas, a rentabilidade (a yield, no calão da finança) que os novos titulares pretendem e vão obter – isto, se o Estado Português, entretanto, não cessar pagamentos (se tal acontecer, serão eles a suportar o prejuízo por inteiro).

 

 Mas as boas notícias ficam por aqui. As más notícias, essas, hélàs! são muitas. Enumeremo-las - para não andarmos por aí a dizer tontarias.

 

 O OGE não gera excedentes para que se pague, ou se amortize de maneira que se veja, a DP que se vai vencendo - pelo que há que contrair nova dívida para conseguir pagar pontualmente a dívida velha.

 

 E também não gera excedentes que dêem para liquidar integralmente os juros que se vencem. Mais DP, agora para pagar pontualmente parte dos juros - um processo que qualquer aluno de álgebra sabe ser explosivo (isto é, que vai por aí acima, sem limite).

 

 Acresce que as receitas orçamentais recorrentes (esqueça-se, por uma vez, as habilidades contabilísticas para embelezar o que nasceu torto) não cobrem a Despesa Pública, juros excluídos (a chamada Despesa Primária). Como passar sem emitir mais DP? Lá terá de ser.

 

 Contas feitas, a DP (nem toda ela Dívida Externa, é certo) terá de ter, em 2011, um crescimento líquido de 17% (aproximadamente), para que o OGE possa ser cumprido e o Estado Português não se veja forçado a suspender pagamentos.

 

 Como estranhar o sentimento de risco agravado que se instalou entre os investidores internacionais? Tanto mais que não se vê uma só medida do Governo no sentido de tornar a DP atractiva para os residentes, levando-os a financiar, pelo menos, o deficit orçamental (a diferença entre as receitas orçamentais recorrentes e a Despesa Pública, juros incluídos) – quanto mais não seja, para aliviar um pouco a dependência relativamente aos investidores estrangeiros.

 

 Acresce ainda que o Estado Português não vai ser o único país a emitir dívida pública em 2011. Nos mercados que o Estado Português cultivou nestes últimos anos (de forma algo mandriona e displicente, reconheça-se) lá estarão a emitir no ano que entra todos os grandes Estados Europeus (e muitos dos pequenos, também) e os EUA. Tudo somado, uns largos biliões (pense em mais de 1 seguido de 12 zeros, caro Leitor, e andará lá próximo), contra os modestos 45 mil milhões (45 a arrastar uma cauda de 9 zeros) que a lusa pátria terá de procurar quem lhos empreste.

 

 Acresce também que o IGCP (o organismo público que tem por missão gerir a DP) nunca conseguiu, se é que isso, alguma vez, o preocupou, desfasar as nossas idas ao mercado, das idas de outros grandes Estados (pelo menos esses). E é ver Portugal ter de renovar empréstimos exactamente no mesmo dia em que a Espanha, a França, a Itália ou o Reino Unido também lá estão com idêntico propósito.

 

 Acresce, enfim, que o stock de DP, sendo pesado em termos de PIB, é pequeno (sim, Leitor, leu bem, é pequeno), para os principais investidores em Dívida Soberana (como as dívidas públicas dos países são designadas). Não é suficiente para marcar presença junto de um número suficientemente amplo de investidores.

 

 Tudo o que seja menos de 1,000 investidores activos numa determinada Dívida Soberana é pouco e confere a esses títulos fraca liquidez (sobretudo, em cenários de sobressalto como aquele que a DP atravessa).

 

 E depois há a dívida externa bruta (ou seja, sem considerar os créditos sobre o exterior, alguns dos quais dificilmente cobráveis) dos Bancos portugueses - que também eles têm de ir aos mercados internacionais, já para a renovar, já para financiarem os deficits da BTC que forem surgindo – a qual, no seu conjunto, excede em quase 50% a DP (interna e externa, tudo somado).

 

 Cabe perguntar, então: porque é que o Governo não incentiva os residentes a investirem em DP? Porque é que não aumenta a taxa de juro nominal dos Certificados de Aforro? Porque é que lançou Certificados do Tesouro sem nenhum mecanismo de liquidez? Porque é que não lança “empréstimos patrióticos” (por muito que isso desagrade a uma população acomodada ao consumismo)? Porquê? Porque não lhe ocorreu?

 

 Custa a crer que não lhe tenha ocorrido, já que a medida se mete pelos olhos dentro, e teria a virtude de circunscrever os novos empréstimos externos à renovação dos que se fossem vencendo (mesmo assim, uma espécie de moratória que não passaria despercebida ao investidor estrangeiro mais distraído).

 

 Então, se não é por falta de ideias, é porque o Governo bem sabe que os nossos Bancos (esses mesmo, que tiveram a habilidade de se sumirem do radar nestes últimos tempos) não aguentariam uma tal redistribuição da liquidez. Falta-lhes Capital.

 

 Em suma. Pagámos aos Bancos os juros do dinheiro que nos emprestaram (mais umas comissões e encargos que lhes deu jeito cobrar). E vamos pagar os empréstimos que eles contraíram no estrangeiro para que, na década que ora termina, nos armássemos em ricos. E nem um aumento de Capital se lhes exige!

 

 Visto isto, Caro Leitor, ainda diz cobras e lagartos dos especuladores?

 

(cont.)

 

 A.PALHINHA MACHADO

 

Dezembro de 2010

A AGENDA EUROPA

 

 

Gastaram cinco milhões de euros para fazer e distribuir esta agenda. Colorida e de aspecto simpático, já chegou a 3200 escolas secundárias, ONGs e instituições variadas, espalhadas por todo o espaço da UE, incluindo Portugal. Folheamos a dita agenda e encontramos indicações consideradas úteis sobre sexo seguro, como deixar de fumar, ser tolerante e combater a xenofobia. Há sete anos que existe esta agenda, mas desta vez resolveram incluir referências ás principais festas religiosas.

 

Assim, a “Agenda Europa” assinala as festas dos judeus, dos muçulmanos, dos hindus, fala do ano chinês… mas, sobre as festas do cristianismo nem uma só palavra. A maior religião da Europa não merece qualquer referência… por exemplo, abrimos a agenda no dia 25 de Dezembro e ficamos a saber que a primeira árvore de Natal surgiu na Estónia no século XV… e se formos ver o que diz a agenda no Domingo de Páscoa, encontramos umas breves linhas sobre a deusa Europa.

 

Choveram protestos da França, Polónia, Itália, Irlanda e Espanha. Durão Barroso mandou dizer que vai fazer três milhões e duzentas mil erratas para juntar às agendas já distribuídas.

 

É a Europa que temos!

 

  Aura Miguel

 

RR on-line 14 DE Janeiro de 2011

IVAN TURGUENYEV

 (*)

 

Nos dias de dúvidas, nos dias de pensamentos angustiosos sobre os destinos da minha pátria tu somente és para mim um esteio e uma esperança, ó grande, poderosa, verdadeira e livre língua russa! Se não fosses tu, como não cair no desespero à vista de tudo que se passa entre nós? Mas é impossível acreditar, que uma tal língua não tenha sido dada a um grande Povo!

 

Ivan Turguenyev no seu "Poemas em Prosa" (1882)

Tradução de Joaquim Reis

 

Ivan Sergeyevich Turgenyev (9 de Novembro de 1818, Orel, Império Russo - 3 de Setembro de 1883 Paris, França) foi um dos mais importantes romancistas e dramaturgos Russos. Ainda que a sua reputação como autor tenha decaído um pouco durante o último século, o seu romance Pais e filhos é ainda considerado uma das obras-mestras da ficção russa do século XIX.

 

In Wikipédia

 

(*) http://en.wikipedia.org/wiki/Ivan_Turgenev

OLHEM SÓ O QUE ELE DISSE…

 

«Até aqui, as nossas crenças e os conceitos usados para as formular foram o esteio transcendental da fé religiosa. (…) Hoje, todavia, tudo está a mudar. As pessoas nascem num mundo onde não há certezas; e, por entre os farrapos da herança que recebemos, o abismo está sempre à vista. Em tais circunstâncias a vida humana torna-se problemática; sem uma reconstrução radical da nossa visão do mundo que torne possível a vontade de poder da qual as nossas iniciativas dependem, entraremos num estranho deserto espiritual no qual nada tem significado ou valor – [será] o mundo do último homem.»

 

Friedrich Wilhelm Nietzsche

in Breve história da filosofia moderna, Roger Scruton, (pág. 249), “Guerra e Paz, Editores”, 1ª edição, Junho 2010

 

  Nietzsche (1844-1900) – Crítico da cultura ocidental e suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã, Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna. Isto porque, primariamente, há certa complexidade na forma de apresentação das figuras e/ou categorias ao leitor ou estudioso, causando confusões devido principalmente aos paradoxos e desconstruções dos conceitos de realidade ou verdade como nós ainda hoje os entendemos.

 

Para saber mais, v. http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche

 

POSTAIS ILUSTRADOS XLVII

 

ANNO DOMINI 2011

 

CANTIGAS DE AMIGO

 

Se sabedes novas do meu amado

aquele que me mentiu do que me há jurado

ai deus, e u é?

D. Dinis

 

Em Lisboa sobre lo lez

barcas novas mandei fazer,

ay mia senhor velida!

João Zorro

 

 

Chegas depois de uma promessa de Vida,

Que culminará na Morte no Calvário.

Chegas envolvido em Luz

Dos fogos de artifício.

 

Chegas..., para, em Dezembro, ires embora...

 

A cada viragem, és depositário da nossa Cruz,

Emblema do nosso sacrifício.

Mas, aos tempos de outrora,

Trazes o agora.

 

Carregas a Esperança da Parusia,

Não no sentido do final dos Tempos,

E, sim, na glória espectante dos momentos

De simplicidade da Alegria.

O Messias virá acalentar-nos a vontade de viver,

De ajudar os Homens, Ricos ou Pobres,

Seguindo os caminhos da Paz e da Justiça,

Causas Nobres.

  (*)

 

Dois mil e onze,

O ano da catástrofe vital,

Que, depois de uma Era de ouro,

Nos aponta esta malfadada premissa,

De passarmos à Era do bronze.

 

Não é o Juízo Final,

Que a Segunda Parusia nos sugere,

Mas, expurgadas as benesses do Tesouro,

Dito, apenas por hipócrita maldade,

Nacional,

Supostamente..., de todos nós,

Foi esbanjado por alguns,

Com celeridade.

 

E é isto que me fere.

 

E feriria os meus Avós,

Se estivessem por cá.

Assim vamos, de eleição, em eleição,

De escandaleira, em escandaleira,

Aqui e além,

Nestes exemplos maus,

Tataratatá,

Assobiando e sorrindo.

 

Em dois mil e onze,

Tenho este sonho cachorro,

De ir da Praça da Ribeira,

Até à Torre de Belém,

Para ver partir as Naus...

 

E ficaria feliz,

Se estivesse acompanhado de João Zorro

E de El-Rei D. Dinis...

 

Luís Santiago(3) Luís Santiago

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.hnidziejko.pbi.pl/klinika_rys/3/Dolar.jpg&imgrefurl=http://rogercarvalho.blogspot.com/2008_03_01_archive.html&usg=___MX-5YEyk6uL1_2qtla-yThm4k0=&h=404&w=400&sz=60&hl=pt-pt&start=21&zoom=1&tbnid=ro1CmHtF-vZspM:&tbnh=172&tbnw=170&ei=aF4wTZHNOMKRjAfo67HDCg&prev=/images%3Fq%3Dpesada%252Bheran%25C3%25A7a%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=577&oei=010wTa2KGYyA4Qbgk-CuCg&esq=33&page=2&ndsp=12&ved=1t:429,r:10,s:21&tx=59&ty=71

O TURISMO NO DESENVOLVIMENTO DO SOTAVENTO ALGARVIO – VII

 

 

E agora, que passos devemos dar para que consigamos atingir os resultados tão importantes para todos nós?

 

Desta vez não foi um leitor mas eu próprio a levantar esta questão indicada no título deste texto até porque, devo confessar-vos este desabafo, tendo iniciado esta luta pelas actividades marítimas desde 1974 tenho tido muito mais derrotas e desprezos vários que vitórias, como se pode ver pelo estado de atraso e de decadência delas no nosso País, começo a não ter grande paciência para os novos apóstolos da sua renovação que muito falam e pouco ou nada fazem de concreto mas têm o descaramento de se apresentarem como grandes inovadores sem sequer se darem ao trabalho de verificar se alguém já antes deles o fez.

 

Enquanto outros se esforçam por nada acontecer para protegerem iniciativas anteriores com receio da concorrência ou outros preconceitos, o que revela poucos conhecimentos desta realidade e bastante mesquinhez.

 

Mas para melhor esclarecimento do leitor vamos examinar, embora sucintamente como é óbvio num artigo deste tipo, os casos dos três municípios do Sotavento que indiquei no artigo anterior começando naturalmente por Tavira, depois por Castro Marim e finalmente por Vila Real de Santo António.

 

Tavira, tal como Portugal, deveu a sua grandeza no passado à actividade marítima e à sua produção agrícola e algumas indústrias ligadas a ambas e neste momento uma vez perdidas ou diminuídas essas actividades foi transformada nas últimas décadas num dormitório onde a maior actividade, o turismo, tem uma taxa de sazonalidade da ordem de 1,5 em 12 e é constituída pelo aberrante título de sol e praia que ainda por cima se caracteriza por baixo valor acrescentado para a sua população pois a maior parte das empresas que nele participam têm sede fora do concelho.

 

Para inverter esta situação é essencial o desenvolvimento de actividades que sejam passíveis de ser praticadas por pessoas individuais ou participando em empresas locais que sejam praticadas todo o ano, porque o clima e o mar assim o permitem e assim não só se resolver o problema da sazonalidade mas também o de passar a haver condições de atracção para residentes permanentes quer como reformados quer como profissionais de especialidades como por exemplo a informática.

 

Mas deve chamar-se a atenção que para seja possível ter a qualidade na prestação de serviços turísticos destes tipos há que cuidar da cultura específica a desenvolver na população o que obriga a criar condições para que todo e qualquer cidadão possa praticar todas elas ou pelo menos quase todas.

 

O que implica iniciar as crianças desde os primeiros anos de escolaridade no interesse pelos barcos, pelos animais que vivem no mar e nos campos da sua terra e não limitar os estudos aos possíveis turistas que nos poderão visitar.

 

Tavira tem um território onde já existem iniciativas muito interessantes e que são exemplos das enormes potencialidades existentes mas carecendo de alguns apoios operacionais que permitam a sua expansão de forma a constituírem um tecido coerente e complementar que dê ao Município a dimensão produtiva mais conveniente pois o mais importante é sempre manter o máximo nível de qualidade e não se voltar a cair no tipo de desenvolvimento como o de elevado número de fogos construídos em que a maior parte foi de baixa qualidade urbanística.

 

Mas quanto ao Mar as carências são ainda enormes: existem postos de atracação em número de algumas dezenas quando o potencial ronda os 2 000 distribuídos por Santa Luzia, 4 Águas e Forte de Santo António (ou do Rato), Cabanas e pelo Gilão junto ao centro da cidade onde há muito a fazer para dar vida, e receitas, todo o ano.

 

Ainda há mais iniciativas mas estas chegam para ilustrar o que se pretende expor.

 

Na verdade Tavira tem agora um Presidente do Município que está interessado nesta linha de desenvolvimento, o que de facto não aconteceu nos mandatos anteriores, e assim temos o início desta caminhada resolvido. É preciso agora que os outros intervenientes já apontados no artigo anterior se unam de forma a iniciar a concretização por fases dum plano de desenvolvimento global que deverá produzir resultados palpáveis em alguns meses.

 

E há quem esteja disposto a ajudar esta caminhada sem outra motivação além da vontade em conseguir colocar rapidamente Tavira no patamar de desenvolvimento sustentado e de elevada qualidade que pode e merece ter.

 

Quanto a Castro Marim e Vila Real também têm potencialidades de instalação de postos de amarração de idêntica capacidade, mas com características mais concentradas e praticamente sem influência na Ria Formosa mas não tenho conhecimento do interesse dos respectivos autarcas nestas iniciativas pelo que trataremos este assunto mais tarde.

 

 José Carlos Gonçalves Viana

 

Publicado no Postal em 2010-Set-23

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