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A bem da Nação

QUEM FOI FRANÇOIS DE LA ROCHEFOUCAULD?

 

 

 

“Hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”.

 

“Muitas vezes praticamos o bem para podermos praticar o mal com mais impunidade”.

 

“Não desprezamos todos aqueles que têm vícios, mas desprezamos todos aqueles que não têm nenhuma virtude”.

 

“Se não tivéssemos defeitos, não sentiríamos tanto prazer em reconhecê-los nos outros”.

 

“Há pessoas tão levianas e tão frívolas que estão igualmente distantes de possuir verdadeiros defeitos e sólidas qualidades”.

 

la-rochefoucauld.jpg

François de La Rochefoucauld

 

“A esperança, figura charlatã e evasiva, pelo menos conduz-nos na vida por uma boa estrada”.

 

“Todos nós temos força suficiente para suportar os males do outro”.

 

“Os velhos gostam de dar bons conselhos para se consolarem de não poderem dar maus exemplos”.

 

“Nunca somos tão felizes nem tão infelizes quanto imaginamos”

 

“As paixões são os únicos oradores que sempre convencem. São uma arte da natureza de regras infalíveis; e o homem mais simples que tem paixão convence melhor do que o mais eloquente que não a tem”.

 

“O orgulho é igual em todos os homens (ricos ou pobres), só diferem os meios e as maneiras de mostrá-los"

 

*  *  *

 

François, Duque de La Rochefoucauld (Paris, 15 de Setembro de 1613 – Paris, 17 de Março de 1680) foi um moralista francês, François VI, Príncipe de Marcillac e, mais tarde, Duque de La Rochefoucauld, foi destinado à carreira militar, tendo participado da campanha da Itália em 1629. Envolvendo-se em intrigas contra o Cardeal Richelieu, em favor da rainha Ana da Áustria, foi preso e exilado em Verteuil, no ano de 1631. Depois da morte de Richelieu, voltou a conspirar contra a corte, tendo participado activamente da Fronda, a guerra civil que agitou França entre 1648 e 1653.

 

Em 1652, gravemente ferido nos olhos, encerrou a carreira de soldado e conspirador. Passou em Paris os últimos anos da vida, destacando-se nos salões literários, especialmente no de Madame de Sablé.

 

La Rochefoucauld cultivou o género de máximas e epigramas, divertimento social que transformou em género literário, escrevendo textos de profundo pessimismo. O seu livro mais famoso, "Reflexões ou sentenças e máximas morais", apareceu pela primeira vez em 1664.

 

Até à quinta edição do livro, La Rochefoucauld foi condensando as suas máximas, ao mesmo tempo que restringia o seu típico amargor. Espírito cáustico, amargurado, atribui ao amor-próprio um papel preponderante na motivação das acções humanas. Todas as qualidades da nobreza – as falsas virtudes — têm a movê-las o egoísmo e a hipocrisia, atributos inerentes a todos os homens.

 

Segundo ele, a necessidade de estima e de admiração está por trás de toda a manifestação de bondade, sinceridade, gratidão. Claramente, um pessimista desencantado com o género humano.

 

Além das "Reflexões", La Rochefoucauld escreveu sua autobiografia, "Memórias de MDLR sobre as intrigas com a morte de Luís XIII, as guerras de Paris e da Guiana e a prisão dos príncipes", que engloba o período entre 1624 e 1632 e que serve de base para as conclusões desenvolvidas nas "Reflexões".

 

Outubro de 2016

 

Henrique Salles da Fonseca.png

Henrique Salles da Fonseca

 

BIBLIOGRAFIA:

Wikipédia

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