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A bem da Nação

CATURRICES 01

 

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JOGOS DE SOMBRAS – I

 

 Confuso, caro Leitor, com tudo o que se diz e escreve sobre este novo enfrentamento de Portugal com Castela, que se trava lá longe, nos Brasis, que dá pelo nome propiciatório de VIVO e que parece não haver Tratado de Tordesilhas que o evite?

 

 Como não estar se:

 

- De um lado, a Comissão Europeia maldiz com todas as letras não sei bem se a golden share do Estado Português na PT, se o uso que o nosso Governo lhe veio dar;

 

- Do outro, o Governo reclama a pés juntos que o interesse nacional se confunde com a participação da PT no capital social da VIVO.

 

 São duas teses, e não mais que duas teses, a digladiarem-se. Com cada um dos contendores mais interessado em esgrimir argumentos ideológicos do que em trazer à luz do dia os princípios fundacionais em que se apoia.

 

 Atentemos, primeiro, na golden share. Não é verdade que o Estado de Direito consagra o primado da vontade dos sócios na condução dos negócios de qualquer Empresa – vontade que só tem por limites as normas jurídicas vigentes e as regras que os respectivos estatutos consagrarem? É.

 

 Não é verdade que mesmo essa vontade prevalece sobre o princípio da continuidade da Empresa, podendo muito bem os sócios deliberar liquidá-la? É.

 

 Não é verdade que, numa Empresa, os direitos sociais não têm de ser forçosamente iguais – e, se forem diferentes, devem ficar arrumados por classes de participações bem identificadas e completamente caracterizadas? É.

 

 Não é verdade que os Estados, enquanto instituições, são eles próprios sujeitos jurídicos e, nessa qualidade, não lhes está vedado participar no capital de uma Empresa, nacional ou estrangeira? É.

 

 Não é verdade que os Estados podem ser titulares de acções, seja qual for a classe que essas acções integrem, desde que as adquiram legalmente? É.

 

 Não é verdade que a golden share em causa foi adquirida pacificamente – e publicamente – na sequência do processo de privatização da PT? É.

 

 Não é verdade que os accionistas da PT – quer os que concorreram à privatização, quer aqueles que acorreram aos sucessivos aumentos de capital entretanto realizados, quer ainda os investidores que foram negociando as suas acções em Bolsa – não podiam ignorar a existência de uma golden share na posse do Estado? É.

 

 Não é verdade que a existência desta golden share poderá ter influenciado negativamente, quer o preço das acções da PT na privatização, quer os prémios de emissão nos sucessivos aumentos de capital, quer a cotação destas acções em Bolsa, de tal forma que os investidores tenham vindo a adquiri-las com algum desconto sobre o preço teórico (isto é, o preço que as acções da PT alcançariam se não existisse uma golden share)? É.

 

 Não é verdade que os accionistas da PT nunca questionaram em sede própria (a Assembleia-Geral) a existência da golden share – por exemplo, propondo a sua amortização, ou exigindo a clara definição dos direitos que a consubstanciariam? É.

 

 Não é verdade que, por diversas ocasiões, os accionistas da PT, em especial os accionistas qualificados, contaram com a golden share para levar por diante as estratégias que melhor acautelavam os seus interesses particulares? É.

 

 Não é verdade que o que está em causa é uma deliberação social e, não, a livre disponibilidade das acções da PT pelos respectivos titulares? É [Por exemplo, a golden share nunca poderá impedir que os restantes accionistas vendam as suas acções ao preço que muito bem entenderem, embora possa arrefecer o entusiasmo de eventuais compradores – o que também influencia negativamente o valor em Bolsa].

 

 Se tudo isto é verdade, então onde está a insegurança jurídica – que só isso daria à Comissão Europeia legitimidade para agir?

 

 Porque, nem a livre movimentação de capitais, nem a liberdade de estabelecimento, princípios orientadores do Direito Comunitário, ficam prejudicadas só porque um Estado Membro participa, de forma pública e pacífica, no capital social de uma Empresa privada.

 

 Uma tal participação ofenderá, quando muito, o princípio, não jurídico, mas puramente ideológico, segundo o qual não cabe ao Estado ter sociedade com investidores privados – excepto, talvez, quando isso servir para poupar esses mesmos investidores às agruras que, inevitavelmente, acompanham o desencadear de uma crise financeira.

 

 [Declaração de interesses: Deixo bem claro que alinho por aqueles que não gostam de ver partes sociais em Empresas privadas nas mãos de Governos, por mais probos que estes sejam. E que sou também avesso à amamentação de “campeões nacionais”. Mas tal não me impede de considerar perfeitamente legítima a posição contrária. É tudo uma questão de ideologia – ou, mais prosaicamente, de gostos. E gostos não se discutem.]

 

 Mas a segurança jurídica pode e deve ser discutida – neste caso como em tantos outros.

 

 O que há de ilegal (sim, digo bem, ilegal) na golden share que o Estado detém no capital social da PT é o facto de ser o Governo que, caso a caso, sem balizas nem referências, vai criar e configurar os direitos que pretende exercer enquanto accionista – impedindo, assim, objectivamente, que os restantes accionistas (e todos aqueles que tenham interesse directo legítimo na PT - os stakeholders) possam fazer prova de alegados abusos e desvios.

 

 É, pois, o facto de os direitos que consubstanciam a golden share estarem enunciados com singular imprecisão que dá razão à Comissão Europeia. E é intolerável que nesta matéria, como em tantas outras, o Governo, através de decisões arbitrárias, possa surgir como fonte de direito sem ter de dar satisfações a ninguém.

 

 Mas este não é um vício insanável, como bem se vê. Basta que o Governo submeta à Assembleia-Geral da PT o enunciado claro e preciso, quer dos direitos reunidos na golden share, quer das matérias a que esses direitos se aplicam.

 

 Enfim, que promova a alteração dos estatutos da PT nos exactos termos que a lei e esses mesmos estatutos estabelecerem, para que todos os accionistas da PT, actuais e futuros, Governo incluído, saibam, sem a menor dúvida, com o que podem contar.

 

 Dito de outro modo, que sejam repostas a segurança jurídica e a legítima confiança no seio da Assembleia-Geral da PT.

 

 Ora isto leva-nos directamente para a tese do Governo: que a participação da PT no capital social da VIVO é matéria de interesse nacional.

 

(cont.)

 

 A.PALHINHA MACHADO

ENCOMIUM MORIAE – 2

  

Erasmo de Roterdão

(nascido Gerrit Gerritszoon ou Herasmus Gerritszoon; em latim: Desiderius Erasmus Roterodamus; Roterdão, 27 de Outubro de 1466 — Basileia, 12 de Julho de 1536) teólogo e humanista holandês.

 

 

Depois de em V a Loucura se ter descrito como um ser transparente e verdadeiro, o escritor acrescenta um parágrafo, que desenvolve em VI, que me parece oportuno de actualidade, no qual, exceptuadas as curiosas referências aos latinistas do seu tempo que por vezes se servem da língua grega para deslumbrar – curiosidade, aliás, cada vez mais démodée, desaparecidas as línguas clássicas dos programas do nosso ensino, com efeitos sobre reformas linguísticas para os atrasados que somos - usamos também muitas vezes as palavras novas do nosso “romanço” para igualmente seduzir, ofuscar quando não enganar, atropelando, nos discursos de sofisma com que adulteramos a verdade, confundindo, ocultando, obstruindo, troçando.

 

V, 2º & - Uma ingrata raça de homens, todavia muito da minha clientela, cora em público com o meu nome e ousa com ele injuriar os outros. São os mais loucos, os “moratatoi”, que querem passar por sábios, fazer de Thales; e não deveríamos nós chamá-los “morosophoi”, os sensatos-loucos?

 

VI – Assim, nós imitaríamos os retóricos dos nossos dias, que se julgam deuses por usarem uma língua dupla, como as sanguessugas, e consideram maravilha inserir no seu latim alguns pequenos vocábulos gregos, mosaico muitas vezes fora de propósito. Se as palavras estrangeiras lhes faltam, eles arrancam de pergaminhos apodrecidos quatro ou cinco velhas fórmulas que lançam poeira aos olhos dos leitores, de maneira que aqueles que os compreendem se empertigam, e que aqueles que os não compreendem os admiram tanto mais por isso. As pessoas, com efeito acham um supremo prazer naquilo que lhes é supremamente estranho. A sua vaidade está nisso interessada; riem, aplaudem, mexem a orelha como os burros, para mostrar que perceberam perfeitamente: “É isso, é exactamente isso!”. Mas retomo o meu tema.

 

E aqui vamos nós, neste nosso século XXI de lutas pelo poder – político, económico – de acusações de crimes e burlas e mentiras e sofismas, em que um Primeiro Ministro está implicado e ninguém consegue demonstrar que sim, porque, se está em todas, está delas fora, passando ao largo, como “os cães do Nilo” de que fala o nosso Sá de Miranda, “que correm e vão bebendo”. Um PM que manda os seus defensores para a liça, que informam, com uma seriedade escondendo troça, que “ocultar a verdade” não significa “mentir”.

 

E assim se vão entretendo, em lambedelas de beiços ávidos mas puros. Inocentes. Sem precisar de saber grego nem latim, que não estamos no tempo de Erasmo.

 

(Continua)

 

Berta Brás

BOLA, CIRCO, PÃO E HONRA

 

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Na Lusofonia

 

 

1. Ainda como reflexão sobre o Brasil na Copa do Mundo, acrescento: Diziam os Romanos, na Antiguidade, que o povo quer “circo e pão”. Dêmos-lhe circo e pão, mas nem só de “circo e pão” se faz um país grande e justo.

 

Não podemos usar o futebol e a Bolsa Família/Esmola para anestesiar todo um povo, amortizando-o, enganado, desiludido, acomodado, dependente como tetraplégico, e sem futuro. Um povo desiludido é um povo triste. Estamos chegando lá... Queremos um País livre, forte e próspero.

 

Além do Circo e Pão = Futebol e Bolsa Esmola, precisamos mais e melhor educação e cultura, mais trabalho para todos e caça aos corruptos, aos desonestos, aos mafiosos, às quadrilhas de aloprados, assaltantes da moral, da política, da honra, da cultura e dos bens de quem trabalha de sol a sol. Esses aloprados que hoje estão refestelados em prédios oficiais recebendo benesses por cargos que não passam de trapaças.

 

2. Berremos de alegria pelo bailado da bola, rolando nos gramados, em grandes jogadas. Mas não silenciemos diante de tantos e tão torpes escândalos de nossos políticos e outras gangues...

 

Na luta aguerrida dos gramados, precisamos aprender a reagir contra a falta de boa educação e saúde dignas da nação, a que ela tem direito, e lutar contra os gastos indecentes, de interesses escusos, contra as falcatruas e contra os impostos escorchantes e o abuso do preço da gasolina que não deixam o país se desenvolver, na medida de suas potencialidades. É preciso dizer bem claro que quem sabe gastar bem o dinheiro é quem o ganha e não quem o recebe, sem mérito e depois o desperdiça. Impostos sim. Mas só os necessários. Que voltem ao povo em benefícios colectivos. O imposto é do povo e não do governo. É da coletividade. O governo é apenas o gestor.

 

3. Isto que aqui digo, vale para toda a Lusofonia, que queremos grande e forte, honrada e próspera, com um povo orgulhoso de seu país, de seu governo e com boa educação e bem-estar.

 

 J. Jorge Peralta

TERRÍVEL PROFECIA

 

 

Como as velhas famílias falidas que ostentam o brasão e comem a crédito nos restaurantes da moda, a Europa tenta salvar o pouco que ainda resta do seu modelo social criado noutros tempos e por outra gente.

 

A II Guerra acabou só há 65 anos. Devastada e faminta, a Europa de então ergueu-se ensaiando uma unidade feita de valores comuns, assente na alternância entre democracia-cristã e social-democracia e cimentada no diálogo entre movimentos sociais fortes e articulados.

 

Lideranças e governos provinham da excelência da política, da cultura, da sociedade e das academias. Depois a Europa aburguesou-se. E alargou-se contagiando vícios e perdendo virtudes.

 

O Estado do Bem-Estar pareceu coisa eterna e indestrutível. Tornou-se egoísta e narcisista, esquecendo os escombros onde se reinventou. Assemelhou-se à imagem do capitalista gordo e de charuto difundida pelos marxistas nos tempos da guerra-fria.

 

Leu as cartilhas epicuristas e consumiu o presente com a avidez de um cigarro que se desfaz em cinza e nada. Enjeitou os seus valores fundacionais alicerçados na cultura judaico-cristã. Prosseguiu políticas de controlo da natalidade como se não houvesse futuro.

 

Abriu as portas a movimentos populacionais que quis aculturar sem êxito e depois controlar sem piedade. É essa Europa perdulária e esbanjadora, servida por lideranças medíocres, formada por povos descrentes sem mais dinheiro para alimentar a sua preguiça, que corre o risco de implodir.

  

Manifestação muçulmana em Nice no Sábado, 3 de Janeiro de 2009 - jornal «nicematin»

http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.nicematin.com/media_nicematin/imagecache/article-taille-normale-nm/nm_photo/2009/01/04/nm-photo-227490.jpg&imgrefurl=http://www.nicematin.com/article/cote-dazur/nice-7-000-personnes-dans-la-rue-a-nice-contre-les-bombardements-a-gaza&usg=__QOXkk8OxmKdZeI3ETuBPAZkZzRI=&h=338&w=500&sz=87&hl=pt-BR&start=3&um=1&itbs=1&tbnid=EzvPIqD6o3HekM:&tbnh=88&tbnw=130&prev=/images%3Fq%3Dmanifestations%252Bmusulmane%252BNice%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26rlz%3D1T4SUNA_enPT292PT293%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1

 

 

Não é fácil impor sacrifícios a quem da vida sempre teve a noção do desfrute. Por isso, esta Europa da crise está à mercê do primeiro populista que apareça para lá dos Pirinéus e reclame a sua desagregação. E não serão as pusilânimes lideranças europeias do momento (porventura à excepção de Merkel e de poucos mais) que terão o engenho, a coragem moral e a confiança pública para os enfrentar. Este é o drama. Pior. A terrível profecia.

 

© Destak

JOSÉ LUÍS SEIXAS

DESTAK | 01 | 06 | 2010

QUEREM NÚMEROS? AÍ VÃO ELES...

 

 

Não diremos ainda que um em cada seis portugueses se encontra desempregado.

 

Infelizmente, é bem pior do que isso!

 

Na verdade, um sexto dos portugueses...

 

... são 1.775.462 vidas[1] - é muita gente!

... criam muito Produto Interno Bruto - 21.993 milhões de euros ao ano (superior até ao tristemente famoso défice público em 2009, cerca de 15 425 milhões de euros)

... correspondem a 3.306 efectivos das forças armadas, 717 praças, 1.657 sargentos, 918 oficiais superiores, 14 oficiais-generais

... correspondem a 44.359 alunos no ensino pré-escolar... e 2.947 vagas de professores .

.. correspondem a 83.098 alunos do 1º ciclo... e 5.871 vagas de professores

... correspondem a 173.011 alunos do 2º, 3º ciclo e nível secundário... e 20.501 vagas de professores

... correspondem a 62.819 alunos no ensino superior... e 5.897 vagas de professores

... representam muito consumo das famílias a animar a economia - 17.078 milhões de euros ao ano (mais de cinco vezes os 3.300 milhões da 1ª fase do novo aeroporto de Alcochete)

... representam muitas pensões de reforma - 570.657 beneficiários deixarão de ser apoiados (os apoios diminuirão 17%).

 

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Na verdade, com quase 20.000 abortos/ano realizados pelo Estado num país onde já não chegam a nascer 100.000 bebés por ano, lançamos fora um sexto do nosso futuro!

 

http://www.italiq-expos.com/news/images/Famille/bebe/dents-bebe.jpg 

 

Pode não ser fácil perceber no imediato a extensão do drama humano, social e mesmo económico que estamos a preparar.

Como vai a segurança social aguentar se nada fizermos?

Como irá a economia recuperar com a sociedade a envelhecer, as escolas a esvaziar-se e o estado a viver acima das suas posses?

Que Portugal nos reservam as políticas suicidas de hoje, a um prazo de 10 a 15 anos?

Até quando vai o povo português tolerar isto?

Até quando vai a Igreja contemporizar com isto?

Quando vai a Universidade esclarecer a sociedade sobre isto?

Quando vai o Tribunal Constitucional ler no art. 24 da Constituição... o que lá está?

Que pensam os militares e forças de segurança de tudo isto?

Até quando aceitaremos que, em nome da Democracia de Abril, alguns drenem com proveito próprio as energias colectivas, tão necessárias à construção do nosso Futuro?

 

Num momento em que o Bloco de Esquerda fala de «estado de final de regime» e, à direita, Marques Mendes questiona publicamente se ainda vivemos em democracia, também nós temos o «direito à indignação activa» perante a "situação" de um regime político que se mantém no poder à custa da manipulação da comunicação social, à viciação das regras do jogo democrático, à delapidação do futuro do país por via do facilitismo demagógico (aborto, degradação do ensino, agenda gay).

 

Por isso aqui vimos lançar um apelo à sociedade portuguesa: Precisamos de Cidadãos, de Instituições, de uma Constituição, de Políticos respeitadores da Vida, da Cultura Humanista, do projecto de Felicidade que cada português alimenta no seu coração e que se vai esfumando diante do triste espectáculo da política nacional, do Governo, das empresas públicas, de uma sociedade como que manietada por uma máfia obscura [2].

 

Precisamos, sobretudo, que o Estado reconheça na letra e na prática alguns valores fundamentais, como a Vida e a Família, e tenha a visão e sabedoria necessárias para, no que ao Estado compete, promover um quadro favorável à felicidade e fecundidade das famílias portuguesas, condição básica para a renovação das gerações e para a sustentabilidade do capital social secularmente acumulado por este "nobre povo".

 

PORTUGAL PRO VIDA

 

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Notas: [1] cf. estatísticas Pordata

[2] «vivemos sob o domínio da Máfia», manchete do “Primeiro de Janeiro” de 21.01.2008, sobre o «caso casa Pia» com desenvolvimento na pág.24

[3] Na nossa longa história militar, alguma vez um inimigo nos inflingiu 50.000 baixas? Mas é este o número aproximado de abortos praticados pelo estado português até hoje. E algum inimigo causou a Portugal prejuízos da ordem de um sexto do P.I.B., como os que temos sofrido por clínicas espanholas, responsáveis por cerca de metade abortos já realizados? Vamos ficar de braços cruzados? Até quando vamos tolerar esta carnificina?

[4] mais informações no blogue http://portugalprovida.blogspot.com

LIVROS PARA TIMOR

 

 

http://www.enciclopedia.com.pt/images/1710277_porttt_dili_998.jpg

 

 

Caros amigos,

 

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a Escola Superior de Educação do Porto.

 

Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é muito bom.

 

O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

 

COMO MANDAR?

 

Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço. Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para:

 

Embaixada de Portugal em Díli

Av. Presidente Nicolau Lobato, Edifício ACAIT

Díli - TIMOR LESTE

 

 

E O QUE MANDAR?

 

Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele também não é grande charuto imaginam como é a coisa.

 

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!

 

SE NÃO MANDAREM, PELO MENOS DIVULGUEM

 

Joana Alves dos Santos

PROCURANDO UMA LINHA DE RUMO – 6

 

50 MEDIDAS PARA RESPONDER A 50 PROBLEMAS

 

EIXO DE GOVERNAÇÂO - PODERES REGIONAIS

 

 

42. Abolir os Distritos como entidade administrativa e todos os cargos relacionados com a sua existência.

 

43. Consagrar o princípio da centralidade da acção administrativa nas (NUTS’S III / DISTRITOS) “Comunidades Regionais”, as quais, atingindo uma massa crítica mínima de cerca de 250.000 habitantes, poderão ter poderes de recurso definitivo na maioria dos processos administrativos.

 

44. Condicionar o financiamento das unidades territoriais (NUTS’S III / DISTRITOS) pelos fundos nacionais e europeus à prévia apresentação de planos de desenvolvimento sustentável, proibindo o prévio financiamento rígido de actividades insustentáveis, através do FEF e programas da UE;

 

45. Transferir competências específicas em matéria de educação, saúde, justiça, administração, etc. para as NUT’s III, com as respectivas transferências financeiras e de pessoal.

 

46. Determinar a elaboração de planos de desenvolvimento sustentável por parte das (NUTS’S III / DISTRITOS) por forma a rentabilizar a panóplia de elementos que distinguem uma centralidade: tribunal, hospital, escola, repartição pública, etc.,

 

47. Dotar as CCDR’s de poderes de revisão em segunda instância de actos administrativos dos órgãos do poder local e retirar as competências de âmbito regulamentar, ou de entidade com competências para procedimentos administrativos;

 

48. Imposição nos Ministérios dotados de competências reguladoras e nas (NUTS’S III / DISTRITOS) - Comunidades Regionais - de um ratio obrigatório entre funcionários totais e funcionários encarregues da fiscalização, que beneficie as actividades inspectivas

 

49. Imposição por via orçamental de um mínimo para custos de fiscalização e inspecção, calculado em função do total do orçamento aprovado pelo Governo ou (NUTS’S III / DISTRITOS) - Comunidades Locais; não cumprimento dessa medida acarretaria a nulidade do orçamento ou, em alternativa o corte em 10% do orçamento seguinte;

 

50. Incentivar a fusão de freguesias por forma a combinar a maior proximidade ao cidadão com a eficácia das actividades e poupança de custos.

A GAROTA QUE CAIU DOS CÉUS - 3

Ninguém pode afirmar que tem coragem,

se não enfrentou o perigo”.

François de La Rochefoucauld

1613-1680

 

 

Independente do aspecto político que representava para os povos que queriam a sua independência a chegada de uma nova força de repressão, o espectáculo anunciado seria interessante, sobretudo se pensarmos que foi em África, há mais de quarenta anos, onde praticamente não havia pára-quedismo. Ninguém queria perder a oportunidade de ver descer dos céus aqueles pequenos cogumelos, devagar, que aumentavam de volume até se desfazerem de encontro ao chão.

 

Sabendo que esse festival aéreo daria início à instalação de mais uma força, certamente para não só intimidar, mas combater pretensões de independência, um dos partidos, todos ainda muito incipientes, dando os primeiros passos, distribuiu clandestinamente um panfleto-manifesto alertando as populações para o significado desse tal festival, aconselhando-as a não comparecerem. Distribuído com a maior dificuldade, porque clandestino, alcançou pouca gente, e muita desta assim mesmo ainda quis ir ver o que seria essa nova ameaça.

 

Os jactos da Força Aérea evoluíram por cima da cidade, voos de espectáculo, e os de transporte de tropas soltaram umas dezenas de homens pelos ares. A surpresa maior estava reservada para o final, e essa nada tinha a ver com a guerra que acabaria por eclodir: o primeiro salto de pára-quedas de uma mulher! Um acontecimento na história da evolução dos povos, quando por esse tempo a mulher pouco mais fazia do que parir e cuidar de filhos e marido!

 

O tempo estava meio fechado no fim daquela manhã, quando o grande feito ia acontecer, por cima do Aeroporto.

 

Todos os muene-mputu presentes, desde o nguvulu aos secretários, os cabitangu, respectivas esposas e povo em geral.

 

Tinha vinte e quatro anos a mocinha que se ia atrever a tamanha temeridade. Os machos pára-quedistas e outros elementos da Força Aérea, terrivelmente preocupados com o que poderia acontecer à frágil e feminina atrevida.

 

Avião escolhido para a aventura: um velho Dragon Rapid, que atingia a vertiginosa velocidade de cruzeiro de 213 km/hora, bimotor, asa dupla, estrutura tubular, forrado a lona, para transporte de passageiros em linhas “regulares”. Passageiros, não recordo bem, mas o máximo de sete! Grande avião.

 

Piloto, um amigo, experiente comandante da Divisão de Transportes Aéreos de Angola, a DTA, do mesmo modo igualmente preocupado com a responsabilidade de “largar a primeira moça nos ares de Angola”, o Jorge Verde.

 

Chegada a hora, entram no avião, o piloto, fundamental, a destemida aventureira, um fotógrafo para documentar o histórico salto, e este, que hoje, tantos anos passados, “faz a reportagem”, amigo de infância da heroína, privilegiado assim para de mais perto e melhor ver o famoso salto!

 

Em terra, silêncio! Tensão. Céu meio encoberto de nuvens. O Dragon ganhou altura, e ficou voando em círculos bem por cima do Aeroporto, onde o salto se devia efectuar. O piloto, nervoso também por causa do natural machismo e porque não conseguia ver o chão com clareza, ordenava que a mocinha só devia saltar quando ele mandasse. Lá de cima, a pista, pequenina, aparecia e sumia logo encoberta com as nuvens. Já íamos talvez na quarta volta, o tempo seguia, que é o único que não se preocupa com tristezas ou alegrias, Sol ou chuva. Pára-quedista junto à porta, fotógrafo à ilharga, eu no centro daquele aviãozão. O Jorge Verde:

 

- Não saltes ainda. Espera que eu te diga.

 

Ordem que eu retransmitia. Porta do avião aberta, o fotógrafo amarrado a um banco com medo de ser levado porta fora mesmo sem pára-quedas, eu atrevidamente mal assomava com a cabeça a um metro da porta, e a valente moça, tranquila, mas desesperada para saltar logo.

 

-Espera mais um pouco.

 

A dada altura sai e fica em pé na asa! Imaginem só a loucura! O fotógrafo e eu arrepiados, talvez mesmo apavorados e com mais vertigens do que jamais havíamos pensado. E o piloto:

 

- Ainda não estamos na posição certa. Espera.

 

Neste momento a frágil e feminina aventureira, diz:

 

- Não vou esperar mais. De repente, lá vai ela. Saltou!

 

Nós, dentro do avião deixámos de a ver no mesmo instante, e ninguém se atrevia a pôr a cabeça de fora para ver aonde ela ia! Deus nos livre.

 

Tínhamos ambos a sensação de que se puséssemos a cabeça de fora, no mesmo segundo saíamos dali mesmo sem pára-quedas. Passado um pouco ouve-se novamente o piloto:

 

- Espera só mais um pouco. Vamos agora passar bem em cima.

- Não te preocupes mais. Já voou!

- Mas ela é maluca! Não devia ter saído sem eu lhe dizer!

- Pois é. Mas agora já lá deve estar em baixo!

 

 

 

 

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A única solução foi regressar à base. Nada mais havia a fazer lá nas alturas. Quando aterrámos, já ela estava, pés bem no chão, rodeada de gente. O povo espectador aplaudia, os machos da aviação ralhavam com a menina:

 

- Foi uma temeridade... que loucura... tanto tempo em queda livre... que perigo... não foi para isso que você aqui veio... podia ter acontecido um desastre e nós éramos os responsáveis, e outras observações dentro da mesma tónica.

 

Os homens ainda não estavam habituados a que as mulheres rivalizassem com eles em situações de coragem! Ninguém se lembrava por exemplo de uma Brites de Almeida, a terrível padeira de Aljubarrota, ou de uma Joana d’Arc!

 

Cumprimentos, despedidas, muitos obrigados, etc., acabou a festa, e a mocinha, nossa hóspede, foi connosco para casa. Ligámos logo a telefonia para ouvir a reportagem, em diferido, como hoje se diz, porque ainda não havia o em directo, ou ao vivo, e enquanto almoçávamos fomos ouvindo o locutor e o seu relato.

 

- Estamos no aeroporto, presentes as diversas Excelências, etc. e vamos agora assistir ao primeiro salto de pára-quedas de uma mulher, nestas terras de Angola. Jovem, enfermeira pára-quedista, veio de Lisboa expressamente para nos mostrar o quanto as mulheres podem fazer, saltando dos ares, quando necessário, para levar a saúde e a esperança a feridos e doentes, em lugares onde outro tipo de ajuda pode fazer perigar a vida do doente. O exemplo desta jovem deve ser admirado e seguido.

O avião, com a destemida rapariga, já levantou aqui do aeroporto, e está a ganhar altura. O tempo está bastante encoberto o que não permite que daqui de baixo o possamos acompanhar o tempo todo. Ouvimos o ronco do seu motor, mas mal o adivinhamos quando de repente passa entre duas nuvens... Olha, passou agora. Ihh! Já deixámos novamente de o ver... O avião anda lá por cima às voltas. Vamos ver quando nos aparece a pára-quedista. OLHEM! Apareceu agora. Lá vem ela. Mas... o pára-quedas não se abriu!... Meu Deus! O pára-quedas nunca mais se abre. Que horror... ela vai cair. Já vem a cair há uns cinco minutos e o pára-quedas não se abre!...

 

Nesta altura a voz do locutor está ofegante, cansada! Ele já antevê uma tragédia! A emoção mais forte do que ele.

 

- F I N A L M E N T E ! Graças a Deus! O pára-quedas abriu-se... lá vem ela... descendo... devagarinho. Lá vem... Está agora... a pousar... no chão... para lá... já se encaminham... os que a vão receber... e felicitar. Uff! Que grande susto nós levámos!

 

Um pouco mais tarde, almoçando tranquilamente, a então jovem e hoje vovó Isabel Bandeira de Melo – Rilvas – reviveu esta “apavorante” descrição da sua aventura... “ao vivo”!

 

Estávamos em 1960!

 

Rio de Janeiro 27 de Outubro de 2009

 

 Francisco Gomes de Amorim

ILUSÕES DA VIDA

 

 

Quem passou pela vida em branca nuvem

E em plácido repouso adormeceu;

Quem não sentiu o frio da desgraça,

Quem passou pela vida e não sofreu;

Foi espectro de homem, não foi homem,

Só passou pela vida, não viveu.

 

 Ver imagem em tamanho grande

 

 

 

 

 

 

Francisco Otaviano

 

Da Wikipédia: Francisco Otaviano de Almeida Rosa (Rio de Janeiro, 26 de Junho de 1825 — Rio de Janeiro, 28 de Junho de 1889) foi um advogado, jornalista, diplomata, político e poeta brasileiro

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