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A bem da Nação

LIDO COM INTERESSE – 51

  

Angelina e Raul Brandão, quadro de Columbano

 

Título: SE TIVESSE DE RECOMEÇAR A VIDA

Autor: Raul Brandão

Editora: Contexto Editora, Lisboa

Edição: 1995

 

 

Poesia em prosa ou apenas prosa poética, eis uma arte de que já não me lembrava e de que este autor – em que só agora me estreei – dá magníficos exemplos neste livrinho em formato de bolso e apenas com 70 páginas.

 

Dá gosto transcrever o que nos diz sobre a mulher:

 

Qual é a força extraordinária que possuis? – pergunto muitas vezes a mim mesmo. Dois ou três princípios cristãos inabaláveis – e por trás milhares de seres que desapareceram ignorados, cumprindo a vida ignorada. Nem sequer se debateram. Entregaram-se. Confiaram. A mulher portuguesa comunica ao lar a ternura com que os pássaros aquecem o ninho. Sua vida dá luz para alumiar os outros. Foi assim, com tão pequenos meios, que me ensinaste. Com uma palavra e mais nada, com um simples olhar, com silêncio e mais nada. Uma atitude fazia-me pensar. E mal sabes tu que quando os teus dedos ágeis trabalhavam a meu lado, teciam ao mesmo tempo o pano grosso de casa e a nossa vida espiritual.

E, como tu, milhares de seres têm cumprido a vida em silêncio, aceitando-a sem exageros. Nas mãos das mulheres, até as coisas vulgares que se fazem na aldeia – cozer o pão, lançar a teia – assumem um carácter sagrado. Elas passam desconhecidas e dispõem dum poder extraordinário. Mantêm a vida ordenada com um sorriso tímido. A mulher está mais perto que nós da Natureza e de Deus.

Cada vez me aproximo mais de ti. O que há de puro em mim a ti o devo. És limpidez e ternura.

Eu exagero sempre a dor, tu nunca te queixas. Andas nas pontas dos pés. Mal respiras e estás sempre presente. Tens uma capacidade para a dor que eu não possuo.

Tudo em ti se faz naturalmente, tão naturalmente que ninguém dá por isso. A tua bondade não é um esforço. E é-te tão fácil partilhar a desgraça e as penas dos que se aproximam de ti… Ninguém te vê e fazes-te sentir em toda a casa. Aquece-la. Estás em toda a parte, e ao mesmo tempo, a meu lado. És como o ar que respiro.

Qual é a fonte escondida da tua vida, só o sei agora. Nunca pensas em ti – pensas sempre nos outros, ocupada num dever a cumprir, não como dever mas como instintiva compreensão da Vida.

 

Outro exemplo que me parece digno de realce tem a ver com a homenagem que Raul Brandão presta ao boi doméstico, esse que era o grande companheiro do homem na faina da terra:

 

É com bosta que se estruma o campo, que se barra o forno e o pipo da água-pé, é com bosta que se acrescenta a eira para secar o pão. Por isso o boi faz parte da família: vale mais que o homem e é melhor tratado que a mulher. Tem a cama quente e limpa e comida escolhida e farta. O boi e o milhão, o estrume e o pão são divindades para o lavrador. O vinho é acessório. Chove na casa, a corte é abrigada. Sem boi não se faz o carreto, sem boi não se pode lavrar o campo nem fabricar o esterco. Este bicho paciente e dócil, quase majestoso, com a venta molhada pela baba, olha para a gente com doçura. Anos depois de vendidos, quando passam pela estrada, voltam o focinho para o sítio e mugem com saudades da casa, dos campos e talvez do homem.

(…)

Tudo aqui está ligado pelas mesmas raízes, o alpendre remendado com velhas tábuas, o casebre de lascas grosseiras, a eira de lajedo, a terra, o homem e os bois, e tudo tem o carácter das coisas e dos seres essenciais e remotos e foi cimentado pelos anos. Dura há séculos – e nunca mais acaba.

 

Mas, por muito que possa custar ao autor lá no além, acabou.

 

E a este propósito, ignorava por completo o pensamento exotérico de Raul Brandão que ao longo de todo este livrinho vai evocando os mortos que o rodeiam sentados à lareira nas noites invernosas. E também me espantaram algumas frases revolucionárias ao melhor estilo de 1975, tantos anos depois da morte do autor: ele, senhorio, proclamava que a terra deveria pertencer a quem a trabalha; ele, senhorio engravatado, cobrava rendas aos caseiros esfarrapados mas ambicionava pela chegada do dia em que cessasse a exploração do homem pelo homem…

 

Duas frases, para concluir:

 

Sejamos humildes porque a gente chega ao fim da vida sem ter entendido nada deste mundo, quanto mais do outro.

(…)

O futuro é Jesus no alto da montanha.

 

Lisboa, Setembro de 2010

 

Henrique Salles da Fonseca

RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL

 

 

O Decreto-Lei nº 73/2009, de 31 de Março, alterou de forma danosa o regime da Reserva Agrícola Nacional.

 

O regime aprovado permite:

a) Incondicional florestação dos solos agrícolas;

b) Excluir da RAN, áreas destinadas a habitação, actividades económicas, equipamentos e infra-estruturas, subalternizando a defesa dos poucos solos férteis do país a necessidades que podem ser colmatadas de outras formas;

c) Viabilizar outros fins indeterminados. Estas alterações foram escamoteadas ao escrutínio público durante a preparação do diploma, como se verifica nos comunicados dos Conselhos de Ministros de 27 de Novembro de 2008 e 29 de Janeiro de 2009.

 

A criação das zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional (RAN) em que a construção foi proibida ou condicionada ao princípio de que o benefício económico da construção não pode causar malefícios aos recursos naturais e à paisagem é um dispositivo central para as políticas de conservação da natureza, ordenamento do território e planeamento urbanístico. Juntamente com o diploma da Reserva Ecológica Nacional (REN) e os Planos Directores Municipais (PDM) e Planos Regionais de Ordenamento do Território (PROT), constitui a malha legislativa do ordenamento do território a nível local e regional, e inscreveu Portugal na lista de países civilizados em matéria de protecção ambiental e ordenamento do território.

 

No que toca ao Decreto-Lei nº 73/2009, sendo matéria legislativa que diz respeito à Rede Fundamental de Conservação da Natureza, e para o qual as organizações ambientalistas não foram ouvidas, vem o IDP manifestar o seu repúdio pelo mesmo.

 

A preservação dos solos mais aptos para a actividade agrícola deve fazer parte de uma estratégia nacional prioritária e não se pode admitir a permissão incondicional de monoculturas florestais em todos os solos agrícolas, com o argumento de que não existe qualquer risco de destruição dos mesmos. Considerar as monoculturas florestais como actividade agrícola torna incompreensíveis as normas técnicas de classificação de terras, e outras disposições pensadas para defender a agricultura.

 

O interesse público na resolução das carências de habitação, infra-estruturas, equipamentos e actividades económicas deve atender ao princípio da conservação do solo agrícola, porque a terra é única, não deslocalizável e insubstituível. Só em circunstâncias muito excepcionais e comunicadas de forma transparente em processos públicos, se deverá derrogar esse princípio.

 

A Reserva Agrícola Nacional (RAN) precisa ver melhorados os mecanismos de ponderação de interesses públicos mas não através da manipulação grosseira da delimitação técnica do que é a própria Reserva Agrícola.

 

Assim sendo, o IDP, na sequência de tomadas de posição de movimentos especificamente ambientalistas, apela à imediata alteração deste Decreto-Lei e à definição de melhores soluções legislativas para compatibilizar os diferentes interesses públicos.

 

IDP – Instituto da Democracia Portuguesa

O TURISMO NO DESENVOLVIMENTO DO SOTAVENTO ALGARVIO - II

 

 

De acordo com o que foi apresentado no artigo anterior vamos apresentar, de forma obviamente sintética, as várias actividades que constituem o potencial turístico do Sotavento Algarvio, não de forma definitiva mas apenas como orientação para estimular os leitores a colaborarem activamente nesta iniciativa.

 

 

 Alfarroba, magnífica alternativa ao cacau na produção de chocolate

 

 

-Gastronomia típica tradicional e outras mais modernas adaptadas à realidade actual das localidades.

 

-Produção de produtos alimentares como hortaliças, frutas, temperos, grão, ervilhas, favas, etc, que em tempos eram produzidos aqui e tinham fama de excelente qualidade, frangos do campo, borregos, produtos da ria como amêijoa, conquilha, lingueirão, etc., e do campo como azeitonas, figos, amêndoas, alfarroba etc. Já há muito trabalho realizado neste campo como é o caso da In Loco e outras entidades, mas é importante terem mais ajudas e principalmente mais interesse prático por parte dos utilizadores, isto é, estimulando os sectores de distribuição a darem-lhes mais e melhor utilização.

 

A capacidade de produção em regadio parece estar pouco aproveitada e é fundamental que se produza mais e importe menos.

 

E o peixe do mar e de água doce que tanto precisa de ser correctamente tratado mas que tarda a remodelação necessária da pesca que foi tentada em 1982 mas que até hoje continua à espera das decisões essenciais.

 

Haverá certamente dificuldades e estrangulamentos na distribuição em quase todas estas actividades mas nada que não possa ser resolvido se os políticos de serviço quiserem fazê-lo. E nem é caro nem tão complicado como pode parecer. Apenas é preciso vontade política e não ceder aos lobbies do costume.

 

-Pesca desportiva em água doce e água salgada, sempre com devolução do pescado à água.

 

No que respeita à pesca na água salgada convém recordar a experiência existente em outros países em que os pescadores profissionais individuais, frequentemente clandestinos, são os principais interessados em aderir a esta pesca desportiva porque têm mais lucros com menos trabalho e menos riscos e ainda com a vantagem adicional de se tornarem os mais atentos fiscalizadores contra os crimes e desmandos dos predadores.

 

Este assunto será retomado em próximos artigos pela dependência da existência de postos de amarração acessíveis.

 

-Mergulho no mar para contemplação e fotografia, pois para caça é inadmissível, o que implicará a existência de mais recifes artificiais e de barcos afundados, devidamente preparados, para aumentar os locais a visitar.

 

-Caça em coutadas devidamente organizadas de forma sustentada.

 

-Passeios a pé e de bicicleta tendo em conta a necessidade de garantir a segurança e o conforto suficiente para estimular a procura e produzir rendimento.

 

-Desenvolver as artes em particular a da pintura dadas as condições excelentes de luminosidade aproveitando as escolas já existentes e criando outras se for necessário mas principalmente organizando concursos com nível nacional e melhor ainda se se conseguir seja internacional.

 

-E por último a criação de um ambiente de tal qualidade que se torne atractivo para a fixação de população de elevado nível como por exemplo de empresas de “software”.

 

 José Carlos Gonçalves Viana

LIDO COM INTERESSE – 50

 

 

Título: O SANTO CONDESTÁVEL – ALEGAÇÕES DO CARDEAL DIABO

 

Autor: Tomás da Fonseca

 

Editor: ANTÍGONA – Lisboa

 

Edição: 1ª (desta editora), Outubro de 2009

 

 

Título: NUNO ÁLVARES PEREIRA

 

Autor: Jaime Nogueira Pinto

 

Editor: A esfera dos livros – Lisboa

 

Edição: 1ª, Junho de 2009

 

 

Entre o Zénite e o Nadir, tentemos equilibrar-nos algures ali pela linha do Equador. Por outras palavras: a Fé não se discute.

 

O livro de Jaime Nogueira Pinto deve ter sido escrito de 2007 a 2009 se bem que por certo com muita investigação anterior; o livro de Tomás da Fonseca corresponde a uma palestra que o Autor proferiu em 1932 e que agora foi trazido aos escaparates sem a clandestinidade em que navegou nas edições anteriores.

 

Tomás da Fonseca, erudito anarquista e Nogueira Pinto, erudito de direita, fazem-nos percorrer o mesmo tema a partir de perspectivas opostas o que permite ao leitor abarcar todo o horizonte do tema.

 

E bastaria um parágrafo de Nogueira Pinto para resumir a palestra de Tomás da Fonseca: «Os críticos – na sua maioria não religiosos – não deixaram de acentuar, em nome do humanismo e da paz, o métier de guerreiro de D. Nuno Álvares Pereira, a riqueza acumulada, o perfil autoritário e alguma irascibilidade do candidato [a Santo], quando contrariado.» (pág. 283 e seg.)

 

Com a erudição e algum humor que lhe eram característicos, Tomás da Fonseca transporta-nos ao ambiente republicano típico de finais do século XIX – princípios do século XX em que predominava um claro antagonismo com a Casa de Bragança que os republicanos acusavam de se comportar como «dona» de Portugal e geradora de problemas em vez de se constituir como parte das soluções que consideravam necessárias e urgentes. Na opinião do Autor, a canonização do «Pai» da Casa de Bragança tem como objectivo a recuperação do prestígio da família reinante durante a quarta dinastia e deve ser entendida no âmbito de um processo visando a retoma do regime monárquico. Esta palestra foi, pois, um remake de «comício republicano».

 

O livro de Nogueira Pinto poderia ser uma tese de doutoramento mas como o Autor já é Doutor, constitui um livro muito interessante, cenário da interdependência entre a História de Portugal e a da Idade Média europeia, explicação geral (não maçuda nem apenas superficial) dos usos, costumes, literatura e lendas medievais que inspiraram Nun’Álvares e, na opinião do Autor, lhe traçaram o perfil de vida.

 

Como Guerra Junqueiro dizia, Tomás da Fonseca era «um Santo que não acredita em Deus»; Jaime Nogueira Pinto consta ser homem de Fé.

 

Mas como a Fé não se discute, fiquemo-nos pelo prazer de leitura erudita e creia quem quiser.

 

Lisboa, Setembro de 2010

 

Henrique Salles da Fonseca

A REPETIÇÃO DA HISTÓRIA

 

 

George III, meio louco, obstinado, teimoso como um rei se permitia ser, não aceitava a declaração de independência dos Estados Unidos da América e, em vez de colaborar com a (ex) colônia decidiu criar ainda mais impostos, que muitos já eram, e enviar vários contingentes militares para acabarem com a “rebelião”!

 

Durou sete anos esta trágica guerra. Um exército imenso, disciplinado, bem equipado, contra um monte de colonos a defenderem aquilo que o seu esforço e trabalho tinha realizado.

 

George Washington foi colocado à cabeça dos americanos e a comandar o treinado exército inglês o general Howe.

 

Logo no primeiro encontro os americanos foram vencidos e tiveram que bater em retirada. Howe achou que já tinha dado uma boa surra nos “colonos” que lutavam até com paus (!) e deixou-se ficar quieto. Os americanos reuniram-se, foram-se organizando, e pouco tempo depois deu-se nova batalha, nova derrota dos americanos e mais uma vez Howe, em vez de os perseguir e, talvez definitivamente, acabar com eles... ficou quieto.

 

No famoso 11 de Setembro, mas de 1778, Washington volta a atacar os ingleses, em Nova York, e mais um vez é obrigado a retirar-se. E ainda desta vez Howe achou que assim estava de “bom tamanho”, que os americanos, sempre vencidos acabariam por se render, e ficou quieto! Pouco depois, perante a evidência do constante fortalecimento e da tenacidade dos adversários, resignou. Tarde.

 

Podia ter resolvido a continuação do status colonial na América, mas com a aparente facilidade com que ia derrotando os “colonos”, sem os perseguir depois de cada vitória...

 

Duzentos e vinte e três anos mais tarde os Estados Unidos, para se vingarem do 11 de Setembro de 2001, decidem invadir o Afeganistão para acabar com os talibãs que se vangloriavam de ter atacado, dentro da sua própria casa, o país mais poderoso do mundo. Num instante as forças invasoras expulsam os talibãs de Cabul e convencem-se que aquela guerra seria uma “guerrinha”, face ao poder bélico das forças aliadas contra “uns quantos” guerrilheiros esparsos. E ficaram quietos, na capital, organizando, para o mundo ver, um governo local, enquanto os talibãs cresciam em número e se fortaleciam. E pior, se difundiam por todo o mundo!

 

Os americanos esqueceram um monte de lições!

 

A primeira é que guerrilha não se combate em território estrangeiro, como na Coreia e Vietname, de onde foram vergonhosamente corridos e derrotados, assim como todos os países colonizadores haviam sido nesse tempo, e que eles mesmos já tinham mostrado aos ingleses. E ainda foram repetir o erro no Iraque, que conseguiram destroçar.

 

Depois, guerra não se vence na defesa, nem ficando sentado em varanda apreciando o panorama e bebendo “bourbon” para comemorar a primeira vitória!

 

Toda a gente sabe que, não tarda, vão ter que se retirar, mais uma vez enxovalhados, do Afeganistão! Tal como se retiraram os ingleses em 1840, com as suas forças quase totalmente destroçadas, a URSS em 1989 de cabeça baixa, etc.

 

Todos com inúmeras baixas em mortos e feridos, que acabam por virar, para os governos, números de estatísticas!

 

No Brasil não há guerras. Tradicionais! Mas tem narcotráfico, tráfego de armas, etc, mas isso... deixa p´ra lá.

 

Estamos em vésperas de eleições e desde o primeiro instante ficou definido quem seria o próximo presidente! Já era sabido que ganharia quem escolhesse para presidente do Banco Central quem tivesse o apoio da grande finança mundial! Foi assim que lula ganhou a primeira e segunda vez, mantendo a mamata para os investidores especulativos que daqui levam imensamente mais reembolso em juros do que em qualquer outra parte do mundo.

 

O PT, diga-se lula ou dilma, asseguraram já a continuidade do atual presidente, que veio dos EUA onde era presidente do Banco de Boston, e conselheiro de muitas outras empresas financeiras americanas.

 

Era do PSDB, tinha ganho as eleições para deputado federal pelo Estado de Goiás, pelo “seu” PSDB, mas... a finança internacional impôs, logo na entrada de lula na presidência, que ou Banco Central fazia o jogo que eles queriam, ou... e logo recomendou o sr. meirelles!

 

Os ultra do PT reclamaram, mas o capital fala mais alto.

 

Daí os juros no Brasil se manterem sempre em patamar “conveniente” para Wall Street, City, etc.

 

O candidato sr. serra começa o seu discurso de candidatura jogando abertamente no “cavalo errado”! Disse ele que o Banco Central não podia ser independente e que uma das suas metas era baixar os juros! Dançou! Logo aí entrou pelo cano!

 

Grave erro histórico.

 

Depois tem mantido nos seus pronunciamentos uma atitude ridícula: ataca os programas atuais de saúde, que foram a sua coroa de glória como ministro do governo anterior, mas passa a mão no lula dizendo que “é um grande cara”, e assim, dando uma no cravo e outra no dedo... já perdeu.

 

Seu serra, batalha não se ganha na defesa. Nem futebol.

 

E lá vai o Brasil para os vinte anos de governo do PT. Mínimo!

 

Mas eles têm razão! Aprenderam bem as cartilhas de Maquiavel e Sun Tzu!

 

Diz Maquiavel que o governante não deve fazer nada! Somente aparecer em público com grande pompa, sempre, fazer discursos que nada digam, não se comprometer, e ocupar o máximo de postos chaves na administração com os seus capangas. O povo leva a nação. Sempre. É o povo que cria riqueza, paga impostos e alimenta esses sanguessugas!

 

Aqui, é o que se tem feito. Aumentam os investimentos privados, mas com juros beneficiados do Banco de Desenvolvimento, ficando o diferencial entre estes e o custo da taxa básica, por conta da dívida interna que já alcança 67% do PIB. Não há azar: o povo paga!

 

Sun Tzu também ensina a atacar sempre! Os adversários. Como fez o lula com a “herança maldita”. Os agora “teoricamente” na oposição, teoricamente só, porque no Brasil não há oposição, mas somente luta por cargos públicos.

 

Não atacou o general inglês, nem os americanos no começo no Afeganistão, nem o candidato serra.

 

O resultado está definido!

 

Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2010

 

 Francisco Gomes de Amorim

 

N.- Nomes próprios começando com minúscula é intencional

O TURISMO NO DESENVOLVIMENTO DO SOTAVENTO ALGARVIO - I

 

http://www.realholidayreports.com/hotel_pics/Hotel_Algarve_Casino_Praia_da_Rocha.jpg

 

Não parece haver quem duvide que o turismo é a principal fonte de riqueza desta sub região mas também parece não estar a ser bem entendida a forma de a aproveitar a cem por cento.

 

Com efeito convém começar por recordar a definição de turismo: conjunto, sistémico e global, de actividades económicas que em vez de levar o produto ao cliente, trazem este àquele. E se a maioria dos clientes for estrangeira é um excelente meio de exportação e portanto de angariação de divisas.

 

Assim, numerosas actividades cujo transporte é impossível e outras que não é viável a sua exportação, pela sua natureza e/ou dimensão, passam a ser valorizadas e vendidas se forem devidamente trabalhadas e divulgadas.

 

Se isto não for feito correcta e plenamente, grande parte do valor acrescentado da actividade turística é perdido por desaproveitamento de potencialidades existentes ou por substituição de produtos nacionais por outros importados.

 

Ora Portugal atravessa não só uma crise mundial mas também uma crise estrutural e cultural, cujo início se deu há cerca de 25 anos, que tem vindo a deteriorar ainda mais a sua competitividade que desde há bastantes anos já era suficientemente baixa para precisar que fossem tomadas medidas profundas de recuperação, o que não aconteceu. Além de se ter atingido um valor da dívida pública de tal dimensão que se não se mudar radicalmente a maneira de viver e de gerir o País, as Autarquias, as Empresas e as Famílias não conseguiremos vencer em tempo útil estas crises.

 

O Governo Central tem dado alguns sinais positivos desta alteração de rumo, particularmente reduzindo a excessiva despesa pública que cresceu neste período mais de 600%, mas não basta que ele o faça, pois todos os outros intervenientes têm também que dar passos idênticos nas suas esferas de influência.

 

Quando se analisa o Turismo do Sotavento verifica-se existir uma elevada taxa de sazonalidade porque o produto turístico ainda está excessivamente baseado no sol e mar que foi um erro, assaz grosseiro diga-se de passagem, cometido até agora pelos principais responsáveis por este sector e por esta sub-região.

 

Na verdade, o golfe já veio contribuir muito para colmatar esta falha, mas faltam outras actividades essenciais para inverter esta situação, como seja a náutica de recreio e retomar actividades produtivas na agricultura, na agropecuária, na construção naval, na pesca, e noutras que mais adiante se tratará.

 

Ao se fazer um trabalho deste tipo e desta envergadura há que ter a noção precisa da dificuldade do Estado se endividar mais, pelo que todos os planos de desenvolvimento deverão ser realizados de forma a minimizar o investimento estatal e motivar o privado, sem perder a eficiência do papel fundamental de regulador do estado e a capacidade de concorrência eficaz do privado.

 

Assim pretende-se desenvolver no Postal um movimento de captação de interessados nesta campanha a realizar da forma seguinte: vão ser publicados nas próximas edições do jornal artigos, de minha responsabilidade, sobre as várias actividades que constituem o potencial económico do Sotavento e espera-se que os leitores que têm opiniões e sugestões sobre estas iniciativas as escrevam e enviem para o Postal à atenção do programa –O FUTURO DO SOTAVENTO.

 

Os textos recebidos serão aproveitados de forma correcta no decorrer deste programa de forma a incluir a maior quantidade de interessados que normalmente têm dificuldade em exprimir as suas opiniões.

 

Na próxima edição apresentaremos uma lista quase exaustiva com o intuito de facilitar e até motivar os leitores para esta iniciativa.

 

Na edição seguinte trataremos a náutica de recreio por ser das mais importantes e das que mais atrasadas estão aqui, seguindo-se as outras e incluindo as sugestões recebidas entretanto.

 

 José Carlos Gonçalves Viana

O CADASTRO E OS INCÊNDIOS

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No país há mais de dois milhões de propriedades agrícolas. Falar num cadastro actualizado como condição prévia para combater os incêndios, é remeter este combate para calendas gregas. Há, no entanto, uma medida simples, que pode ser adoptada desde já e que pode, de um modo continuado, contribuir para melhorar a situação.

 

A Administração pode exigir que em todos os novos registos de propriedades agrícolas resultantes de vendas, herança, ou qualquer outro motivo, sejam registadas as coordenadas GPS de um ponto central da propriedade. Estas coordenadas serão também exigidas por ocasião de todos os futuros contactos da Administração com os proprietários. Progressivamente, a Administração obrigará depois a este registo, ou fá-lo-á ela própria, em todas as situações em que detecte desleixo na gestão da floresta, ou abandono.

 

Em caso de incêndio num ponto, um simples programa de computador permite detectar e avisar muitos dos proprietários da zona. As vantagens para a Administração Fiscal e para os estudos de emparcelamento das propriedades são também muito grandes. Há 15 anos, enviei esta mesma sugestão à Doutora Manuela Ferreira Leite, então Ministra das Finanças, e ela teve a gentileza de me agradecer com um cartão.

 

Penso que, com custos mínimos, será possível, em 10 anos, registar as coordenadas de todas as propriedades do país, muitas das quais desconhecidas pelos donos, ou já sem dono, mas que podem ser encontradas no terreno.

 

Lisboa, 1 de Setembro de 2010

 

  António Brotas

 

 

 

 

 

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