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A bem da Nação

Breves Lucubrações sobre o Estado dito Social


Estão as gentes habituadas a exigir que o Estado, utilizando o dinheiro que alguns pagam, lhes forneça uma casa condigna e à medida da sua família, lhes forneça droga gratuitamente nas “salas de chuto”, lhes trate das consequências disso, lhes forneça preservativos, pílulas anticoncepcionais e ainda lhes pague o aborto. Acontece ainda que são os beneficiários desta política os que menos contribuem para a criação de riqueza que pagará isto tudo.
Há ainda uma descriminação intolerável! Porque é que os fumadores de cigarros, cigarrilhas, charutos e barbas de milho não recebem estes produtos gratuitamente (com excepção das barbas de milho que, hoje, com as ajudas comunitárias são muito em conta)? Porque é que os apreciadores do Tinto não o poderão beber em tascas especiais e de graça? (E aqui com vantagem pois é um produto Nacional e não Colombiano!) E porque é que eu não tenho desconto no Viagra?

Este conceito de “Estado Social” está tão imbuído na nossa sociedade que já alastra a outros sectores. Um dos que mais prejudica o país é o das Empresas. O que faz o Estado Social aplicado às Empresas?:
Com o falso argumento de proteger os trabalhadores, impede a falência das empresas inviáveis e mal geridas deixando-as arrastar-se durante anos, não pagando impostos nem segurança social, concorrendo deslealmente no Mercado com outras Empresas viáveis; deixando degradar os activos até que já não interessem a ninguém. Se tivessem falido imediatamente, teriam muito provavelmente sido adquiridas por outras mais bem geridas e os trabalhadores competentes, só teriam a ganhar. Não conheço nenhum caso que tivesse deixado de falir com ajudas do Estado e que se tivesse tornado viável sustentadamente. Quem ficou a ganhar? O Empresário incompetente, os Gestores de falências e mais alguns oportunistas. Quem ficou a perder? Os Trabalhadores competentes, os Contribuintes e a Economia da Nação.
Também os financiamentos, a fundo perdido ou não, terão que ser mais cuidadosamente atribuídos e, sobretudo controlados. Não podem ser atribuídos de acordo com critérios a ser demonstrados com o preenchimento de uns tantos formulários e valorizados por funcionários que, pese embora a boa vontade de alguns, não têm nem o conhecimento técnico nem a experiência de campo que lhes permita avaliar da viabilidade do projecto. Vi muito dinheiro, nosso e dos Fundos, ser dispendido na compra de máquinas que aumentavam imenso a produção de um determinado bem, sem nunca ninguém ter perguntado como e onde esse aumento iria ser vendido.

Resumindo: O Estado tem que criar e manter as condições para que os Indivíduos e as Empresas fortes ou potencialmente fortes se possam desenvolver e vencer. O Estado terá que garantir aos Indivíduos incapazes, um digno nível mínimo de sobrevivência. O Estado deverá tomar medidas para que as Empresas incapazes desapareçam o mais rapidamente possível.

É este o meu conceito de Estado Social

João Araújo Franco

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