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A bem da Nação

O PRISIONEIRO ESPANHOL

 

 

O melhor que se pode dizer da Irlanda neste momento é que felizmente há poucas. Por si só, não pode prejudicar assim tantas perspectivas da Europa. O mesmo se pode dizer da Grécia ou de Portugal, em geral considerado a próxima peça do dominó. O problema é a Espanha. Os outros são tapas; a Espanha é pièce de résistance.

 

O mais extraordinário, do ponto de vista dos Estados Unidos, é a semelhança da história de Espanha com a nossa. Tal como os Estados Unidos, ali houve uma bolsa imobiliária de grande escala, acompanhada por uma subida em flecha da dívida do sector privado. Tal como nos Estados Unidos, a Espanha entrou em recessão com o esvaziamento dessa bolha e com isso houve um aumento em grande escala do desemprego. Além disso, tal como nos Estados Unidos, Espanha viu a sua dívida pública aumentar devido à queda do rendimento e aos custos habitualmente associados à recessão.

 

No entanto, ao contrário dos Estados Unidos, Espanha está à beira de uma crise de endividamento. O nosso governo não está a ter dificuldade em financiar o défice, com taxas de juro a longo prazo para a dívida federal abaixo dos 3%. Já o custo da dívida de Espanha nas últimas semanas subiu muito, reflectindo os receios de incumprimento.

 

Porque é que a Espanha está em maus lençóis? Numa palavra, por causa do euro. Espanha esteve entre os países que adoptaram o Euro com mais entusiasmo, em 1999, quando a moeda foi criada. Durante algum tempo as coisas pareceram correr bem: os fundos europeus entravam em Espanha, estimulavam o consumo privado e a economia teve um crescimento rápido.

 

A propósito: durante os anos bons o governo espanhol foi um modelo de responsabilidade fiscal e financeira; ao contrário do que aconteceu com o grego, apresentou superavites e, ao contrário do que aconteceu com o irlandês, tentou (embora com êxito apenas parcial) regular os seus bancos.

 

No final de 2007, a dívida pública espanhola não ultrapassava metade da da Alemanha, e mesmo os seus bancos não estão em situação nem de longe semelhante aos da Irlanda.

 

No entanto, sem que ninguém se apercebesse, os problemas cresciam. Durante o boom, tanto os preços como os salários aumentaram mais depressa que no resto da Europa, o que ajudou a alimentar um enorme défice comercial. Depois, quando a bolha rebentou, Espanha ficou com custos que tornaram o país menos competitivo. E agora? Se ainda tivesse a velha moeda, como os Estados Unidos – ou como o Reino Unido, que tem várias características em comum com Espanha -, podia voltar a tornar a sua indústria competitiva. No entanto, estando presa ao euro, essa possibilidade não está em aberto. Pelo contrário, tem de conseguir uma desvalorização interna: cortar salários e preços até os seus custos ficarem alinhados pelos dos seus vizinhos.

 

Ora a desvalorização interna não é fácil. Para começar é lenta: em geral são precisos anos a fio de desemprego para baixar salários. Além disso, a descida dos salários representa uma descida dos rendimentos, enquanto a dívida se mantém. Isto significa que a desvalorização interna agrava o endividamento do sector privado.

 

O que isto representa para Espanha são más perspectivas económicas para os próximos anos. A recuperação da América tem sido decepcionante, especialmente em termos de emprego - mas pelo menos tem havido algum crescimento, com o PIB a regressar aproximadamente a valores semelhantes aos anteriores à crise e é razoável prever que o défice voltará a ficar controlado. Espanha, por outro lado, não recuperou nada e a falta de recuperação faz recear pelo futuro fiscal do país.

 

E se tentasse sair da ratoeira abandonando o euro e regressar à Peseta? Estará a preparar-se para o fazer? A resposta a ambas as perguntas é que provavelmente não. Espanha estaria melhor se nunca tivesse adoptado o euro, mas tentar sair criaria uma enorme crise bancária, porque os depositantes correriam aos depósitos noutras moedas. A não ser que de qualquer maneira essa crise aconteça, o que parece plausível, na Grécia e cada vez mais na Irlanda, mas menos provável ou até impossível em Espanha, é difícil imaginar um governo espanhol disposto a correr o risco que representaria sair da moeda única. O país está de facto prisioneiro do euro, sem grandes alternativas.

 

Nos Estados Unidos temos a sorte de não termos sido apanhados numa ratoeira semelhante. Continuamos com a velha moeda, com a flexibilidade que isso permite. A propósito, isto também acontece no Reino Unido, com défices e dívida pública comparáveis com os de Espanha, mas sem que os investidores pressintam a possibilidade de incumprimento.

 

O nosso problema está em que há uma facção política poderosa a tentar manietar a Reserva Federal. Na realidade, a tentar anular a única vantagem que temos sobre os pobres espanhóis. Os ataques dos republicanos ao Fed – com as exigências de que pare de promover a recuperação económica e em vez disso se concentre em fortalecer o dólar e em combater os perigos imaginários de inflação – equivalem a uma exigência de que nos encerremos voluntariamente na prisão espanhola. Esperemos que o Fed não lhes dê ouvidos. As coisas nos Estados Unidos estão mal, mas podiam estar muito pior. Se a facção dura conseguir o que quer, é o que acabará por acontecer.

 

  PAUL KRUGMAN

Nobel da Economia, 2008

ARQUITECTURA LUSÍADA

(*)

 

Goa passou a integrar a organização internacional que congrega os Arquitectos de língua portuguesa

 

http://www.hojelusofonia.com/goa-passou-a-membro-efectivo-do-cialp/

 

 

(*)

 http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.opais.co.ao/resources/images/2009pais/edicao_64/opais_64_lr_292.jpg&imgrefurl=http://www.opais.co.ao/pt/opais/%3Fdet%3D9570&usg=__p2IP6hszwPIrwiX98mqxDNt91uU=&h=310&w=295&sz=42&hl=pt-pt&start=57&zoom=1&tbnid=pIy4bQSgZ8t-iM:&tbnh=161&tbnw=153&prev=/images%3Fq%3Darquitectura%252Blus%25C3%25ADada%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1021%26bih%3D681%26tbs%3Disch:10%2C2305&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=133&vpy=241&dur=4400&hovh=230&hovw=219&tx=118&ty=127&ei=nYv-TPL-FsyP4gbS5Y2-CA&oei=hYv-TJGALcuyhAeS6PTKCQ&esq=5&page=5&ndsp=12&ved=1t:429,r:4,s:57&biw=1021&bih=681

 

POSTAIS ILUSTRADOS XLVI

 

 

ERAM CRAVOS. ERAM ROSAS...

 

De repente Darwin faz anos, e Portugal, descobrindo-se modernaço e europeu, põe-se em bicos de pés a celebrá-lo com entusiasmo, esquecido já do avozinho Marx a quem ainda há pouco beijava ternamente. (Neo)darwinistas explicam-lhe o comportamento humano, pois a ciência justifica agora a nossa animalidade, visto verdade e ciência serem, na sua percepção, irmãs gémeas, ou sinónimas, para usarmos mais rigorosa linguagem.

 

De Marx a Darwin: A Desconfiança das Ideologias, de Onésimo Teotónio Almeida, Lisboa, Gradiva, 2009, 184 pp. (*)

 

 ÉCLOGA DO CHAMAMENTO

 

Eram cravos, eram rosas,

Flores políticas d'eleição.

Símbolos perfumados

Da Liberdade,

Conseguida com a Revolução.

Odores, enfim, tão suaves,

Que atraiu políticos mil,

Para o serviço da Nação.

Um deles, de seu nome Prometeu,

Entre outros,

Que, sem entraves,

Se banquetearam com o Orçamento,

A justificar as oportunidades de Abril.

Passou a ser tal o tormento,

Que, desesperados,

Assim falaram.

ORÇAMENTO

Estou a braços com uma dívida abissal,

Dita importante, soberana,

Que me puseram neste estado

D'ansiedade esburacante,

Tal é o buraco desonroso

Em que estou metido.

Este estado do Estado,

Situação assaz insana,

É de falido!

É de falido!

Impressionante!

Por tua culpa Prometeu,

Estou monstruoso,

Em crise provocada

Por excessos

Dos mais diversos.

PROMETEU

Por minha culpa, sandeu?

Quando estás gordo e anafado?

Que eu saiba já existias,

Assim gorduroso.

Já vieras de outras partes,

De outras repúblicas tardias,

E de outros regabofes.

Fostes permitindo a engorda,

Que outros prometeus de ofício,

Príncipes consortes,

Não tiveram qualquer resquício,

Em consumir e... consumar.

E, agora, gordo como estás,

Só pensas em reclamar?

Há que fazer sacrifício,

Em benefício,

Do Estado Social.

Da dieta.

Para o Bem e para o Mal,

Estamos metidos nisto,

Afinal,

A grande meta.

ORÇAMENTO

Ah! Eu estou gordo, forte?

Estou talvez, à beira da Morte,

Assim atafulhado, inchado.

É fatal!

E quem é que me pôs assim monstruoso?

Foi quem me prometeu melhor Sorte!

Quem mentiu?

Quem arrostou... P

refiro dizer... arrotou blasfémias?

Quem engendrou promessas eleitorais,

Com descaramento inaudito

E falhou?

Estou aqui cheio de ténias,

Nos meus intestinos:

Fundações,

Institutos,

Direcções-Gerais,

Entidades Reguladoras...

E sabes que mais?

Preciso de emagrecer,

Senão, vou morrer,

Por causa das tuas políticas,

Opressoras.

Evacuar as ténias intestinais,

Que me corroem, mas não me emagrecem.

Estou dependente das malhas

Que, no Império se tecem,

Das falhas dos políticos,

Que não merecem,

Sentar-se mais à minha mesa.

PROMETEU

Que tristeza!

Não vais nada morrer.

Anima-te, pois, porque sem ânimo,

Eu perco as próximas eleições

E ainda tenho umas ilusões,

Fiado que este tormento

Vai cair no esquecimento.

A populaça

É esquecida,

E, em pouco tempo,

Não se lembrará de que foi ferida.

ORÇAMENTO

Eleições?

Isso é mais uma pipa de massa

Para gastar.

Não podes parar?

Que chalaça.

É preciso coragem.

É fartar vilanagem!

PROMETEU

Credo que deselegância.

Sabes que sou, por natureza,

Optimista!

Sou aquilo a que chamam

Um Corredor de Fundo.

Não há no mundo,

Outro optimista como eu.

Ou não me chamasse Prometeu.

Isto dos mercados, é só ganância,

Da mais fina,

Da internacional.

Prometo que vou mudar de concertina.

Vou acabar-lhes com a música

E a jactância.

A Nação safa-se sozinha.

Não é petulância.

Isso eu garanto.

Qual é o espanto?

Sou sempre o último que ri.

Usufruo de tal estrutura

Mental e diversa

Que me é fácil afirmar isto.

ORÇAMENTO

Sim Criatura!

Conheço-te a conversa.

Prometeu!

Promete que daqui a dois meses chamas o FMI!

 

 Luís (de) Santiago

 

(*) http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/letras/liv044.htm

 

MERCADOS

 

 

Portugal anda dominado pelos mercados. Os caprichos dessas entidades estranhas comandam a nossa política e até a nossa vida. Daí vêm todos os nossos problemas. Mas o que são esses misteriosos mercados?

 

De facto não há nada de sinistro na entidade. Trata-se de pessoas como nós. Muitas pessoas como nós. Têm família, emprego e férias, sonhos e problemas, alegrias e tristezas. A sua primeira característica é serem uma multidão, tão vasta e diversificada quanto se possa imaginar. São tantos que têm apenas quatro coisas em comum.

 

Primeiro fizeram poupanças e têm dinheiritos de lado. Nisso, mais ou menos, estão como nós. Segundo, emprestaram ao Governo português. Esta sua imprudência pode, à primeira vista, torná-los estranhos. Como puderam ser tão tolos? Mas se virmos bem não é tanto assim. Muitos de nós têm certificados de aforro, títulos do Estado, etc. Se temos então, surpresa!, nós somos eles. Mas mesmo que não tenhamos, é compreensível que pessoas normais, em tempos mais calmos, tenham escolhido essa aplicação de poupança, hoje tão pouco recomendável.

 

As outras duas características são ainda mais pacíficas. Primeiro, eles querem o seu dinheiro de volta ou, melhor, querem continuar a receber juros das suas economias. Finalmente, não acreditam que o Governo português seja capaz de tal, depois de tantas promessas, hesitações e trapalhadas. Qual de nós os pode censurar?

 

Como se vê, nesta história, o mal não está nos mercados, mas do outro lado.

 

É das promessas, hesitações e trapalhadas que vêm os nossos problemas.

 

 dr joao cesar das neves ... João César das Neves

 

In DESTAK 01 | 12 | 2010

UMA NOVA ERA JÁ COMEÇOU!

 (*)

 

Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!

 

As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!

 

De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!

 

... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

 

Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!

 

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":

 

1º- A Crise Financeira Mundial: desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

 

2º- A Crise do Petróleo: Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias massivas!), a inflação controlada, etc...

 

3º- A Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

 

4º- A Imigração: a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

 

5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

 

6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam a projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!

 

7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).

 

8º- A Crise do Edifício Social: As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum...

 

9º- O Ressurgir da Rússia/Índia: para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

 

10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

 

Eis pois, a Revolução!

 

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.

 

Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!

 

Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

 

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...

 

Recebido por e-mail, Autor não identificado

 

(*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://1.bp.blogspot.com/_Khg_9sdoa4U/TMp26SHF_7I/AAAAAAAAAxk/jEcSMeLyG-c/s400/UE%2Bmorte.jpg&imgrefurl=http://nacional-cristianismo.blogspot.com/&usg=__wonCaZOdupPzWlCnAtXPD8TUI_M=&h=286&w=366&sz=17&hl=pt-pt&start=132&zoom=1&tbnid=Gayox-qcgIbacM:&tbnh=160&tbnw=176&prev=/images%3Fq%3DEuropa%252Bdesunida%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&ei=HYr-TLDcI9G38gOU9r2MCw&oei=vYn-TLeZDcWwhQfsoqzMCQ&esq=11&page=11&ndsp=12&ved=1t:429,r:1,s:132&tx=74&ty=125

A AGRICULTURA E O DÉFICE

 

 

O Dr. Medina Carreira (TSF Rádio em 10-10-2010) disse que o nosso problema não é de finanças mas de economia. Estou totalmente de acordo. Se, ao longo das últimas décadas, em vez de destruírem a agricultura, a tivessem desenvolvido, aproveitando as suas boas potencialidades, a economia portuguesa seria totalmente diferente e, como consequência, a situação financeira seria bem diferente. Se não tivéssemos de importar alguns milhares de milhões de euros de produtos agrícolas que aqui devíamos ser capazes de produzir - e, às vezes, de melhor qualidade - não teríamos o enorme défice que governos incompetentes conseguiram e talvez até houvesse um superavit.

 

Como repetidamente tenho indicado, se é normal importar mangas, bananas ou papaias, só a enorme incapacidade dos governantes - e alguma, também, da parte dos agricultores e principalmente das suas organizações - é que importamos batatas, cebolas, cenouras, alhos, alfaces, tomates, pimentos, feijão verde, melões, melancias, laranjas, limões, ameixas, pêssegos, nêsperas, maçãs, peras, uvas, morangos, etc. etc. etc. vindos, à vezes de bem distantes terras? De alguns destes produtos até devíamos exportar mais do que exportamos. E note-se que a agricultura portuguesa ainda exporta mais do que a maioria das pessoas pensa.

 

O aumento da nossa produção agrícola - bem possível - teria efeitos benéficos no PIB, no défice orçamental, no desemprego, na inflação, na balança comercial e até na indústria e no comércio, a montante e a jusante.

 

A destruição da agricultura, iniciada com o PREC e continuada pelos governos do PSD e do PS, atingiu o máximo de intensidade com o ministro do anterior governo, que chegou ao cúmulo de devolver centos de milhões de euros a Bruxelas, euros que deviam ter entrado na agricultura e, portanto, na nossa economia. Com o actual ministro parece terem parado as acções de destruição. Mas, que eu visse, nada se fez para recuperar as acções de desenvolvimento necessárias. Como já há muito sugeri, a recuperação do desenvolvimento da agricultura exigirá, no Ministério da Agricultura, um Programa Intensivo de Investigação Agronómica e de Extensão Agrícola que, com os volumes de despesa que vejo em diversos sectores, nem se pode considerar caro. Como ainda há um ano mostrei, numa conferência na Universidade de Évora, essa acção é um investimento que rende juros que os nossos economistas não pensam que existem, mas são reais e até um bom negócio para o orçamento do estado. Porque muitos dos produtos importados são de culturas anuais - e lembro o símbolo vergonhoso dos rabanetes vindos da Holanda e dos alhos vindos da China - o Programa que propus dará resultados a muito curto prazo, certamente dentro dos quatro anos duma legislatura. Se continuarmos a ignorar essa parte importante da economia que é a agricultura (que há anos um economista declarou ser "residual" e os governos de Guterres para cá não sabem o que é, como se vê pelo errado nome que dão ao Ministro do Comércio e Indústria), o afundamento do país vai certamente continuar. E nem mesmo com a intervenção do FMI essa faceta vai ser alterada e a grande maioria dos portugueses vai continuar a ver o seu nível de vida a descer vertiginosamente em cada ano que passa, em continuação do que viram nestes últimos cinco anos.

 

Os meus cumprimentos.

 

Miguel Mota

 

Publicado no Linhas de Elvas de 28 de Outubro de 2010

O NAVEGADOR CRISTÓVÃO COLOMBO SERIA PORTUGUÊS

  (*)

 

Entre as várias hipóteses aventadas sobre a naturalidade de Cristóvão Colombo, destaca-se a de Génova, mas falta a documentação comprovante. E a de Barcelona é ainda mais fantasiosa.

 

Se fosse indiscutível a primeira dedução, porque é que ele não sabia falar e muito menos escrever alguns dos dialectos genoveses, já que o idioma que ele usou mais vezes foi o português e, depois, o velho castelhano, pois foi ao serviço dos Reis Católicos que ele consumou as viagens à América - o Rei D. João II de Portugal recusara o projecto, por saber que o caminho marítimo para as Índias era pelo Atlântico Sul e depois através do Índico. E tinha razão conforme o demonstrou Vasco da Gama.

 

Entretanto, retomemos o começo e os portugueses dominavam as rotas atlânticas e se não foram mais cedo à Índia e ao Brasil foi por respeitarem cronologicamente definidas as suas rotas de viagens. E se estas exigiam coragem, o resto tinha sido previamente traçado, porquanto os castelhanos seguiam na babugem lusitana e os outros europeus (da França, Inglaterra, Holanda, Itália e Inglaterra, todos à volta com convulsões independentistas), limitavam-se a espionar em Lisboa (leia-se Jaime Cortesão) os projectos, os mapas e as inconfidências de alguns traidores, porque, como disse Camões, entre os portugueses, traidores houve algumas vezes...

 

Em relação a Colombo (nome talvez suposto), pode admitir-se que ele seria plebeu (como insinuam os genoveses), na falta de comprovação documentada, nem tão pouco o judeu de documentação, nem Lisboa (Fevereiro de 1479) e, como está provado o grande navegador apesar de não ter chegado à Índia casou com D. Filipa Moniz Perestrelo, que foi Donatária da Ilha de Porto Santo, de quem teve o primogénito D. Diogo. Colombo (ou Cólon) teve mais tarde outros dois filhos da espanhola Beatriz Torquemada, mas não chegou a casar-se com ela).

 

Entre mais de uma dezena de livros que pudemos compulsar em Lisboa, nos últimos meses Cristóvão Cólon, o Almirante de Nobre Estirpe, de autoria da historiadora Julieta Marques, e Colombo Português de Manuel Rosa, os dois autores juntam-se aos especialistas que defendem a tese de que Cristão Colombo nasceu em Cuba, no Alentejo de Portugal. (Voltaremos ao assunto).

 

  João Alves das Neves

Português residente em São Paulo, agradece novos subsídios a enviar para

E-mail: jneves@fesesp.org.br)

Blog: www.joaoalvesdasneves.blogspot.com

e

www.revistalusofonia.wordpress.com

 

(*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.causamerita.com/cristovao_colombo.jpg&imgrefurl=http://www.causamerita.com/enigmas.htm&usg=__Ax6WytkXZaXGPlm8-zXG17WLthk=&h=429&w=320&sz=33&hl=pt-pt&start=22&zoom=1&tbnid=xgoQ3KSeHtxtlM:&tbnh=153&tbnw=114&prev=/images%3Fq%3Dcristovao%2Bcolombo%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:10%2C408&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=355&vpy=242&dur=2589&hovh=260&hovw=194&tx=96&ty=148&ei=9GT7TLuTGdiH4gbu-MCFBw&oei=3mT7TKjoG4uwhQfgu-ShAg&esq=2&page=2&ndsp=13&ved=1t:429,r:1,s:22&biw=1007&bih=681

ENFRENTAR A REALIDADE: NÃO VAMOS SAIR DA CRISE

 

 

(1) A história é simples de contar e de compreender. Portugal chegou à Europa em 1986 com um atraso estrutural, muitos problemas económicos e sociais por resolver, e uma baixa produtividade. Para superar estas sérias deficiências, a Europa mandou umas ajudas muito generosas. Infelizmente, todos esses avultados recursos foram essencialmente consumidos, e só em muito menor medida investidos e utilizados na recuperação do atraso estrutural. O nível de vida dos portugueses melhorou, mas não a sua produtividade. Os portugueses gostaram tanto que votaram em quem lhes prometeu dinheiro fácil e um nível de vida de país rico. Primeiro Cavaco, depois Guterres.

 

Quando os fundos europeus deixaram de ser suficientes para financiar uma economia profundamente estagnada, de baixa produtividade, mas com um nível de vida de país rico, Portugal descobriu o endividamento externo. Beneficiando do euro e das taxas de juro muito baixas, os portugueses, as empresas, o Estado tudo financiaram com o dinheiro dos outros. Quando rebentou a crise financeira, Portugal encontrava-se na delicada posição de ter passado uma década economicamente estagnada mas generosamente financiado pelos mercados financeiros internacionais. Uma década em que os portugueses votaram alegremente em quem lhes disse que o endividamento externo nunca seria um problema.

 

Agora com as taxas de juro muito mais altas e sem ter feito nenhum esforço na recuperação do atraso estrutural desde 1986, Portugal encontra-se no abismo de uma economia estagnada e fortemente endividada, num processo de empobrecimento relativo. Uma crise económica e social mais grave que qualquer experiência dos últimos trinta anos.

 

(2) O Eng. Sócrates e o PS têm responsabilidade? Têm responsabilidade, no sentido em que, depois de umas tímidas reformas em 2005-2007, o Eng. Sócrates voltou ao eleitoralismo barato e ao cálculo político para evitar o mesmo destino que Cavaco, Guterres, Durão ou Santana. Chegámos a Setembro de 2009 com exactamente os mesmos problemas estruturais que tínhamos antes, tendo o Eng. Sócrates desperdiçado quatro anos e meio de uma maioria absoluta. Têm responsabilidade, no sentido em que, por pura táctica política e sempre mais preocupado com a sua sobrevivência no Governo, o PS enveredou pelos PEC I, II & III, adiando as medidas que tinham de ser tomadas com um custo estimado em muitos mil milhões de euros (numa estimativa conservadora do Álvaro Santos Pereira). O Eng. Sócrates fez uma aposta, esperou que alguma solução milagrosa salvasse a economia portuguesa, e ao perder semelhante aposta, acabou por empurrar Portugal para uma situação mais delicada. Também é preciso não esquecer que o PS apoiou a irresponsabilidade reinante, começando com o ministro das Finanças que muitos comentadores insistem em desculpar por razões que ainda não percebi (o primeiro-ministro pode passar por néscio da economia, mas o ministro das Finanças sempre soube muito bem como ia acabar a aposta de adiar as medidas duras).

 

Mas evidentemente que a responsabilidade do Eng. Sócrates tem limites. Ele herdou uma bola de neve produzida pelo populismo dos seus antecessores, nomeadamente Cavaco e Guterres. Ele foi possivelmente o primeiro-ministro que mais fez para travar essa bola de neve, mas o que fez foi insuficiente, e depois perdido pelas loucuras eleitoralistas. Finalmente, é preciso pedir responsabilidade aos portugueses. Não tanto por votarem em quem votaram, mas porque ao preferirem sempre a solução fácil e sem custos, deixaram que o PS e o PSD andassem a mentir durante duas décadas.

 

(3) E agora? Como e quando sairemos do buraco onde estamos metidos? Sinceramente não vamos sair nos próximos dez anos. A década de 2010-2020 será de baixa produtividade, sem o generoso financiamento externo, portanto com uma grave redução do nível de vida dos portugueses. Esperam-nos anos muito duros.

 

Se os portugueses aprenderam a lição, nas próximas eleições esperam-se políticos com coragem, que digam a verdade, que saibam esclarecer que os próximos dez anos vão ser maus, e o que está em causa é fazer aquilo que não se fez em vinte anos para que a próxima geração possa viver melhor. Se o PS e o PSD voltarem com o discurso eleitoralista, das falsa promessas, das soluções milagrosas que acabam com a crise em 2013 ou 2014, e se os portugueses voltarem a votar nisso, então muito dificilmente teremos um futuro para oferecer aos nossos filhos. Não vale culpar os políticos por tudo o que corre mal. Eles apenas dizem o que os portugueses querem ouvir. Veremos pois o que os portugueses querem nas próximas eleições. A continuar o facilitismo e a irresponsabilidade, o progresso económico e social de Portugal vai estar adiado.

 

PS. Um bom exemplo é a investigação científica. Seguindo o excelente spin do ministro da tutela, os jornais portugueses dizem que somos agora uma grande potência no mundo da ciência.

 

Apresenta-se o ranking das melhores universidades do mundo, elaborado pela QS Top Universities, onde a melhor colocada é a Universidade de Coimbra, na invejável posição 356. O spin do ministro volta à carga. A mentira repete-se e repete-se. Um novo ranking, desta vez da SIR, repete o desastre anunciado. Agora a melhor universidade portuguesa é a Universidade Técnica de Lisboa, em 314. Mas a mentira vai continuar, sem que o problema estrutural seja resolvido!

 

Nuno Garoupa

Professor de Direito da University of Illinois

 

in JORNAL DE NEGÓCIOS, 14 Outubro 2010

RESTAURAR PORTUGAL

  (*)

 

AS FORÇAS MATRICIAIS DA NAÇÃO

 

Conselhos dos Sábios Ancestrais

 

(Salve 1º de Dezembro de 1640/2010)

 

1. Depois de escrever “FARSA DOS CRAVOS VERMELHOS”, ainda meio atônito, com o panorama descortinado, senti, um novo desafio, no meu psiquismo, necessidade de realçar as forças matriciais da nação: as ideias-força que deram vida e vigor à nacionalidade. Nasceu o “RESTAURAR PORTUGAL”. Veio a calhar. Neste ano celebramos 350 anos da Restauração, por D. João IV e 100 anos de República.

 

Precisamos articular as duas comemorações.

 

2. Enfim, Portugal é a primeira nação dos tempos modernos, fundada em nova correlação de forças, dentro dos ideais humanísticos dos Templários com decisivo apoio dos cistercienses franciscanos e outras ordens monásticas, no início do século XII. As ideias foram se articulando, em minha mente, até encontrarem seu Norte. Pensei na imensa plêiade de homens e mulheres que construíram esta nação, tão especial, em suas ideias fundadoras e em todos que mantiveram aceso e multiplicados os ideais dos nossos ancestrais, que hoje mantemos sempre renovados e revitalizados. Veio-me em minha mente a referência paradigmática que, aos nossos heróicos ancestrais, faz o Hino Nacional:

 

Ó Pátria! Sente-se a voz

Dos teus egrégios avós,

Que há de guiar-te à vitória!”

 

Pus então, na boca de um anônimo antepassado: “O espírito de Portugal, não se perderá jamais. Ele está gravado em pedra, no ar, no mar e no psiquismo coletivo da nação”. Por incrível que pareça, a nossa “geração à deriva” desaprendeu a respeitar os nossos ancestrais, como se o país não tivesse história: as novas gerações já despertam para novas descobertas que alguém lhes ocultou.

 

3. O que divulgamos aqui, num enredo muito simples, é um presumível “Concílio de nossos Sábios Ancestrais”. Vieram tomar posição firme contra a tentativa de anexar Portugal à Espanha, sob o tacão de Madri, camuflado com o nome de União Ibérica, pulverizado por mais de novecentos anos de histórias e glórias de um pequeno mas grande, honroso e rico país. Vieram dar pleno apoio à “União Lusófona de Nações Soberanas”. Este é o enredo da ópera. Leia e verá os seus olhos brilharem com mais luz! Nossos Ancestrais são um livro aberto. Têm muito a nos contar.

 

4. Em foco, nos textos desta série, está o realce à soberania e ao potencial de Portugal, como uma nação de muitas grandezas, se se assumir como é: a matriz da lusofonia, miscigenada e pelos quatro cantos do mundo repartida, mas unida pelo espírito e alma que tudo dinamiza. Portugal, sem prepotências, está no centro da lusofonia, que busca as forças de sua unidade, articulada em grande e enriquecedora multiplicidade. A matriz da lusofonia precisa ser honrada, sem arrogâncias ou prepotências, descabidas sempre... O Espírito democrático que preside às relações entre os povos lusófonos pode levar à presidência do nosso país um negro, ou um mulato, sem qualquer constrangimento. É questão apenas de consciência, competência e mérito. Afinal, também Portugal, hoje, é um país miscigenado, biológica e culturalmente. As pessoas medem-se pelos próprios méritos: democracia deveria ser meritocrática...

 

5. A Lusofonia, em sua realidade múltipla, é mais que uma União ou Federação de países soberanos mas solidários: é uma nova civilização que fortalece o bem-estar, a prosperidade da humanidade, em perspectivas mais humanitárias e solidárias. Portugal, no entanto, precisa saber superar esta fase de conspirações, que vai amortizando a alma audaz da nação. A satanização de Portugal, de sua alma e de sua história, e a grande mistificação que armaram para dominar a nação, precisam retomar o lugar que lhes cabe, para que a nação seja libertada em sua essência e real grandeza, sem romantismos balofos. Restaurar Portugal deve ser a nova voz de comando, em toda a nação e em toda a lusofonia.

 

  

J . Jorge Peralta

 

Para ler mais, “Restaurar Portugal” (clique) http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/11/restaura-portugal.html

 

(*) https://1.bp.blogspot.com/_yEum_8cpb_s/SXroeNN4MUI/AAAAAAAAFS8/vWgQBOGgB1c/s400/Estatua+Vila+Vic+3.bmp 

BENTO XVI – AGRICULTURA, RESPOSTA PARA CRISE ECONÓMICA

 “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18): a devoção ao Papa é um distintivo do católico fervoroso (Celebração presidida por Bento XVI na Praça de São Pedro)

 

CIDADE DO VATICANO, Domingo, 14 de Novembro de 2010

 

Palavras de Bento XVI aos peregrinos na Praça de São Pedro.

 

Queridos irmãos e irmãs:

 

(…)

 

A crise económica actual, sobre a qual se tratou nestes dias na reunião do chamado G20, deve ser concebida em toda a sua seriedade; esta tem numerosas causas e exige uma revisão profunda do modelo de desenvolvimento económico global (…). É um sintoma agudo que se somou a outros também graves e já bem conhecidos, como o perdurar do desequilíbrio entre riqueza e pobreza, o escândalo da fome, a emergência ecológica e, actualmente, também geral, o problema das greves. Neste quadro, parece decisivo um relançamento estratégico da agricultura. De facto, o processo de industrialização às vezes ensombrou o sector agrícola, o qual, ainda contando com os benefícios dos conhecimentos e das técnicas modernas, contudo, perdeu importância, com notáveis consequências também no campo cultural. Este parece ser o momento para um convite a revalorizar a agricultura, não em sentido nostálgico, mas como recurso indispensável para o futuro.

 

Na situação económica actual, a tentação para as economias mais dinâmicas é a de recorrer a alianças vantajosas que, contudo, podem acabar sendo prejudiciais para os Estados mais pobres, prolongando situações de pobreza extrema de massas de homens e mulheres e esgotando os recursos naturais da Terra, confiada por Deus Criador ao homem - como diz o Génesis - para que a cultive e a proteja (…). Além disso, apesar da crise, consta que nos países de antiga industrialização, se incentivam estilos de vida marcados por um consumo insustentável, que também acabam prejudicando o ambiente e os pobres. É necessário dirigir-se, portanto, de forma verdadeiramente concertada, a um novo equilíbrio entre agricultura, indústria e serviços, para que o desenvolvimento seja sustentável, não falte pão para ninguém e para que o trabalho, o ar, a água e os demais recursos primários sejam preservados como bens universais (…).

 

Para isso, é fundamental

• cultivar e difundir uma clara consciência ética à altura dos desafios mais complexos do tempo presente;

• educar-se num consumo mais sábio e responsável;

• promover a responsabilidade pessoal junto à dimensão social das actividades rurais, fundadas em valores perenes, como o acolhimento, a solidariedade, a partilha do cansaço no trabalho.

 

Muitos jovens já escolheram este caminho; também muitos licenciados voltam a dedicar-se à empresa agrícola, sentindo responder assim não somente a uma necessidade pessoal e familiar, mas também a um sinal dos tempos, a uma sensibilidade concreta pelo bem comum.

 

(…)

 

In http://o-povo.blogspot.com/2010/11/bento-xvi-agricultura-resposta-para.html

 

 

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