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A bem da Nação

CURTINHAS XXX

É CONCERTEZA UMA DISCUSSÃO À PORTUGUESA - I

v     Bem à nossa moda, a discussão sobre o tema a referendo tem oscilado entre o enunciado, até à exaustão, de princípios intocáveis e a argumentação marota, salpicada, aqui e ali, de insinuações rasteiras. Quanto a se saber como se faz, num caso e no outro, quase nada.

v     Desde logo, a lei actual – como, aliás, grande número das leis que por cá se fazem desde há uns vinte anos a esta parte – parece redigida, ou por quem tinha do assunto apenas umas ideias vagas, ou por alguém cujo propósito secreto era o de fazer com que nada pudesse, alguma vez, vir a ser exigido de ninguém.

v     O modo como esta lei trata o aborto na sequência de uma violação é exemplar. Dir-se-ia que uma mulher violada deveria ter um tratamento médico semelhante àquele que ela teria se fosse atacada por um cão raivoso, mordida por uma cobra venenosa ou picada por um peixe-aranha: extraía-se, sem demora, a peçonha, ministravam-se os necessários curativos – e acarinhava-se-lhe a psique.

v     Qual quê? A lei tolera que, quanto ao corpo violado, tudo possa continuar serenamente como se nada tivesse acontecido – até aparecerem os sinais inequívocos de uma gravidez malquerida. E, então, aborta-se na legalidade. Num ápice, ficaram embotadas e ferrugentas as melhores armas dos defensores do “Não” – e estes, ingénuos ou distraídos, como se nada fosse.

v     É um facto que a actual lei não ignora que um aborto envolve três actores, pelo menos: o feto, a mulher grávida e quem faz o serviço. Mas não tira daí as necessárias consequências – ou ninguém, até hoje, as quis tirar. E, estranhamente, nada diz quando o aborto é praticado por uma menor sob pressão familiar.

v     Ignoro quantos abortos sem intervenção de terceiro haverá em média por ano, cá no país. Suspeito que não devem ser tantos assim. Concluo daqui que, na esmagadora maioria dos casos, o aborto só acontece porque alguém presta esse serviço – e por isso se faz pagar. E, recordo, este é um serviço que, para ser prestado, exige local, meios e tempo.

v     Que tem feito a polícia para descobrir esses locais, esses meios e essa disponibilidade? Que venha a público, nada. E se há crime cujas condições podem ser detectadas com grande facilidade, recorrendo a agentes encobertos, é este. Nada se faz (em todos os casos que conheço a meada começa a ser desfiada pela ponta da mulher grávida) porque, na consciência individual de tantos de nós, abortar não é crime – e ajudar a abortar será, até, praticar uma acção, se não, boa, pelo menos, útil. Como surpreender-nos com estas atitudes de indiferença perante o aborto, se era assim, entre nós, ainda há pouco?

v     “Ah!” – exclamam, triunfantes, os defensores do “Sim” – “Que atrevimento este, o de criminalizar actos que a maioria de nós não vê como ilícitos!” “Pois é!” – respondo eu – “E os crimes de honra, que ainda tantos de nós também não vêem como crimes. Vamos referendá-los?”

v     Aliás, a criminalização da mulher que aborta nem sequer é uma inevitabilidade lógica no quadro jurídico português. Outros actos há em que a mulher que os pratica sofre uma censura moral, mas não vai parar à cadeia. Quem vai preso, sim, são os que a levam a praticar esses actos, e os que, explorando-a, daí retiram vantagens materiais.

 Responsabilizemos as abortadeiras como autoras materiais de um crime

v     Em conclusão: se se é pelo direito a nascer, reprima-se o aborto perseguindo quem se predisponha a prestar o serviço. Mas perseguindo mesmo, com o empenhamento que é suposto pôr-se na perseguição de criminosos. E estude-se a possibilidade de deixar a mulher que aborta ao juízo moral da vizinhança – como no lenocínio.

Lisboa, Fevereiro de 2007

 00032bh2

A. Palhinha Machado

 

A luz e a cor, na medicina e na vida

 

 

Fez-se a luz e tivemos a vida. O poder da luz sobre o planeta é conhecido há muitos milénios. Sem ela não há ar, calor e visão, enfim não há vida. Não é sem razão que quando uma criança nasce se diz: A mulher deu à luz.

 

Na natureza, a energia luminosa é uma determinada faixa dessas ondas electromagnéticas que vem do espaço, com diferentes comprimentos de onda, que nos permite ver as cores.

Os antigos povos do Egipto, Grécia e Roma já relatavam e aplicavam as influências das cores sobre os humanos. E foram eles os primeiros, que se saiba, a utilizar a cromoterapia.   No Brasil, o estudo mais sério do emprego clínico dessa terapêutica começou na década de oitenta com o professor, Dr. Ito Chinen (Hospital Emílio Ribas). Ele dizia “que a cromoterapia é uma conduta terapêutica que visa utilizar a energia luminosa das cores para trabalhar a energia vital do paciente”.  Segundo ele, várias são as formas de se actuar sobre o paciente usando o efeito energético das cores.  Na ambientação, através da escolha da cor nas paredes de consultórios, escritórios, salas hospitalares, na cor das roupas dos médicos e atendentes, e na acção mais efectiva, quando da aplicação directa da luz colorida directamente sobre a área doente.

 

É de conhecimento geral a utilização dos raios infravermelhos para tratamentos de processos inflamatórios e dolorosos das articulações, como nas bursites, tendinites e processos pélvicos. Muitos sabem das propriedades dos raios ultravioleta como método esterilizante e bronzeador, além da influência na produção na pele da provitamina D, no combate ao raquitismo e à osteoporose. Cada cor tem reflexos orgânicos e psíquicos provocados pela acção da frequência de comprimento de onda, que ao vibrar libera energia, resultando algum tipo de resposta sobre o indivíduo.

 

As técnicas de aplicação dessa medicina alternativa, a cromoterapia, complementar aos tratamentos médicos convencionais, variam de país para país, dependendo dos conhecimentos, da tecnologia e dos aparelhos disponíveis.

Segundo o Dr. Chinen, a cromoterapia pode ser utilizada principalmente onde há disfunções orgânicas e emocionais como gastrites, vesícula preguiçosa, ansiedade, stress, asma e em alguns problemas de ordem mental. Para uma boa resposta ao tratamento é necessário um diagnóstico preciso, uma orientação e acções acertadas.

 

 Antigamente, as Senhoras chamavam à maquilhagem a "caixinha da saúde"

 

Para ilustração, pode-se dizer que:

 

O VERMELHO – tem acção orgânica altamente estimulante, que ajuda a restabelecer a energia vital e a abrir o apetite. É uma cor recomendada em certos casos para os asténicos e hipotensos (aqueles que têm pressão baixa)

 

A COR LARANJA – é favorável para os depressivos, estimula os batimentos cardíacos, o metabolismo ósseo e o digestivo.

 

O AMARELO – actua estimulando o intelecto, o metabolismo ósseo e ajuda nas disfunções hepáticas.

 

O VERDE – pode ser usado para transmitir equilíbrio e tranquilidade. Estimula a função hepática e a cicatrização de tecidos.

 

O AZUL CLARO – tem acção relaxadora sobre os nervos, melhorando a ansiedade e a hipertensão (pressão alta).

 

O AZUL PRÚSSICO – ajuda na recuperação dos processos infecciosos, actuando como analgésico e sedativo.

 

O VIOLETA – muito utilizado como anti-séptico (raios ultravioleta) e regenerador tecidual, principalmente nos tumores e sistema nervoso.

 

Na Índia a cromoterapia tem, já há muito tempo, respeito e credibilidade como auxiliar terapêutico. Nos Estados Unidos, Europa e Brasil, é uma conduta que está engatinhando como opção à terapia convencional ou como coadjuvante à terapia tradicional.

 

Os efeitos psicológicos das cores sobre o sistema emocional do indivíduo são marcantes. Quando se usa o vermelho para pintar as paredes, chama-se a atenção, mas a sensação desencadeada é desagradável de opressão e peso, o que é desaconselhável a quem tem claustrofobia. Mas ao mesmo tempo sabe-se que é uma luz poderosa que estimula os batimentos cardíacos, excita e que activa a concentração. Quem é que não reparou na atenção que essa cor desperta na criança pequena ou no “marmanjão” quando vê uma “dona” vestida de vermelho?

Já o azul e a turquesa são cores frias que criam ambientes agradáveis e calmos que propiciam ao relaxamento.

A cor preta e a branca são cores extremas que têm a potencialidade de absorver ou reflectir toda a cor. Usadas de uma forma monocromática são desagradáveis, precisam de alguma outra cor para contrastar e equilibrar a visão.

A cor violeta psicologicamente age como protectora e relaxante. Estimula e instaura o equilíbrio orgânico. Já o verde, apesar da beleza e integrar o individuo à natureza, é terapeuticamente uma cor morta. A luz pura remete a pessoa ao passado, não é aconselhável ao triste e deprimido. O laranja alegra, estimula o movimento e a acção. Nos ambientes de trabalho deve ser bem orientada, na medida do que se espera naquela função, pois facilita também os acidentes.

 

Conhecer as cores e seus efeitos no Homem é mais uma forma simples e inteligente de actuar, tanto na medicina e como na vida, procurando sempre o bem viver.

 

Uberaba, 4/2/07

 

Maria Eduarda Fagundes

CRÓNICAS DO BRASIL

PAC  2

 

Por estas terras do Novo Mundo o desenvolvimento social vai ainda atravessar algumas crises de dimensão e profundidade difíceis de imaginar.

Como em França em 1789 e na Rússia em 1917, ninguém teria sido capaz de adivinhar o tamanho do banho de sangue que as novas ideias iriam provocar. Por aqui algo fermenta, o bolo cresce e não haverá PACs que aguentem.

Muito menos com este que foi aqui anunciado e... deve esfumar-se como neblina na madrugada!

O desenvolvimento de um país tem que se fazer com a criação de emprego, este necessita de investimento e sobretudo de gente com um mínimo de instrução e cultura, e que não clame ao mundo sermos os melhores só quando ganhamos uma Copa ou tivemos o Ayrton Sena. Fora disso, o brasileiro em geral sente-se frustrado mas já consegue reflectir sobre a verdade ou mentira das falas dos governantes.

Nos últimos quatro anos o governo não fez qualquer investimento, o crescimento médio do PIB tem sido uma vergonha e procura tapar-se os olhos com o tal Bolsa Família, filho mal disfarçado do Bolsa Escola.

Há pouco o senhor Mahmud Ahmanideyad veio fazer uma visita ao senhor Hugo Chavez. Muy amigos, unem-se em volta do profundo ódio ao hoje inimigo número um de quase toda a humanidade, o tal senhor George W. Bush. Los dos muy amigos estabeleceram um pacto que parece atingir a própria demência. Pétrodolares sobrando, dinheiro fácil que não tem, em nada, ajudado a desenvolver os países que o produzem, com raras excepções, como é o caso da Noruega, decidiram promover a frente anti-USA, começando por ajudar a financiar as campanhas de candidatos sul-americanos chamados esquerdistas, passando ao descaramento de oferecer, via Chavez, ao Morales da Bolívia, a ajuda necessária para a construção de bases militares junto às fronteiras do Brasil e do Peru, incluindo o equipamento militar que lhes for necessário.

Entretanto para a reunião do Mercosul, que um comentarista renomeou de Merconada, porque de fato nada adianta, cada país fazendo acordos bilaterais dentro das suas conveniências, à margem deste Merconada, o tal Chavez voltou ao Brasil.

 O que dará vontade de rir a este Senhor e que terá ele a ver com o Brasil?

 

Num dos intervalos das magnas reuniões mercosulistas, o dito ditador teve uma reunião particular, a portas fechadas com os sovietes brasilienses Marco Aurélio Garcia, conselheiro do nosso grande líder e o cabecilha do MST, Luís Stédile, o tal que já uma vez anunciou que em 24 horas pode ter nas ruas 250.000 homens armados!

O que trataram, só eles sabem. Só podemos calcular que não vão ainda usar armas atómicas, porque o Irão só as terá, segundo dizem, daqui a três anos, mas dinheiro não lhes faltará para todo outro tipo de armamento, enquanto o orçamento das nossas Forças (des)Armadas mal chega para dar de comer aos militares. Não sobra nem para uma bala!

Entretanto até o novo governador do Rio de Janeiro, que assumiu com roncos de leão, já começou a mostrar as garras: reduziu as verbas para a educação (será porque aqui o nível é altíssimo?) e a alguns outros sectores onde ainda mandam adversários políticos.

De resto... «o Rio de Janeiro continua lindo!»

Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2007

Francisco Gomes de Amorim

CRÓNICAS DO BRASIL

 

 PAC, PAC, PAC.

 

 

Como estou a atravessar uma fase de saúde com as coronárias gastas, estropiadas, etc. (com eficiente conserto em poucos dias), quando o governo anunciou estrondosamente um PAC... eu tremi! Será o definitivo? Não era. Era o Plano de Aceleração do Crescimento... do Brasil!

Que maravilha! O governo, perdão, (des)governo anunciou, com pompa e circunstância, um plano, a ser cumprido, perdão, (des)cumprido, até 2010, onde serão, seriam, investidos mais de R$ 500 bilhões.

Infraestruturas, estradas e coisas assim quejandas, mas... (sempre esta miserável conjunção a atrapalhar os planos de desenvolvimento) os recursos previstos para investir os tais 500 bi são somente de 80 bi! Aqui o meu coração deu outro pac. Como é que os caras vão investir 500 bi se nem os 80 anunciados têm, e pior do que isso: de ano para ano o déficit do governo, perdão, (des)governo aumenta, e parte desses 80 virão de recursos que não existem?

Nem os impostos diminuem para incentivo aos investidores, nem os juros deixam de ser os mais altos em todo o mundo! Nem sequer o tal PAC prevê a preservação do nosso bem mais precioso, e que hoje é a preocupação maior da humanidade: o meio ambiente. No PAC não há uma única referência a isso.

E a Amazónia vai-se indo, as matas vão-se embora, os rios, os...

Há quase quatro anos escrevi um pequeno texto, a que chamei “O Orçamento do Pinóquio” comentando as bombásticas palavras de apresentação do primeiro orçamento deste mesmo governo (o tal des...). Chamei-lhe do Pinóquio porque assim que foi anunciado se viu que jamais poderia ser cumprido. Como não foi. Infelizmente a minha “bola de cristal” continua a segredar mais uma vez que este vai ser o PAC Pinoquiano! Estou até a pensar quebrar esta maldita bola que não antevê nada de bom no tal promissor futuro para o nosso Brasil! O país eternamente do futuro!

O país carece do básico, a começar pela instrução e cultura. Os orçamentos do ministério de educação têm regredido, em vez de multiplicarem de valor. O povo permanece na ignorância, mesmo uma boa parte daqueles que eventualmente aprendem a ler.

As cidades abarrotam de favelas sem a mínima estrutura de humanização. Cresce a desumanização, a criminalidade, a desilusão do primeiro emprego, o sub-mundo ganha força.

O povo ganha um pouco mais, porque o dólar vem perdendo valor no mercado internacional, o que reflete aqui dentro pela valorização do real. Um dólar já valeu quatro reais e hoje está cotado a dois e quinze! Um acaso internacional contribuiu para a melhoria do rendimento da população, mas num percentual ridículo face ao que seria de esperar de um país que tem tudo para ser rico, mas que só o será quando essa riqueza estiver distribuída com equanimidade.

Como sair deste ciclo vicioso se, ainda por cima temos os deputados e senadores mais bem pagos do mundo! E os juízes, e os promotores, e os delegados, e os inspetores, e os, e os, e os...

Não se distribui riqueza inventando PACs. Começa-se por distribuir o que há. Há muita lá nos altos postos do compadrio. Ninguém dá o exemplo para começar a moralizar o país.

Não há PAC que aguente. Nem gente. E o ambiente começa a ficar explosivo.

Para complementar o “panorama” transcrevo a opinião que pedi a um professor de economia e analista das contas públicas:

 

Não perca o seu tempo com essas bobagens, haja vista que o governo Lula já está falido com base nos números conhecidos até novembro de 2006, conforme abaixo:  

 

Resultado Fiscal Nominal da União

 

De janeiro de 2003 até novembro de 2006 houve aumento das despesas totais (correntes e de capitais) de 0,19% do PIB em relação ao ano de 2002. Aumento real em relação ao PIB de 0,58%. Apesar do aumento geral das despesas, tendo em vista a criação de novos ministérios, houve reduções de despesas em outros ministérios, tais como: Saúde (– 6,40%); Defesa (-14,80%); Educação (–10,34%).

De janeiro de 2003 até novembro de 2006 houve redução das receitas totais (correntes e de capitais) de 3,05% do PIB em relação ao ano de 2002. Redução real em relação ao PIB de 9,41%. 

 

De janeiro de 2003 até novembro de 2006 a União gerou um déficit fiscal nominal de  R$ 245,9 bilhões (3,45% do PIB).

 

Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2007

000048ce

Francisco Gomes de Amorim

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