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A bem da Nação

A REVOLUÇÃO COMERCIAL - 4ª PARTE

 
                             A NOVA SOCIEDADE
 
Ao final da terceira parte expliquei que entre as principais organizações de comerciantes, havia algumas que eram também companhias privilegiadas, isto é, possuíam cartas de privilégio do Governo, que lhes concediam monopólio em certa localidade e lhes conferiam ampla autoridade sobre seus habitantes.
 
Nesta quarta parte vamos considerar um último aspecto da Revolução Comercial.
 
Este último aspecto foi o desenvolvimento de uma economia monetária mais eficiente. O dinheiro vinha sendo usado desde a revivescência do comércio no século XI. No entanto, eram raras as moedas cujo valor fosse reconhecido fora do seu local de origem. Por volta de 1300, o ducado veneziano e o florim veneziano, ambos de ouro, tinham ganho circulação na Itália e nos mercados internacionais do norte da Europa. De nenhum país se poderia dizer, no entanto, que possuísse um sistema monetário uniforme. Moedas emitidas pelos reis circulavam lado a lado com o dinheiro de países estrangeiros.
Dobrão, moeda imperial
Além disso, os padrões monetários sofriam frequentes modificações e as próprias moedas eram muitas vezes adulteradas. Um método comummente utilizado pelos reis para fazer crescer suas rendas era aumentar a proporção dos metais mais baratos nas moedas que emitiam. O desenvolvimento do comércio e da indústria, durante a Revolução Comercial, acentuou a necessidade de sistemas monetários mais estáveis e uniformes. O problema foi resolvido mediante a adopção, por todos os Estados mais importantes, de um sistema-padrão de dinheiro para ser usado em todas as transacções dentro de seus limites geográficos. Muito tempo transcorreu antes que a reforma fosse completa. A Inglaterra iniciou a elaboração de uma cunhagem uniforme no reinado de Elizabeth I, mas a tarefa não foi terminada antes do fim do século XVII. Só ao tempo de Napoleão foi que a França conseguiu reduzir seu dinheiro aos padrões modernos de simplicidade e conveniência. Parece seguro concluir que as moedas nacionais foram realmente uma conquista da Revolução Comercial.
 
Belo Horizonte, 5 de junho de 2007    
 
Therezinha B. de Figueiredo
 

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