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A bem da Nação

AVIÔES E APAGÔES

 
Muito se fala no Brasil em apagão. Palavra que, há tempos anda na ordem do dia como o «mensalão», e tudo terá a ver com a sua rima-gêmea: ladrão!
No bairro onde vivo, no Rio de Janeiro, quase não precisa chover, basta um ventinho de ameaça, e lá vem o «apagão»! Reclama, mas agüenta um mínimo de duas horas à luz de velas e do velho lampião de querosene. Daqui a três anos, segundo as mais otimistas previsões de sexas (ir)responsáveis, vou ter uns milhões de colegas às escuras, o que tudo leva a concluir que neste momento a área a investir será na fabricação de velas e lampiões!
Pior tem sido o «apagão» das obrigações do governo, perdão, desgoverno. Em pouco tempo tivemos dois horrorosos desastres aéreos, por causas que dificilmente serão apuradas e/ou divulgadas com o rigor que a ética e o respeito pelo público deveriam exigir. Tráfego demasiado intenso, pistas mal construídas, construções sem plano de urbanização feitas nas cabeceiras e laterais, aviões superlotados e com «pequenos defeitos», controladores mal orientados, tudo num caldeirão de irresponsabilidade. Morrem centenas de pessoas e a conta... ficará sempre por pagar!
Agora, altura em que tudo malha, não só no governo, mas nos imensos lucros das empresas aéreas (esqueçamos os bancos que isso até é vergonhoso), é ocasião para perguntar porque uma passagem entre Rio e São Paulo, cujo vôo tem 40 a 45 minutos de duração, custa entre R$ 129, e R$ 359, equivalente a $ 50,0 até $ 138,0 e na Europa uma passagem entre Vitória, em Navarra, Espanha, e Londres, vôo com quase duas horas, pode custar, taxas e encargos incluídos... € 22,0! Menos da metade da mais baixa tarifa Rio-São Paulo, para um vôo no mínimo três vezes mais longo, o que leva a concluir que a diferença é de um para seis ou sete! Alguma coisa certamente vai mal. Até porque este preço consegue ser inferior ao de uma passagem de ônibus no mesmo trajeto do Brasil. E a empresa aérea européia que faz estes preços é uma das que tem todos os anos balanços positivos. Como eles conseguem e nós não?
Será que as companhias aéreas brasileiras e mais a ANAC, a INFRAERO, o ministro da Fazenda e outras muitas intervenientes entidades poderão esclarecer?
Serão taxas, impostos, má gestão, lucro desmedido, que tudo se pode resumir em falta de vergonha?
E, quer o Brasil aumentar o fluxo de turistas, internos e estrangeiros, ou... isto está bom mesmo só para o AeroLula ?
Rio de Janeiro, Agosto de 2007
Francisco Gomes de Amorim
 

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