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A bem da Nação

OS TERRENOS ALAGADOS NA OTA

O "Público" publicou na primeira página do número de ontem, 22 de Novembro, uma fotografia de terrenos, neste momento alagados, da área prevista pelos "Aeroports de Paris" (ADP) para implantação do aeroporto da Ota. Se este aeroporto vier a ser construído será, certamente, a maior construção da Europa em leito de cheias.

Mas convém dizer mais o seguinte: a cota dos terrenos que aparecem na fotografia é de cerca de 5 metros acima do nível do mar e a cota prevista pelos ADP para a plataforma do aeroporto é de cerca de 30 metros. Será, assim, necessário fazer um aterro com cerca de 25 metros de altura sobre os terrenos representados.

Estes terrenos, na zona das ribeiras, são terrenos argilosos e o *firme* (bed rock) encontra-se a cerca de - 20 metros. Os estudos até agora divulgados parece revelarem a intenção de usar para fazer o aterro o "tout venant" retirado das zonas com cotas mais altas.

Mas, a construção de aeroportos tem exigências muito especiais. No caso da Ota, a consolidação das pistas exige: ou o uso de estacas com cerca de 50 metros; ou a
substituição por areias de todo o material argiloso do leito das ribeiras acima do bed rock à semelhança do que foi feito no aeroporto de Macau; ou a consolidação dos terrenos argilosos por meios mecânicos, processo muito moroso e delicado, sobretudo num local sujeito a inundações.

Convém perguntar aos "Aeroports de Paris" , que ganharam o concurso para assessorar a NAER, qual é a solução que preconizam ou, então, se assumem a responsabilidade de dizer que o "tout venant" pode ser depositado no leito das ribeiras sem nenhuma preparação prévia. Só depois será possível fazer um orçamento credível, o planeamento do estaleiro e a calendarização da obra.

23 de Novembro de 2006

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António Brotas

(Professor Catedrático Jubilado do IST)

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