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A bem da Nação

LÁGRIMAS DO BRASIL

O   PS ( D

 

         

 

Lá, como cá, a sem vergonhice instalada está! Os portugueses sem dúvida que deram «novos mundos ao mundo», fizeram o grande país do futuro com todas as «etnias» de todos os continentes irmãmente misturadas, mas... não adianta querer defender ética da administração portuguesa durante o período colonial no Brasil. Foi um período de alta corrupção centrada na exploração da colónia em proveito duma aristocracia inepta.

 

Tão inepta que a maioria dos proventos foram parar nas mãos dos astutos ingleses, restando-nos como símbolo dessa época áurea (em todo o sentido) pouco mais do que o grande monumento à estupidez, o famigerado Mosteiro de Mafra.

 

Acabou a Inquisição, a monarquia, seguiu-se a 1ª república mais triste e imoral do que o tempo anterior, finalmente apareceu o campeão da vontade actual dos portugueses, Salazar (!), que arrumou a casa com mão de ferro, moralizou os costumes e acabou com a ladroagem, chega a  nova república, e reinstala-se a pseudo democracia com a pouca vergonha grassando como cupim em madeira velha e podre.

 

No Brasil é semelhante, só com a diferença de que durante a ditadura militar a corrupção simplesmente esteve mais calma, escondida, disfarçada, mas não acabou nunca. Estamos agora a viver um período de «democracia desenfreada», em que, por exemplo, os 21.563 cargos «de confiança» do governo (mais 626, criados ontem (!?!?!?) - somando só 22.189) onde reina a maior pouca vergonha, acabam de ser contemplados com aumentos nos seus salários de até 139%! Isso é que é confiança!

 

Como todo o cargo de «nomeação» do PT tem que pagar o dízimo ao partido, e o partido estaria com sérios problemas financeiros, nada mais simples de resolver: mais cargos, aumento dos seus salários, maior dízimo para o PT, e o povo... Que povo? Os babacas que sempre ficam a pagar a roubalheira? Este está ferrado de qualquer jeito.

 

O tempo tem dado oportunidades sem fim a que os governos estabeleçam uma ética, por mínima que seja, para iniciar um caminho de isenção e justiça. Ninguém está interessado nisso. O presidente do senado faz um monte de sujeira, e tal como as formigas, os comparsas montam um paredão para o proteger; se este cai o efeito dominó pode levar uma multidão à frente!

 

Ao partido, que até há pouco tinha ainda um mínimo de credibilidade, e que deveria estar na oposição, mantendo uma linha de conduta firme nestes escândalos, o PSDB (também cheio de telhados de vidro, vidraça fininha!), parece que perdeu o B, porque ninguém mais se interessa pelo Brasil, e o D, porque os seus dirigentes mais querem parecer uma aristocracia. Deviam mudar a sigla para PSA - Partido Socialite dos Aristocats.

 

Já pela terrinha doença semelhante acomete os políticos. Por lá reina a corrupção, a sem-vergonhice e o sósia PSD perdeu também o D. Democracia? Que piada é essa? Que oposição estão a fazer?

 

Aqui como lá o partido devia mudar de nome, para o tal PSA ou PSE de Envergonhados, Encurralados, melhor ainda já Enriquecidos.

 

Viva, aliás, reviva o Aristóteles, para estudar estes tempos hodiernos. Uma vez que no seu também não foi capaz de definir a melhor forma de governo!

 

Só educação e cultura. Para quando? Mais 2.300 anos, que é o que medeia desde o grego? Entretanto... PT, PS com D, ou A ou E... como diriam, em grego, as cabras de Aristóteles, é tudo a mesma méééé... 

 

 

Rio de Janeiro, 21 de Junho de 2007 - Solstício de inverno cá e ... verão o que se passa lá!

 

Francisco Gomes de Amorim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

              

 

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