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A bem da Nação

SOFISMAS, COMPLEXOS E TIQUES

 

 
A diabolização das poupanças empresariais e a sacralização de um factor de produção fizeram nascer ódios que só beneficiaram quem deles se quis servir para subir a escada do Poder.
 
Dito de outro modo: a diabolização do lucro e a sacralização do trabalho cultivaram a luta de classes como forma de fazer a revolução e instalar a ditadura.
 
O discurso esquerdino era (e continua a ser) o de tudo apregoar a favor das classes trabalhadoras e de tudo acusar os capitalistas e seus cúmplices, os burgueses.
 
O dramático percurso histórico desse processo culminou com a derrocada do Império Soviético qual baralho de cartas mal equilibradas. Ruiu o Império mas na mente dos seus devotos ficaram os sofismas, os complexos e os tiques.
 
Como exemplo de sofisma temos a diabolização das poupanças empresariais quando são elas que permitem novos investimentos sem recurso ao endividamento; como exemplo de complexo temos os raciocínios revolucionários de quem possui e até ostenta usos e costumes burgueses; como tiques podemos, dentre muitos, considerar a limitação da circulação automóvel em favor das bicicletas, maratonas nas pontes e vias principais, jogo das damas e bailaricos no largo onde antigamente se podia estacionar… pois há que estrangular os vícios burgueses e dar voz aos explorados…
 
Mas se o Estado tem que aumentar as receitas para poder distribuir a riqueza, como justificar essas políticas que contrariam o maior contribuinte que existe no país, o automobilista? E atenção! Não aceito teorias ecológicas quando é sabido que o Protocolo de Quioto não passa de um embuste[1] para extorquir dinheiro a todo o mundo a favor duma clique de «investigadores» ao serviço dum sector que se diz produtor de equipamentos “amigos” do Ambiente que funcionam com base em pressupostos dúbios. Também não façam a conversa anti-nuclear baseados na tecnologia de Chernobyl quando o que nós queremos é o nuclear de terceira geração à imagem e semelhança do que está a ser feito na Escandinávia. E quanto aos «explorados», eles já têm o Rendimento Social Mínimo para poderem continuar no confortável desemprego e no tráfico de estupefacientes como se constata pelos raides policiais aos bairros problemáticos. Os outros, os descendentes dos antigos proletários, já têm hábitos burgueses, pertencem à sociedade de consumo e não querem que se tenha pena deles.
 
Não haverá quem me acompanhe a dizer que BASTA DE HIPOCRISIA?
 
Lisboa, Setembro de 2009
 
Henrique Salles da Fonseca


[1] - Ver “Mitos Climáticos” em http://mitos-climaticos.blogspot.com/
 

Devíamos meditar no Decálogo de Lincoln

 

            O texto “Os Gringos”,  de autor anónimo, publicitado por Henrique Salles da Fonseca, é sobre o povo americano, ao qual são reconhecidas qualidades de generosidade, trabalho, amor pátrio, defesa dos direitos humanos, a heroicidade e o altruísmo que encontramos em tantos daqueles filmes antigos, reveladores de coragem e decisão, certamente que decisivas para a formação do país enorme, próspero e atento ao mundo, que intervém nas questões externas, não apenas em manifestações de solidariedade mas em defesa da liberdade, bem representada na sua Estátua de Nova York, não permanecendo, contudo, nos países, como dominador.
            Há muitos, mesmo intelectuais, que odeiam a América. Não lhes perdoam a guerra no Iraque, nem as bombas sobre Hiroshima e Nagasaqui, indiferentes às razões que os moveram. Geralmente ignoram as atrocidades dos povos cujas ideologias prezam, quanto mais não seja por desejo de saliência em torno de um ideal supostamente progressista. Invejosos de um bem-estar que não conseguimos atingir, somos mesquinhamente ingratos para quem ajudou a livrar a Europa do pesadelo nazi, sacrificando os seus homens na defesa de pátrias alheias, quando nós desprezámos a nossa.
            O texto contém ainda uma série de preceitos de Abraham Lincoln, 16º Presidente dos Estados Unidos, entre 1861-1865, eleito pelo partido Republicano, que conseguiu preservar a unidade do país durante a Guerra da Secessão. 
            Eis alguns preceitos do seu “Decálogo”, talvez responsáveis pela energia que emana desse povo alto e espadaúdo, segundo os vemos nos Western dos tempos idos, em cavalarias pelas largas planícies, como espaços da sua grandeza: “Não se pode criar prosperidade desencorajando a iniciativa individual, não se pode fortalecer o débil debilitando o forte, não se pode ajudar os pequenos esmagando os grandes, ou ajudar o pobre destruindo o rico, não se pode formar o carácter e o valor de um homem tirando-lhe a sua independência (liberdade) e iniciativa, não se pode ajudar os homens realizando por eles permanentemente o que eles podem e devem fazer por si próprios.”
            Tais preceitos são um combate à indolência e à irresponsabilidade, um estímulo ao trabalho, à compreensão, à aceitação da diferença, desde que o mérito seja reconhecido.
            É claro que o capitalismo vai forçosamente surgir, num país de gente trabalhadora e inteligente, pois só o capital pode gerar trabalho.
            Houvesse, entre nós, muitas empresas para empregar gente, e que soubessem estimular e reconhecer o mérito dos que bem trabalham! E trabalhadores não ingratos, mas empenhados no seu trabalho!
            Houvesse, entre nós, estabelecimentos de ensino que preparassem os futuros cidadãos segundo os preceitos de Abraham Lincoln!
            Infelizmente, somos mais um povo de palavras, embora não de palavra. Não! Seguíssemos nós os tais preceitos, juntássemos a acção à palavra, não seríamos mais o povo periférico contra o qual reclama Sócrates. Porque o que nos torna mesmo periféricos, não é a falta do TGV, mas os “centos de anos de solidão” traduzidos em paralisia, atraso, falta de educação, falta de respeito pelas coisas sagradas, entre as quais o desejo de ser competente e bom profissional, o amor por nós como nação, como família, como seres humanos com ética.
            Mas o “Fiat Lux” não nos atingiu. Talvez pela periferia. Esperemos que com o TGV...
 Berta Brás

Recuerdos argentinos

 

em 3 capítulos !

- 1 -

 

 BUENOS AIRES_OBELISCO2

 

Aqui mesmo ao lado – quase 3 horas de vôo Rio-Buenos Aires – e só agora surgiu a oportunidade de fazer uma rápida visita!

Cidade bonita, bem traçada, muito bem arborizada, largas avenidas e enormes e bonitos parques, clima magnífico, uma gastronomia, sobretudo nas carnes, que não tem confronto, ótimas massas – pastas – e uma imensa e sempre excelente variedade de vinhos. Moral da história: valeu a pena! E não foi só Buenos Aires.

Pelo que se consegue acompanhar através do noticiário internacional, a Argentina atravessa uma crise difícil, não só econômica, mas talvez até de identidade. Um país que no começo do século XX tinha conseguido elevar-se ao nível internacional do primeiro mundo, sendo, de longe o carro chefe de toda a América Latina, atraindo milhares de imigrantes, com uma imensa e forte classe média, parece não saber agora encontrar uma saída para os seus problemas, com um “casal presidente” a enriquecer, a querer perpetuar-se no poder, e a sobrecarregar ferozmente de impostos a economia, debilitada.

Continua a ter como “carro chefe” da sua economia a produção de trigo, milho e soja, carne e lã, e os famosos vinhos. Sendo o 5° produtor vinícola mundial exporta somente 20% da sua produção, já que o argentino, e os turistas, como eu por exemplo, não dão trégua a “coisa boa”!

Para compreender qualquer povo há que saber um pouco da sua história. Por hábito, nas minhas viagens sempre procuro comprar alguns livros de história do país. Sobretudo dos países dos “novos mundos” que ainda há relativamente poucos anos não tinham qualquer estrutura, saíram de colónias e tiveram que se fazer, Deus sabe com que lutas e sacrifícios.

Não se pode resumir a meia dúzia de linhas a história de quem quer que seja, mas alguns aspectos são importantes para traçar as linhas mestras.

Buenos Aires começa com um punhado de náufragos, no princípio do séc. XVI, ali abandonados, miseráveis, quase sem comida, sofrendo a pressão dos aborígenes, e onde só raramente passava algum navio que lhes pudesse aliviar o sofrimento. Ao fim de um, dois e até cinco anos lá vinha uma vela, uma “esmola”. Foram os portugueses do Brasil os que começaram a aparecer para com eles fazerem algumas trocas!

Sair daquele improvisado “refúgio” e penetrar nas pampas à procura de comida, de algum animal, era uma aventura difícil e perigosíssima: a planície, imensa, a perder de vista, não tinha pontos de referência. O regresso era uma lotaria! Um dia um grupo de aventureiros encontrou um manancial que parecia inesgotável: manadas de gado vacum, aos milhares, bravos, abandonados a si próprios, que naquelas terras ricas tinham encontrado comida abundante e excelentes condições de reprodução! Mas era impossível aproveitar a sua carne; não havia como transportá-la para a dividir com os outros, menos ainda como conservá-la. Os “pamperos” limitavam-se a abater as rezes, tirar-lhes o couro e deixar a carne para os ratos e outros animais da planície. Começa com couros a “moeda” dessa gente.

Aos espanhóis o que lhes interessava, depois da pilhagem do ouro dos incas, maias, aztecas, etc. era a prata de Potosi. Isso continuava a enriquecer a corte espanhola, mas a um custo elevado: toda a mercadoria enviada da “corte” para abastecer Lima e o Alto Peru, viajava em galeões até ao Panamá, atravessava aquele istmo no dorso de mulas, voltava a ser embarcada em navios no Pacífico até Lima, novamente carregada em mulas para atingir as minas, onde viviam uns quantos milionários e uma imensidão de trabalhadores, escravos e livres. A prata das minas fazia de volta o mesmo quase interminável, e caro, caminho.

Sonhava o vice-rei do Peru com uma saída para o Atlântico, que tornasse as viagens mais rápidas e baratas. Através do Brasil, era difícil porque os portugueses haviam de querer “direitos” de passagem e alfândega. Para o sul, Montevideo não existia e em Buenos Aires a coroa havia estabelecido um “virrey”, fora da jurisdição do “virreynado del Peru”! E por aqui começa o tráfego para o Alto Peru e o crescer do porto de Buenos Aires. A rota seguia por Córdova, Santiago del Estero, Tucuman e Jujuy, e pelo caminho se algum lucro ficava, era sobretudo para os “porteños”. Todos os colonos dependiam de um ou outro “virrey” mas o que os crioulos – espanhóis nascidos nas colónias, como no Brasil que separavam os brasileiros dos reinóis – procuravam era a independência financeira, já que política não lhes dizia respeito.

Com a invasão da Espanha por Napoleão, e da vergonha que reinava naquele país, que chegou a ter um irmão de Bonaparte como rei, os povoadores dos “virreynados” das Américas entenderam que nada deviam à nova majestade, trataram de despejar o “virrey” e montar uma junta governativa. Mas à boa moda espanhola, cada um por si! Buenos Aires tinha o porto de entrada das mercadorias e ficava com a totalidade das receitas da “aduana”, e as outras regiões da actual Argentina, o interior, que se...

Para se tornarem autênticos argentinos, sendo praticamente todos filhos ou descendentes de espanhóis, criaram contra estes uma guerra absurda: filhos contra pais e avós, chegando ao ponto de correrem da cidade com os espanhóis solteiros e alguns comerciantes já endinheirados que aproveitaram para espoliar! No interior os governantes sucediam-se, a maioria em situação de pouco mais do que penúria, e com a rapidez com que uma faca corta um pescoço! Era o método mais usual para troca de governo!

Entretanto Buenos Aires crescia, fomentava a criação de carneiros e organizava a de bovinos, em meados do século XIX sobrava-lhe dinheiro e, muito inteligentemente, planificou uma magnífica cidade, importou espécies arborícolas sobretudo da Europa, lançou linhas de caminhos de ferro para todo o lado (ainda hoje a rede ferroviária é superior ao somatório de todas as linhas dos restantes países da América do Sul, Brasil incluído) fomentou a educação criando a obrigatoriedade do ensino primário e estabelecendo a gratuidade no secundário e nas universidades (três delas fundadas no século XVI). O interior... pedia esmola!

Um dia os argentinos descobrem no seu país (ainda 1/3 do território era terra dos índios) as famosas terras roxas, talvez as melhores do mundo para agricultura, enchem os celeiros de trigo e milho, desenvolvem a vinha nas “orillas” dos Andes, e quando finalmente conseguem uma máquina para fazer frio, as suas imensas manadas de gado logo vão abastecer a Europa, sobretudo a Inglaterra.

Mas, e os índios? Os índios... atrapalhavam os “assentamentos cristãos”, e “houve que” lhes dar caça! Chegaram a pagar a caçadores de índios pelas orelhas que traziam! Mas história vergonhosa e triste não interessa.

Até aos anos 30 do século XX Buenos Aires desenvolveu-se muito e já não tratava o interior como bastardos! A Argentina atraiu imigrantes sobretudo para a agricultura e pecuária, cresceu, o povo alfabetizado, a classe média forte, mas as ideias socialistas e anarquistas fizeram também a sua aparição! E com eles a chegada dos militares ao poder, e do maior apoio das oligarquias tradicionais! Vem a 2ª. Guerra Mundial e as exportações de alimentos tornam-se mais difíceis, apesar do enorme aumento do valor dos produtos. Em 46 assume Perón, ditador sem experiência nem ideias, pactuando e desarticulando à esquerda e à direita, a Evita a querer ajudar os mais desafortunados, e o inevitável golpe militar que culmina com o desespero da Guerra das Malvinas para ver se calavam a opinião pública que clamava não só pela situação económica, mas pelas centenas de milhares de activistas e estudantes que o poder das armas havia feito desaparecer. Até hoje! Centenas de milhares.

Voltam os civis e depois disso só um governo poderia ter dado certo não fosse a mesma herança castellana “si hay gobierno, yo soy contra”: Alfonsin. A saga prossegue, e talvez sobretudo agora, porque os momentos que atravessamos são sempre os mais percebidos, sente-se um descontentamento geral, uma insegurança face às atitudes do “casal presidente”, e assiste-se até à imigração de argentinos para qualquer lugar onde se sintam mais seguros!

Com tanto desgoverno algumas universidades estaduais perderam a hegemonia e qualidade propiciando a abertura de outras privadas.

De qualquer modo a Argentina é um país que vale muito a pena... tudo!

No próximo capítulo vamos falar até de tango, e como não podia deixar de ser, do imortal Carlos Gardel! Quem não gosta?

 

Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2009

 Francisco Gomes de Amorim

 

POSTAIS ILUSTRADOS XXVII

 

TEOLOGIA DA ECONOMIA II
Parte IV
Conclusões e Soluções
 ... Rops - Charles Baudelaire 

 “Apenas é igual a outro quem prova sê-lo e apenas é digno da liberdade quem a sabe conquistar” Charles Baudelaire

 
Passemos, então, às conclusões e soluções, que, apesar de integradas neste bloco de textos sobre a Encíclica Caritas in Veritate, apenas dizem respeito a nós, particularmente, porque, nestes momentos que vivemos, só a nós interessa.
 
A) Conclusões:
1ª - No que respeita à Liberdade, soubemos conquistá-la, paradoxalmente, através de um movimento militar. Mas, enfim chegados à Liberdade, e, após os primeiros momentos de compreensível euforia colectiva, não soubemos compreendê-la, usá-la, geri-la [1] e respeitá-la. Há solução para isto?
 
2ª - No que se refere à Democracia, o sistema político, necessariamente decorrente da Liberdade instaurada, exigiu a formação de partidos políticos a fim de lhe dar conteúdo. Os partidos (actualmente são 14! – “divide ut regnes[2]) transformaram-se em clubes de interesses e nos seus “salões” instalou-se uma nova “nobreza” constituída por “barões”, “baronetes” e falsos amigalhaços, sem coluna vertebral [3], mais disponíveis para tratar das suas vidinhas do que dos interesses públicos. Elevaram-se, nas surpreendidas estatísticas, os números da incompetência, dos enriquecimentos sem causa, das corrupções, dos crimes económicos e dos “tachos” para os felizes convidados da ceia do senhor orçamento de estado. Há solução para isto?
 
3º - No que concerne ao Sistema Político, vivemos com um modelo que já deu o que tinha a dar. A Constituição da República nasceu torta e blindaram-na, tendenciosa e antidemocraticamente, ao jugo da corrente dominante da altura. Quem se atrevesse a protestar era rotulado de perigoso fascista e nasceu uma nova casta, oriunda do “pára-quedismo antifascista”, e outra, que nasceu do medo, e para fugir aos saneamentos políticos e sobreviver, se acomodou e acobardou, sem fazer ondas. Foi criado um sistema político que já deu conta da sua ineficácia, normas de funcionamento dos partidos e do sistema eleitoral que não se adaptam à nossa mentalidade como povo; regimes de representatividade e de governo que esboroam e dividem a responsabilidade política pessoal por múltiplos escaninhos e onde a culpa se dissimula e morre sempre solteira. Há solução para isto?
 
4º - E, finalmente, quanto aos modelos de governação, privilegiaram-se as políticas de conjuntura (navegar à vista) em detrimento das políticas estruturais. A Democracia ainda não nos trouxe um projecto estruturante e coerente para Portugal Há obra pública feita e reconhece-se que houve algum desenvolvimento, mas, com que custos? Com que coerência? Com que planeamento de médio e longo prazo? O investimento na obra pública traduziu-se no uso e abuso criminoso do incumprimento dos prazos adjudicados, mas, valha-nos isso, existe o cimento e o alcatrão. Está feito! E o investimento, muito menos visível e sem votos, na cultura, na educação? Apadrinhou-se o conceito de que o conhecimento vem de ter muitas matérias divulgadas e ensinadas em muitos livros. As crianças passaram a ir para as escolas com mochilas carregadas de livros; dois três por cada disciplina. E todos os anos os livros são diferentes, para gáudio das Editoras, que, mesmo assim, deixam esgotar as edições por ausência de planeamento e os livros não estão disponíveis a horas. O conhecimento, a cultura, a educação não são dependentes da legislação e das capas dos livros, dependem apenas da selecção de conteúdos adaptados às necessidades de desenvolvimento de cada formando e ao que se quer fazer do país e das cidadãs e cidadãos do futuro. O país não tem economia estável, o seu interior desertificou-se, não é um país agrícola, nem industrializado e a sua produção sedia-se nas zonas industriais das capitais de concelho e de distrito. É muito pouco para trinta e quatro anos de Liberdade. Há solução para isto?
 
Mas há mesmo solução para isto? Há! E não precisamos de salvadores da pátria, nem de descobrir, de novo, a pólvora, basta que copiemos o que outros povos mais desenvolvidos já fizeram, sem hesitações. O recomeço nunca é tardio, basta que recomecemos, mas já... Não cometamos o erro de ficar parados...
 
 
 
A confusão a fraude os erros cometidos
A transparência perdida — o grito
Que não conseguiu atravessar o opaco
O limiar e o linear perdidos

Deverá tudo passar a ser passado
Como projecto falhado e abandonado
Como papel que se atira ao cesto
Como abismo fracasso não esperança
Ou poderemos enfrentar e superar
Recomeçar a partir da página em branco
Como escrita de poema obstinado[4].
 
 
 
(continua)
 
 Luís Santiago
 
[1]A liberdade não consiste em fazer tudo o que se quer, quando isso agride os outros. Mesmo que aquilo que agride os outros seja, para nós, perfeitamente aceitável. Só os ignorantes é que acham que a liberdade é fácil de gerir”.“Somos tão Modernos”, Miguel Sousa Tavares, in Expresso de 2 de Março de 2009;
[2] “Dividir para reinar”. Onde florescem demasiadas opiniões em confronto só se avança se houver inteligência para encontrar e encarar consensos. A divisão abre o caminho ao pensamento autoritário único;
[3] “O português gosta de enganar pela calada aqueles que mandam nele. Mandar é um verbo antigo, vasto, totalitário e infantil, que em princípio na idade adulta devia ser substituído por verbos de maior eficiência e capacidade democrática, como coordenar ou gerir. Verbos que cheiram a trabalho e responsabilidade - e o português tem o olfacto muito apurado. Assim, prefere a clareza do mando, ao qual faz vénias mansas, com os dedos cruzados atrás das costas”. ”O país onde se faz tempo”, Inês Pedrosa, in Expresso de 17 de Junho de 2009:
[4] “Os Erros” poema do período 1974-75 da poetisaSophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisaspág. 46, 4ª edição, revista da Editora Caminho.
 

 

A QUEM DAREI O MEU VOTO – 6

 

 

Campanha eleitoral praticamente encerrada logo após inauguração dada a míngua de ideias novas, também eu me apresso na definição de critérios para a dação do meu voto. Parafraseio, pois, uma famosa personagem das telenovelas brasileiras, «deixando-me de entretantos e indo aos finalmentes».
 
Para além dos quesitos constantes dos escritos anteriores sob a mesma epígrafe e aplicáveis às eleições legislativas, darei o meu voto a quem se propuser também:
 
  • Estabelecer o Serviço Militar Obrigatório para ambos os géneros;
  • Em tempo de paz como o actual, permitir aos civis a frequência dos cursos militares com vocação profissional civil;
  • Em tempo de paz como o actual, disponibilizar aos utentes do Serviço Nacional de Saúde o acesso às estruturas militares de Saúde ;
  • Preconizar o confisco sumário a favor do Estado de toda a propriedade privada de incendiários e seus mandantes bem como da dos respectivos cônjuges (em qualquer regime de casamento ou em uniões de facto) e da dos parentes em 1º grau;
  • Referendar o Tratado de Lisboa;
  • Revogar o Acordo Ortográfico de 1990;
  • Constituir o direito de veto do Governo a decisões que possam fazer perigar o estatuto especial das empresas estratégicas para a Soberania Nacional;
  • Suspender o TGV sine die mas duplicar e electrificar a linha da CP até Faro;
  • Deixar de infernar a vida do maior contribuinte português, o automobilista;
  • Reconhecer que o Protocolo de Kioto é um logro e que as políticas ditas ambientais dele resultantes são absurdas;
  • Recuse frontalmente o hedonismo e evidencie possuir verdadeiro Sentido de Estado.
 
Por aqui me fico sob pena de ter que redigir o Programa de um qualquer Governo a que não sou candidato.
 
Lisboa, Setembro de 2009
 
 Henrique Salles da Fonseca

ALARME

 

 
 
O papel da comunicação social é decisivo na sociedade mediática e nem sempre é bem compreendido. Sendo o espelho da comunidade, os meios informativos acabam frequentemente acusados dos males que apenas revelam. Ao mesmo tempo é preciso dizer que a forma alvoroçada e sensacionalista com que em geral relatam as questões desvirtua a sua nobre função.
 
Se não for grave não merece atenção e por isso tudo deve ser relatado da maneira mais assustadora possível. Muitas vezes os repórteres parecem abutres à espera do deslize, da crise, do agoiro. O que corre bem não lhes interessa e tudo o que é mau aparece empolado, repetido, escalpelizado.
 
O argumento usado é que o público merece ser informado. Mas o mesmo facto é relatável de formas muito diferentes e os repórteres não têm de escolher sempre a mais alarmista. Um bom exemplo passa-se agora com a "pandemia da gripe". Os sucessivos jornais, escritos ou falados, insistem em acumular as vítimas registadas em Portugal desde o princípio, celebrando com gulosa atenção cada vez que se ultrapassa nova barreira numérica. A esmagadora maioria dessas pessoas estão curadas há muito e seguem a sua vida normal. Mas continuam a figurar numa estatística que se torna cada vez mais apavorante.
 
Apesar de tudo, a histeria da comunicação social é bastante melhor que o pessimismo negro e a desilusão amarga dos comentadores nacionais, nos bancos de café ou nas páginas dos periódicos. Uma pessoa alarmada tem pensamento positivo, enquanto o derrotismo nacional, por muito fundamentado que seja, só destrói.
 
POR JOÃO CÉSAR DAS NEVES * João César das Neves
in Destak 

Moralidade de “fábula”

 Tio Patinhas

 

Quando as coisas nos correm de vento em popa, geralmente com escândalo social, atribuímo-lo à nossa cabeça, ao nosso cérebro escorreito, que nos tornou donos do mundo. Quando os reveses – que os há sempre – dão um piparote no nosso êxito, jamais atribuímos à nossa cabeça a razão do destroço, mas antes à Sorte, ao Destino, à clássica Fortuna.
 
É o que comenta La Fontaine na sua fábula “A ingratidão e a injustiça dos homens para com a Fortuna”, a respeito de um traficante marítimo que tanto enriqueceu, que os seus dias de jejum, cumpridos devotamente, eram autênticos banquetes.
 
Gabava-se ele do seu “savoir faire” e do seu talento, a correr riscos e a colocar os seus dinheiros, não ainda nos offshores da nossa modernidade, mas noutros paraísos seria, de igual modo frutuosos, além da sua devoção.
 
No entanto, as coisas mudaram, os ventos foram-lhe contrários, empobreceu. E não é que desatou logo a incriminar a Fortuna, ou Sorte, ou Destino, Sina, Acaso, de tal despautério? Jamais culpou a sua cabeça, dantes tão talentosa. E La Fontaine conclui: “Le bien, nous le faisons; le mal, c’est la Fortune; / On a toujours raison, le destin toujours tort.”
 
Veio-me isto à ideia a propósito do que por aí vai de ventos propícios a tantos, que eles não deixarão de atribuir à argúcia dos seus cérebros e do seu “savoir-faire” os êxitos das suas vidas de traficantes terrestres, ingratos para com a Fortuna e mesmo com o “tronco nobre de seus antecessores”, tantas vezes na origem deles, como já Camões explicava. São, realmente, sempre os seus direitos, as suas cabeças, as suas capacidades, os responsáveis e, neste ponto, dou-lhes inteira razão.
 
Não, não devem nada à Fortuna, tenho a certeza. Quando muito ao nosso “status” reconhecido de hibernação da Justiça, neste espaço em que se movem. Têm, realmente, uma excelente cabeça.  E acho que não passa de fábula a moral da história do traficante marítimo, de ingratidão para com a Fortuna, na sua fortuna, de injustiça para com a mesma, na sua adversidade, segundo La Fontaine.
 
Acredito, realmente, na inteligência dos traficantes com êxito, sejam marítimos, terrestres ou aéreos. E se, por acaso o perdem, deve-se isso não aos reveses da Fortuna, mas antes à inteligência de outros traficantes, dos mesmos espaços.
 
«Penso eu de que.» Mas sinto inveja.
 
                                     Berta Brás

MEDITEMOS…

 

 
“Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos  filhos...
Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?" 
 audiobooks for children and adults
 
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive…
 
 
 
 
 
 
 
Autor não identificado, recebido por e-mail

"OS GRINGOS"

 gringos.JPG

 
Eu sei que os gringos são como são mas, como dizia alguém,  foram os únicos que chegaram à Lua e isso deveríamos tomar em conta. E no final tomem também atenção às palavras de Abraham Lincoln de há 150 anos.

Convido-vos a ler esta mensagem sobre a serenidade e a  inteligência que os caracteriza:

¿Por que é que alguns odeiam os Estados Unidos da América (USA)?

* Ganharam a guerra aos nazis e "não ficaram em (com) nenhum país europeu. ¿Como está hoje a Europa?

* Ganharam a guerra aos japoneses e "não ficaram" em (com) o Japão. ¿Como está hoje o Japão?

* Recuperaram parte de Coreia até ao paralelo 38 e "não ficaram" com a Coreia. (Basta comparar o desenvolvimento, economia, oferta de emprego e bem estar social da Coreia do Sul hoje em dia com o da Coreia do Norte para avaliar quem se saiu melhor). ¿E então?

Por vezes torna-se fastidioso que o hobby de toda a Humanidade seja falar mal dos Estados Unidos. Não só os Chavistas comunistóides da América Latina, mas também todo o mundo em geral.

Nos últimos anos na Venezuela considera-se socialmente negativo falar bem dos Estados Unidos. O cúmulo é que mesmo os latinos que têm nos Estados Unidos mais de metade da vida, não encontram nada de bom para dizer dos USA, mas  lá continuam, pegados como carrapatos e não regressam aos países de origem...

Eis três exemplos de respostas exemplares aos ditos comentários:

 1) Quando em Inglaterra, durante uma grande conferência, o Arcebispo de Cantuária perguntou a Colin Powell se os planos dos USA no Iraque não eram mais do que mais construção do "império" por parte de George Bush, este respondeu-lhe o seguinte:

-"Ao longo dos anos, os Estados Unidos têm enviado muitos dos seus melhores jovens, homens e mulheres para locais perigosos fora das nossas fronteiras, para lutarem pela causa da liberdade. As únicas terras que temos pedido têm sido apenas as necessárias para sepultar aqueles que não regressaram".   Seguiu-se um grande silencio no recinto...

 2) Durante uma conferência em França, na qual participava um grande número de engenheiros de diversas nacionalidades,  incluindo franceses e americanos, num intervalo, um dos engenheiros franceses disso serenamente: "¿Ouviram a última estupidez de George Bush?... Enviou um porta-aviões para a Indonésia para ajudar as vítimas do tsunami.    ¿O que é que ele pretende fazer,
bombardeá-los?"   Um engenheiro da Boeing levantou-se e respondeu serenamente: "Os nossos porta-aviões têm três hospitais a bordo que podem tratar várias centenas de pessoas. Como são nucleares podem fornecer electricidade de emergência a terra,  têm três refeitórios com capacidade para preparar comida para 3.000 pessoas três vezes por dia, podem produzir diariamente vários milhares de galões de água potável a partir da água do mar e têm meia dúzia de helicópteros para transportar vitimas. Nós temos onze barcos iguais.   ¿Quantos barcos assim mandou França?" Novo silêncio sepulcral.

 
3) Um almirante da Armada dos Estados Unidos estava numa conferência naval que incluía almirantes da Armada americana,  canadiana, inglesa, australiana e francesa.  Durante um cocktail encontrou-se com um grupo de oficiais que  incluía representantes de todos esses países. Toda a gente conversava em inglês enquanto tomavam uns copos mas, de repente, um almirante francês comentou que, se os europeus aprendem muitos idiomas, os americanos ficam-se pelo inglês.   Então perguntou: "¿Por que é que temos que falar inglês nestas conferências? ¿Por que não se fala francês?"
 – O almirante americano, sem o pôr em causa, respondeu: "Talvez seja porque os britânicos, os canadianos, os australianos e os americanos não as aprendemos para que Vocês não tivessem que falar alemão durante o resto das vossas vidas".  ¡Poderia ter-se ouvido a queda de um alfinete...!
 
 ¿Sabem onde está o segredo dos americanos? Muito simples: há mais de 150 anos aprenderam algo que na América Latina parece que não queremos aprender. São só dez premissas muito simples:
 
DECÁLOGO DE ABRAHAM LINCOLN


1- Você não pode criar prosperidade desencorajando a iniciativa individual.

2- Você não pode fortalecer o débil, debilitando o forte.

3- Você não pode ajudar os pequenos, esmagando os grandes.

4- Você não pode ajudar o pobre, destruindo o rico.

5- Você não pode elevar o assalariado, pressionando quem paga o salário.

6- Você não pode resolver os seus problemas se gastar mais do que ganha.

7- Você não pode promover a fraternidade da humanidade admitindo
e incitando a luta de classes.

8- Você não pode ganhar segurança com dinheiro emprestado.

9- Você não pode formar o carácter e o valor do homem tirando-lhe a sua 
independência (liberdade) e iniciativa.
 
 
10- Você não pode ajudar os homens realizando por eles permanentemente o que eles podem e devem fazer por si próprios.

 A isto poder-se-ia juntar mais outra lição de Abraham Lincoln:
    "Um político pode enganar alguns durante todo o tempo e pode enganar toda a gente por algum tempo mas o que não conseguirá é enganar todos durante todo o tempo".
 
 
Original em castelhano de Autor não identificado; gentileza do Dr. A. Palhinha Machado; nossa tradução
 

MANIFESTO ANTI-ECOTÓPICO

 

 
 
Uma corrente ideológica domina hoje em Portugal as estratégicas opções energéticas do país: o ecologismo utópico, ou ecotopia!
A ecotopia fantasia um futuro romântico que combina a vida frugal e saudável com a magia tecnológica.
A ecotopia visiona um quotidiano bucólico, cheio de pastos verdes com ovelhinhas "biológicas" e painéis fotovoltaicos nos telhados das casas rurais, acolhedoras e floridas.
 
A ecotopia imagina multidões a deslocarem-se calmamente de bicicleta pelas ruas das cidades coloridas a caminho dos escritórios.
 
A ecotopia devaneia com as paredes das suas futuras casas rurais decoradas com gravuras de torres eólicas em horizontes verdes, muito verdes e soalheiros.
 
Na ecotopia, não haverá engarrafamentos de automóveis, porque a magia tecnológica e a reformatação do homem novo terão abolido a necessidade de deslocações de automóvel.
 
Na ecotopia não haverá doenças, porque "a vida saudável" eliminará a poluição, os pesticidas e os adubos que as causam.
 
A ecotopia tem uma utopia: um mundo ecológico. Verde. Muito verde e feliz.
 
Os ecotópicos querem-nos cobrir os telhados das casas com painéis solares, mesmo que a electricidade daí resultante seja 10 vezes mais cara que a que actualmente pagamos e os painéis deixem de funcionar ao fim de 3 anos.
Para os ecotópicos só haverá energias renováveis: sol, vento e água.
Os ecotópicos querem-nos fazer comprar carros eléctricos para depois os deixarmos em casa a carregar e a descarregar as baterias para estabilizar a energia eléctrica que só haverá quando houver sol, ou vento, ou água nos rios.
Os ecotópicos depois vendem-nos as baterias desses carros eléctricos que teremos de mudar de 3 em 3 anos, mas retomam as baterias velhas para reciclar.
Os ecotópicos vão proibir a circulação de carros nas cidades, pelo menos a quem não possa pagar os altos preços dos parquímetros, por causa das alterações climáticas. Os ecotópicos querem-nos fazer levar os nossos filhos à escola de metro.
Os ecotópicos querem-nos instalar contadores de energia "smart" com tarifas variáveis a cada momento e que estarão sempre mais caras à hora em que precisarmos de ligar a máquina de lavar roupa, ou as luzes do escritório à noite, ou a torradeira de manhã. Para nos encorajar a sermos homens novos.
Os ecotópicos já mandam no Mundo Ocidental e estão a proibir que se estudem outras soluções contra a emissão de CO2, como o nuclear seguro e o carvão limpo.
Os ecotópicos são fortes e conseguiram chegar subrepticiamente ao poder. Surgiram nos anos 80 e têm a sua base principal na Alemanha, mas os herdeiros dos hippies americanos também são ecotópicos.
Todos os dias vários canais da TV nos martelam programas de propaganda ecotópica dizendo-nos que é o que já se faz "lá fora".
Os ecotópicos apresentam-se sempre com propagandistas jovens, para nos fazerem sentir que é com eles que está o futuro.
Os ecotópicos querem fazer de nós homens novos compatíveis com os amanhãs que cantam com que eles sonham.
Para nos mudar, os ecotópicos precisam de nos vigiar.
Os contadores "smart" vão saber tudo sobre os nossos hábitos caseiros de consumo energético.
E os chips que vamos ter nos carros vão permitir saber tudo sobre as nossas deslocações.
O que se vai somar ao que já sabem sobre como, onde e em quê gastamos o nosso dinheiro.
E quem não for ecotópico não terá direito a nada por parte do Governo.
E tudo o que se fizer dependerá da concordância do Governo.
E isso será verdadeiramente o Admirável Mundo Novo, mas em verde!
O Governo é ecotópico e tem nisso a sua melhor bandeira.
A oposição critica o Governo em muitas coisas, mas concorda que ele age bem no que diz respeito "ás energias renováveis e às tecnologias", ou seja, à ecotopia.
Marcelo Rebelo de Sousa elogia no Governo a ecotopia.
O "Compromisso Portugal" elogia no governo a ecotopia.
Até Pacheco Pereira já louvou no Governo a ecotopia.
As empresas também são todas ecotópicas, agora.
(...) 
E de outras razões ecotópicas com que o Governo, ecotopicamente, escolhe a quem distribuir as receitas dos impostos que pagamos.
As Universidades também são todas ecotópicas, agora.
Há dinheiro a rodos para I&D em temas ecotópicos, como as "smart grids".
E há muitas revistas onde publicar temas ecotópicos.
Por isso, não há uma única voz que se erga a questionar a ecotopia.
Mas os ecotópicos não mandam e jamais mandarão na China!
Nem na Índia!
Nem na África!
E haverá sempre quem resista à ecotopia.
Este blog publicará uma série de artigos desmontando a visão ecológica utópica da tecnologia e da energia, nos próximos tempos.
Porque acredito na racionalidade da modernidade e me assumo como adversário do pensamento mágico pós-moderno que suporta a ecotopia.
 In “A Ciência não é neutra” – Prof. Pinto de Sá
http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/
 
 
 
 

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