Leitura recentíssima esta. O Jornal W – Voz Verdade. Cheguei à conclusão que ando sempre muito distraído com as coisas que me rodeiam.
Normalmente, chego cerca de 20m antes da Eucaristia à Igreja da Paróquia que adoptei porque na minha Freguesia não há Igreja, para rezar e reflectir. Mas, neste dia de Domingo, 15 de Fevereiro de 2009, cheguei atrasado. Encontrei uma colega minha da Cruz Vermelha à porta a vender o jornal que referencio acima. Como chegava mais cedo nunca vi este Jornal. Comprei e fiquei aborrecido, depois da leitura, por ainda não me ter apercebido deste jornal.
Pelo menos este número tinha alguns temas e artigos importantes que destaco aqui. O primeiro é uma entrevista com a Sr.ª Dr.ª Isabel Gairiça Neto, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, que nos deixa a mensagem de que “É um imperativo moral intervirmos nosofrimento” e lança um repto aos seus colegas para se especializarem na área dos cuidados paliativos. Este assunto é importante, mas não o vou abordar.
Tenho um longo comentário em curso sobre “UM NOVO MODELOECONÓMICO-SOCIAL” que quero concluir e tenho outro assunto pendente sobre “A Segurança do Cidadão Português” que interrompi por causa do primeiro. Deixo aqui as minhas sinceras desculpas ao Sr. Dr. Henrique Sallesda Fonseca e ao Sr. Coronel Adriano Miranda Lima, mas quero reiterar-lhes que o assunto não está esquecido e que continua no meu top de temas de debate. A urgência do primeiro, apenas interrompeu o segundo.
Um outro tema que se abordou no Jornal W, é a problemática do namoro entre jovens que vivem num ambiente cristão. Nos dias de hoje é saudável verificar-se que ainda há jovens para quem as questões do Amor têm um acolhimento de serenidade e maturidade que contrasta com as modernas “liberalidades”.
Gostaria de salientar que não me sinto autorizado a tecer considerações sobre esta matéria porque dispenso a missão de “moralista”. Que não é, certamente o meu papel na Sociedade. E a concluir esta breve chamada de atenção, li um artigo de Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro de Reflexão Cristã, sobre António de Alçada Baptista em que se discorre sobre o Deus Vivo e Social que está presente nos acontecimentos do dia a dia, um Deus mais próximo, menos complexo e abstracto.
Em nota, informo que, segundo li, a Igreja pensa ser possível um grande acontecimento religioso e sócio-político em Portugal em 2010: a visita do
Ontem, inesperadamente, encontrei num restaurante de Lisboa esse grande representante da pintura moçambicana e da cultura lusófona, Malangatana Valente.
O quadro que reproduzo tem o título de um poema deste pintor-poeta.
Do que se conversou? Da Ilha do Ibo, onde as caravanas árabes na rota entre a Península Arábica e o Império do Monomotapa trocavam o mar pela terra e vice-versa... Para baixo transportavam tecidos e marroquinaria; para cima levavam escravos. Então, como hoje no Sudão e no Darfur.
E a conversa é como as cerejas pelo que a certa altura estávamos a falar dos 40º centígrados negativos que o Mestre sentiu quando foi à Rússia na época gelada da URSS.
Pachos na testa, terço na mão, Uma botija, chá de limão, Zaragatoas, vinho com mel, Três aspirinas, creme na pele Grito de medo, chamo a mulher. Ai Lurdes que vou morrer. Mede-me a febre, olha-me a goela, Cala os miúdos, fecha a janela, Não quero canja, nem salada, Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada. Se tu sonhasses como me sinto, Já vejo a morte nunca te minto, Já vejo o inferno, chamas, diabos, Anjos estranhos, cornos e rabos, Vejo demónios nas suas danças Tigres sem listras, bodes sem tranças Choros de coruja, risos de grilo Ai Lurdes, Lurdes fica comigo Não é o pingo de uma torneira, Põe-me a Santinha à cabeceira, Compõe-me a colcha, Fala ao prior, Pousa o Jesus no cobertor. Chama o Doutor, passa a chamada, Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada. Faz-me tisana e pão-de-ló, Não te levantes que fico só, Aqui sozinho a apodrecer, Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.