Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

Breves Lucubrações sobre o Estado dito Social


Estão as gentes habituadas a exigir que o Estado, utilizando o dinheiro que alguns pagam, lhes forneça uma casa condigna e à medida da sua família, lhes forneça droga gratuitamente nas “salas de chuto”, lhes trate das consequências disso, lhes forneça preservativos, pílulas anticoncepcionais e ainda lhes pague o aborto. Acontece ainda que são os beneficiários desta política os que menos contribuem para a criação de riqueza que pagará isto tudo.
Há ainda uma descriminação intolerável! Porque é que os fumadores de cigarros, cigarrilhas, charutos e barbas de milho não recebem estes produtos gratuitamente (com excepção das barbas de milho que, hoje, com as ajudas comunitárias são muito em conta)? Porque é que os apreciadores do Tinto não o poderão beber em tascas especiais e de graça? (E aqui com vantagem pois é um produto Nacional e não Colombiano!) E porque é que eu não tenho desconto no Viagra?

Este conceito de “Estado Social” está tão imbuído na nossa sociedade que já alastra a outros sectores. Um dos que mais prejudica o país é o das Empresas. O que faz o Estado Social aplicado às Empresas?:
Com o falso argumento de proteger os trabalhadores, impede a falência das empresas inviáveis e mal geridas deixando-as arrastar-se durante anos, não pagando impostos nem segurança social, concorrendo deslealmente no Mercado com outras Empresas viáveis; deixando degradar os activos até que já não interessem a ninguém. Se tivessem falido imediatamente, teriam muito provavelmente sido adquiridas por outras mais bem geridas e os trabalhadores competentes, só teriam a ganhar. Não conheço nenhum caso que tivesse deixado de falir com ajudas do Estado e que se tivesse tornado viável sustentadamente. Quem ficou a ganhar? O Empresário incompetente, os Gestores de falências e mais alguns oportunistas. Quem ficou a perder? Os Trabalhadores competentes, os Contribuintes e a Economia da Nação.
Também os financiamentos, a fundo perdido ou não, terão que ser mais cuidadosamente atribuídos e, sobretudo controlados. Não podem ser atribuídos de acordo com critérios a ser demonstrados com o preenchimento de uns tantos formulários e valorizados por funcionários que, pese embora a boa vontade de alguns, não têm nem o conhecimento técnico nem a experiência de campo que lhes permita avaliar da viabilidade do projecto. Vi muito dinheiro, nosso e dos Fundos, ser dispendido na compra de máquinas que aumentavam imenso a produção de um determinado bem, sem nunca ninguém ter perguntado como e onde esse aumento iria ser vendido.

Resumindo: O Estado tem que criar e manter as condições para que os Indivíduos e as Empresas fortes ou potencialmente fortes se possam desenvolver e vencer. O Estado terá que garantir aos Indivíduos incapazes, um digno nível mínimo de sobrevivência. O Estado deverá tomar medidas para que as Empresas incapazes desapareçam o mais rapidamente possível.

É este o meu conceito de Estado Social

João Araújo Franco

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2004
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D