Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A bem da Nação

O HÁBITO DE PENSAR

 

 

Há cada vez mais pessoas deprimidas devido a jornais e telejornais. Não é a sua vida que as entristece, mas as notícias. Muita gente sofre a crise na pele, mas muito mais sofre pelo que ouve ser a crise, que não sente. Isto é insólito, mas o pior é a explicação, que invoca pormenores laterais. A maioria diz-se infeliz pela situação do País, ou atribui a tristeza à má qualidade de políticos e jornalistas. Isso não anda bem, mas o verdadeiro problema não está nem numa coisa nem noutra, mas no grande mal-entendido dominante na suposta sociedade da informação.

 

A comunicação social apresenta-se como meio informativo e assim parece considerada pelo público. Mas de facto poucos a usam para se informarem. O que realmente compram é pensamento enlatado, opinião pronta-a-vestir. Nos jornais e telejornais obtêm-se, não dados para alimentar a reflexão, mas reflexão já cozinhada que se engole acriticamente. Para satisfazer essa procura, grande parte dos media, mantendo a ficção de meios informativos, transmitem ideias pré-fabricadas.

 

O mal não é as notícias serem enviesadas, pois é impossível relatar de forma neutra. Nem é haver excesso de comentário opinativo, em geral alheio ao fenómeno. O conhecimento requentado que gera a depressão é, não uma visão particular, mas a entidade vaga conhecida como "opinião pública", que pensa por todos. A opinião pública não corresponde a qualquer dos comentadores ou debates, mas ao que "toda a gente sabe", a referência central do momento. O que "toda a gente sabe" ninguém sabe de onde vem, mas costuma ser uma visão mesquinha, redutora, boçal e cínica sobre a realidade, normalmente simplista, enviesada e mal informada, frequentemente contraditória.

 

Um bom exemplo está na infelicidade nacional causada pela crise financeira. Portugal tem evidentes problemas económicos, que suscitam atenção e merecem alarme. Mas o que conta na vida não é o que nos acontece, mas o que fazemos com o que nos acontece. Perante uma dificuldade vê-se a fibra da pessoa. Ou do povo. Nada na nossa situação económica justifica uma depressão psicológica geral. Certas circunstâncias pessoais merecem desânimo devido à impotência e desamparo perante o brutal choque concreto. Mas o desalento geral face ao risco abstracto é cobarde, egoísta, oportunista e mercenário. A atitude tíbia e resmungona da opinião pública deve-se, não à crise, mas à opinião pública.

 

Aliás, os lamentos nascem da mesma atitude que gerou a crise. Só temos défice orçamental e dívida externa pelo excesso de regalias face ao que o País produz e pode pagar. Só temos desalento e irritação por causa da ilusão de um direito a um mundo sem crises, que gera indignação perante qualquer dificuldade. Mesmo na recessão, vivemos muito melhor que os nossos pais viviam. No entanto, embalados em pseudo-direitos adquiridos, balanceamos entre euforia e depressão.

 

Se o País vive um momento de aperto, é preciso diagnosticar a situação, confrontar a causa, procurar a saída. Cada um, ao seu nível, tem de suportar o sofrimento e enfrentar a dificuldade. Foi assim que ultrapassámos problemas muito maiores. Assim venceremos este. Pôr-se a lamentar bloqueios, bramar contra culpados remotos, insultar o País ou cair na auto-comiseração não se deve à recessão. Vem da falta de carácter.

 

Este nosso problema é uma manifestação de um diagnóstico já antigo e muito mais vasto que a dívida lusitana. "A grande tradição intelectual que chegou até nós, desde Pitágoras e Platão, nunca se interrompeu ou perdeu com bagatelas como o saque de Roma, o triunfo de Átila ou todas as invasões bárbaras da idade das trevas. Apenas se perdeu após a introdução da imprensa, o descobrimento da América, a fundação da Royal Society e todo o progresso do Renascimento e do mundo moderno. Foi aí, se o foi em qualquer parte, que se perdeu ou se quebrou o longo fio, fino e delicado, que vinha desde a antiguidade remota. O fio dessa rara mania dos homens – o hábito de pensar" (G. K. Chesterton, 1933, St. Thomas Aquinas, cap. III).

 

 

 JOÃO CÉSAR DAS NEVES

DN 2010.05.03

ADOLESCÊNCIA EM RISCO

 

Foto ( fonte: Unimed de Uberaba)

 

 

Além das agressões e assédios sexuais de que a infância e adolescência estão sendo vítimas, de uma forma mais visível, da liberação sexual conquistada a partir da década de 60, com o uso de anticoncepcionais e regras sociais-familiares mais frouxas, a juventude está iniciando a vida sexual mais cedo.

 

No Brasil, na região sudeste, 15 anos é a média de idade para esse início, sendo que em áreas mais carentes é ainda menor. Imaturos física e psicologicamente, os jovens usam os métodos anticoncepcionais (quando usam) de modo irregular propiciando falhas na protecção a doenças infecto-contagiosas e a gravidezes indesejadas. Trocam de parceiros frequentemente, o que aumenta de 4 a 6 vezes o risco de desenvolver doenças como HPV (papiloma vírus humano), AIDS/SIDA, sífilis, herpes genital, processos inflamatórios pélvicos agudos e crónicos (DIP), facto que traz graves consequências para as jovens adolescentes, como dores pélvicas crónicas, obstrução das tubas uterinas, gestações ectópicas (tubárias), aderências pélvicas, dispareunia, e esterilidade.

 

A adolescência está correndo risco de diminuir sua capacidade de fertilidade. Num mundo que envelhece, é preciso educar e orientá-la para garantir o futuro.

 

 Maria Eduarda Fagundes

 

Uberaba, 15/04/2010

PLANO MARSHALL

 

 

O artigo de Luís Soares de Oliveira publicado em 20 de Abril no “A bem da Nação” sobre a devolução duma parte do empréstimo recebido pelo nosso país ao abrigo do Plano Marshall ao tempo em que Pedro Theotónio Pereira era o nosso Embaixador em Washington, teve um sucesso retumbante não só pela sua qualidade intrínseca mas também pela oportunidade que os mercados de capitais e o financiamento da Dívida Pública Portuguesa lhe conferiram.

 

Para além de reproduzido em vários outros blogs (não apenas portugueses), os comentários recebidos e de imediato publicados conferem-lhe o estatuto de texto oportuno, importante e determinante.

 

Houve, no entanto, uma resposta que o Autor deu e que não pôde ser correctamente transcrita na condição de «comentário a comentário» pois continha um Quadro numérico que o sistema informático repudiou e que as adaptações sequentes se revelaram inúteis. Iguais dificuldades se revelaram na transcrição do Quadro para este sistema de apresentação como texto autónomo pelo que só me resta a alternativa de sugerir aos Leitores que consultem a Wikipedia.

 

Como alternativa (um pouco desajeitada), junto mapa também extraído da Wikipedia:

 

 

 

Mapa da Europa mostrando os países que receberam ajuda do Plano Marshall.

As colunas vermelhas mostram a quantidade total relativa de ajuda por país.

 

 

O Quadro numérico que pretendia publicar quantificava a ajuda total (a deste mapa) mas também referia os montantes doados e os emprestados. Ao Autor e aos Leitores os meus pedidos de desculpa por tanta ignorância informática.

 

Lisboa, 2 de Maio de 2010,

 

Henrique Salles da Fonseca

DIA DA MÃE

 

 

DE JOELHOS

 

 

 

"Bendita seja a Mãe que te gerou."

 Bendito o leite que te fez crescer.

 Bendito o berço aonde te embalou

 A tua ama, para te adormecer!

 

 

 Bendita essa canção que acalentou

 Da tua vida o doce alvorecer...

 Bendita seja a Lua, que inundou

 De luz, a Terra, só para te ver...

 

 

Benditos sejam todos que te amarem,

As que em volta de ti ajoelharem

Numa grande paixão fervente e louca!

  

 

E se mais que eu, um dia, te quiser

Alguém, bendita seja essa Mulher,

Bendito seja o beijo dessa boca!

  

 Florbela Espanca (1894 – 1930)

 

 

 

- 1894: A 8 de Dezembro, nasce Florbela Espanca em Vila Viçosa

 

 

 

 - 1915: Casa com Alberto Moutinho

 - 1919: Entra na Faculdade de Direito, em Lisboa

 - 1919: Primeira obra, Livro de Mágoas

 – 1923: Publica o Livro de Soror Saudade

 1927: A 6 de Junho, morre Apeles, irmão da escritora, causando-lhe desgosto profundo

 - 1930: Em Matosinhos, Florbela põe fim à vida

 - 1931: Edição póstuma de Charneca em Flor, Reliquiae e Juvenilia e ainda das colectâneas de contos

              Dominó Negro e Máscara do Destino. Reedições dos dois primeiros livros editados. Verdadeiro

              começo da  sua visibilidade  generalizada

 

 

in http://www.vidaslusofonas.pt/florbela_espanca.htm

SÁBADO NEGRO

https://1.bp.blogspot.com/_6_1Mdh76kIc/Sb3YrUVaX2I/AAAAAAAAAHs/F3wMXKDeGkQ/s400/LUTO%2B02%2B-%2BFOTO%2BCABELOPIXAIM.ZIP.NET.bmp

 

 

SONETO NEGRO

 

Qu'é feito de ti, meu lindo País?

Pátria de meus adorados Pais.

Porque te sentes assim infeliz,

Porque suspiras, tantos, tantos ais?

 

Dor magoada que sinto por ti,

ver-te ingloriamente flagelado.

O teu Povo triste já não sorri,

Porque foi mortalmente atraiçoado.

 

A Liberdade que te ofertaram

Por poetas nossos foi mui chorada.

E sobre nós, políticos marcharam,

 

em filas de fanfarras em parada.

A Liberdade dada foi roubada,

Dos cânticos forjados restou nada.

 

Sintra, 30 de Abril de 2010

 

Luís Santiago

 

 

 

O GRITO

 

Mais um documento expressivo do actual panorama educativo. Sei que haverá logo professores – havia-os no meu tempo – que confirmam que as turmas são complicadas – não para eles, note-se, que “não têm razão de queixa” (dos alunos) - já não tinham no meu tempo - mas que é necessário “saber dar-lhes a volta” (aos alunos), forma pedante e cínica de admitir que eles sabem (dar a volta), o que geralmente é falso.

 

Os senhores ministros da Educação, o Primeiro, os seguintes, fecham os olhos e tapam os ouvidos, em frente com os seus projectos de modernização para a desconstrução, que a alguns deles convém, como forma de justificar os seus cursos de batota.

 

E o país suporta, um protesto ou outro vão pingando, mas são bolas de sebo escorregadias, que só têm utilidade para polir as botas da tropa, já quase desaparecida, requerendo, pois, menos sebo, inúteis também não só para os que comem da mesma gamela como para os que assistem na indiferença do futuro, atidos à máxima “quem cá ficar que se lixe”.

 

O documento exprime desespero, o desespero de alguém que foi sempre brioso, numa carreira feita de dedicação e amor, e que ultimamente tem visto o tapete a ser-lhe puxado de debaixo dos pés, com a eficácia própria do descrédito a que chegou a “Educação” neste país, na permissividade de leis astutas, que fingem dar força aos professores, mas que de facto lha negam, puxando-lhes conscienciosamente o tapete de debaixo dos pés. Professores periclitantes, na sequência da ausência do tapete, alunos dançarinos no seu tapete protector, governantes semelhantes a deficientes autistas, um povo participando, uns com receio e vergonha, outros sem uma coisa nem outra.

 

Uma “directora” de escola que desautoriza o professor queixoso, chamando “peixeirada”, diante do aluno, ao incidente ocorrido na aula, é bem a marca do universo “pedagógico” dos nossos tempos, fomentado na família, apoiado no governo, com os professores como caixote do lixo – e não digo a Escola, visto que existem os directores de Escola participantes no apoio do governo, para projecção pessoal, e desapoio aos professores não alinhados no laxismo – como caixote do lixo, repito, da miséria moral e mental que estamos a criar.

 

Daí, o meu grito, o grito da professora que escreveu o texto, ao qual foram retiradas as referências pessoais, naturalmente, para obstar a mesquinhas “revanches”. Não é “O Grito” tão conhecido do pintor norueguês Edvard Munch. Não é grito de angústia existencial. É grito de desespero, sim. Mas de asco. De terror também.

 

À Direcção:

 

A aula de Português de 23 de Abril de 2010 de dois décimos anos (dados em conjunto por conta da crise) decorreu com os costumados contratempos: mandar calar, pedir atenção, que se concentrassem, que deixassem falar quem estava no momento a fazê-lo, ditar o sumário três vezes, pedir a um aluno que mudasse de lugar, recolher trabalhos, fazer o ponto da situação relativamente aos trabalhos que os alunos têm de apresentar não estando a cumprir os prazos, mandar calar outras vezes porque há sempre alguém a perturbar, a má disposição de um que fala com os colegas altiva e severamente, o que também causa mal-estar e faz perder tempo de aula, gente que atira borrachas para incomodar e que nunca assume nem se cansa (eu, que nunca apanho ninguém em flagrante e já peço aos alunos que denunciem os colegas, que o fazem, atitude que abomino, pois detesto denúncias), alguém que produz um ruído qualquer (pés, boca, canetas), outros que riem, comentários de cada vez que repreendo algum aluno (quer do próprio quer de outros), gente que tem sempre algo a criticar ou a dizer de sua justiça e não se contém, matéria a ser leccionada, esclarecimento de dúvidas, enfim, todo um ambiente propício à aprendizagem e um estendal de boas maneiras.

 

Às 13.20, um aluno de um dos décimos levantou-se sem pedir licença, ficámos todos a olhar e, em escassos segundos, deslocou-se para o fundo da sala e foi agredir um colega de outra turma, ao pé da janela. Este aluno, que normalmente é mal comportado, neste dia, por acaso, ainda não tinha perturbado ninguém, nem sido alvo de qualquer reparo da minha parte. Grupos de alunos seguraram os dois para não se envolverem à pancada, caíram mesas, cadeiras, o agressor foi levado para fora da sala e o agredido impedido de sair. Tentei acalmá-lo e fiz apelo para que desse o assunto por encerrado, mostrando-se superior à situação e evitando um processo de escalada de violência, até porque não era o agressor o verdadeiro responsável pela confusão a que se chegara. O aluno estava muito nervoso, vermelho e com um ritmo cardíaco elevado.

 

Tive ainda uma conversa com os alunos presentes em que lhes chamei, mais uma vez, a atenção para o clima que se criara ao longo do ano e permitira a ocorrência de um acontecimento desta natureza; falei-lhes igualmente do desequilíbrio emocional e de comportamento de vários jovens que integram a turma, incapazes de se modificar; referi ainda o facto de todos se permitirem falar e comentar, e nada fazerem para alterar os seus maus comportamentos. Dirigi-me então à Direcção com o agressor.

 

Quanto ao aluno que pretende ter sempre algo a dizer e para quem, no seu reino de fantasia, as palavras e os gestos têm sempre significados diferentes daqueles que os outros lhes atribuem, esse tem o vício de falar comigo, quando o repreendo ou sente alguma contrariedade, em voz alta e de dedo indicador esticado em direcção da minha cara, com o corpo a fazer um ângulo pois se acha muito alto. Já por inúmeras vezes lhe disse não lhe admitir tal atitude, pelo que hoje o encaminhei para a Direcção, por estar à porta do pavilhão A nestes preparos, acompanhado por outros alunos da outra turma que, mal comportados, naturalmente sentiam um peso na consciência.

 

Lamento que uma discussão com este jovem, após a cena havida em aula, seja caracterizada pela Directora, à frente do aluno, como «uma peixeirada» e me seja encomendada a devida participação escrita, modo pouco delicado de me convidar a sair do Gabinete. Realça-se a falta de sensibilidade para o desespero de alguém que, apesar de marés adversas, continua a tentar cumprir o seu papel, sem desistência ou pausas na sua actuação.

 

Berta Brás

Pág. 4/4

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D